Arquivos de etiquetas: marvel UK

Um chá com a Marvel UK (12 de 12)

16 nov
Homem-Aranha e seus Amigos. Versão brasileira do comic publicado pela Panini UK.

Homem-Aranha e seus Amigos. Versão brasileira do comic publicado pela Panini UK.

Por ocorrerem no mesmo universo dos heróis tradicionais da Marvel, a presença dos mesmos nas revistas da Marvel UK dos anos 90 era constante. Para se ter uma idéia, os X-Men aparecem em 10 das 16 edições de Hell’s Angel. Contudo, apesar da quase-onipresença dos heróis americanos, seus colegas britânicos poucas vezes apareceram ou foram referidos em revistas que não eram produzidas na Europa. Com o estouro da Bolha Especulativa, os gibis da Marvel UK, que por vezes tinham de ser reimpressos pela grande demanda, acabaram por encerrar sua circulação dos dois lados do Atlântico em 1994. A perda de interesse pela linha britânica da Casa das Idéias fez com que a Marvel UK entrasse em declínio.

Seria o fim da representação dos heróis Marvel na Grã-Bretanha se, na metade dos anos 90, a Panini Comics não comprasse seus bens e passasse a reimprimir as histórias americanas. A Panini Comics vinha de um acordo bem-sucedido com a Marvel, pelo qual representava a editora na Itália e em outros países da Europa. O material original inglês, porém, parou de ser produzido.

Quando a Panini Comics UK resolveu desenvolver material próprio, visava a um público mais infantil, na onda do desenho animado do Homem-Aranha exibido pela Fox. Surgia, então, a revista The Spetacular Spider-Man. Foi depois de uma década, em março de 2005, que esta mesma revista apresentou uma nova história do Capitão Bretanha criada por Jim Alexander, Jon Haward e John Stokes. Além dos títulos originais americanos, a editora ainda publica a longeva Doctor Who Magazine, com histórias inglesas. Mas é nas crianças com menos de seis anos que está o foco dos materiais produzidos hoje na Panini Comics inglesa, com as revistas The Spetacular Spider-Man, Marvel Rampage e Spider-Man and Friends.

Um chá com a Marvel UK (11 de 12)

13 nov

AS GUERRAS MYS-TECH

O primeiro número das famigeradas Guerras Mys-Tech

O primeiro número das famigeradas Guerras Mys-Tech

Os grandes inimigos dos super-heróis britânicos eram os integrantes da corporação Mys-Tech, um grupo de sete magos oriundos do século X, que venderam sua alma a Mefisto em troca de imortalidade. Ao longo dos anos eles vem sacrificando almas para o demônio e acumulando riqueza e poder em seu império de negócios. Os atos derradeiros da organização resultaram nas Guerras Mys-Tech e envolveram grande parte dos heróis americanos da Marvel.

Era uma época de crossovers e a lógica era quanto mais melhor. Participaram desta história Homem-Aranha, Hulk, X-Men, Nick Fury, Vingadores, X-Factor e Excalibur pelo lado americano e todos os super-heróis dos anos 90 da Marvel UK. O roteiro dos hoje celebrados Andy Lanning e Dan Abnett, responsáveis pelas minisséries de Aniquilação, era muito fraco. Para dar um exemplo, na minissérie muitos dos heróis morrem em combate com os Mys-Tech, mas, ahá, se encontra uma maneira de reverter todo o acontecido, voltar 24 horas no tempo e restaurar a vida dos heróis combalidos. Guerras Mys-Tech é um bom exemplo de tudo de pior que a década de 90 gerou: mortes e ressurreições, transformações sem sentido, muita violência, heróis rangendo os dentes sem parar mostrando toda sua canalhice. Nem os desenhos se salvam. O responsável pelo lápis era Bryan Hitch, também cultuado pelo seus desenhos em Os Supremos, naquela época não passava de uma imitação barata de Alan Davis que passava longe dos atuais desenhos. A mini chegou a ser lançada no Brasil pela Mythos Editora em 1998.

