Saudades: Coleção Pocket Panini

Almanacões! Quem não gosta de ter uma HQ de muitas págians para ler? Elas lembram a nossa infância, quando ficávamos doentes e tínhamos que ficar na cama lendo gibis. Elas lembram as férias, que passávamos lendo o Almanação de Férias da Turma da Mônica e fazendo passatempos e colorindo ficguras. São os Superalmanques Marvel e Dc, Hanna Barbera. As recompilações de minisséries, nos famosos encalhernados. Os Especiais do Mês. E aqui um digno representante dos Almanacões da última geração: a Coleção Pocket Panini!

 

Brass in my pocket
Brass in my pocket

Dados Gerais:

Coleção Pocket Panini (Panini Comics)

Duração:

6 números – Dezembro de 2005 a Maio de 2006

Pelos poderes de Grayskull! Eu sou... Sif-Ra!
Pelos poderes de Grayskull! Eu sou… Sif-Ra!

O Contexto:

A Marvel na Panini se expandia e se expandia, mas muitas séries ficavam de fora dos mixes. A solução encontrada foi reativar o formato econômico, mas, dessa vez, em superencadernados que lembravam os Superalmanaques da Editora Abril. Muitas das séries que saíram na Coleção Pocket Panini já haviam sido canceladas há um bom tempo na Marvel, mas nem por isso deixavam de ser um ótimo material que deveria ser conhecido pelo público brasileiro. Era a volta do polêmico formatinho, amado por uns, odiado por outros. Foi a última vez que a Panini usou este formato em suas publicações.

Os Volumes:

Thor: Filho de Asgard (Volume 1) Thor: Son of Asgard

Escrita por Akira Yoshida e desenhada pelo brasileiro Greg Tocchini, a série trazia as histórias do Jovem Thor e seus jovens aliados, Sif e Balder. Apesar do roteiro fraquinho que poderia promover uma maior interação entre os personagens, o ponto alto dessa edição são as narrativas gráficas de Tocchini. Existem muitos “momentos mudos” em Thor: Filho de Asgard, e são nas sequências de luta, nos gestos, tão bem traduzidos pelo brasileiro que está a grande força desta HQ.

Isso que você fez é... Inumano!
Isso que você fez é… Inumano!

Inumanos (Volume 2) Inhumans

O foco desta série, diferente das outras que os Inumanos tiveram, não está na Família Real com Raio Negro, Medusa e companhia, mas na próxima geração. Ela mostra os bastidores por trás do ritual das névoas terrígenas e a ansiedade e conflitos entre os “novos” inumados, desde quando eram apenas adolescentes sem poderes até passarem pela transformação. Além disso, para aumentar o conflito entre os personagens, é decidido que alguns Inumanos escolhidos representarão seu povo no mundo dos humanos. Então eles passam a conviver – no melhor estilo Mulher-Maravilha – como emissários e representantes dos Inumanos em terras humanas. O roteiro de Sean McKeever é cativante e nos faz nos apegar mesmo aos personagens. É uma pena quando temos que nos despedir deles. Os desenhos são de Mattew Clark, Robert Teranishi e  Dave Ross.

O Clube dos Seis
O Clube dos Seis

Fugitivos (Volumes 3 e 4) Runaways

Filhos de supervilões que decidiram pôr um fim no reinado de terror dos seus pais. Não poderia haver uma premissa melhor para uma equipe que, se não dissessem, quem saberia que fazem parte do Universo Marvel? Um sopro de vida nova aos heróis da Casa das Ideias, cativante é um apelido bem eufemístico para Fugitivos. Como não gostar da Molly? Brian K. Vaughan e Adrian Alphona criam uma série bem amarrada e nos apresentam nossos amigos de aventuras de uma maneira bastante peculiar. Novos Heróis para uma Nova Geração de leitores. Cabe dizer que a série fez parte da Linha Tsunami (um nome infeliz, sabendo do que nos guardaria esse nome no futuro de então), das quais fizeram parte Venom, Namor, Emma Frost, Tocha Humana e Mística. Mas a série que foi mais além foi Fugitivos. Ela demorou a sair no Brasil, pois por ser um conceito tão original, não se encaixava com nenhum dos mixes da Marvel.

 

Verde de Inveja!
Verde de Inveja!

Mulher-Hulk (Volume 5) She-Hulk

A Mulher-Hulk é lembrada até hoje graças à inovação feita por John Byrne nas histórias da prima do Hulk, que deu uma guinada à la Howard, o Pato em suas histórias. Como uma homenagem a esta fase, o roteirista Dan Slott e os desenhistas Juan Bobillo e Paul Pelletier abusam do humor nas desventuras da Verdona. Acompanhada por um casting afiado, Jennifer Walters vai trabalhar em uma empresa de advocacia especializada em direito super-heroico. Incluindo viagens no tempo, julgamentos interdimensionais, casos de amor impossíveis, adoções, Slott e companhia brincam e abusam da brincadeira e da metalinguagem nestas histórias. Destaque também para os desenhos de Bobillo, caricaturais, perfeitos para uma série deste teor. A risada é garantia dessa advogada que lida com os casos mais diferentes que se possa imaginar. Law & Order? Pff! A Mulher-Hulk dá de 10 a 0!

Apenas que...
Apenas que…

Distrito X (Volume 6) District X

Palmas para o escritor David Hine! Um talento que deveria ser mais reconhecido, principalmente quando escreve histórias de terror e policiais. Seja com Spawn, Batman, mutantes, ele se sai bem nesse tom de HQs. Em Distrito X, Hine e o desenhista David Yardin (famoso por muitas capas memoráveis), trazem o bairro mutante vigiado pelo Xerife Bishop e seu parceiro humano Ismael “Izzy” Ortega. Entre muitos crimes mutantes, como assassinato através de poderes e tráfico de drogas especiais, há um homem poderoso e misterioso que estaria ou não envolvido com tudo que acontece por lá, o Senhor M.

O que deu certo e o que deu errado:

Apesar de um conteúdo pra lá de interessante, o, vamos dizer, pecado da Coleção Pocket Panini foi sua apresentação. Principalmente o primeiro volume, Thor: O Filho de Asgard, veio com muitos problemas em seu formato físico. O primeiro deles foi a má encadernação. As folhas da revista caiam, bem como a capa. Uma das razões para, até pouco tempo atrás eu não ter o primeiro volume na minha coleção. O problema só foi resolvido na terceira edição, dos Fugitivos, com uma mudança de gráfica. Outro empecilho foi a caixa que acompanhava a série: a medida veio errada e todas as HQs não cabiam dentro dela. Então, no segundo número, dos Inumanos, que até hoje está com a capa descolada, vinha uma nova caixa, dessa vez com as medidas certas. Essa estratégia de usar caixas para coleções deu muito certo, pois até hoje é adotada pela Panini junto com a tática de fazer lombadas que formam uma imagem só. Outro ponto dentro foi publicar séries tão empolgantes, que com certeza deixaram lastros e laços nos leitores.

O que aconteceu com as séries que a compunham:

Todas as séries que continuavam das que foram publicadas em Pocket Panini deram as caras por aqui. Fugitivos teve primeiramente uma minissérie e depois, junto com Mulher-Hulk e Jovens Vingadores foram o mix de estréia da revista Avante, Vingadores. Distrito X teve sua revista na realidade de Dinastia M, Mutopia X, publicada na íntegra em X-Men Extra. Inumanos e Thor: Filho de Asgard não tiveram continuidade.

 

NO PRÓXIMO SAUDADES: Os Especiais do Mês!!!

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