Avaliações, quadrinhos, Resenhas
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As 20 Melhores HQs que li em 2012

Bom, a proposta é mesmo essa aí. Listar as 20 melhores histórias em quadrinhos que eu li em 2012, na minha humilde e particular opinião. Não constam só HQs que foram lançadas em 2012, mas aquelas que tive acesso neste ano que passou. Em 2008 fiz uma coisa parecida, mas escolhi somente 10. Neste ano como tive mais de 120 leituras entre livros de ficção, não-ficção, graphic novels e encadernados, sem contar gibis mensais e minisséries resolvi colocar mais. E não pense que foi um ano improdutivo por causa das muitas leituras. Trabalhei muito este ano, fiz cursos, escrevi pra valer, lancei um livro e houveram prêmios. Claro que houveram maus momentos, como a doença e morte da minha avó, mas no saldo geral foi um ano bem produtivo. Um dos mais. Mas vamos ao que importa: a lista. Ela não segue nenhuma ordem de importância, apenas alfabética.

As Melhores HQs que li em 2012

As Melhores HQs que li em 2012

A Chegada, Shaun Tan

Uma HQ sem palavras pode dizer muita coisa? A Chegada é uma prova disso e além: cria um universo totalmente diferente, mas não tão diferente assim que não possamos identificar nele pedaços do nosso mundo. Nesse sentido, A Chegada cumpre sua missão muito bem mostrando saudades, adaptação, família e a passagem do tempo. Mais aqui.

A Liga Extraordinária: Século, Alan Moore e Kevin O’Neill

Resolvi ler essa trilogia, que se passa nos anos de 1910, 1969 e 2009, quando do lançamento de seu último volume. Além da pesquisa minuciosa, e algumas invenções aqui e ali, o interessante da Liga Extraordinária é apresentar diversas referências a personagens literários e outros nem tão literários assim. O destaque desta terceira leva da Liga (se não contarmos o Black Dossier) é Orlando, que passa a história inteira mudando seu corpo de mulher para homem e de homem para mulher. Além de sua personalidade marcante, existe  o fato de formar um trio com Mina Murray e Allan Quateirmain, o que o torna um belo símbolo de equilíbrio entre o grupo.

Achados e Perdidos, Eduardo Damasceno, Luis Felipe Garrocho e Bruno Ito

Essa foi a HQ nacional que mais me surpreendeu esse ano. Não está nas livrarias e se você quiser obtê-la é preciso comprar pela internet. Já vinha acompanhando o site do Quadrinhos Rasos há algum tempo e sempre me divertia com os posts. A HQ esgotou, esgotou de novo, e o melhor, foi realizada através de crowdfounding. A história de um menino que descobre que tem um buraco negro dentro da barriga é uma metáfora para o vazio que sentimos em nossas vidas. Uma história que poderia ser triste, mas é bem-humorada, colorida, com desenhos que parecem vindos de um livro infantil. Além disso o álbum vem acompanhado de um CD com músicas compostas especialmente para ouvir enquanto se lê, o que garante uma experiência diferente. Mal posso esperar o próximo trabalho da Quadrinhos Rasos.

Ao Coração da Tempestade, Will Eisner

Uma das mais famosas histórias de Will Eisner. Sim, ela trata da guerra, mas a guerra sequer é mostrada no álbum e é isso que faz dela uma obra singular. Ela vai mostrando os caminhos que a família de Willie vai tomando ao longo dos anos e o que leva o rapaz a partir para a guerra que marcaria o mundo até hoje. Mais aqui.

Asterios Polyp, David Mazzucchelli

Além da belíssima produção artística, dos tons monocromáticos, da tipografia que diferencia o diálogo de cada personagem, está uma HQ que fala de nada mais do que a condição humana: o individualismo, a família, as dificuldades da vida a dois e sobretudo a necessidade que o homem tem de produzir e apreciar a arte. Asterios Polyp é uma obra que reverbera na gente depois de ler e que pede uma segunda leitura pois levanta discussões e reflexões que poderiam gerar diversos trabalhos acadêmicos. Mais aqui.

