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ComicSpace

2 fev
Imagem de O Quarto Desejo

Imagem de O Quarto Desejo

Atualizei minha página do ComicSpace com o preview de Os Bons Morrem Jovens e de O Quarto Desejo. Para conferir basta clicar nesse link ou clicar no link na barra à direita.

Imagem de Os Bons Morrem Jovens

Imagem de Os Bons Morrem Jovens

Não Editora: Melhor de 2008

7 jan

Dessa vez foi na Aplauso. A Não Editora saiu como uma das melhores coisas do ano de 2008 em Literatura e Artes.

Em tempo, o sócio da editora é o Rafael Spinelli e não o Fernando Mantelli. E permanecemos os três inéditos: eu, o Rafael e a Lu. Mas um dia chegamos lá.

Projetos de HQs

9 dez
Joanna e Cadu de "Os Bons Morrem Jovens"

Joanna e Cadu de "Os Bons Morrem Jovens"

Esse ano tenho feito vários roteiros de quadrinhos. Alguns se tornam em coisas mais concretas, outros continuam na espera de um dia serem ilustrados.

O primeiro deles é o roteiro para Os Bons Morrem Jovens, super-heróis nacionais adolescentes a sairem pelo selo Eras, que você pode conferir mais aqui. Os desenhos são de Pedro Kapullo.

O segundo é uma história de fantasia que se passa num ambiente árabe medieval e, ao mesmo tempo, no presente. Se chama “O Quarto Desejo”, tem desenhos de Jader Corrêa e, se tudo der certo, será publicado no Ficção de Polpa vol. 3.

E o terceiro se chama “A Linguagem do Albatroz” e é uma história sobre como humanos e animais são diferentes e como não estamos atrelados apenas ao instinto de preservar a espécie. Os desenhos são do x-friend Marcio André de Oliveira Silva, ou maos. Ainda não tem um destino definido, mas estamos pensando em algumas soluções.

Tem ainda um projeto que estou trabalhando com a Gisa, mais conhecida como Gisele Moura de Oliveira e capista dos dois Ficção de Polpa, pra uma história mais longa. Já tenho alguns rascunhos, mas precisamos de mais tempo e dinheiro pra que ele tome forma. Quando tivermos mais definições posto por aqui.

I can’t give no satisfaction, but…

29 ago
Black Hole - O Fim, de Charles Burns

Black Hole - O Fim, de Charles Burns

Fiquei devendo uma satisfação quanto à viagem. Foi muito legal, conseguimos fazer contato com gente importante, vendemos livros, me encontrei com amigos virtuais de longa data (Mutação Old School), visitamos alguns pontos turísticos, tiramos fotos com stormtroopers, visitamos a Comix, comprei uma estátua da Morte, comemos em restaurantes “cools e descolados”, fomos em museus de arte, fizemos muitas indiadas, nos perdemos, e bebemos por demais da conta e algumas vezes de graça (ou quase). Fotos devidamente postadas no orkut.

Outra coisa que saiu e fiquei devendo satifação. (Como se eu devesse satisfação pra alguém… Ham!) é o Curso de Quadrinhos da PUCRS. A primeira aula foi muito legal, não em termos de conteúdo porque foi teoria pra dedéu. A turma estava empolgada, participando bastante. Gente das mais diversas áreas e muita gente do interior do estado. Fechamos vinte alunos, mas imagino que teremos mais. Saldo do dia: duas garrafinhas de água mineral depois de três horas falando com a garganta seca.

