Posts tagged capitão bretanha

Um chá com a Marvel UK (9 de 12)

Os primeiros Cavaleiros de Pendragon

Os primeiros Cavaleiros de Pendragon

OS CAVALEIROS DE PENDRAGON

Os Cavaleiros de Pendragon tiveram duas fases, a primeira, escrita por Dan Abnett e John Tomlinson e desenhada por Gary Erkshine, elogiada pela crítica misturava aventura de super-heróis, horrores do mundo real e mitologia arturiana. A segunda, escrita pelos mesmos autores, mas desenhada por vários artistas, buscava sucesso comercial ao tentar imitar outras equipes de super-heróis como X-Men e WildC.A.T.S..

Participavam da primeira tentativa heróis como o Capitão Bretanha e Union Jack. A premissa da série era baseada na interpretação de um poema medieval inglês “Sir Gawain e o Cavaleiro Verde”. O Cavaleiro Verde é a encarnação das forças de vida da Terra que distribui a “força Pendragon” a campeões que combatem Bane, forças do “inverno e guerrilha” que usam corporações multinacionais e magia negra para atingir seus fins. Cada um destes campeões carrega consigo as memórias de cada ser escolhido pela força Pendrgon durantes os séculos, por isso os campeões modernos são invadidos pelas personalidades dos primeiros cavaleiros da Távola Redonda como Gawain e Lancelote, uma idéia não muito original, vista antes em Camelot 3000 da DC Comics. Em determinada parte da trama, os Cavaleiros são apresentadoa a Adam Crown, um idoso atendente de lava-rápidos que é possuído pelo espírito do Rei Artur e passa a liderar os Cavaleiros de Pendragon.

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Um chá com a Marvel UK (7 de 12)

Capa do encadernado da série do Capitão Bretanha por Alan Moore e Alan Davis

Capa do encadernado da série do Capitão Bretanha por Alan Moore e Alan Davis

Quando Alan Moore assumiu o título do Capitão Bretanha passou a botar em prática a fórmula mooriana para personagens de séries contínuas: tudo que o protagonista sabia sobre si mesmo até então, era uma mentira. Nesse processo, o parceiro do capitão, o elfo Jackdaw morreu, e Braddock é apresentado à uma realidade alternativa governada pelo déspota Mad Jim Jaspers e passa a ser perseguido pela Fúria (que reapareceu recentemente durante a fase de Chris Claremont em Uncanny X-Men). Enquanto luta com o inimigo o Capitão acaba libertando Lady Saturnyne, guardiã do Ominiverso. Aqui Moore cria uma das pedras fundamentais do Universo Marvel: a relação dos heróis com realidades alternativas: não existe apenas uma versão da Terra, mas um universo recheado de ominirealidades, onde existem diversas versões de Capitães Bretanhas (o mesmo vale para outros super-heróis), que sob o comando de Saturnyne e Roma se chamariam de Tropa de Capitães Bretanhas (uma homenagem do barbudão à Tropa dos Lanternas Verdes).

A Terra que acompanhamos os heróis da Marvel não se chamaria Terra-1, demonstrando um certo pensamento medieval de que tudo gerava ao redor de nosso umbigo, mas Terra-616. Uma a mais dentre as outras. Dizem os boatos que Moore teria escolhido este número porque se referia à data de criação da Marvel, 61-6, junho de 1961, mês de lançamento de Fantastic Four #1. Através dessa manobra, Moore estabeleceu uma certa lógica para o universo da editora de Stan Lee, coisa que a DC Comics sempre buscou nas suas crises infinitas. Dessa maneira, no universo Marvel, basta admitir que existem múltiplas possibilidades de versões de Terras e de super-heróis, enquanto que a DC suprime e reintroduz seu multiverso. As realidades alternativas da Marvel seriam mais desenvolvidas com o passar dos anos em séries como Excalibur e Exilados.

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Um chá com a Marvel UK (2 de 12)

Brian Braddock deve escolher entre o Amuleto e a Espada e se tornar o Capitão Bretanha

Brian Braddock deve escolher entre o Amuleto e a Espada e se tornar o Capitão Bretanha

CAPITÃO BRETANHA

Após um acidente com sua moto, o jovem assistente de cientista Brian Braddock se viu à portas da morte, quando surgiu a visão de uma mulher que alegava ser a Deusa dos Céus do Norte e de Merlin, o mago das lendas do rei Arthur. Os dois lhe ofereceram uma chance de sobreviver, escolhendo entre o Amuleto do Certo e a Espada do Poder. Brian, que não se considerava um guerreiro, optou pelo amuleto, transformando-se instantaneamente no Capitão Bretanha, o defensor da Inglaterra.

Originalmente, na revista Captain Britain Weekly, as páginas periféricas, em que eram publicadas as histórias do Capitão e de Nick Fury de Jim Steranko, eram coloridas, as demais no miolo da revista eram em preto e branco. Perto do final da revista, em julho de 1977, todas as páginas eram impressas apenas em tinta preta. A revista do herói britânico também ofereceu brindes memoráveis: a Máscara do Capitão Bretanha no número de estréia; no seguinte, seu bumerangue e no número 24, seu jato. Com a conclusão de sua revista, Brian Braddock passou a aparecer na revista Super Spider-Man and Captain Britain.

Super Spiderman & Captain Britain

Super Spiderman & Captain Britain

A primeira aparição do herói nos EUA se deu em Marvel Team-Up #65-66, em que o herói viajava para América para concluir seus estudos, por uma estranha coincidência Brian acabaria colega de Peter Parker, o Homem-Aranha, na Universidade Empire State. No primeiro encontro os dois heróis enfrentaram Arcade e seu Mundo do Crime. Depois de alguns problemas com álcool, Brian retorna para a Inglaterra. Muitas transformações passam a acontecer com o herói, seu traje muda e também sua arma, que passa a ser o Cetro Estelar, e as histórias tomam um plano de fundo cósmico. Depois de uma fase cheia de reviravoltas pelas mãos de Alan Moore, o herói toma uma posição proeminente como integrante do grupo mutante Excalibur, residente na Inglaterra, mas com histórias produzidas pela Marvel americana. Hoje, após aparecer por mais de dois anos no Novo Excalibur, Brian volta a ter revista própria chamada Captain Britain & The MI-13.

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