O que é?
The Unwritten, série mensal da Vertigo, escrita por Mike Carey (X-Men Legacy, Hellblazer) e ilustrada por Pete Gross (Chosen, Lucifer). Nela acompanhamos a história de Tommy Taylor, um rapaz que compartilha o nome com a maior criação de seu pai: uma mago juvenil à la Harry Potter. Mas coisas estranhas começam a acontecer e Tommy começa a pensar que ele e o personagem são a mesma pessoa. Há uma conspiração envolvendo o mundo das histórias e Tommy precisa descobrir o que está acontecendo antes que seja morto.
Por que eu gosto deste quadrinho?
A principal discussão de The Unwritten são as fronteiras entre ficção e realidade. Isso leva a vários questionamentos interessantes, principalmente as conseqüências de misturar uma coisa com a outra, fato muito comum entre as crianças. Estes limites são bem explorados por Carey, que mostra a cada edição as reações dos fãs para as ações de Tommy Taylor em sua busca por sua identidade. São conversas de chat, twitts, notícias on-line, fóruns de discussão mostrando como o consumidor de ficção se envolve com as obras a ponto de assumi-las e assimila-las como parte de sua vida. Há ainda a parte que a arte imita a vida e o escritor transforma Tommy Taylor na contraparte de Harry Potter daquele mundo, mostrando todo o frisson por novos lançamentos que costuma ocorrer também no nosso mundo. É o poder das histórias, premissa principal da série, que faz mover o mundo e a cada edição de The Unwritten descobrimos como isso acontece por debaixo dos panos.
Por que você deveria ler este quadrinho?
Além de beber na fonte de Harry Potter, a série também possui aspectos semelhantes de outros títulos da Vertigo. The Unwritten parece, para mim, um substituto natural para Y- O Último Homem. Enquanto que em Y tínhamos o questionamento de o que aconteceu com os homens fazendo com que acompanhássemos a série até descobrir a resposta, em The Unwritten, queremos saber se Tommy Taylor é realmente o personagem criado por seu pai. Temos como protagonista um garoto jovem, inseguro de seu papel no mundo, mas tido como o grande salvador. O background da série, o reino das histórias — e aqui se enquadram quaisquer ficções — guarda semelhanças com Fábulas, onde os personagens de contas de fada tem vidas reais. Na série de Carey, Frankenstein dá as caras. Em Fábulas o monstro também aparece. Crossover em vista? Se você gosta de literatura, quadrinhos e as fronteiras entre realidade e ficção, de Fábulas e Y- O Último Homem, e uma enxurrada de referências é bem provável que vá simpatizar com a busca de Tommy Taylor.
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