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Super Gemas: gratinar!

Zan, Zayna e Gleek. Novas versões de sidekicks para os SuperAmigos, diretamente de Space Ghost.

Zan, Jayna e Gleek. Novas versões de sidekicks para os SuperAmigos, diretamente de Space Ghost.

Os Super Gêmeos são dois heróis criados para o desenho dos SuperAmigos, em 1977. Com a junção de suas mãos e o grito: “Super Gêmeos, ativar!” eles usavam seus poderes. Jayna podia se transformar em qualquer animal (terrestre, aquático, aéreo, extraterrestre e mitológico) e Zan se transformava em água em qualquer uma de suas formas. na forma sólida ele podia ser objetos feitos de gelo também. Os dois irmãos tinham como animal de estimação o macaco alienígena Gleek, que ora estragava, ora salvava o dia. Todos eram oriundos do planeta Exxor.

Os heróis fugiram de um Circo Espacial ( ! ) e foram para em um planeta onde um inimigo do Superman planejava bombardear a Terra. Os gêmeos e o macaco vão, então, ao nosso planeta avisar a Liga da Justiça sobre os planos do vilão. Os heróis decidem ficar na Terra substituindo Marvin, Wendy e seu cão, Marvel (os sidekicks originais dos SuperAmigos) na equipe. Para viver uma vida normal, sua identidade civil era Johan e Johanna Fleming, vindos de Esko, na Suécia. Os dois usavam cabelos loiros, viviam com o Professor Carter Nichols e estudavam na Gotham City High School como alunos de intercâmbio.

Os predecessores dos Super Gêmeos são os parceiros do Space Ghost, Jan e Jace e seu macaco Bling (repararam na semelhança entre os nomes?). O desenho do herói espacial é de 1966, enquanto o dos justiceiros estreou em 1973.

Foram feitas muitas tentativas de incluir os Super Gêmeos nas histórias em quadrinhos da DC Comics, mas todas elas não deram certo. A última tentativa foi colocá-los com um dos milhares de figurantes dos Novos Titãs durante a Crise Infinita. Eles também apareceram na Justiça Extrema, como garçons em O Reino do Amanhã e nos desenhos animados dos Jovens Titãs e Liga da Justiça Sem Limites.

Quem é mais camp? O seriado do Batman, da Mulher-Maravilha, Aquaman ou os Gêmeos?

O que é mais camp? O seriado do Batman, da Mulher-Maravilha, Aquaman ou os Gêmeos?

Talvez a história mais bizarra envolvendo os Super Gêmeos foi em uma brincadeira de dia dos bobos envolvendo a revista Wizard. Foi anunciado que Alex Ross ao lado de Paul Dini produziriam um álbum dedicado ao Super Gêmeos (sabendo-se do apego do artista à série de TV). Se chamaria “Super Gêmeos: Forma de Água”, dando continuidade à série de “Superman: Paz na Terra”, “Batman: Guerra ao Crime” e “Mulher-Marvilha: Espírito da Verdade”. No álbum os gêmeos cruzariam a terra para evitara a seca logo depois de seu macaco ter contraído raiva.

Mais que personagens irrelevantes nos quadrinhos, os supergêmeos se tornaram parte da cultura popular. Quem nunca falou pra um amigo “Super Gêmeos: ativar!”? E eles continuam a ser zoados, talvez perdendo apenas para o Aquaman, recebendo uma série de episodios que saiu no Adult Swim americano. Se até a Comida dos Astros, grupo de comédia que faz representações transformando tudo em comida, criou o “Super Gemas: gratinar!” e o “Enquanto isso, na fábrica de lingüiça…”, é sinal de que mesmo ausentes de uma publicação regular, Zan e Jayna estão na memória de muita gente como parte do imaginário camp dos quadrinhos. Fazer o quê?

Super Gemas: desgratinar!

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Batman – O Cavaleiro de Gotham

A animação une os dois filmes do Batman

A animação une os dois filmes do Batman

Depois de assistir ao fantástico Batman – O Cavaleiro das Trevas, assitimos ontem ao Batman – O Cavaleiro de Gotham. Explico. A Warner fez uma estratégia parecida com o que aconteceu com os filmes de Matrix e a animação Animatrix. As histórias do Batman ocorrem entre o primeiro e o segundo filme de Christopher Nolan. São seis episódios interligados, todos desenvolvidos por estúdios japoneses, por isso o estilo anime.

O primeiro deles, e que foi o que mais gostei, chamado “Eu tenho uma história para você”, mostra garotos skatistas e suas visões sobre o Morcego. Um deles acha que ele é uma sombra, outra que ele é um morcego humano voador e outro, um robô. Qual deles estará certo?

O segundo, “Fogo Cruzado” foca nos policiais Chrispus Allen (que agora é o Espectro no universo DC) e Anna Ramírez (uma Renèe Montoya genérica e que também está no filme com o Coringa). A história é escrita por Greg Rucka (Gotham City Contra o Crime). A hitória traz os agentes da lei no meio de uma briga entre as máfias de Gotham. É interessante que em certa parte da história Allen pede reforços para o cruzamento entre a O’Neill e a Morrison. Os dois nomes são de roteiristas do Homem-Morcego. O’Neill escreve histórias do Batman desde o final da década de 60 e esteve presente durante o famigerado arco A Queda do Morcego da década de 90. Já Morrison foi responsável pela insana graphic novel Asilo Arkham em 1988 e é responsável pelas atuais histórias do personagem.

