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Quem é essa tal Capitã Marvel?

Quem é essa tal Capitã Marvel que vai ganhar filme pela Marvel Studios / Disney dentro do universo cinemático da Marvel? Quem é essa mulher que vem ganhando títulos da Marvel nos EUA e encadernados da Panini Comics no Brasil? O que é a Tropa Carol? Descubra aqui. Descubra agora!

Vou lhes apresentar uma senhorita que nunca se viu: Miss Marvel 2000!

Vou lhes apresentar uma senhorita que nunca se viu: Miss Marvel 2000!

A ORIGEM DA MISS MARVEL

O título Ms. Marvel, lançado em 1977, trazia uma história de superação feminina. O alter-ego de Miss Marvel é Carol Susan Jane Danvers, a filha mais velha e única garota de uma família muito grande, que passou a infância competindo com seus irmãos mais jovens. Desde muito cedo, Carol teve uma natureza independente e grandes aspirações para o futuro. Estes desejos, contudo, eram repreendidos pelo pai da moça, que preferia investir o seu dinheiro na educação de seus filhos homens e acalentava a crença que um marido seria a solução para os problemas da jovem, pois este a sustentaria pelo resto de sua vida.

Ela é uma A-E-R-O-P-L-A-N-O, ela plana em um nó, é um avião!

Ela é uma A-E-R-O-P-L-A-N-O, ela plana em um nó, é um avião!

Desobedecendo a seu pai e seguindo sua admiração pela aviação e seu sonho de voar, Carol Danvers se alistou na Força Aérea depois de ter concluído o segundo grau como uma das melhores alunas da turma. Rapidamente, Carol ascendeu na Força Aérea, tornando-se parte da equipe de inteligência militar e trabalhando como espiã para o governo. Um dos parceiros mais freqüentes da jovem, naquela época, foi Logan, também conhecido por Wolverine.

Depois de anos trabalhando para a inteligência, Carol chegou ao posto de major. Naquela que seria sua missão final para a CIA, Carol foi aprisionada e torturada pela KGB. Resgatada por seus amigos contra as ordens federais, ela deixou o trabalho de campo na inteligência e foi trabalhar como chefe de segurança da base da NASA em Cabo Canaveral. Foi lá que a futura super-heroína conheceu o Capitão Marvel, um alienígena kree infiltrado, primeiramente em sua identidade civil falsa, o Dr. Walter Lawson, e depois como o mascarado Mar-Vell.

Curiosa sobre Lawson e confiando cada vez mais em Mar-Vell, Carol via o Cabo Canaveral ser o epicentro de vários fatos bizarros, já que o alienígena era atacado por adversários e mesmo por seu superior kree Yon-Rogg. Carol foi pega no fogo cruzado e, apesar de suas habilidades, ficava freqüentemente em perigo para depois ser resgatada pelo suposto herói.  Também crescia sua atração pelo corajoso Capitão, sem que ela desconfiasse de sua origem extraterrestre. Esses sentimentos se refletiam em Mar-Vell, que os negava com muita dificuldade. Assim, mesmo quando pareceu que o Capitão Marvel fosse um traidor, Carol se recusou a acreditar e buscou sua exoneração.

Era uma jovem donzela que ia todos os dias ao bosque catar lenha...

Era uma jovem donzela que ia todos os dias ao bosque catar lenha…

Para se vingar do herói, Yon-Rogg seqüestrou Carol, planejando uma armadilha. Presa, ela finalmente descobriu a verdade sobre o Capitão Marvel. Yon-Rogg usou uma poderosa e proibida arma kree, o Psico-Magnitron, descrito como capaz de transformar desejos em realidade, mas mesmo assim foi derrotado. Contudo, quando Mar-Vell levava Danvers, gravemente ferida, para longe dali, o dispositivo explodiu, banhando-os em energia. Carol desejava poder, para ficar nas mesmas condições que o Capitão Marvel, e não como uma vítima indefesa. O Psico-Magnitron usou energia dos Nega-Braceletes do alienígena para reconstruir o DNA de Carol, criando uma síntese de genes krees e humanos e confeccionando para ela um traje nos moldes do de Mar-Vell. Depois de se recuperar do incidente, Carol voltou ao trabalho na NASA e posteriormente publicou um livro sobre a indústria da aviação, que se tornou um best-seller, o que lhe abriu carreira no campo do jornalismo.

A MISS MARVEL NO UNIVERSO MARVEL

Foi no meio destes acontecimentos que se desenrolavam as histórias de sua revista própria, Ms. Marvel, os eventos narrados anteriormente se passam na revista do Capitão Marvel. Com o sucesso de seu livro passa a editar a revista feminina “WOMEN”, de J. Jonah Jameson. A publicação estava com suas vendas afundando e coube à Carol revitalizá-la. Rapidamente descartou o enfoque dado por Jameson como uma revista cheia de dicas de beleza e receitas de quitutes e buscou uma visão mais revolucionária focando em assuntos e conquistas das mulheres. Um destes temas era a estréia de uma nova super-heroína, Miss Marvel, que era um mistério para todos, inclusive para Carol Danvers.