Um chá com a Marvel UK (10 de 12)

8 nov

Deaths Head II com os X-Men

Death's Head II com os X-Men

Com a chegada dos anos 90, Paul Neary se tornou editor-chefe da Marvel UK e os títulos produzidos na Inglaterra passaram a ser comercializados nos EUA. Tudo isso acontecia em meio à ascensão da Bolha Especulativa que fazia com que os consumidores comprassem o maior número possível de revistas, já que tinham potencial de se valorizar muito em um futuro não muito distante, e os primeiros números poderiam valer milhões. Assim, a Marvel UK entrou na onda e lançou nos Estados Unidos, entre outros, uma segunda versão de Death’s Head (que ficou conhecido como Espectro no Brasil), um segundo volume de Cavaleiros de Pendragon, Motormouth (título que depois foi chamado de Motormouth e Killpower) e Hell’s Angel. Todos esses títulos tinham como plano de fundo as ações da organização subversiva Mys-Tech, o que acabou resultando no crossover Guerras Mys-Tech. Na terra da rainha, todos estes títulos eram publicados na antologia Overkill.

Assim como todo “bom” personagem do início dos anos 90, os novos protagonistas das revistas Marvel UK, andavam na onda do “grim and gritty”, que consistia em dar uma abordagem cruel e sombria aos personagens e, se eles fossem mostrados rangendo os dentes, um tanto melhor. Por isso muitos dos seus títulos trazia nomes impactantes como Hell, Blood, Death, Kill… Listaremos, então, os principais heróis desta era. O primeiro deles foi

Killpower e Motormouth

Killpower e Motormouth

Death’s Head, um spin-off da revista dos Transformers, o personagem era originalmente um construto caçador de recompensas, chegando a aparecer nas revistas do Quarteto Fantástico e da Mulher-Hulk. Anos mais tarde foi repaginado e se tornou um amálgama do ciborgue original com seu inimigo Mínion. (100 personalidades) Ficou conhecido no Brasil pelo nome de Espectro. A série do personagem deu origem a duas outras: Death Wreck e Death Metal, estrelando outros ciborgues. Em 2005, a Marvel criou Death’s Head 3.0, que nada tinha a ver com os anteriores e que fez uma aparição na saga Planeta Hulk.

Motormouth, criada por Graham Marks e Gary Frank, era Harley Davis, uma garota de rua boca-suja que encontrou um par de sapatos criados pela corporação Mys-Tech que possuiu tecnologia de salto dimensional implantada. Para reaver seus pertences, a organização mandou o assassino Killpower atrás da garota. Contudo, o homem se afeiçoou da garota e tornou-se seu protetor. Depois de ser gravemente ferida por outros assassinos, Killpower reconstruiu o corpo da garota implantando a tecnologia de teleporte em seu corpo, bem como substituindo sua laringe por uma aparelho capaz de lhe conferir poder sônicos. Killpower, por sua vez era um ser moldado geneticamente da mistura de DNAs de humanos, rinocerontes, leões, morcegos e alienígenas, que se tornou capanga da organização Mys-Tech. Apesarde aparentar 20 anos, cronologicamente tem 4 anos. Foi através de Motormouth que viu a maldade por trás de seus empregadores. Os dois foram vistos em revistas Marvel regulares como O Incrível Hulk e Excalibur.

Hells Angel e X-Men

Hell's Angel e X-Men

Hell’s Angel, também conhecida como Shevaun Haldane, ganhou seus poderes do Anjo da Morte, que veio buscar seu pai e colocou um fragmento do próprio universo no corpo de Shevaun, bem como ofereceu a ela um traje que a permitia controlar seus poderes. Ela passou a combater a corporação Mys-Tech e Mefisto, responsável pelo assassinato de seu pai. Por causa de problemas com direitos autorais referentes ao grupo de motoqueiros, o personagem mudou seu nome para Dark Angel. Ficou conhecida como Anjo Negro no Brasil e fez aparições nas histórias do Excalibur.

Um chá com a Marvel UK (9 de 12)

5 nov

Os primeiros Cavaleiros de Pendragon

Os primeiros Cavaleiros de Pendragon

OS CAVALEIROS DE PENDRAGON

Os Cavaleiros de Pendragon tiveram duas fases, a primeira, escrita por Dan Abnett e John Tomlinson e desenhada por Gary Erkshine, elogiada pela crítica misturava aventura de super-heróis, horrores do mundo real e mitologia arturiana. A segunda, escrita pelos mesmos autores, mas desenhada por vários artistas, buscava sucesso comercial ao tentar imitar outras equipes de super-heróis como X-Men e WildC.A.T.S..