Menina Infinito, de Fábio Lyra

Menina Infinito, de Fábio Lyra

Agora, as leituras quadrinhísticas. Li a segunda parte de Black Hole, que está bem mais apavorante que a primeira, mas com menos clima. O traço do Burns continua fantástico e suas mutações incríveis. Depois, li Loki, do Robert Rodi e do Esad Ribic. Muito legal, mostra a dicotomia entre Thor e Loki de uma forma semelhante que o Grant Morrison faz com o Batman e o Coringa, e que é sublinhada no filme O Cavaleiro das Trevas. Também li A Saga das Trevas Eternas, da Legião dos Super-Heróis. História bastante interessante, mas que a capa revela o final. Também não gostei da qualidade dos desenhos. Imagino que tenha sido um problema de arquivos digitais, porque o desenho parecia bem mal finalizado.Outra coisa que li foi o último volume do Supremo, do Alan Moore. A qualidade das histórias cai gradualmente conforme aumenta a numeração. Sem falar que nesta edição temos capas e desenhos pelo mestre Rob Liefeld. E por último, li Menina Infinito, do Fábio Lyra. Cortesia da Ediouro, que agora comprou a Desiderata. Tudo porque modero uma comunidade no orkut. Quem disse que orkut não serve pra nada? E se não ganhasse ia comprar certo. Menina Infinito é muito legal e com personagens reais em um universo particular. Já convivi com muitas meninas infinitos por aí. Gostei muito do código de ética Amelie Pourlain, dos sonhos com o Morrissey, as crises de choro, os amigos que abandonam os amigos por causa das namoradas(os), das citações de Cidade de Deus e que eles foram assistir ao Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Provavelmente vai ser resenhada na próxima ThingsMag.

E por falar em ThingsMag, o número 03 já está no ar. Matéria sobre Fun Home e um conto sci-fi meus. Acessem!

Eventos

6 ago
O flyer do Curso de Quadrinhos

O flyer do Curso de Quadrinhos

Tenho algumas coisas pra divulgar. Primeiro que estão abertas as inscrições para o Curso de Extensão em Histórias em Quadrinhos: História, Análise e Crítica, que eu e o Samir vamos ministrar na FAMECOS/PUCRS. O curso começa dia 16 de agosto, sempre aos sábados pela manhã, das 8:30 às 11:30. Mais detalhes abaixo:

O curso tem como principais objetivos refletir sobre as características das histórias em quadrinhos em seu contexto histórico, com foco nos quadrinhos americanos de super-heróis; analisar criticamente seus principais personagens; traçar um panorama das principais publicações da atualidade, bem como dos principais autores e obras que fundamentaram o estilo moderno de fazer quadrinhos.

O curso terá uma abordagem puramente teórica, voltada para a compreensão das histórias em quadrinhos. Nesta segunda edição, os alunos realizarão uma análise das formas narrativas presentes em cada período dos quadrinhos, através da leitura de obras selecionadas.

Não no JB

Não no JB

Serão abordados assuntos como o surgimento dos quadrinhos, seus elementos, tipos e definições, bem como as influências que fizeram nascer os atuais heróis das HQs. Em seguida, o aluno estuda a evolução das histórias e de seus personagens, com destaque para períodos como: a relação entre os super-heróis e a Segunda Guerra Mundial, a perseguição e a censura aos quadrinhos durante o macartismo, a volta dos heróis e a humanização dos mesmos por Stan Lee, a influência do marketing sobre o rumo das histórias, a bolha especulativa da década de 90, o impacto do 11 de setembro no conteúdo destas publicações e a polêmica relativa à classificação dos períodos da história dos quadrinhos em eras.
Os autores mais renomados dos quadrinhos de super-heróis terão aulas específicas, que analisarão as obras de Frank Miller (Batman: O Cavaleiro das Trevas, Sin City, 300 de Esparta), Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Miracleman) e Neil Gaiman (Sandman, Livros da Magia).

O Brasil não ficará de fora. Haverá uma aula dedicada à publicação nacional.

Por fim, é traçado um panorama da atual produção de quadrinhos nos Estados Unidos, com as principais obras e autores. A metodologia consiste em aulas expositivas, exibição de vídeos e apresentação do objeto de estudo.

O curso conta como atividade complementar para os cursos de Comunicação Social, Letras, Psicologia, História e Pedagogia.

A segunda coisa é a excursão da Não Editora ao Eixo Rio-São Paulo. Embarcamos amanhã para divulgar a editora e comparecer nos eventos. Vale ressaltar que saímos no Jornal do Brasil. E segue abaixo o convite para os eventos. Espero quem puder ir!

1986

15 jul
Baixinh, golducha e dentuça!

Baixinha, golducha e dentuça!

