5 HQs, Análises, Melhores Leituras 2013, quadrinhos
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As Melhores Graphic Novels Americanas que li em 2013

BONE – THE COMPLETE CARTOON EPIC IN ONE VOLUME, JEFF SMITH

Bone - The Complete Cartoon Epic in One Volume, Jeff Smith

Bone – The Complete Cartoon Epic in One Volume, Jeff Smith

Se alguém me parasse na rua e me suplicasse: “Guilherme, eu PRECISO de um quadrinho bom, os que eu tenho lido são uma mesmice disparatada. O que você me recomenda para salvar minha vida?” Eu diria que recomendo Bone. Essa HQ é épica e ao mesmo tempo é simples. É uma aventura disparatada e também tem uns personagens fofinhos. Parece Senhor dos Anéis e Game of Thrones, mas também tem um quê de Calvin, Peanuts e a gente entende de onde o Frank Cho tirou inspiração para o Liberty Meadows. O cenário é medieval, tem feitiço, tem sonhos premonitórios, mas também é lotado de humor e reflexões irônicas. Eu acho que não tem como não gostar de Bone. É preciso ser uma pessoa bem chata para isso. Ele tem elementos do Carl Barks, tem coisas de Cerebus, tem um pouquinho de coisas Gaimanianas. O traço de Jeff Smith é suave, lembrando muito a linha clara, mas dá pra ver que a inspiração dele vem de Walt Kelly, e muita coisa do Ferdinando, de Al Capp, visto que os Bone lembram um bocado os Shmoos, ao menos na parte visual. Fone Bone está sempre lendo Moby Dick. Bom, se você gosta de pelo menos uma dessas referências, tenho certeza que vai amar Bone. Puxa, já estou com saudade de ler tudo de novo.

CRÔNICAS DE JERUSALÉM, GUY DELISLE

Crônicas de Jerusalém, Guy Delisle

Crônicas de Jerusalém, Guy Delisle

Esse é o maior e o melhor livro do Guy Delisle. Se você quer conhecer a cultura de um país pelos olhos de alguém de fora, o Guy Delisle é O CARA. Ele mostra as coisas que nos fazem envergonhar por causa dos outros e que nos fazem envergonhar por casa do nosso povo. Ele sabe bem como cutucar a ferida – a dos outros povos e da nossa civilização judaico-católica ocidental capitalista. Seguindo a linha do Crônicas Birmanesas, Crônicas de Jerusalém vai na mesma levada, contando “causos” que aconteceram com o autor durante sua estada em Israel acompanhado a mulher que trabalha nos Médicos Sem Fronteiras. Aliás foi por causa da retratação da MSF nos álbuns de quadrinhos como os de Guy e os de Emmanuel Guibert que comecei a colaborar com a organização. Ou seja, claro que, no fundo essa visão etnográfica do mundo alheio tem uma boa dose de humor, mas também existe aquele tanto de seriedade que a análise de que uma cultura que não é a nossa merece. Interessante seria fazer uma leitura do Palestina de Joe Sacco e em seguida pegar Crônicas de Jerusalém para ler.

INVENCÍVEL – O MELHOR DA CLASSE, DE ROBERT KIRKMAN, RYAN OTTLEY E BILL KRABTREE

Invencível foi outra HQ que eu me mantinha afastado por causa do valor, consegui um preço bom no sebo e comecei a ler pra valer. Escrevi sobre ela aqui.

MOVING PICTURES, KATHRYN & STUART IMMONEN

Moving Pictures é uma excelente HQ, que coloca muitos romances no chinelo no quesito de caracterização e conflito de personagens. Além disso, minha gente, ela fala da segunda guerra mundial, de espiões, de museus, de história da arte, ufaaa… E tem uma resenha mais completa aqui.

MY FRIEND DAHMER, DERF BACKDERF

Esse saiu aqui, aqui e aqui. E também na Cadernos de Não-Ficção #5, na íntegra!

NEXT MEN, JOHN BYRNE

Next Men, John Byrne

Next Men, John Byrne

Ah, John Byrne, só você mesmo para fazer historinhas em que a gente se envolva tanto. Os seus narizes de pontinho não interferem tanto quando você nos brinda com tanta ação na sua narrativa única. Você consegue nos fazer se importar com personagens novos como se já os conhecêssemos desde a infância. E olha, essa foi a primeira HQ autoral que você pegou, antes só trabalhava com os medalhões. Eu sei que você é republicano, mas eu te perdoo, ninguém é perfeito. Falando sério, acho que não existe pessoa com mais cacife em histórias clássicas de super-heróis do que John Byrne. Ele praticamente já trabalhou com todos eles. Ele praticamente já reinventou todos eles. E pra fazer isso, ele só trabalhou nos seus conceitos mais básicos. Nada de firulas rebuscadas, cheias de citações, e blá, blá, blás teóricos de como funciona o universo. A abordagem de John Byrne para os poderes/origens/personalidades dos Next Men é bastante avançada para a época em que foram criados e, ainda hoje causam calafrios de satisfação nos leitores. Uma obra que vai além dos super-heróis e revela laços na ficção científica e nos thrillers que nos deixam mais ávidos pelo próximo acontecimento.

REINO DOS MALDITOS, IAN EDINGTON E D’ISRAELI

Reino dos Malditos, Ian Edington e D’Israeli

Reino dos Malditos, Ian Edington e D’Israeli

Como já falei nessa série de posts, as coisas belas e sujas têm uma ligação bem estreita. Sempre é possível fazer esse contraste render. O Reino dos Malditos segue esse caminho, contrastando, assim como faz o Eu Mato Gigantes, um problema muito real com uma fantasia de infância. Coisa que filmes queridos da nossa criancice também fazem, principalmente esses com animatronics. Sim, estou falando de você, Labirinto. (uma piscadela do olho verde do Bowie).

THE UNDERWATER WELDER, JEFF LEMIRE

The Underwater Welder, Jeff Lemire

The Underwater Welder, Jeff Lemire

Esta graphic novel, do agora conhecido nessas terras batizadas pela planta-cuja-semente-é-vermelha-em-brasa, por Sweet Tooth – Depois do Apocalipse, Jeff Lemire, tem um quê de Twilight Zone. Ou como é conhecido aqui nas terras batizadas… por Além da Imaginação. Os mais novinhos que não vão pensando que tem a ver com Bella e Edward. Nada de vampiros, so sorry. A história é sobre um homem que tem ligações com o fundo do mar. Assim como o pai, ele trabalha numa plataforma de petróleo e passa hora sob a pressão das águas. Na iminência do nascimento de seu primeiro filho, ele sente a força da paternidade vir atormentar sua cabeça e coração, como um recado do passado deixado pela morte misteriosa do pai. É um must-read, um must-have, um must-sair-no-Brasil,-editoras!

TRÊS DEDOS – UM ESCÂNDALO ANIMADO, RICH KOSLOWSKI

Esse tem uma resenha completinha aqui. Duas palavras: Mickey Mouse.

VOCÊ É MINHA MÃE? – UM DRAMA EM QUADRINHOS, DE ALISON BECHDEL

Este também já foi resenhado aqui. Uma análise profunda da maternidade. Ou, ao menos, da maternidade da família Bechdel.

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