De novo a identificação…

Dando continuidade às polêmicas da identificação e da mitologia dos personagens, destaco uma passagem de  “O Quarto Fechado”, último conto da Trilogia de Nova York, de Paul Auster.

A capa de Art Spiegelman, de Maus, para a capa de A trilogia de Nova York, de Paul Auster
A capa de Art Spiegelman, de Maus, para a capa de A trilogia de Nova York, de Paul Auster

“Todos queremos ouvir histórias e as ouvimos do mesmo modo que fazíamos quando éramos pequenos. Imaginamos a história verdadeira por dentro das palavras e, para fazê-lo, tomamos o lugar do personagem da história, fingindo que podemos compreendê-lo porque compreendemos a nós mesmos. Isso é um embuste. Existimos para nós mesmos, talvez, e às vezes chegamos até a ter um vislumbre de quem somos realmente, mas no final nunca conseguimos ter certeza e, à medida que nossas vidas se desenrolam, tornamo-nos cada vez mais opacos para nós mesmos, cada vez mais conscientes de nossa própria incoerência. Ninguém pode cruzar a fronteira que separa uma pessoa da outra – pela simples razão de que ninguém pode ter acesso a si mesmo”.

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2 Comments

  1. Nessas horas vemos o quanto ia longe a sabedoria de Jorge Luís Borges quando dizia que “No final, só o que nos resta é o esquecimento, pois ele é a nossa vingança e o nosso perdão”.

    Um 2009 de acessos e reencontros pra vc.

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