As Melhores HQs que li em 2012

As Melhores HQs que li em 2012

Crônicas Birmanesas, Guy Delisle

Em 2012 li os três álbuns de Guy Delisle sobre suas viagens ao redor do mundo e seu encontro com culturas diferentes da judaico-cristã ocidental (Shenzen, Pyongyang e este). O que mais gostei foi Crônicas Birmanesas. Diferente dos álbuns anteriores, este é dividido em tópicos que abordam variados aspectos da cultura de Mianmar. Dos três, este é o mais longo e também é aquele em que Delisle passou mais tempo em solo estrangeiro. Este também é o mais bem humorado, desde a irritação do autor com a insistente musica dos Carpenters que toca todos os dias no mercado local quanto o fato dele ser o único homem no “clube de mães”, enquanto sua mulher cumpre suas tarefas na organização dos Médicos Sem Fronteiras. Recomendo não só esse álbum de Delisle, mas todos aqueles que tratam do choque de culturas, como os outros dois do autor.

Destino: Crônica de Mortes Anunciadas, Alisa Kwitney, Kent Williams, Michael Zulli, Scott Hampton e Rebecca Guay

Não preciso dizer que sou fã do universo de Sandman e, da coleção Sandman Apresenta, que a Panini tem lançado, esta HQ foi a que gostei mais. Sim, mais ainda do que a quadrinização de Sandman – Os Caçadores de Sonhos, que também é um trabalho belíssimo. Mas o álbum de Destino tem muito mais: terror, arte pintada e um amor impossível. Mais aqui.

É um Pássaro…, Steven T. Seagle e Teddy Kristiansen

Como lidar com o mundo colorido e mirabolante dos super-heróis e seu principal ícone, o Superman, quando existe a possibilidade uma doença degenerativa na sua família? Como lidar com o fato de ouvir de seu pai que seria melhor não ter tido seus filhos frente a possibilidade do sofrimento? Nessa HQ biográfica, os autores destrincham os mais diferentes aspectos do Homem de Aço, numa busca por uma identificação que parece inacessível, quando Steven recebe a proposta de escrever as histórias do Superman. Emocionante, surpreendente e terrível. Esta última palavra deixo para você interpretar quando ler a HQ. Mais aqui.

Era a Guerra de Tricheiras, Jacques Tardi

A Primeira Guerra Mundial não é muito abordada nas histórias em quadrinhos, talvez porque a seguinte tenha sido muito mais horrorosa. Mas em todo álbum sobre guerra que lemos, percebemos que toda guerra é horrorosa. Talvez nos quadrinhos compreendemos  isso ainda mais, porque há a combinação das palavras e imagens e o tempo de exposição a elas é muito maior do que na tela do cinema. Tardi é visceral em suas imagens, mas também é visceral ao colocar citações de militares, políticos e outros envolvidos na guerra para dar mais verossimilhança a obra, mas também para mostrar que, apesar da honra, nenhuma guerra é bonita. Mais aqui.

Essex County Trilogy, Jeff Lemire

Nesta trilogia, Jeff Lemire nos faz contemplar e contemporizar sobre três personagens principais: o garotinho que sonha em ser um super-herói e vive no interior do interior, o jogador de hóquei bem sucedido também vindo do interior do interior e sua relação com a namorada, e a enfermeira que faz a ligação entre as histórias. Essex County Trilogy tem uma narrativa e uma sensibilidade apurada capaz de nos fazer assisir cenas de pura singeleza. Ela fala de amor familiar e de como pessoas que não fazem parte da família passam a se tornar como se fossem, além de explorar a dicotomia cidade grande/cidade pequena e o efeito que cada uma delas tem sobre as pessoas. Não por acaso Exess County foi a porta de entrada de Lemire na DC Comics, onde realizou Sweet Tooth, Homem-Animal e, mais recentemente a Liga da Justiça Dark.

