Avaliações, Eu e os Quadrinhos, Melhores Leituras 2014, quadrinhos, Resenhas
Comentários 7

Os Melhores Quadrinhos de Super-Heróis que Li em 2014

Primeiramente, Feliz Natal! Dingou béu, dingou béu, acabou papel! Não acabou não! Tem muito quadrinho bom pra ler e eu vou estar aqui pra dar umas dicas! Então vamos lá, os quadrinhos nessa seção são só da Marvel e DC Comics, ok?! Então tá! Valendo!

Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke (Panini, 2014, 156 páginas, RS 21,90). Tradução de Jotapê Martins e Bernardo Santana

Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke (Panini, 2014, 156 páginas, RS 21,90). Tradução de Jotapê Martins e Bernardo Santana

Antes de Watchmen: Minutemen, de Darwyn Cooke

Ano passado a Panini publicou a iniciativa Antes de Watchmen no Brasil. Mas a Panini que é Panini não cumpre seus prazos e tudo chega no mês seguinte do calculado. Ou seja, esse Antes de Watchmen chegou a mim em 2014, não que isso importe para essa lista. Você pode conferir uma resenha completa dessa edição aqui. E da iniciativa toda de Antes de Watchmen neste link. Foi uma inciativa polêmica que não teve o apoio de seu criador Alan Moore, mas que em geral trouxe histórias muito boas para os leitores. Claro, houveram tropeços, mas essa edição dos Minutemen é um digno exemplar das melhores coisas que essa iniciativa poderia trazer.


Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários Artistas

Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários Artistas

Batman: O Retorno de Bruce Wayne, de Grant Morrison e Vários Artistas

Sabe aquela série Túnel do Tempo? Que nos EUA é chamada Elseworlds? Pois é, nesse encadernadaço da série Deluxe da DC Comics, Grant Morrison faz uma bela homenagem a essa série, levando Bruce Wayne, o Batman, até o tempo das cavernas, passando por piratas, peregrinos e detetives dos anos 50, criando a sua própria linhagem com base nele mesmo e encerrando apoteoticamente a fase de Morrison à frente do Homem-Morcego. Claro, a ideia dos heróis criarem sua linhagem não é original. Já foi feito com Ciclope e Fênix nos anos 90, mas a maneira como Morrison conduz a história é muito legal, pois cada fase no tempo deixa uma pista para a próxima, fazendo com que Wayne chegue bem a tempo de salvar sua família.


Batman & Robin: Edição Definitiva, de Grant Morrison, Frank Quitely e Vários Artistas

Batman & Robin: Edição Definitiva, de Grant Morrison, Frank Quitely e Vários Artistas

Batman & Robin: Edição Definitiva, de Grant Morrison, Frank Quitely e Vários Artistas

Mais um encadernadaço do Morrison. Esse, porém, muito maior tanto em tamanho quanto em número de páginas. Traz as aventuras de Dick Grayson como Batman e o filho de Bruce, Damian Wayne, como o novo Robin. Essa foi a fase que fez os fãs amarem Damian Wayne com seu jeito arredio e impulsivo, próprio de um garotinho que foi criado para se tornar um assassino impiedoso. Nessa fase, Morrison nos apresenta uma nova e bizarra galeria de vilões para a nova dupla dinâmica, além de uma história com a participação da Batwoman, da Escudeira e de um Batman-Zumbi que considero a mais divertida desse encadernado.


Caveira Vermelha: Encarnado, de Greg Pak e Mirko Colak

Caveira Vermelha: Encarnado, de Greg Pak e Mirko Colak

Caveira Vermelha: Encarnado, de Greg Pak e Mirko Colak

Com uma pesquisa histórica minuciosa, Greg Pak escreveu a história da infância e adolescência de uma dos maiores vilões do Universo Marvel. Poderia ser uma história normal de um oficial da SS nazista, mas todos nós sabemos que no fundo Johann Schimidt iria se tornar o terrível Caveira Vermelha, depois de sofrer crueldades e mais crueldades na sua vida, na hora da verdade ele se torna inda mais cruel. E aí está o doentio destaque desse álbum, uma história crua e cruel, de como a vida não perdoa as pessoas e de como as pessoas não perdoam a vida pelo que faz com elas. Uma história sobre escolhas, acaso, medo, preconceito, ignorância, guerra e infância perdida.