Participavam da primeira tentativa heróis como o Capitão Bretanha e Union Jack. A premissa da série era baseada na interpretação de um poema medieval inglês “Sir Gawain e o Cavaleiro Verde”. O Cavaleiro Verde é a encarnação das forças de vida da Terra que distribui a “força Pendragon” a campeões que combatem Bane, forças do “inverno e guerrilha” que usam corporações multinacionais e magia negra para atingir seus fins. Cada um destes campeões carrega consigo as memórias de cada ser escolhido pela força Pendrgon durantes os séculos, por isso os campeões modernos são invadidos pelas personalidades dos primeiros cavaleiros da Távola Redonda como Gawain e Lancelote, uma idéia não muito original, vista antes em Camelot 3000 da DC Comics. Em determinada parte da trama, os Cavaleiros são apresentadoa a Adam Crown, um idoso atendente de lava-rápidos que é possuído pelo espírito do Rei Artur e passa a liderar os Cavaleiros de Pendragon.

Um chá com a Marvel UK (8 de 12)

4 nov

inicio de carreira de Grant Morrison

Spiderman and Zoids Weekly: início de carreira de Grant Morrison

Grant Morrison também deu as caras na Marvel UK. Antes mesmo do sucesso com Zenith, o super-herói pop-star da 2000 A.D., o escritor escocês escreveu para a Doctor Who Weekly (tendo colaborado com um Bryan Hitch imberbe) e com Spiderman and Zoids Weekly. Zoids? Tratavam-se brinquedos famosos da década de 80, produzindo por uma empresa japonesa, que eram construtos mecânicos na forma de mamíferos, dinossauros e insetos, que como muitos outros brinquedos daquela época geraram animes, mangas, videogames e, na Inglaterra, uma série de comics.

Não eram só os Zoids que receberam esse tratamento. Em 1984, a Marvel lançava um outro selo nos Estados Unidos, a Star Comics, cujo publico alvo eram crianças pequenas e geralmente trazia desenhos animados ou brinquedos adaptados para os comics. He-Man e os Mestres do Universo, Thundercats, G.I. Joe, Transformers, Smurfs, Os Caça-Fantasma eram algumas das muitas séries que hoje são nostálgicas. Não demorou muito para que esse selo aparecesse também na Grã-Bretanha. O maior fenômeno de vendas da Marvel UK foi Transformers, que vendia 200 mil cópias por semana. Sob o comando da editora, a série durou 322 edições. Após deixar a editora, a série continua a ser publicada até hoje, mantendo-se como um dos títulos mais importantes da história do mercado inglês de quadrinhos.

o maior sucesso da Marvel UK

Transformers: o maior sucesso da Marvel UK - 200 mil cópias/semana

Seguindo o sucesso dos robôs gigantes e alienígenas veio Death’s Head, o primeiro título publicado no formato americano (revista simples, com uma série apenas). Em seguida, no mesmo formato, foi lançado Knights of Pendragon, que recebeu elogios da crítica especializada e era escrita por Dan Abnett e John Tomlinson com arte de Gary Erkshine.

Em 1984 começaria a chamada Invasão Britânica nos quadrinhos, comandada pelos editores Karen Berger e Dick Giordano, da DC Comics, uma caça de talentos ingleses que seriam trazidos para os Estados Unidos. Alan Moore foi um dos primeiros escolhidos pelos editores quando foi incumbido de escrever The Saga of the Swamp Thing (A Saga do Monstro do Pântano). Não demorou muito para que outros quadrinistas fossem recrutados, como Neil Gaiman, Grant Morrison, Brian Bolland, Dave Gibbons, Jamie Delano e Peter Milligan. O mercado norte-americano começava a absorver o talento britânico, restando à Marvel UK autores menos brilhantes para escreverem suas histórias na década seguinte.

Um chá com a Marvel UK (7 de 12)

2 nov
Capa do encadernado da série do Capitão Bretanha por Alan Moore e Alan Davis

Capa do encadernado da série do Capitão Bretanha por Alan Moore e Alan Davis

Quando Alan Moore assumiu o título do Capitão Bretanha passou a botar em prática a fórmula mooriana para personagens de séries contínuas: tudo que o protagonista sabia sobre si mesmo até então, era uma mentira. Nesse processo, o parceiro do capitão, o elfo Jackdaw morreu, e Braddock é apresentado à uma realidade alternativa governada pelo déspota Mad Jim Jaspers e passa a ser perseguido pela Fúria (que reapareceu recentemente durante a fase de Chris Claremont em Uncanny X-Men). Enquanto luta com o inimigo o Capitão acaba libertando Lady Saturnyne, guardiã do Ominiverso. Aqui Moore cria uma das pedras fundamentais do Universo Marvel: a relação dos heróis com realidades alternativas: não existe apenas uma versão da Terra, mas um universo recheado de ominirealidades, onde existem diversas versões de Capitães Bretanhas (o mesmo vale para outros super-heróis), que sob o comando de Saturnyne e Roma se chamariam de Tropa de Capitães Bretanhas (uma homenagem do barbudão à Tropa dos Lanternas Verdes).

