
DC Especial #1
O que é?
Run de Brad Meltzer no titulo do Arqueiro Verde, o arco chamado Arqueiro Verde: A Busca. Ao lado do ex-parceiro Arsenal, Oliver Queen, o Arqueiro Verde, percorre o país em busca de objetos importantes da sua vida.
Por que eu gosto desse quadrinho?
Um dos meus tipos favoritos de filmes são os road movies. E Arqueiro Verde tem uma certa tradição com histórias de estrada. Essa é uma daquelas histórias em que o herói deve atingir um objetivo. A diferença é que, num primeiro momento, não sabemos que objetivo é esse e quando nos damos conta da natureza do mesmo, percebemos que esta não é uma história de super-heróis tradicional.
Há o carisma de Oliver Queen, um dos super-heróis mais únicos que já apareceram nos quadrinhos de super-heróis. Engajado, canalha, figura paternal. Dennis O’Neil transformou Queen de imitação do Batman num personagem esférico, e em A Busca, Meltzer aumenta o estofo do herói, criando e desenvolvendo algumas nuances que precisavam ser trazidas à tona depois de sua ressurreição pelas mãos de Kevin Smith.
Phil Hester e Ande Parks garantem o estilo animated para o arco, remetendo aos desenhos animados da DC Comics e dando continuidade ao estilo que consagrou a retomada do Arqueiro e continuou com ele algumas edições depois, já sob os roteiros de Judd Winick.
E, por último, a HQ tem sentimento. Nada piegas, ou excessivamente romântico. Mas revela uma camada nem sempre mostrada nas aventuras de super-heróis. Que emoções levariam um homem a empreender uma busca ao seu passado atrás de objetos que marcaram sua carreira? A resposta surpreende o leitor.
Por que você deveria ler este quadrinho?
Arqueiro Verde: A Busca faz parte de uma nova maneira de fazer quadrinhos. Um jeito que começou a se consolidar no final dos anos 90 e tomou corpo nesta década. É uma volta às origens, um road movie em direção à essência dos super-heróis sem deixar o suspense, os bons diálogos e a aventura de lado. É uma preocupação com o lado humano do justiceiro mascarado sem ter que se preocupar em quebrar a sua coluna, matá-lo ou causar uma tragédia em sua família.
O que se vê hoje em dia é uma tentativa de resgatar determinados elementos perdidos após as Eras de Ouro e de Prata: o otimismo constante e a esperança dos heróis e, claro, nessa onda nostálgica, aparecem aqui e ali alguns elementos mais estrambóticos, porém de valor sentimental, como a flecha com ponta de diamante, na história em questão, que marca a adesão de Oliver Queen à Liga da Justiça da América.
Você deveria ler esse quadrinho se você gosta de suspense, personagens bem construídos, diálogos precisos, nostalgia, a Jornada do Herói, pingos nos i’s, road movies e da sua família.

Diálogo de Queen e Connor Hawke
O que dizem sobre esse quadrinho?
“Os quadrinhos evoluíram. O gênero de super-heróis, principalmente, se tornou muito mais sombrio, amargurado e violento e, por que não, mais realista (tanto quanto é possível ser realista em uma história onde o personagem principal é o único sobrevivente de um planeta moribundo que pode saltar sobre prédios em um simples pulo).
E nostalgia virou um palavrão.
Este é um dos motivos pelo qual a Busca é tão marcante. Em uma época em que os super-he´rois sofrem todas as mazelas possíveis – desde problemas conjugais ate arroubos de auto-recriminação –, Meltzer, Hester e Parks criaram juntos uma história que explorou magistralmente o conceito de pureza dos super-heróis do passado sem cair nas exigências do mercado de hoje”.
Greg Rucka, escritor de várias séries DC, entre elas, Gotham City Contra o Crime, 52 e Xeque Mate, em seu pósfácio do arco A Busca.
Onde você encontra essa história:
DC Especial#1 – Arqueiro Verde: A Busca (março de 2004)
Frase:
“Você é um canalha Ollie Queen. Você sabia. Sempre soube. E o pior de tudo é que… Esse ainda é o seu segredo”.
