Mês: maio 2012

5 HQs Conceituadas Que Vão Chocar Você

Lost Girls, de Alan Moore e Melinda Gebbie É a história erótica de três garotas dos contos de fadas: Dorothy, Wendy e Alice. Nos três álbuns da série há toda a forma de experimentação sexual: desde zoofilia a pedofilia. Choca pela utilização de personagens de histórias infantis em um contexto adulto e perverso. Brat Pack, de Rick Veitch Acompanhamos a vida dos sidekicks de versões deturpadas de super-heróis como Batman, Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde e Juiz Dredd, e de como esses ajudantes mirins vão sendo influenciados por eles até serem substituídos por outros. Segundo o autor, essa história mostra que Frederic Wertham não sabia nem da metade do potencial dos super-heróis para o consumo e assimilação das massas. Choca porque tudo é levado às últimas consequências, com muita violência, insinuação sexual e abuso de drogas. John Constantine: Hellblazer – Highwater, Pecados do Passado, de Brian Azzarello e Marcelo Frusin Toda fase de Azzarello no título Hellblazer é polêmica, mas o arco que é narrado através do ponto de vista de um supremacista branco que usa de …

5 HQs de Amor

10 Pãezinhos – Mesa Para Dois, de Fábio Moon e Gabriel Bá Uma história que mostra que o amor pode surgir do nada, mesmo que ele venha te espreitando há muito tempo e você nunca tenha reparado. O amor aqui só se manifesta quando o acaso dá um empurrão. Uma história singela, curtinha e gostosa de ler. 12 Razões para Amá-la, de Jamie S. Rich e Joëlle Jones São doze capítulos em ordem aleatória, cada um intitulado com uma música. Cada um deles mostra os altos e baixos de um relacionamento narrados visualmente e textualmente de diferentes formas. A Paixão do Arlequim, de Neil Gaiman e John Bolton A versão de Gaiman para um dos personagens mais conhecidos da Comédia Dell’Arte. A história começa com um coração que é pregado na porta da amada e o caminho que ele toma até que o amor se renove. Lucille, de Ludovic Debeurme Lucille e Artur, dois jovens incomuns e problemáticos, acabam encontrando, em passos pequenos, o amor um no outro. Esse amor acaba transformando suas vidas e …

Destino: Crônica de Mortes Anunciadas, de Kwitney, Williams, Zulli, Hampton e Guay

O ano era 1999, descontente com a foto da fachada do colégio que ilustrava minha agenda do primeiro ano do segundo grau e querendo conferir a mim mesmo um certo ar místico, recortei o anúncio de uma minissérie que se chamava Destiny de uma revista Wizard comprada numa das idas a Florianópolis (minha primeira revista importada comprada por mim mesmo). Pronto: uma nova capa. Havia simplesmente gostado da ilustração, desconhecia por completo o universo de Sandman e seus irmãos, os perpétuos, entre os quais estava Destino. Já o subtítulo, Chronicle of Deaths Foretold, era um tanto atraente, levando em conta que devia ter sido inspirado em Crônica de Uma Morte Anunciada, de Gabriel García Marquez e por acaso na época eu lia Cem Anos de Solidão. A imagem rendeu até a minha primeira tentativa de fazer um conto, na sua estrutura subtextual, falando sobre aquilo que estávamos destinados a ser ou se éramos livres para escolher. Coisas de cabeça adolescente. Treze anos depois – um número mais do que místico – era relançada a minissérie, …

Um outro ponto de vista, por Robert Crumb

“Quadrinhos dão sua versão bem particular da realidade. Há muitas abordagens diferentes para eles, mas não é o mesmo que literatura. Quadrinhos são diferentes, e quando um cartunista tenta “elevar” o gênero, por assim dizer, corre o risco de se tornar pretensioso. Quadrinhos sempre exploraram a sensação e o choque, desde as edições baratas sobre o martírio dos santos ou cenas de batalha no século XVI. As imagens têm que ser fortes. Dá pra ser bem pessoal nos quadrinhos, mas imbuir sutileza literária séria neles me parece absurdo. Há algo de tosco e proletário nos quadrinhos. Se você afastar demais disso, bem, pode parecer bobo. Não consigo ler boa parte dos quadrinhos sérios e profundos que são feitos hoje. Me parecem um tanto pretensiosos às vezes. “Leia você – eu não consigo”. Quando penso em aplicar meu talento artístico para demonstrar como funciona a psique profunda de um indivíduo prototípico, e como ele interage com o mundo, como no grande romance de Flaubert, Madame Bovary, a simples ideia me deixa cansado, esgotado… ufa! Minha abordagem …