Doutor Octopus: Origem, de Zeb Wells e Kaare Andrews

Doutor Octopus: Origem, de Zeb Wells e Kaare Andrews

Doutor Octopus: Origem, de Zeb Wells e Kaare Andrews

Mais uma origem de vilão, de uma linha de vários encadernados que a Panini lançou destacando esses malfeitores do Universo Marvel. Entretanto diferente da HQ o Caveira, a de Octopus vai fundo no psicológico, ela não é crua, ela é bem cozida nos miolos do mau doutor e ficamos sabendo de suas motivações. Assim como o Caveira é compreensível o que a vida fez com essas pessoas, porém são suas escolhas que as definem, mas também a maneira de raciocinar para fazê-las e, assim, surge o que se define como vilão. Você pode ler uma resenha completa sobre essa HQ aqui neste link.


DV8: Gods & Monsters, de Brian Wood e Rebecka Isaaks

DV8: Gods & Monsters, de Brian Wood e Rebecka Isaaks

DV8: Gods & Monsters, de Brian Wood e Rebecka Isaaks

Eu já falei neste link sobre a primeira série de DV8, por Warren Ellis e Humberto Ramos, mas o que Wood faz com os personagens desviados de Gen13 é muito maior. Ele os leva para um mundo em que existem tribos pré-históricas. Lá cada um desses seres superpoderosos se tornam deuses, e cada um se tornam líderes de cada uma das tribos do mundo que já estavam em guerra. Com a presença deles, a guerra se torna épica, assim como a narrativa e a forma como Wood e Isaaks usam para mostrar capítulo a capítulo a voz interna de cada um dos integrantes de DV8 através da visão de Copycat.


Injustiça: Deuses Entre Nós, de Tom Taylor, Jheremy Rapack e Mike S. Miller (Panini, 2014, 196 páginas) Tradução de Alexandre Callari e Daniel Lopes

Injustiça: Deuses Entre Nós, de Tom Taylor, Jheremy Rapack e Mike S. Miller (Panini, 2014, 196 páginas) Tradução de Alexandre Callari e Daniel Lopes

Injustiça: Deuses Entre Nós, de Tom Taylor, Jheremy Raapack e Mike S. Miller

Nunca pensei que fosse gostar tanto de uma HQ baseada num videogame como gostei de Injustiça. Além disso é um videogame de luta, minha gente! Que história poderia sair disso? E o pior é que saiu uma história legal que deixa muita HQ mensal comendo poeira. O que aconteceria se os super-heróis que tanto amamos se tornassem vilões? Quando o Coringa mata Lois Lane e seu filho ainda não nascido, o Superman enlouquece e passa a punir os vilões com a morte. Claro que nem todos concordam com seus métodos e partem para impedi-lo. Você pode ter uma visão maior sobre essa história nesse link com a resenha.


Kick Ass 2, de Mark Millar e John Romita Jr.

Kick Ass 2, de Mark Millar e John Romita Jr.

Kick Ass 2, de Mark Millar e John Romita Jr.

Sim, me incomoda a Hit Girl ter uma cabeça enorme, parecendo mais uma pessoa adulta verticalmente desfavorecida que uma guriazinha e me incomoda algumas expressões que o Millar usa e fazer o cachorro ir morder logo os bagos do cara. Mas, poxa, que HQ bacana! Não espere profundidade nisso. É diversão pura. Bandidos mequetrefes contra polícia contra heróis mequetrefes e isso multiplicado por muitos números. Claro que a estrela é a Hit-Girl e suas inesperadas ações de garotinha porra-louca do papai tresloucado por armas, tudo, como é de praxe no Millarverso, levado às ultrúltimas consequências.


