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10 Razões Por Que O Inescrito Pode Ser o Substituto de Sandman

Nenhuma série em quadrinhos alternativos é tão cultuada ao redor do mundo como Sandman, de Neil Gaiman. Muitas outras séries tentaram seguir o caminho da família de Morpheus, e muitas foram nomeadas como suas substitutas. Entre elas, Fábulas e Y: O Último Homem. A primeira por sua proximidade com as histórias e a segunda pelo mundo revigorante que apresenta e seus personagens cativantes. Mas acho que há um série que se aproxima mais de Sandman, e essa série é O Inescrito (The Unwritten), criada por Mike Carey e Peter Gross. Não por acaso, os dois já haviam trabalhado juntos no spin-off de Sandman, a revista de Lúcifer. Mas vamos ao motivos:

Escreveu, não leu, o pau comeu!

Escreveu, não leu, o pau comeu!

  1. SONHOS E HISTÓRIAS: Enquanto a base de Sandman são os sonhos e sua influência sobre as pessoas, em O Inescrito temos as histórias e suas influências. Enquanto em Sandman temos o Sonhar, em O Inescrito temos O Leviatã. Ambos, sonhos e histórias, são narrativas, a diferença é que sonhos são produções internas, íntimas, já as histórias são, de certa forma, uma maneira de difundir os sonhos e a imaginação.
  2. HISTÓRIAS > PERSONAGENS: Tanto em Sandman quanto em O Inescrito, o que importa é desvendar a história por trás das histórias, a motivação por trás dos sonhos. A satisfação de uma história bem escrita é a base de tudo. Morpheus é uma engrenagem e não o protagonista, assim como Tom Taylor é apenas um títere para se revelar toda a conspiração sobre manipular a história do mundo.
  3. EXPERIMENTAÇÕES: Na época, Sandman revolucionou por usar de elementos narrativos que não eram comumente usados na indústria de super-heróis americanos. Agora, em O Inescrito, Carey e Gross, usam elementos que nem sequer eram cogitados na época do lançamento de Sandman: as redes sociais. São tweets, excertos de livros, fóruns, sites de notícias, blogs, tudo isso para explicar as reações dos fãs ao Pseudo-Harry-Potter-tornado-gente.

    O Conde! O Conde Nado! O Conde Nsado!

    O Conde! O Conde Nado! O Conde Nsado!

  4. AVENTURAS NA HISTÓRIA: Assim como o volume Fábulas e Reflexões, de Sandman, o último volume (no Brasil) de O Inescrito: Tommy Taylor e a Guerra de Palavras – Parte 1.5, também traz aspectos da história do mundo – e da história das histórias – que se passa em diversas partes do planeta e em várias épocas históricas. Vai explicando a evolução das histórias, passando pela primeira história contada, pela invenção da escrita, da imprensa, da charge, etc…
  5. PERSONAGENS SECUNDÁRIOS CATIVANTES: Eles nos conquistam, mesmo tendo poucos diálogos e não sendo o centro das atenções, até que – BAM – uma hora eles são o centro das atenções e nos cativam ainda mais. Morte, Delírio, Destruição, Desejo, Lúcifer pelo time de Sandman. Lizie Hexam, Savoy, Wilson Taylor, a Titereira, Pullmann, pelo time de O Inescrito. Todos têm uma história e motivações escondidas, até que – BAM!
  6. HISTÓRIAS PARALELAS: A partir de uma certa parte da história de Sandman, Lyta Hall se torna uma peça chave para o desfecho da trama. Ao mesmo tempo, em O Inescrito, temos o homem tornado coelho desbocado, Pauly Bunnyan, preso num mundo de histórias infantis, tentando se livrar daquele “pesadelo”. Alguma semelhança com Lyta e o Sandman da Era de Prata que tiveram o seu filho durante um “sonho”?

    UOU! Isso aqui parece que tomou LSD, experimenta rolar de cima pra baixo e vice-versa!

    UOU! Isso aqui parece que tomou LSD, experimenta rolar de cima pra baixo e vice-versa!

  7. MATANÇA! : Há uma semelhança incrível entre as histórias de Prelúdios & Noturnos, 24 Horas e aquela da Convenção de Serial Killers com o volume 1 de O Inescrito. Ambas envolvem matanças. Em O Inescrito, temos a Convenção de Autores de Terror que se fecham numa casa para terem oficinas sobre a história da ficção de horror. E, no final, todos acabam mortos. O clima dos dois arcos é praticamente o mesmo, com muitas…
  8. REFERÊNCIAS! : Isso definitivamente INUNDA as duas séries. Gaiman, como bom discípulo de Alan Moore não se faz de rogado e enche sua série tanto de histórias com H maiúsculo ou daquelas que se escreviam estórias até um tempo atrás. Numa série SOBRE HiSTÓRIAS como O Inescrito, muitas referências pululam as páginas do quadrinho. Infelizmente para nós, brasileiros, que somos desacostumados a ler literatura inglesa, ficamos mais dispersos para encontrar esses apontamentos. Pero que las hay, las hay.
  9. ESTILOS DIFERENTES: Para cada teor de história, um estilo. Era assim que se compunham os arcos de Sandman. Já em O Inescrito, o trabalho versátil de Peter Gross garante isso. Ele varia de um tom mais infantil como nas histórias de Pauly, a um tom mais cru, a um tom mais padronizado. Os colaboradores de Gross na arte-final também garantem essa variação nas nuances da arte, seja finalizada por M.K. Perker ou Vince Locke. Além disso, muitos desenhistas são convidados para escrever histórias “soltas” e conferir características mais únicas a elas.
  10. CAPAS: Por fim, o começo. Enquanto em Sandman, era Dave McKean, um artista plástico e quadrinista que dava o “rosto” para as revistas de Morpheus e companhia, em O Inescrito é a premiada artista plástica Yoku Shimizu quem bate de frente com o leitor. O resultado de encantamento é o mesmo.

Concordando ou não com os meus motivos, você pode se divertir e muito com as duas publicações. Se gosta de uma, procure a outra, porque ler bons quadrinhos sempre é uma experiência enriquecedora… da imaginação, das histórias e dos sonhos! Boa leitura!

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