O episódio seguinte, “Teste de Campo” traz uma nova invenção de Lucius Fox, um gerador de pulso eletromagnético e conta como Bruce Wayne vai usar o aparato para dar cabo da máfia russa e italiana da cidade. Além disso há um torneio de golfe em prol dos sem-teto de Gotham.

“Esconderijos na Escuridão” lembra um pouco a mini Batman – O Messias, de Jim Starlin, pelo visual subterrâneo e a presença de um religioso. O episódio é escrito por David Goyer, roteirista dos filmes do Batman e das primeiras histórias da nova Sociedade da Justiça ao lado de Geoff Johns. No desenho, Batman enfrenta o Espantalho e o Crocodilo para salvar um cardeal seqüestrado.

“Lidando com a Dor” também tem seus momentos O Messias. Batman deve lidar com a dor e chegar consciente até a cidade enquanto atravessa os esgotos. A série é escrita por Brian Azzarelo, mais conhecido por 100 Balas, mas também escritor do excelente arco Cidade Castigada da revista do guradião de Gotham. É meu segundo episódio preferido, porque não enfoca lutas do cruzado embuçado, mas sua peregrinação pelo mundo em busca do não-sofrimento. Traça um paralelo interessante com a origem e motivações do personagem.

O último episódio, “Pistoleiro“, mostra Bruce Wayne contra o persongem-título, que nos quadrinhos já foi intergrante do Esquadrão Suicida e do Sexteto Secreto. Mostra um aspecto nem sempre explorado do Homem-Morcego: sua aversão pelas armas de fogo. Este episódio é escrito por Alan Burnett, que além de responsável pela produção e roteiro das novas séries aniamdas de Superman e Batman, também escrevia os roteiros do saudoso desenho Ducktales.

Batman – O Cavaleiro de Gotham não é uma animação excepcional em termos de história, mas o visual e, principalmente os cenários, valem à pena. E ainda tem uma prévia da animação da Mulher-Maravilha, a ser lançada por volta de maio nos EUA com direito a contextualização histórica (!). Estou na espera também por Contrato de Judas.

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Liga da Justiça: A Nova Fronteira

Assisti ao DVD do filme Liga da Justiça: A Nova Fronteira, baseado na HQ escrita e desenhada por Darwyn Cooke, que mostra a transição da Era de Ouro para a Era de Prata dos quadrinhos de super-heróis. A história impressiona pela contextualização. Passa nos meados dos anos 50, época da Guerra Fria, da perseguição aos comunistas, das comissões do senado presididas pelo senador McCarthy e da corrida espacial. Esses momentos são bem pontuados tanto na história em quadrinhos quanto na animação. A desistência da Sociedade da Justiça frente à comissão que pretendia desmascará-los (referências aqui à uma história escrita por Paul Levitz e à minissérie A Era de Ouro, de James Robinson). O momento em que Hal Jordan, futuro Lanterna Verde, conta ao coreano que quer matá-lo que a Guerra da Coréia havia se encerrado, e seu ato subseqüente de matar seu inimigo em busca da própria sobrevivência. Depois, vemos o Superman se encontrando com a Mulher-Maravilha, na Indochina. Ela havia libertado as mulheres de uma aldeia assolada pelos rebeldes, e que haviam sido espancadas e violentadas por eles. Assim que a princesa amazona libertou-as, elas correram às armas para vingar-se de seus algozes. O Superman questiona essa postura de sua colega e ela responde que apenas agiu de acordo com o “american way”. Há o Flash, ao vivo na televisão, avisando que abandonaria a carreira heróica, se despedindo com “Boa noite e boa sorte”, da mesma maneira que Edgar R. Murrow fazia. Sem falar no pano de fundo da corrida espacial, aqui representada pela Ferris Aeronáutica e sei principal piloto, Hal Jordan.

O visual da história remete, sem dúvida, aos anos 50 e 60. Isso foi transmitido também na animação, que emula o estilo de Cooke. Além disso, a abertura é calcada nas capas da minissérie em estilo vintage.

A vida anterior ao super-heróis de Jordan é o pivô da história, mas outros super heróis como o Caçador de Marte também são essenciais. Todos os heróis se reúnem para lutar contra “O centro”, uma força primitiva da Terra que quer erradicar a raça humana. Só que se a história possui esse forte elemento contextualizador, que situa perfeitamente o leitor, o clímax se opõe a essa atmosfera. Enquanto o início da história tem um fundo revolucionário, de oposição ao governo, o final parece um tanto ingênuo e previsível. Talvez tenha sido proposital, já que a história é uma espécie de gênese da Liga da Justiça, um dos pontos altos da Era de Prata, um tempo em que as HQs de super-heróis foram obrigadas a regredir a ingenuidade e simplicidade. Lá pelas tantas um personagem diz: “De agora em diante, trabalharemos juntos, como americanos livres”. E aí se percebe o ufanismo americano na história, que até então vinha pintando o governo como força de controle e repressão. Outra alusão á Era de Prata, quando o governo pedia para as editoras elogiarem o futuro glorioso que esperava a nação, as inovações tecnológicas e cientificas. Não por acaso, o vídeo e a arte seqüencial acabam com um discurso do presidente Kennedy e que justifica o nome da obra. Ele diz que não há mais uma fronteira americana. Que agora existe uma nova fronteira: as áreas não mapeadas da ciência e do espaço. E com essa ingenuidade, esse ufanismo, esse assombro das maravilhas do futuro é que pisamos na Era de Prata e assim foram criados os representantes da geração pós-guerra, do baby boom, da qual Darwyn Cooke, o autor, faz parte.

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