Justiceiro #03, que contém Mercenário: O Jogo Perfeito, de Charlie Houston e Shawn Matinborough

Justiceiro #03, que contém Mercenário: O Jogo Perfeito, de Charlie Houston e Shawn Matinborough

Mercenário: O Jogo Perfeito, de Charlie Houston e Shawn Matinborough

Essa HQ surgiu bem de mansinho e me surpreendeu. Estava lá, sem anunciar no final do encadernado do Justiceiro #3, escrita por Charlie Houston, de Cavaleiro da Lua e desenhada por Shawn Martiborough, de Ladrão de Ladrões. Ela conta a história de como o Mercenário se passou (ou não) por um baita jogador de baseball que acertava todas as bolas e como ele acabou caindo no esquecimento. Um cara que poderia ter sido mais lendário que Babe Ruth no baseball, mas que por uma escolha (aaah, sempre essas escolhas fatídicas) teve seu destino mudado forever, and ever, you’ll stay in my heart and I’ll love you, forever, and ever…


Monstro do Pântano: Batalha Pelo Verde, de Charles Soule, Kano e Jesus Sáiz

Monstro do Pântano: Batalha Pelo Verde, de Charles Soule, Kano e Jesus Sáiz

Monstro do Pântano: Batalha Pelo Verde, de Charles Soule, Kano e Jesus Sáiz

Sempre quando não se sabe o que fazer com um personagem o que se faz? Duas direções: ou pegam a verdade dele transformam numa mentira, ou pegam a verdade e a transformam em mil verdades. No caso do Monstro do Pântano criaram uma linhagem de Monstros do Pântano, mas a maneira com Soule trabalhou isso me agradou mais que a pegada de Scott Snyder no Monstrengo, ele cria várias encarnações de avatares do verde que vivem numa espécie de paraíso dos avatares, mas chega um momento em que ele vai precisa da ajuda de alguns deles para vencer um inimigo poderoso. E eles vão ter que ajuda-lo, quer queiram, quer não.


Mulher-Gato: Ano Um, de Mindy Newell e J. J.Birch

Mulher-Gato: Ano Um, de Mindy Newell e J. J.Birch

Mulher-Gato: Ano Um, de Mindy Newell e J. J.Birch

Bem antes dessa modinha de nhenhenhe mulherzinha tem que escrever mulherzinha porque só uma mulher sabe como agradar a outra (oi?), enfim, bem antes disso, na época da Batmania, Mindy Newell escreveu como seria o início da ladra de jóias mais gostosa e peligrosa do Universo DC. Ali nessa minissérie, Selina Kyle ganhou estofo, estofo esse que vai servir de pano de fundo para a personagem homônima na série Gotham. É uma HQ muito bem escrita, com bons desenhos e que trazem pela primeira vez a irmã freira de Selina (não sei se isso foi mantido nos Novos 52). Essa personagem que é a primeira opção de fantasia de Halloween das mulheres (segundo um amigo meu cuja a mãe tem Loja de Fantasias) recebe nessa mini, em edição única no Brasil, o tratamento que merece.


O.M.A.C., a edição brasileira, publicada pela Nova Sampa em 1997 é um item raro nas coleções tupiniquins.

O.M.A.C., a edição brasileira, publicada pela Nova Sampa em 1997 é um item raro nas coleções tupiniquins.

O. M. A. C., de John Byrne

O.M.A.C., ou One Man Army Corps – Exército de Um Homem Só, já teve algumas várias versões pelo Universo DC, mas essa que Byrne trabalhou foi para dar uma continuidade à original, àquela criada por Jack Kirby, o Rei. E é uma narrativa muito boa, talvez o melhor dos últimos trabalhos de Byrne para os super-heróis, que vai e vem no tempo, que vai e vem nas memórias, mas não desorienta o leitor, prestando ao mesmo tempo uma ótima homenagem ao Rei dos quadrinhos de super-heróis. Para saber com mais detalhes sobre essa história em quadrinhos, você pode clicar neste link.


