O que é?
Namor, as Profundezas, minissérie escrita por Peter Milligan (X-Statix, Shade) e desenhada por Esad Ribic (Loki). A HQ mostra a busca da Atlântida por um cientista e sua tripulação. Durante sua viagem eles querem provar que Namor, o príncipe submarino é uma fraude assim como o Abominável Homem das Neves.
Por que eu gosto deste quadrinho?
Namor, as Profundezas apresenta um elemento que é difícil de encontrar nos quadrinhos atuais: a construção de clima. Durante toda edição somos envolvidos pelos pensamentos céticos do cientista, disposto a acabar com o mito da Atlântida e seu guardião. Também nos enredamos pelos avisos da tripulação que não duvida dos mitos do mar, uma vez que outra embarcação havia desaparecido nas profundezas do oceano. E além de tudo há o confinamento. As pessoas estão dentro de um veículo debaixo de milhares de litros d’água. Dessa forma a vulnerabilidade é maior e não há para onde fugir. Com o passar dos capítulos, a evidência de que Namor realmente existe vão ficando mais fortes. Milligan conduz bem a narrativa, focando nos conflitos entre a tripulação e o cientista, trazendo o medo à tona. A arte de Ribic apenas aumenta o sentimento de claustrofobia, escondendo os perigos na sombra e revelando apenas que a tripulação está assustada e se desfazendo aos poucos. Não apenas em número, mas o seu lado psicológico também vai degringolando.
Por que você deveria ler este quadrinho?
Para experimentar uma nova maneira de apreciar histórias de super-heróis, em que o herói do título só está presente nas histórias e presságios dos homens que o buscam. A HQ daria uma ótima adaptação da história de Namor para o cinema, sem ficar devendo nada para filmes como 20 Mil Léguas Submarinas ou O Segredo do Abismo. Por outro lado, a busca do cientista atrás de Namor pode ser comparada à de Ahab à Moby Dick. Não por acaso, o livro de Herman Melville é citado em um dos capítulos.
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