10 Razões Por Que ARROW Merece Ser Assistida

É a flecha no alvo, mas o alvo na certa não te espera...

Ontem decidi: vou começar a acompanhar ARROW. E o que aconteceu? Fiquei a madrugada inteira assistido. Oliver Queen, o Arqueiro Verde é um dos meus heróis preferidos da DC e, talvez essa seja a razão da minha resistência em assistir à série. Muitos amigos já haviam falado muito bem da série, principalmente o fã hardcore Pablo Sarmento, mas eu estava resistente. Havia pegado um pedaço da série na programação da Warner, mas não tinha me conquistado. Talvez por ser uma série que precisa ser vista desde o começo. Enfim, se passei todo esse tempo acompanhado Stephen Amell e cia, deve haver uma razão. Então aqui vão 10:

Arrow? Quem fala? Tem um fusca gelo na frente da sua casa?
Arrow? Quem fala? Tem um fusca gelo na frente da sua casa?
  1. AGRADA AO PÚBLICO NOVO: Um trama bem desenvolvida, com intrigas, traições revelações. Não sei qual veio antes, mas entendi que Arrow é um Revenge para o público masculino e vice-versa. Não que ela não possa agradar às damas, pois tem motivos de sobra para tanto. Mas a série de Emily Thorne é um sucesso por uma razão e eu vejo que a estrutura da série e dos episódios, do elenco, das reviravoltas, são muito parecidas. Ou seja, é uma vibe que está rolando para agradar ao público de fora.
  2. AGRADA AO PÚBLICO ANTIGO: Referências! A série está cheia delas! Não apenas de personagens de dentro do universo do Arqueiro Verde, mas também de todo o Universo DC. Nos seis primeiros episódios (que foi o que eu vi – são 6 horas, gente!) há menções à Blüdhaven, Iron Heighs, Coast City, a nomes conhecidos do UDC e muitos, muitos personagens. Já no segundo episódio temos a presença do Pistoleiro. Temos o Exterminador, a Gangue Royal Flush, enfim, muitos mesmo. Tem referência até a Ann Nocenti que era a escritora do herói na época que a série foi lançada. Mas a melhor citação é que os personagens vão comer no Hambúrguer do Tio Pança!!! (Big Belly’s Burguer)

    É a flecha no alvo, mas o alvo na certa não te espera...
    É a flecha no alvo, mas o alvo na certa não te espera…
  3. HERÓI TRAUMATIZADO: Oliver é um herói atormentado, zoado pelas lembranças da ilha Purgatório, cheio de cicatrizes pelo corpo (20% dele). Nada mais atual, com tantos soldados vindos de guerras cheios de culpa do sobrevivente, traumatizados, com danos nos sentidos. Hoje ninguém escapa de uma sessão de terapia e Oliver está aí para mostrar isso. Não que ele se trate, mas ele é uma boa representação da sociedade atual, ansiosa para fazer justiça nas ruas, uma vez que, ao menos nos EUA o número de vigilantes mascarados tem aumentado.
  4. ANDANDO SOBRE A LINHA DA MORALIDADE: Oliver se considera um herói, mas ele não está ao lado da lei. Ele pune os criminosos, mas ele os mata ao fazer tal coisa. Ele tem que pesar as vantagens e desvantagens de sua posição como fora-da-lei mas também como uma espécie de benfeitor. Será que suas ações vão mudar ao longo do tempo conforme ele vai pegando experiência ou será que ele vai sempre agir pela Lei de Talião: olho por olho, dente por dente?

    E essa é a flecha luva de boxe! tem a flecha de luva, pra dar tapa de luva nos bandides...
    E essa é a flecha luva de boxe! Tem a flecha de luva, pra dar tapa de luva nos bandidos…
  5. ROBIN WOOD MODERNO: Para além da lista de Robert Queen que Oliver tem de cumprir na série, o Arqueiro Verde também se mostra um Robin Wood moderno, mas não do jeito do quadrinhos, não. É mais nessa de roubar os ricos para dar aos pobres. Ele faz transferências de contas multibilionárias para bancar seu arsenal e seu quartel-general, mas também age em evento beneficentes e tentando recuperar as vítimas da guerra que ele trava na cidade de Starling City.
  6. FLASHBACK:.. Desde LOST a série que não tiver flashback envolvido não é série que mereça atenção. E bem, a atenção do espectador fica muito atraída em Arrow porque todos queremos saber, através dos flashbacks, o que aconteceu de tão terrível na ilha. Aos poucos a gente vai descobrindo, mas não é que os danados dos roteiristas sempre nos dão motivos para querer saber mais e mais? Sem falar nos ganchos no final de cada episódio. Pois é, eu assisti seis seguidos. Fora isso a série vai num crescendo, tudo acontece aos seu tempo claro, mas a cada episódio a mitologia ao redor do Arqueiro Verde vai ganhando força, personagens, tramas, subtramas…

    Barbie: tudo que você quer ser! Barbie! É da Mattel!
    Barbie: tudo que você quer ser! Barbie! É da Mattel!
  7. HUMOR DE CANTO DE BOCA: Humor de canto de boca é o melhor humor na minha opinião. Não é aquele que te faz gargalhar, mas é aquele que te faz sorrir um pouquinho pensando: como esse diálogo foi bem construído, ou nooossa onde essa trama foi parar, ou bem feito praquele cara ele merece mesmo, ou estou louco para assistir mais um pouquinho porque desconfio que… É aquela sutileza que conquista o público e isso nem toda a série consegue fazer.
  8. ALUSÕES: A construção da história gira em torno de alusões seja nas referências ou seja na famosa voice over que encerra os episódios, algo típico de um Grey’s Anatomy. Mas também tem o momento que os personagens relembram algo tentando dar uma lição em outro personagem, ou histórias correlatas que levam a uma mesma situação. E tem uma coisa que eu gostei, que seria uma coisa mais extratextual: a irmã de Oliver, Thea, é apelidada de Speedy por ele e Merlyn. Speedy, pra quem não sabe é o nome em inglês do parceiro de Oliver Queen – no Brasil, Ricardito. Speedy nos quadrinhos era um viciado em heroína. A irmã de Oliver, por sua vez, é viciada em cocaína.

    Corre, cê vai perder o sorteio dos beefy!
    Corre, cê vai perder o sorteio dos beefy!
  9. STEPHEN AMELL: Não temos apenas um protagonista gostosão. Stephen Amell é carismático, ele se dá muito bem com seu marketing pessoal nas redes sociais e ele não usa dublês. Ele realmente é o genro que toda sogra quer ter e tod@ filh@ quer ter. Como dizem os heteronormativos: “As meninas querem TER ele. Os meninos querem SER ele.” Bem alguns meninos querem SER e TER. Pode isso, Arnaldo? É claro que pode, basta ele consentir.
  10. BEEFY BOYS: Mas os beefy boys não param por aí. Temos Merlyn, temos Diggle e até o misterioso homem interpretado pelo favorito dos fãs Jon Barrowman. Não é à toa que uma das temporadas trouxe como propaganda um cartaz com alguns dos atores sem camisa.

É isso que eu posso falar pra vocês em seis episódios assistidos. Quero muito ver os próximos e as próximas temporadas (se o Netflix permitir), pra depois ir para a série do Flash, e Gotham, e Constantine e…

Anúncios

3 Comments

  1. Muito interessante sua lista de razões, mas pra mim só o 9º. e o 10º. já bastariam para assistir a série, ahahahahaha! Bom post.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s