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A evolução da splash page

Criança que lê HQ junta, cresce junta!

Criança que lê HQ junta, cresce junta!

Blog às moscas. Estou lendo Reading Comics – how graphic novels work and what they mean, de Douglas Wolk. O livro é basicamente sobre crítica de quadrinhos, coisa  que é difícil você ver alguém falando sobre. Tem muitos livros por aí de crítica literária, de crítica musical,  de crítica de cinema, mas de quadrinhos é complicado encontar, mesmo em inglês. O livro é muto bom porque o autor não usa de literatice pra dizer  pra que veio, usa uma linguagem bem informal. E no caminho vai usando de autores consagrados como Kant e Horácio para explicar como os quadrinhos funcionam, sem esquecer Eisner e McCloud, as referências principais nessa área. Pretendo, então, colocar aqui algumas passagens do livro que me chamaram a atenção. Começo com a  evolução das splash pages, na minha tradução mega mal-feita:

“Nos velhos quadrinhos havia uma tradição de abrir uma história com uma “splash page”, algo equivalente à “tomada emblemática” nos primórdios do cinem – um painel de tamanho maior na primeira página de uma história de quadrinhos de gênero que era a representação literal ou simbólica de um conflito ou momento dramático que aconteceria mais tarde na história. Esse tipo de história deveria ser determinada, a narrativa propriamente dita poderia começar em um momento calmo, desde que o leitor soubesse que algo intrigante aconteceria mais tarde; a única questão era como a história chegaria nesse ponto.

A grande mudança da Marvel dos anos 60 nas splash pages: começando in media res com uma cena de ação que se desenrolaria pelo menos por algumas página e qualquer plano de fundo deveria ser alcançado através de exibição subseqüente de flashbacks.

A grande mudança de Mike Grell no estilo splash da Marvel (feita em sua HQ dos anos 70, início dos 80, The Warlord (no Brasil, o Guerreiro): a primeira página da história era uma narativa conduzida em multi-painéis e então uma única e enorme imagem cobria a segunda e a terceira página da história”.

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