Planeta Hulk, de Greg Pak, Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti (2013, Panini Books, 430 págs. R$ 99,00)

Planeta Hulk, de Greg Pak, Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti (2013, Panini Books, 430 págs. R$ 99,00)

Planeta Hulk, de Greg Pak, Carlo Pagulayan, Aaron Lopresti e Outros Artistas

Você que uma história em quadrinhos de super-heróis de nível épico e cósmico? Que seja praticamente uma Epopeia Tri? Então pegue o tijolão que é o Marvel Deluxe: Planeta Hulk. Tá, também saiu pela Salvat, blé, mas em dois volumes. O gigante esmeralda Hulk é enviado ao planeta Sakaar pelos Illuminatti e lá ele vira um gladiador que vai incitando uma rebelião popular até que se torna o governante supremo do planeta inteiro. Com um elenco de apoio que nos faz brilhar os olhos, o chamado Pacto de Guerra, com muitos personagens novos e interessantes, e um plano de fundo de guerra, Planeta Hulk nos faz vibrar a cada página. Para saber mais sobre essa supersaga clique no link aqui.


Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Série Jonah Hex, de Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Diversos Artistas

Me surpreendeu e muito essa série que comprei inteirinha numa promoção de Comix Book Shop. Histórias bem amarradas, bem desenhadas, a maioria autocontida contando desventuras do cowboy desfigurado Jonah Hex. Claro que eu escrevi sobre a série, mas como são cinco volumes, dos que saíram no Brasil, eu resolvi fazer um apanhado geral e criei os 10 motivos para ler Jonah Hex, que foi parte de um post no site Terra Zero e que reproduzi aqui no blog, se você tem vontade de desbravar o velho-oeste em histórias autocontidase com uma bela arte, Jonah Hex é a pedida.


Thunderbolts: Fé em Monstros, de Warren Ellis e Mike Deodato Jr.

Thunderbolts: Fé em Monstros, de Warren Ellis e Mike Deodato Jr.

Thunderbolts: Fé em Monstros, de Warren Ellis e Mike Deodato Jr.

É, pelo visto essa seção está cheia de supervilões, então porque não um grupo inteiro de supervilões disfarçados de super-heróis? Esse é o mote de Thunderbolts. E nessa versão pós-Guerra Civil eles estão sob o comando de Norman Osborn, o Duende Verde, com aval do governo e tudo. Esse encadernado saiu aqui pela coleção de graphic novels da Marvel da Salvat e, por milagre, a Panini não lançou um encadernado antes para lucrar antes da Salvat. Então tive de adquirí-lo. #perdeuplayboy , ou ganhou, sei lá. São uma confusão mesmo essas coleções.

Anúncios

7 comentários

  1. Interessante ! Acho que desde 1999 eu não comprava tanto quadrinho quanto em 2014. Comprei coisas novas, edições encadernadas novas de histórias antigas, coisas que já tinha em formatinho e muito de autores brasileiros e/ou independentes. Ainda assim, muita coisa do teu post é inédito para mim.

    Correrei atrás.

    Curtir

    • guilhermesmee diz

      É! O mercado está superaquecido, só espero que agora não comece a retrair de novo porque nunca se viu tanto quadrinho à venda como hoje em dia. vai atrás que vale a pena! Abraços!

      Curtir

    • guilhermesmee diz

      Oi Jeannie, eu gosto muito de Sandman, minha recomendação para ti seria O Inescrito e se você gosta de Harry Potter, vai gostar mais ainda de Inescrito. 😉

      Curtir

  2. Pingback: Raio X 2014 Splash Pages | Splash Pages

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s