O fato é que Danvers não tinha consciências de seus atos como a heroína, pois como efeito colateral de seus novos poderes kree, o Psico-Magnitron não havia apenas lhe dado um corpo, mas também uma mente alienígena. A partir de então, ela passa a encarar os desafios advindos de uma vida dupla e estressante como editora de revista e super-heroína nas horas vagas, que para sua mente “humana” pareciam lapsos de memória. Um pouco mais para frente Miss Marvel se tornaria um dos membros fundamentais da fase mais lembrada dos Vingadores, aquela com Steve Englehart nos roteiros e John Byrne e George Pérez nos desenhos.

Essa Mística toda nos envolve desde Ms. Marvel#17, na fase em que Claremont assumiu a revista.

Essa Mística toda nos envolve desde Ms. Marvel#17, na fase em que Claremont assumiu a revista.

Carol Danvers era uma mulher auto-suficiente e influente no mundo, responsável por inspirar personagens como Mary Jane Watson a serem mais atuantes. Além disso, a personagem marcava pelo pioneirismo feminino por ingressar nas forças armadas, um campo majoritariamente masculino. Foi uma das revistas com protagonista feminina da Marvel que mais durou na época: 23 edições, uma grande exceção na editora juntamente com Mulher-Hulk nos anos 80. Um dos grandes responsáveis por essa virada de carol foi Chris Claremont, que substituiu Gerry Conway nos roteiros ao lado do parceiro de X-Men, Dave Cockrum. Lá eles introduziram personagens importantes dos mutantes como Rapina e Mística.

A Casa das Idéias havia aprendido com seus erros e com Miss Marvel produzia uma revista que agradava os preceitos do movimento feminista e, portanto, segundo o movimento, seria uma leitura recomendável para meninas. Ainda, encaixava-se na clássica mitologia dos super-heróis, com direito a uma vida dupla. Ia além: no melhor estilo Marvel, apresentava uma protagonista que era, de certa forma, desajustada em relação ao seu ambiente, não consciente de seu papel como heroína, “presa em mundo que não criou”. Também tinha poderes que resultaram de um acidente e um passado familiar conturbado. Curiosamente, a revista não tinha participação feminina em seu desenvolvimento.

Bwana, a Mônica é sua Mulher-Rambeau!

Bwana, a Mônica é sua Mulher-Rambeau!

PARCERIA COM OS VINGADORES E X-MEN

Na década de 80 surgia a primeira Capitã Marvel, mas que em inglês, continuava sendo Captain Marvel, já que para a língua anglo-saxônica não existe gênero. A primeira Capitã Marvel foi Mônica Rambeau, que teve outros codinomes como Fóton, Pulsar e agora, Espectro, e tinha os poderes de transformar seus corpo em ondas eletromagnéticas, entre elas a luz. Mônica já foi líder dos Vingadores, já participou de várias formações e também da Nova Onda. Hoje ela faz parte do Poderosos Vingadores.

Mas voltando à Carol Danvers, depois que a mutante Vampira sugou seus poderes levando-a quase à morte não fosse a ajuda da Mulher-Aranha e dos X-Men, a Miss Marvel passou um tempo no espaço com os Piratas Siderais, onde obteve poderes cósmicos e passou a chamar-se Binária.

O beijo da Vampira!

O beijo da Vampira!

No final dos anos 90, com os Heróis Retornam, Carol passou a ser um membro-base dos Vingadores de Kurt Busiek e George Pérez, dessa vez, atuando sob o codinome Warbird. Depois de Dinastia M, nos anos 2000, em que figurava como a principal heroína daquela realidade, Carol decidiu que precisava se destacar. Assim, ela virou líder dos Poderosos Vingadores, a equipe de heróis registrados pelo governo, da qual o Homem de Ferro fazia parte, após a Guerra Civil. Nessa época Carol Danvers ganhou sua revista própria, Ms. Marvel, que durou 50 edições. Os roteiros de Brian Reed porém, não eram muito consistentes, e não tiveram grande aceitação do público.

Que raiva de você, Brian Reed! Como pôde escrever histórias tão ruins para mim?

Que raiva de você, Brian Reed! Como pôde escrever histórias tão ruins para mim?

Já na década de 2010, próximo do evento Marvel Now!, e após uma provocação da Mulher-Aranha, a então Miss Marvel assume o nome e o codinome de Capitão Marvel, no português, Capitã Marvel. Carol ganha revista própria, pela primeira vez escrita por uma mulher, Kelly Sue DeConnick, esposa de Matt Fraction. Kelly Sue assume uma abordagem mais feminina para Carol destacando aspectos que apenas uma mulher poderia destacar, como o fato de as meninas chorarem quando o lápis de olho cutuca a pálpebra. Por outro lado, o lado piloto de Carol foi sublinhado, mostrando suas aventuras a bordo de aviões. Na revista e fora dela é criada a Tropa Carol, uma união de várias pessoas que apoiam a Capitã Marvel.

Rumo às estrelas e ao estrelato!

Rumo às estrelas e ao estrelato!

A primeira fase de seu título foi cancelada, não por baixar vendas, mas para se adequar ao evento Marvel Now!, no final da primeira jornada a revista dá espaço para o surgimento de uma nova Miss Marvel, uma muçulmana despertada durante os eventos da Inumanidade com poderes de alterar forma e massa do corpo. Vida longa à Miss Marvel, Capitã Marvel, Binária ou Warbird ou qualquer codinome que Carol Danvers adote no futuro. E que seu filme seja um sucesso estrondoso como o primeiro filme solo de uma heroína feminina dentro do Marvel Studios! Sim, esqueçam Elektra e Mulher-Gato, pelo amor de Galactus!

 

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