As Melhores HQs que li em 2012

As Melhores HQs que li em 2012

Habibi, Craig Thompson

Habibi é um conto de fadas para adultos. Não há magia nenhuma nele, pelo contrário, é a mais dura realidade, mas ainda assim há encanto. A história de duas crianças perdidas no deserto e de culturas diferentes se passa num reino onde o medieval e o futurista coexistem, assim como coexiste o luxo e a decadência. Thompson é conhecido pelo apuro artístico e as páginas da graphic novel são ricamente detalhadas no estilo árabe. Da mesma forma que em Retalhos, o conflito religião e sexo está presente em Habibi, mostrando dois extremos num mesmo universo, enquanto os personagens são separados um do outro. Uma epopeia de mais de 700 páginas que não para de te instigar e desconstruir nossas crenças e esperanças a cada virada de página.

O Espinafre de Yukiko, Frédéric Boilet

O artifício da contemplação anda muito em voga nos quadrinhos e no cinema, como em filmes como Árvore da Vida. Mas muito antes desta nova nova onda veio o Espinafre de Yukiko, uma HQ erótica que mostra o relacionamento de poucos dias do autor com uma japonesa. Não há nada mais erótico do que a contemplação e é nisso que Frédéric Boilet constrói a sensualidade e até mesmo o título do álbum. A arte é supra-realista, poderia se dizer que Boilet usou fotos para contar a história no estilo que ficou conhecido como Nouvelle Mangá, inspirado no cinema de Godard e Truffaut, mas aquela é a arte dele mesmo. Através da contemplação o que é erótico pode, algumas vezes, se tornar romântico.

O Fotógrafo – Uma História no Afeganistão Vol. 1 a 3, Emmanuel Guibert, Didier Lefèvre e Frèderic Lemercier

E por falar em fotos, aqui está um exemplo de um álbum que combina a arte da fotografia com a arte dos quadrinhos, desenhados pela técnica à base de água de Emmanuel Guibert. Depois que li A Guerra de Alan, resolvi ir atrás de mais material de Guibert. Encontrei O Fotógrafo, que conta a história de Didier Lefèvre, um fotógrafo francês que segue uma caravana dos Médicos Sem Fronteiras através do Afeganistão, em 1986. O resultado da combinação das artes não poderia ser melhor. Ficamos conhecendo um pouco mais da realidade afegã (que, pelos noticiários, não parece ter mudado muito, não em termos políticos, mas em condições de vida) e sobre o nobre trabalho dos Médicos Sem Fronteira. Mais uma vez há o choque de culturas, há o choque de ideologias e também o choque de condições de vida. Mas a despeito disso, nos deparamos com belas paisagens, novos horizontes, pessoas interessantes e ampliamos nossas fronteiras mentais, apesar de não estarmos naquela época e muita menos naquele país. Por outro lado, somos conduzidos de uma maneira muito mais particular do que em qualquer outra história em quadrinhos.

O Inescrito – Tommy Taylor e a Identidade Falsa, Mike Carey e Peter Gross

Assim como a Liga Extraordinária, O Inescrito também traz personagens da ficção para os quadrinhos, mas a proposta me parece ainda mais ambiciosa: quebrar as fronteiras entre a realidade e a ficção. E isso fica bem claro na última história do primeiro encadernado, em que acompanhamos a vida de Rudyard Kipling e o porquê dele ter mudado o rumo e tom de suas obras. Recheada de referências literárias, uma das partes mais metalinguísticas da série é a oficina sobre terror em que participam diferentes variações de autores do tema e algo terrível começa a acontecer. Mais aqui.

