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Thor 2 – O Mundo Sombrio, de Alan Taylor

Não fui com muitas esperanças de encontrar em Thor 2 – O Mundo Sombrio um grande filme de super-heróis. Tive que dar o braço a torcer e perceber que, diferente do primeiro filme, Thor 2 é um dos melhores filmes do Marvel Studios até agora.

 

DEIXEM O THOR DE LADO

Ok, o primeiro filme já passou, então não precisa mais contar a origem do Thor (Chris Hemsworth), quem ele é, o que ele quer, porque ele não é feliz e blá, blá, blá. O fato é que sem a persona de Donald Blake, ou uma das suas múltiplas outras (Erick Masterson, Sigurd Olson, Jake Olsen), temos que dizer que o Thor fica meio sem graça (seria pior se ele falasse com o inglês arcaico). Aquela “voz de trovão”, impostada, querendo ser Batman já é o bastante. Então, os roteiristas – entre eles Chistopher Yost, de X-Men – Evolution, Robin Vermelho e X-Force –, numa sábia decisão, resolveram deixar um pouco Thor de lado e se concentrar em dois fronts: Midgard (a Terra) e Asgard (a morada dos Deuses Nórdicos) e explorar melhor os coadjuvantes. Sim, isso quer dizer: mais Loki (Tom Hiddelson).

Mas para além de Loki, todos têm seu espaço no filme. Seja os personagens asgardianos como os Três Guerreiros, Lady Sif, Frigga e Odin, ou os inimigos, Malekith e os elfos negros – com um destaque para Kurse – , que são um mal necessário para fazer o filme andar, pois garantem cenas de batalha interessantes. Para quem gosta dos quadrinhos, do Thor, vai perceber que logo no comecinho ele enfrenta um dos homens de pedra de Saturno, os seus inimigos em sua primeira aparição na Marvel.

Thor2_poster

PAREM DE BRIGAR, VAMOS RIR UM POUCO

É o humor que pontua esse filme de Thor e, diferente do primeiro filme, onde se tinha apenas um aperitivo do humor involuntário de Darcy, a assistente de Jane Foster, dessa vez, a hilária Kat Dennings que também faz a Max, de 2 Broke Girls, e o seu assistente Ian roubam a cena. Não sei por que os três juntos, com Jane Foster (Natalie Portman), me lembram do trio Batman/Robin/Batgirl em Batman & Robin, mas no bom sentido. Loki está menos sombrio e seu lado trapaceiro e chistoso está mais desenvolto, principalmente na base de seu poder de manipulação de imagens (ele é designer gráfico!) e ilusão, em que ele se transforma e a Thor em vários personagens do universo cinemático da Marvel.

Nesses pequenos chistes, o trabalho de computação gráfica dá o seu show: cenários construídos ricamente, belos figurinos, efeitos especiais de tirar o chapéu na sequência de luta final. A cena inicial a La Senhor dos Anéis, não nos prepara para o que o filme mostrará a seguir, até parece um tanto brega, mas depois, todo o trabalho de retratar os nove mundos da árvore da vida se alinhando é bastante interessante.

 Tirando a péssima atuação do Chuck (Zachary Levi), canastrão até na piscada de olho, como Fandral, o filme é bastante interessante. Além do mérito de angariar bons diretores – o renomado Kenneth Branagh no primeiro e Alan Taylor, da série Game of Thrones, no segundo –, a franquia do Deus do Trovão, também conta com nomes de peso para a atuação, sejam eles vindos do cinema ou das séries de TV. A película trabalha conceitos científicos que chamam atenção, como os buracos de minhoca, garantindo diversão para nerds de todos os gêneros e também para aqueles que gostam de se divertir sem compromisso. Me deu saudades de ver mais GoT…

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Este post foi publicado em: cinema, quadrinhos

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Guilherme “Smee” Sfredo Miorando nasceu em Erechim em 1984. É mestrando em Memória Social e Bens Culturais, onde pesquisa quadrinhos. Já deu aula de quadrinhos, trabalhou com design e venda de livros e publicidade. Faz parte do conselho editorial da Não Editora. Co-roteirizou o premiado curta-metragem Todos os Balões vão Para o Céu. Seu livro de contos Vemos as Coisas como Somos foi selecionado pelo IEL-RS em 2012. Publicou em 2014 a HQ Fratura Exposta e sua primeira narrativa longa, Loja de Conveniências. Em 2015 lançou a antologia FUGA, de HQs com seu roteiro. Em 2016 lançou a HQ coletiva Lady Horror Show e a HQ "muda" Esperando o Mundo Mudar. Mantém o blog sobre quadrinhos splashpages.wordpress.com

4 comentários

    • guilhermesmee diz

      Mas aí é que tá Jeannie, tem que ser um entretenimento diferente do gibis, porque se fosse igual aos gibis seria uma transcrição não uma adaptação. 😉

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      • Mas convenhamos, pensar assim quando eles modificam características de um dos seus personagens favoritos nas telas, é um tanto difícil, não?

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      • guilhermesmee diz

        Olha, muitas vezes até nos quadrinhos eles modificam características básicas, isso é de cunho editorial nos gibis e de cunho da produção dos filmes…

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