1986. Eu já havia começado a andar e falar com as pessoas ao meu redor e, provavelmente, tomava muita sopa de beteraba enquanto minha mãe lia histórias da Turma da Mônica. Chernobyl explodia deixando o mundo inteiro apavorado com as conseqüências da energia nuclear durante uma Guerra Fria que esfriava. O Cometa Haley passava pela Terra, me deixando fascinado, repetindo a palavra Haley e contando do cometa pra todos que vistavam nossa casa. Ia ao ar pela primeira vez o Xou da Xuxa, que me faria estragar uma televisão porque as meninas haviam ganhado naquele dia. E começava o plano Cruzado, um dos vários planos que mudavam a cara da nossa moeda e mudaria também o orçamento familiar dos brasileiros. Paramos de assinar as revistas da Disney.

Eu me envolvia no mundo da Turma da Mônica, dizia que eu era o Cebolinha (não por acaso, era deste personagem que eu estava vestido na minha festa de um aninho – camiseta verde e short preto) e arranjava papéis na Turma do Maurício para todos na minha família. Dois anos depois, essa criança cosplayer iria a uma festa de carnaval vestido de Super-Homem. Enquanto isso, uma revolução era feita, um hemisfério acima, nos meus idolatrados quadrinhos.

Um ano antes, a DC Comics havia passado por uma crise. A Crise nas Infinitas Terras, que redefiniu todo seu universo de heróis. Em 1986, John Byrne, Frank Miller e Gerge Pérez recriavam as origens dos medalhões da editora, Superman, Batman e Mulher-Maravilha, respectivamente.

Também pela DC, era publicado Batman, o Cavaleiro das Trevas, por Frank Miller. A edição revolucionava não só na maneira de narrar uma história ou na retratação do personagem, mas também pelo formato luxuoso, diferente dos baratos comic books.

Antes da crise, a DC havia comprado a Charlton Comics, a terceira maior editora estadunidense da década de 80. Alan Moore, o mago-bardo de Northampton veio com a idéia de utilizar esses personagens em uma maxissérie. Entretanto, problemas com o editor Dick Giordano iriam impedir o uso destes personagens. Solução? Em 1986 estreava Watchmen, com heróis da Charlton genéricos. Isso não impediu que a obra se tornasse uma das mais influentes histórias em quadrinhos do século, senão A mais. Leitura obrigatória para qualquer fâ de quadrinhos.

Enquanto isso, a rival Marvel Comics colocava nas bancas de 1986 quadrinhos mais sombrios, envolvendo mortes e desgraças pessoais, como foram o Massacre de Mutantes nas revistas dos X-Men e a Queda de Murdock na revista do Demolidor.

E quando sobra uma lacuna no mercado, logo ela é preenchida. Em 1986, surgia a Dark Horse Comics, a casa do quadrinho “de autor” e “independente”.

Por último, mas não menos importante, o artista underground Art Spiegelman começava a publicar Maus, série de história que mostra o terror do Holocausto retratando seus personagens como simpáticos animaizinhos. Uma antropomorfização que, ironicamente, deixa os personagens mais humanos. Mais que uma história de sobreviventes, Maus é uma história de família.

Mônica #01, de dez. de 1986, pela Globo.

Mônica #01, de dez. de 1986, pela Globo.

Em dezembro de 1986, acabava o contrato de Maurício de Sousa com a Editora Abril, que então publicava as histórias da baixinha, golducha e dentuça. A nova editora era a Editora Globo, de Roberto Marinho. O dono da Rede Globo, no mesmo ano, havia comprado os direitos sobre o nome da editora, que era da tradicional Livraria do Globo daqui de Porto Alegre. Lá em casa, nós continuamos a ler a Mônica pela Globo.

E eu, do alto dos meus dois anos, mal sabia que o ano de 1986 reservaria muita diversão, reverência e assombramento muitos anos depois.

PS: Pra quem quer matar a saudade da Mônica, indico o site da Revista da Mônica, com pequenos reviews de quase todas as revistas do bairro do Limoeiro.

O Último Homem

13 jul
Pixel Magazine#16

Pixel Magazine#16

Está no ar no Fanboy.com.br outra matéria minha. Dessa vez é sobre uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, Y: O Último Homem. A série é escrita pelo Brian K. Vaughan, que deve ser conhecido de quem gosta de Lost, já que ele é supervisor de roteiro do seriado. A Pixel Media começa a publicar a partir deste mês na Pixel Magazine #16.

A ida semanal à Tutatis não foi muito válida. As revistas iam chegar no outro dia. Então, só semana que vem. Enquanto isso, dois projetos na manga vão ganhando corpo. Aguardem notícias.