O Ladrão da Eternidade (Clive Barker), Kris Oprisko e Gabriel Hernandez

Este ano li vários livros infanto-juvenis (Lemon Snicket, Neil Gaiman e o genial Roald Dahl) mas esta adaptação de um conto de Clive Barker realmente me surpreendeu. É um terror para crianças, daqueles onde algo assustador está sempre rondando a história, mas não sabemos exatamente o que é. Vamos descobrindo isso aos poucos e essa busca é o que torna a HQ interessante. Os desenhos de Gabriel Hernandez e os seus designs de personagens são uma atração à parte. E como eu falava dos outros autores acima, as obras infantis deles tem isso, sempre existe alguma pitada de terror ou de suspense apesar de serem para crianças. Talvez por isso muitas delas são apreciadas por adultos.

As Melhores HQs que li em 2012

As Melhores HQs que li em 2012

Pagando Por Sexo, Chester Brown

É a abismante sinceridade de Chester Brown que me impressiona nessa HQ. Ele não tem papas na língua quando o assunto é sexo, mas vai além do que fez em A Playboy. Em Pagando por Sexo, usa a graphic novel para defender a prostituição. Não tem vergonha de desenhar as mulheres e a si mesmo nus. Usa diálogos curtos, um grid de oito quadros por página em geral e no final do livro faz um tratado escrito de por que a prostituição deveria ser legalizada, mostrando tópicos, usando depoimentos e bibliografia. Essa HQ é praticamente um tratado sobre a prostituição com muita pesquisa de campo. É muito divertido e nos faz refletir sobre um assunto tão polêmico, o que já é um ganho imenso.

Pinóquio, Winshluss

Esqueça tudo o que você sabe sobre Pinóquio. Aqui ele é reconstruído num universo totalmente perverso como uma máquina de guerra feita por Gepeto, que passa inabalável pelas reviravoltas mais incríveis. Porém mais descabidas ainda são as histórias de Jimny Barata, a versão do Grilo Falante que vive dentro da cabeça de Pinóquio. Estas histórias são a única parte com diálogos da história, pois a história principal é muda e com ilustrações de tirar o fôlego. A versão de Winshluss para o boneco mentiroso é uma grande crítica à sociedade feita de maneira primorosa.

Quando eu Cresci, Pierre Paquet e Tony Sandoval

Um menino perdido num mundo fantástico com várias alusões a dilemas cotidianos poderia ser uma releitura de Alice no País das Maravilhas, mas Quando eu Cresci é uma jornada de amadurecimento. O livro trata de família, medo e amores, mas falar mais sobre ele estragaria o arrebatamento que a obra traz.

Sweet Tooth: Depois do Apocalipse – Saindo da Mata, Jeff Lemire

Seguindo o tom iniciado em Essex County, Sweet Tooth nos apresenta a um mundo pós-apocalíptico onde as crianças nascem híbridas de animais. Acompanhamos a jornada de Gus (um menino-cervo) e Jeppard (um caçador de recompensas) até a Reserva. O que torna essa história única são momentos como a chuva iniciando a cair numa poça d’água, o pai de Gus se decompondo aos olhos do menino, entre outros. Também é marcante a inocência de Gus frente ao mundo que vai se revelando a ele, sua fala peculiar e sua avidez por doces, que lhe rendeu o apelido de Sweet Tooth, Bico Doce em português. Lemire é ótimo construtor de clima, talvez por isso esta história seja tão envolvente.

Y: O Último Homem – Não há causa sem Porquê, Brian K. Vaughan e Pia Guerra

Não podia de deixar de colocar nesta lista uma das minhas HQs preferidas da linha Vertigo, Y: O Último Homem. Não só por ser o encerramento da série, mas também pelo efeito que ela causou em mim. Foi a primeira vez que eu chorei lendo uma história em quadrinhos e o pior (ou o melhor) disso tudo é saber que o BKV construiu toda a série para que você chorasse naquele momento. Além de construir ótimos diálogos, BKV é um excelente construtor de tramas, um mestre dos cliffhangers e um cara que não só nos faz ter adrenalina lendo suas histórias, como nos põe para refletir sobre a sociedade e as relações humanas. É por tudo isso que essa série não podia faltar aqui.

