5 Prós e 5 Contras dos X-Men

Os X-Men irão completar 50 anos este ano, mais precisamente em setembro. Foi em 1963 que Stan Lee e Jack Kirby criaram “os mais estranhos heróis de todos”, os mutantes, os filhos do átomo. 2013 também será o ano em que a Panini Comics ultrapassará a numeração de 141 títulos com o nome dos X-Men estampados na capa da revista mensal homônima. O recorde anterior era da Editora Abril. Este ano Wolverine Imortal chega aos cinemas, adaptando a célebre minissérie de Logan no Japão, escrita por Chris Claremont e desenhada por Frank Miller. Em julho de 2014, a 20th Century Fox lançará o novo filme da franquia mutante X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, um encontro entre duas gerações e períodos de tempo diferentes nas telas do cinema. Mas o que faz dos X-Men tão únicos para as pessoas amá-los e odiá-los?

Capa de X-Men#200, de David Finch
Capa de X-Men#200, de David Finch
  • 5 Razões para gostar dos X-Men

Diversidade. Os X-Men são lembrados como uma das equipes com maior número de personagens mulheres, mas não se resume apenas às personagens. Eles também angariaram um grande número de fãs do sexo feminino. Além disso, entre suas fileiras há personagens que pertencem a diversas minorias: negros (Tempestade, Monet, Bishop e Oya), gays (Estrela Polar, Karma, Bling!, Mística, Sina e Anole), judeus (Kitty Pride, Magneto e Sabra) e deficientes físicos (Professor X, Karma, Satânico, Sina e Olhos Vendados), gerando identificação nestes grupos. Muitos personagens vieram de países diferentes e possuem culturas e crenças diferentes daqueles que moram nos Estados Unidos. Dois de seus integrantes são brasileiros: Mancha Solar e a Garota-Tubarão.

Dramas Adolescentes. Eles juraram proteger uma sociedade que os teme e odeia. Não por acaso, os poderes dos mutantes e suas transformações físicas despertam na puberdade, época em que todos estão lutando para encontrar seu lugar no mundo. Personagens como Kitty Pride, Jubileu, Armadura e Fada são queridas pelos fãs exatamente por encarnarem os adolescentes que se destacam no meio de jovens adultos e por abrirem as portas dos X-Men para geração após geração.

Dimensões Alternativas. Quem não quer saber como seriam os seus personagens preferidos em um futuro pós-apocalíptico? Ou numa época em que seu líder estaria morto e eles seriam guiados por seu maior inimigo? Ou nas mais diversas possibilidades que a mente de um roteirista ou de um artista poderiam conceber mudando um ou outro conceito fundamental? Os X-Men podem ser mais diversos além da própria diversidade. Para isso existiram séries em que os os X-Men de outras dimensões viajavam entre realidades alternativas resolvendo seus problemas, como nas revistas Exilados, X-Treme X-Men e Era do Apocalipse.

Tramas Entrelaçadas. Chris Claremont foi um dos mestres nas tramas entrelaçadas. Em seus mais de 20 anos na frente das revistas mutantes (com um hiato de uma década) ele planejou tramas que começavam em uma dada edição e só se desenrolariam nas trinta edições seguintes, mantendo um mistério que era revelado aos poucos para o leitor. Seja da maneira como ele fez ao lado de John Byrne na famosa Saga da Fênix ou junto aos artistas Dave Cockrum e Paul Smith que culminaria na Saga da Ninhada. Ambas as sagas têm inspirações nos filmes Star Wars e Alien: o Oitavo Passageiro.

Wolverine.  Ele é o melhor no que faz. E o que ele faz não é nada bom. Wolverine é, de longe, o personagem mais popular dos X-Men. Ele conquistou os leitores por ser cínico e não ter remorsos em assassinar se for preciso, além disso ele possui garras retráteis revestidas por um metal inquebrável, o que faz dele uma máquina de matar. Nascido no século XIX, a vida de Wolverine é rondada de mistérios ainda não revelados, pois o personagem foi vítima de implantes de memórias falsas ao longo dos anos. Ainda há muito a se descobrir sobre o personagem.

