A Playboy, Chester Brown

A Playboy, Chester Brown
A Playboy, Chester Brown

Como diz a orelha desta graphic novel, Chester Brown tem a coragem de expor temas e situações que muita pouca gente tem de tocar, literalmente. A história é curta, mas o autor conta como foi crescendo sua obsessão pela revista Playboy desde que comprou sua primeira, aos quinze anos, depois de uma missa, e vai até a parte em que precisava recorrer à lembrança de suas playgirls favoritas para que conseguisse fazer sexo com mulheres. A apresentação visual da graphic novel é contraditória: quadros grandes, no máximo quatro quadros por página sobre um fundo preto. Enquanto os quadros mostram a vontade de expor escancaradamente o tema controverso, o fundo preto encarna a vergonha que ele mesmo admite ter ao revelar suas experiências. Exatamente a mesma contradição da criação cristã com a libertação sexual. É como muitas HQs autobiográficas, mas esta tem o fundo sexual o que a transforma em uma boa porcentagem mais interessante e instigante. Um tipo de história como essa merecia uma continuação: e ela vem com Paying For It, na qual Chester conta suas experiências com prostitutas. Quando sair por aqui eu falo dele.

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