5 comentários

  1. Igor Snow diz

    Adorei a lista Guilherme! Já planejava comprar Sweet Tooth e O Inescrito (tentei ganhar o segundo no concurso da vertigo, maaas… digamos que não deu muito certo) e sempre tive interesse em vários nomes da lista, e me surpreende que tenha tantos nomes que eu conheço (normalmente esse tipo de lista reúne uma leva de nomes desconhecidos). Todos as obras que eu desconhecia, no entanto, pareceram igualmente interessantes, especialmente Essex County. Só acho que faltou citar algum mangá, tivemos bons lançamentos no ano passado.
    Tirando isso, tenho três perguntinhas: primeiramente, todas as hqs da lista foram publicadas no brasil? depois, sobre Habibi, você recomenda essa hq/gn para alguém na faixa dos 15 anos?
    E por ultimo mas não menos importante… O que achou de Desventuras em Série? kkk
    Bem, é isso. Mais uma vez, ótimo texto!

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    • guilhermesmee diz

      Oi Igor!
      É, Mangás, realmente são uma lacuna nas minhas leituras. Leio esporadicamente. Ano passado li Solanin e Hiroshima – A Cidade da Calmaria e gostei. Não sou um leitor muito assíduo do gênero. Sempre precisamos optar, porque não se pode acompanhar tudo tb. No meu caso quem sofre são os mangás.
      Quanto às perguntas:
      1) Essex County é o único ainda não publicado no Brasil. Se tu tiver dúvidas quanto a quais quadrinhos forma publicados ou não no Brasil, pode sempre acessar o http://www.guiadosquadrinhos.com lá tem vários quadrinho e é o maior catálogo de HQs publicadas no Brasil, além de poder se registrar e montar sua coleção.
      2) Habibi: Não encontrei classificação indicativa na publicação, mas acho que se você vem lendo as publicações da Vertigo que são para maiores de 18 sem problemas, pode ser que se dê bem com Habibi. Se leu Retalhos, a nova obra do Thompson é mais complexa e explícita que a anterior, mas segue o mesmo tom, talvez seja uma evolução das idéias germinadas em Retalhos. Isso também depende de como cada um está preparado psicologicamente para se deparar com determinados temas tachados como “adultos”.
      3) Desventuras em Série. Essa sim pode agradar a qualquer idade. O texto de Snicket é inventivo, inteligente e divertido. O único porém é que os livros parecem seguir uma fórmula. Mas ainda estou lendo a série, vamos ver qual é minha opinião quando chegar até o final, porque opiniões sempre podem mudar.

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      • Igor Snow diz

        Entendo. Eu não sou o leitor assíduo de nada então sempre acabo “ignorando” um monte de coisas
        Também gostei muito de Solanin e pretendo comprar Hiroshima, e se me permite, recomendaria pra que você lesse Monster, do mestre Urasawa, o mesmo autor de 20th Century Boys que também foi lançado por aqui ano passado. Além desses, têm alguns títulos bem famosos como Sakura e Samurai X, que o pessoal elogiou bastante a qualidade das edições, além de Dragon Ball.
        Sobre Desventuras em Série, também notei esse “problema”, mas parei de ler antes de chegar ao oitavo volume, onde as pessoas dizem que a história toma outros rumos. O jeito é continuar lendo para descobrir 🙂

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      • guilhermesmee diz

        Oi Igor! Então, resolvi ir atrás dos Mangás. Li dois do Tesuka (Adolf e A Princesa e o Cavaleiro), que são ótimos! Li Panorama do Inferno, que é tétrico. Comecei a acompanhar Oldboy e Love Hina (o primeiro tem uma narrativa fantástica e o segundo é mto engraçado). Também encomendei o Monster e o 20Th Century que tu indicou… E vamos lá, talvez o próximo seja Death Note!

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  2. Pingback: [Prateleiras Comentadas] Minha Coleção de HQs! | Splash Pages

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