X-Men #1, de Jim Lee
X-Men #1, de Jim Lee
  • 5 Razões para não gostar dos X-Men

Diversidade. Personagens demais. Ao longo dos tempos e de diversos títulos, as revistas dos X-Men foram acumulando personagens dos mais variados tipos. Muitos deles foram mortos ou tiveram os poderes retirados. Após a saga Dinastia M, os mutantes do mundo foram reduzidos a um número de 198, antes eles eram milhões. A situação chegou a um ponto tal que nas histórias de Matt Fraction o autor usava do recurso das legendas para apresentar, geralmente de maneira bem-humorada, os personagens da equipe para os leitores.

Dramas Adolescentes. Além de serem temidos e odiados por aqueles que juraram proteger cada mutante tem seus dramas próprios, principalmente devido aos “efeitos colaterais” de seus poderes. Desde a sua criação, Ciclope não pode remover os óculos de quartzo-rubi que o impedem de gerar rajadas concussivas e esse drama vem sendo usado desde então. O mesmo ocorre com Vampira que não pode tocar ninguém sem que absorva suas características, habilidades e memórias. Estes dois personagens, embora identificáveis, foram à exaustão e os autores estão em busca de novos posicionamentos, mas ainda não acertaram. Além disso, os X-Men têm a fama de lançar revistas que tratam de equipes só de adolescentes. Desde os X-Men originais, passando pelo pelos Novos Mutantes, à Geração X e à recente Geração Esperança todos eles lidaram com as angústias e percalços da adolescência.

Dimensões Alternativas. É legal saber que um personagem pertence a um espaço, a um tempo ou a condições diferentes da nossa realidade. Mas quando esse personagem invade o mundo ao qual estamos acostumados a acompanhar as coisas começam a ficar no mínimo confusas. Rachel Grey, Cable, Bishop, X-Man são alguns dos exemplos de personagens vindos de uma realidade alternativa, com histórias complexas e nada acessíveis para novos leitores. Existe uma dimensão onde os X-Men são cachorros de raças diferentes. Precisa dizer mais?

Tramas Entrelaçadas. É interessante plantar situações nas histórias que nos fazem buscar por respostas mês a mês, mas e quando essas situações não encontram uma resolução? Existem muitos “nós soltos” na história dos X-Men. Alguns deles os autores tentaram resolver em suas fases, mas muita coisa continua em aberto. Além disso, os X-Men são famosos por crossovers que se espalham por diversas revistas da chamada “linha mutante”, então, para entender uma história por inteiro é preciso que se compre várias revistas, o que acaba descaracterizando a finalidade de cada uma delas e sua razão de existência.

Wolverine. Ele é o melhor no que faz. E o que ele faz não é nada bom. E o que ele faz de melhor é estar em todo o canto do Universo Marvel. Ele já fez parte dos X-Men, do Quarteto Fantástico e dos Vingadores. Ele é o personagem da Marvel que está presente em mais revistas por mês do que qualquer outro. Ele é popular por que vende ou vende por que é popular? Além disso, Wolverine possui uma moral obtusa, cedendo aos seus instintos assassinos vez por outra, e nem sempre tendo problemas com isso. Wolverine sempre sai ileso de suas matanças, por vezes se transformando numa caricatura do homem que já foi samurai ou talvez se tornando um sociopata. Wolverine, com certeza não é o exemplo de moral que um super-herói deve servir.

Escolha as suas razões e esteja preparado para o crossover Vingadores VS. X-Men ainda esse ano.

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2 Comments

  1. excelente post! Quando li que Wolverine era um pró eu já estava pensando no que ia escrever aqui nos comentários… Mas que bom que ele aparece no contra! hehe parabéns pelo belíssimo post!

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