A Terra que acompanhamos os heróis da Marvel não se chamaria Terra-1, demonstrando um certo pensamento medieval de que tudo gerava ao redor de nosso umbigo, mas Terra-616. Uma a mais dentre as outras. Dizem os boatos que Moore teria escolhido este número porque se referia à data de criação da Marvel, 61-6, junho de 1961, mês de lançamento de Fantastic Four #1. Através dessa manobra, Moore estabeleceu uma certa lógica para o universo da editora de Stan Lee, coisa que a DC Comics sempre buscou nas suas crises infinitas. Dessa maneira, no universo Marvel, basta admitir que existem múltiplas possibilidades de versões de Terras e de super-heróis, enquanto que a DC suprime e reintroduz seu multiverso. As realidades alternativas da Marvel seriam mais desenvolvidas com o passar dos anos em séries como Excalibur e Exilados.

Um chá com a Marvel UK (6 de 12)

31 out

trazia Capitão Bretanha e o Demolidor, de Miller

The Daredevils: trazia Capitão Bretanha e o Demolidor, de Miller

Há boatos de que Dez Skinn se desligou da Marvel UK devido a conflitos sobre direitos autorais em 1981. Anos mais tarde, depois de trabalhar com cinema, Dez fundou a Quality Communications. Nessa empresa nova, de sua propriedade, o editor lançou a antológica revista Warrior que traria em suas páginas duas das maiores séries de quadrinhos inglesas: Miracleman e V de Vingança, ambas escritas e desenhadas por talentos que Dez conhecera na Marvel UK, Alan Moore, David Lloyd e Alan Davis.

Um dos últimos atos de Dez na Marvel, entretanto, foi trazer o Capitão Bretanha para o mix da revitalizada Mighty World of Marvel, agora mensal, sob a batuta de Dave Thorpe e Alan Davis. Quando Thorpe deixou a série, foi sucedido por um certo barbudo de Northampton, que garantiu a Brian Braddock as aventuras mais estranhas e incríveis que já haviam sido concebidas. A popularidade das novas histórias do Capitão transferiu o personagem para outro título em 1982, The Daredevils, no qual compartilhava as páginas com outro sucesso da década de 80, o Demolidor de Frank Miller. Ainda compondo a revista estavam histórias do Homem-Aranha e textos em prosa narrando as peripécias de Night Raven, um trabalho pouco comentado de Alan Moore com ilustrações de Davis.

Um chá com a Marvel UK (5 de 12)

30 out

Night Raven, o herói pulp da Marvel UK

Night Raven, o herói pulp da Marvel UK

NIGHT RAVEN

Night Raven é um herói criado nos moldes dos pulps, mais precisamente do Sombra. Assim como The Spider e o Fantasma, Night Raven deixa uma marca em vítimas. Ele usa roupas modificadas e uma máscara de rosto intero com aspectos semelhantes a aves. É um justiceiro solitário e sua identidade é envolvida em mistério. Night Raven não tem poderes, mas é imortal e atua em Nova York e Chicago. Ele se vê como um curandeiro, “e um curandeiro deve lutar contra as doenças. E se ele não pode salvá-los seja com habilidade ou amor – então ele precisa levá-los gentilmente à morte”. Originalmente criado pelos editores Dez Skinn e Richard Burton, as primeira histórias de Night Raven eram escritas por Steve Parkhouse e desenhadas por David Lloyd. Stan Lee não gostava da arte “dura” de Lloyd e logo o artista foi substituído por John Bolton. As histórias do personagem duraram menos de um ano. A série era popular e os leitores pediam por mais, mas a Marvel tinha outras prioridades (a revista do Doctor Who, por exemplo) e por um tempo Nigh Raven foi interrompido.

