Entrevista, quadrinhos, Quadrinhos Comparados
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Dia do Quadrinho Nacional – 30 de Janeiro – Depoimentos (Parte II)

“Fazer quadrinhos no Brasil é, antes de tudo, um trabalho para guerreiros. É uma das apostas mais incertas no campo das artes, pois se tudo ficar ruim para um músico, ele vai para a rua tocar e tira seu trocado, fazer música. Se tudo der errado para um quadrinista, ele vai mudar de emprego em outra área. Quadrinhos é o hobby da arte, que também é considerada hobby. Quadrinhos é o hobby do hobby. E tem gente que não desiste, faz quadrinhos vai às feiras, vendem sem trabalho, tira seu sustento ou, no mínimo, complementa a sua renda. Fazer quadrinhos no Brasil é esboçar um futuro promissor. Se o esboço já está interessante, espera só quando mandarmos ver na tinta.”

Estevão Ribeiro, editor da Aquário Editorial, autor da tirinha Os Passarinhos, dos álbuns Pequenos Heróis e Futuros Heróis e muitos outros quadrinhos.


“Os quadrinhos no mundo todo passam por um momento de qualidade como nunca visto antes. E dentro desse mundaréu de coisas surgindo é importantíssimo desenvolvermos o nosso jeito de fazer, o nosso jeito de contar, uma identidade. Acredito que as HQs nacionais tem conseguido isso nos últimos tempos. Temos cara e temos voz. Melhor… Temos caras e temos vozes. Somos mestiços, miscigenados, heterogêneos e ainda assim temos desenvolvido um jeito nosso de fazer quadrinhos. Parabéns a todos os envolvidos!!!”

Daniel Esteves, roteirista e diretor da escola de quadrinhos HQEmFoco


DQN“A produção nacional de HQs vem crescendo tanto em qualidade e quantidade que já começa até a ser exportada, seja por profissionais seja por títulos. Fazer quadrinhos dá uma cara mais do que necessária a cultura brasileira tanto por aqui quanto para fora, é maravilhoso ver quadrinhos se tornando cada vez mais relevantes e abrindo diálogos mundo afora como foi ilustrado pela recente CCXP em São Paulo.”

Felipe Cagno, roteirista de Lost Kids e 321 Fast Comics


“Bom, acho que a produção de quadrinhos no Brasil nunca esteve tão grande e tão cheia de qualidade. Acho que isso é importantíssimo para ajudar a desenvolver e aumentar o mercado de quadrinhos no país e, com isso, acabar de vez com o preconceito em relação aos quadrinhos e estabelecer de ver como uma forma de arte.”

Cassius Medauar, editor da JBC

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