A Maldição do Último Prato

10 jul
Os Últimos Dias do Superman

Os Últimos Dias do Superman

Ir a um restaurante em grupo, é batata. Sou sempre servido por último. É a minha maldição. Meu carma. Chame como quiser. Assim como tenho uma tremenda sorte pra conseguir um ônibus sempre quando eu quero, tenho um baita azar quando se trata de vir a comida. Todo mundo já comendo, e eu babando. Se é pra dar errado com um prato: o meu! o meu! Claro, que sempre tem as minhas frescuras de ah, tira os champinhons, coloca mais queijo ralado, pode substituir o arroz por purê de batata? É, batata! Batata, vem errado. Outro dia fomos comer um bauru, sabe, aquele sanduíche com formato de bunda? Pedi com tomates secos. Veio com bacon. Eu odeio bacon. O pior é que eu comi na boa até metade do bauru pra me dar conta… É aquele negócio psicológico: se a gente não sabe o que é, nem sente o gosto. Ou era a renite pegando forte.

O fato é que hoje fui almoçar em bando no Paná Paná, dica da Dídi, que está, excruzive, na edição de número 2 da ThingsMag. E não é que fui o primeiro a ser servido? A excessão que confirma a regra. E passa tempo, o tempo passa e todo mundo está querendo e os outros pratos não chegavam. Aí finalmente chegaram. Talvez seja porque eu tinha pedido porção reduzida… Não sei. No final, estava muito bom. Nhoque com tomates secos ( ! ), anéis de cebola, rúcula e um bife. Muito melhor que a espinhosa primeira vez lá, hehehe. Recomendo! Também foi bom por reencontrar a Ju Lubisco, que fazia um mega tempo que não via.

Depois dei início à minha peregrinação pelos sebos. Fui fazer o Caminho de Santiago das páginas amareladas e mofadas na Riachuelo. Trocar livros, pegar bônus, catar livros. Engraçado que nenhum livro da prova do Mestrado tinha por por lá. Só um que eu encomendei pela internet na Ventura Livros. E o mais óbvio de tudo é que com certeza eu parei no caminho pra ficar enchendo meus dedos de pó preto procurando determinados gibis e encadernados. Resultado que meu bônus foi 80% em quadrinhos. Os 10% foram pro livro do Ariel Dorfman e do Manuel Jofré chamado… adivinhem? Super-Homem e seus Amigos do Peito. (Eta, nerd viciado e obcessivo!). Se trata de mais uma análise muito simpática e america-friendly do socialista que escreveu Para ler o Pato Donald, e deixou o Zezinho, o Huguinho e o Luisinho de penas de pé, mas não respondeu a pergunta principal: Por que o Tio Donald não usa calças? Quando ler comento aqui.

E graças ao café comprei um exemplar de The Originals, do Dave Gibbons (Watchmen) quase novo, pela metade do preço. (Sim, o cara da livraria derramou café em cima. Mas who cares? Eu não vou beber o encadernado mesmo…)

Comprei os dois primeiros volumes da Coleção DC 70 Anos. Não li tudo ainda, porque a pilha de quadrinhos a serem lidos é grande. Mas gostei bastante da proposta das edições e das histórias escolhidas. Uma das histórias do volume do Superman, chamada Os Últimos Dias do Superman é uma história tipicamente da Era de Prata, que depois foram tão bem reimaginadas pelo barbudão em Supremo. Estão lá as pseudo-explicações científicas, os aparatos dignos de 007 (se não, do Agente 86), a narração descrevendo o que os personagens estão fazendo e os personagens, em seus diálogos, descrevendo o que fazem, e o desfecho esdrúxulo, porem simples. As histórias são divertidas, claro. Talvez até mais que as de hoje, por trazerem toda aquela confusão de elementos fantásticos. E em certos momentos tu fica pensando: “será que o leitor daquele tempo era tão ignorante que tinha que ter tudo assim, explicadinho?”. Aí é só se dar conta que, apesar do toque naïve do cabresto do código, as histórias eram voltadas pra um público com uma média de idade bem inferior ao de hoje em dia. Ainda escrevo mais sobre isso. Aguardo ansioso pelos volumes da Mulher-Maravilha e da Liga da Justiça. Mais uma bola dentro da… Panini. Plim-plim!

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