Mais tarde, a Marvel reparou seu erro e trouxe o personagem de volta, mas com uma grande diferença: as histórias retornaram em formato de texto com pouquíssimas ilustrações. Agora, Night Raven era descrito como “uma figura espectral com um rosto ósseo”. Junto a isso vinha sua voz sinistra e “um som estranho sibilante e grasnante” que emanava de sua boca, um personagem bastante desconcertante. Coisas mais bizarras foram surgir quando Alan Moore pôs suas mãos no personagem. Seu corpo era descrito como “pouco mais que uma massa disforme de gânglios e terminações nervosas expostas”. Suas roupas eram então amarrotadas e rasgadas; suas mãos eram “paródias pervertidas de mãos, revestidas de luvas imundas”. Moore deixaria o personagem para cuidar de outros projetos, entre eles V de Vingança, desenhada por David Lloyd, que tempos depois viria admitir que Night Raven foi uma influência para desenvolver o personagem V.

Um chá com a Marvel UK (4 de 12)

26 out
Imagem da série atual de Doctor Who

Imagem da série atual de Doctor Who

WHO IS DOCTOR WHO?

Doctor Who é uma série de sucesso inglesa, tão cultuada quanto Star Trek é para os americanos (os trekkers de Doctor Who são os whovians), produzida pela BBC. Trata das aventuras do “Doutor”, que explora o tempo e o espaço à bordo de sua nave em forma de cabine telefônica da polícia chamadaTARDIS. A série entrou para o Guinness Book of Records por ser o programa de ficção científica que mais tempo esteve no ar, de 1963 a 1969. O programa, que se tornou uma instituição nacional na Inglaterra, foi relançado em 2005 e é reconhecido por suas histórias imaginativas, pelo uso de efeitos especiais criativos apesar dos poucos recursos e pelo uso pioneiro de música eletrônica. A revista Doctor Who Weekly, por sua vez, foi sancionada pela BBC em 1979. Alguns quadrinistas notáveis como Alan Moore, Dave Giboons e John Wagner (Marcas da Violência) trabalharam em suas páginas. A revista traz, além de histórias em quadrinhos, artigos sobre a série, reviews de episódios, entrevistas com o elenco e produção. A revista passou a se chamar Doctor Who Monthly em 1980 e quatro anos depois, Doctor Who Magazine. Quando a série foi descontinuada em 1989, a revista continuou publicando as aventuras do Doutor em forma de quadrinhos. A série é transmitida no Brasil pelo canal People+Arts.

Um chá com a Marvel UK (3 de 12)

25 out
Starburst e House of Hammer

Dez Skinn e as revistas que criou antes da Marvel: Starburst e House of Hammer

Com o lançamento de Star Wars em 1978, a editora começou a publicar um título da série que obteve grande sucesso em misturar histórias de autores ingleses e americanos. Ao mesmo tempo, as vendas dos heróis não iam tão bem, e o próprio Stan Lee foi até a Inglaterra caçar talentos para revitalizar a companhia. Encontrou em Dez Skinn o homem certo. Dez vinha de uma carreira editorial bem sucedida com as revistas House of Hammer e Starburst. A primeira era uma antologia de artigos e HQs sobre horror e ficção científica, e a última se aproveitava da popularidade de Star Wars e do interesse crescente por temáticas semelhantes às do filme de George Lucas. Stan deu a Skinn liberdade para fazer o que achasse melhor e assim começou uma pequena revolução na maneira Marvel de fazer histórias para os britânicos, tanto é que batizou seus próprios atos como “Uma Revolução Maravilhosa” (A Marvel Revolution).

Doctor Who Magazine, Frantic e Hulk Weekly

"A Marvel Revolution": Doctor Who Weekly, Frantic e Hulk Weekly

A grande mudança que o novo editor fez na companhia incluiu aumentar o material produzido originalmente na ilha de Albion. Além disso, Dez lançou novas revistas como Doctor Who Weekly, Frantic Magazine (uma cópia da MAD) e Hulk Weekly. A revista do Hulk ficou mais conhecida por trazer as aventuras do Capitão Bretanha de volta do esquecimento com o Cavaleiro Negro como coadjuvante, desta vez conectado aos mitos arturianos, por Steve Parkhouse, Paul Neary e John Strokes. A revista semanal inglesa do gigante esmeralda também trazia histórias de Nick Fury desenhadas por Steve Dillon e a original criação Night Raven, de David Lloyd. Dez Skinn expandiu a companhia e começou a promover uma periodicidade mensal nas revistas, assim seria mais fácil para o leitor ocasional se interessar pelas revista importadas da matriz. Havia títulos disponíveis para todas as idades, inclusive a própria Starburst, que fora comprada pela Marvel. Por fim, mudou o nome da companhia de British Marvel para Marvel UK.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.