Love Hina, de Ken Akamatsu

Será que Love Hina é um shojo mangá disfarçado de shonen? Love Hina é um mangá que virou anime e foi publicado entre 1998 e 2001 no Japão na revista Shonen Magazine. No Brasil, foi publicado pela Editora JBC há alguns anos atrás e está sendo republicado agora, em edição de luxo. Foi exibido no Cartoon Network e na PlayTV.

Love Hina, de Ken Akamatsu
Love Hina, de Ken Akamatsu

Primeiro eu queria explicar que shojo é um mangá voltado para as meninas e o shonen, para meninos. Corrijam-me se eu estiver errado, não entendo muito de mangá. Em segundo, queria contar um pouco da minha experiência com a série. Love Hina foi o primeiro mangá que me interessei. Sempre detestei Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu-Gi Oh! e esses outros mangás voltados para meninos. Meus amigos da época, insistiam para que eu lesse mangá e eu dizia que não curtia, que a minha praia eram os super-heróis. Então meu amigo surgiu com Love Hina. Com 14 volumes para ser exato. E ele disse que eu ia gostar deste, que eu pelo menos ia dar umas boas risadas. E, realmente, Love Hina foi o primeiro mangá que eu curti. Talvez porque na época eu venerava Estranhos no Paraíso, de Terry Moore, e era bastante parecido com o Keitarô, tanto na aparência como na “sorte” com as mulheres. Mas vamos à história do mangá.

Keitarô Urashima e Naru Narusegawa. É, eu era igual a ele. Só que com um péssimo gosto para roupas.
Keitarô Urashima e Naru Narusegawa. É, eu era igual a ele. Só que com um péssimo gosto para roupas.

Keitarô Urashima é um jovem vestibulando, cujo sonho é entrar na Toudai, a Universidade de Tóquio. Ele falha no primeiro teste. Decepcionado, acaba recebendo outra notícia triste: sua avó morrera. Porém, a avó havia deixado de herança para Keitarô, a pensão Hinata. O protagonista se muda para Tóquio decidido a administrar o local enquanto estuda para a Toudai. Ao chegar lá, porém, ele descobre que o pensionato havia se tornado exclusivo para meninas. Seu primeiro encontro com elas se dá quando ele cai no ofurô ao ar livre da pensão e se depara com todas as moradora nuas. Keitarô é espancado e enxotado do lugar e fica com fama de tarado. Não faltam situações inusitadas, acidentais e constrangedoras entre ele e as moradoras da pensão durante a série, sempre com uma carga sexual e de humor imensa. E assim transcorre a série, com o protagonista desaventurando-se entre seus estudos e a aproximação das mulheres. Chamam esse tipo de história de Ecchi, não sei descrever direito o que quer dizer, mas imagine um mangá com muitas cenas da Marilyn Monroe tendo o vestido levantado pelo vapor do bueiro.

Love Hina apresenta um elenco feminino forte e diverso. Claro, não faltam situações em que os corpos das menininhas são mostrados – à maneira japonesa – e que causam embaraço em Keitarô. Com uma premissa dessas, não seria óbvio que uma história assim atrairia mais meninos que meninas. Nem tanto. Como falei, cada personagem tem suas próprias características: a mais velha, experiente e assanhada, a estrangeira carente, a fria mulher-kendô, a caloura tímida e dedicada, e a bela CDF, Naru Narusegawa. É impossível que alguma menina, ou talvez algum menino, não se identifique com um desses perfis. A história é recheada de humor e de personagens SD (super-deformed) atuando ora como uma espécie de desenho do Tom & Jerry, ora como uma espécie de Tiny Toons com direito a Lilica e Felícia.

A grande pergunta da história é: Naru é realmente a garota que Keitarô prometeu, durante a infância, que estudariam juntos na Toudai? Aquela garota foi o primeiro beijo de Keitarô e ele nunca esqueceu a promessa que fez, mesmo sendo péssimo nas matérias do vestibular. Esse é o elemento shojo mais forte nesse shonen disfarçado. Esse foi o elemento que me conquistou, que me fez buscar mais pela história. Então, juntando tudo o que falei, será que esse mangá é mais voltado para meninos ou para meninas? Não importa. O importante é que todo mundo vai gostar desse mangá, principalmente os adolescentes em época de vestibular, seja pelo humor ou pelo amor.

Ken Akamatsu talvez seja mais famoso pela série Negima!, publicada mais tarde. O curioso é que até hoje eu nunca li o final da história. Então, nada de spoilers! Vou continuar acompanhando a edição de luxo da história pela JBC!

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