A Última História dos Vingadores – The Last Avengers Story, de Peter David e Ariel Olivetti

Se lembram que eu falei da iniciativa O Fim, da Marvel Comics, no post do Demolidor: O Fim dos Dias (clique aqui), então, esta história – The Last Avengers Story – foi o embrião para essa linha, lááá em 1995. Naquela época, o próprio Peter David, autor desta revista, tinha surpreendido os leitores, trazendo, ao lado de George Pérez, a minissérie Futuro Imperfeito. Nessa história, o Hulk viajava para o futuro com a ajuda da neta de Rick Jones para combater o déspota daquela época, o Maestro. Qual não é a surpresa do gigante esmeralda ao se deparar consigo mesmo, mais envelhecido, o tal tirânico Maestro. A saga fez muito sucesso na época, sendo lembrada até hoje como um dos momentos mais famosos do Incrível Hulk.

Bem, aquela também era uma época de proliferação de mercado e de revistas devido à Bolha Especulativa (para saber mais clique aqui e leia a matéria da Bolha Especulativa), e tanto Marvel como DC Comics lançavam selos e títulos à torto e à direito. Um desses selos foi o Marvel Alterniverse, uma espécie de Elseworlds (Túnel do Tempo) da Marvel. Seu título de estreia foi a minissérie em duas edições, Ruínas, uma versão corrompida de Marvels escrita por Warren Ellis e desenhada por vários artistas. Essa edição saiu no Brasil primeiro em duas edições e depois em encadrnado pela Mythos Editora. A editora também lançou um one-shot por Garth Ennis e Doug Braitwhite chamado Justiceiro Mata o Universo Marvel, que saiu no Brasil pela Pandora Books.

A galeria de troféus dos Vingadores e o novo Ceifador, que é o Wicanno no futuro!
A galeria de troféus dos Vingadores e o novo Ceifador, que é o Wicanno no futuro!

The Last Avengers Story é um dos títulos deste selo de vida curtíssima (dois anos apenas). A minissérie, em duas edições, vinha em formato de luxo, com lombada quadrada, papel couchê de gramatura alta, capa com acetato no estilo Marvels e a arte pintada de Ariel Olivetti, a quem você deve conhecer da última série do Cable e de O Diário de Guerra do Justiceiro que saia na Marvel Action.

Vamos à história, que você já deve imaginar, se passa no futuro, com os heróis calvos e gordinhos. Tudo começa quando Hank Pym descobre que  Ultron retornou formando os Quatro Cavaleiros do Apocalipse junto com Oddball, Kang, o conquistador e o Ceifador, agora encarnado por Billy Maximoff, o Wicanno da nossa realidade. Esse grupo quer matar todos os Vingadores, mas para impedi-lo, Hank e sua esposa Vespa buscam uma nova equipe, que é formada pelo Tocha Humana, Míssil, a filha da Mulher-Hulk e Wyatt Wingfoot, Jessica, o cego Gavião Arqueiro e a enlouquecida Harpia, Bobbi Morse, além dos supostos filhos de Hércules e Cavaleiro Negro, respectivamente, Bombshell e Hotshot.

O que aconteceu com a Mulher-Gato?
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A narrativa da primeira edição é a busca de Pym por novos membros para a equipe, enquanto os Quatro Cavaleiros vão planejando e arquitetando a destruição dos vingadores restantes, incluindo os atuais, os Novos Vingadores, que estavam a bordo do porta-aviões da SHIELD que acaba sendo explodido pelos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Já a segunda edição conta o fatídico fim de vários membros antigos dos Vingadores enquanto a equipe derradeira enfrenta os vilões.

O que fica ao ler The Last Avengers Story é o clima denso e os textos reflexivos de Peter David, bem diferente da comédia, marca registrada de seus roteiros. Bem mais do que a história, é a atmosfera que marca, uma vez que, nos dias atuais, em que realidades alternativa pipocam, não apresenta nenhuma novidade. Os desenhos de Olivetti remetem a uma realidade sci-fi estilo Heavy Metal. Esta história, não fosse da Marvel, poderia ser muito bem da Vertigo.

O interessante desta história, lida hoje, é o rumo que as histórias dos Heróis Mais Poderosos da Terra tomaram, muito parecido com esse futuro, pelo menos nas ideias de algumas histórias. Uma menção aos Novos Vingadores, por exemplo, equipe criada por Bendis após a Queda dos Vingadores. Os filhos de Wanda e Visão terem se tornado Vingadores e inimigos dos Vingadores, e de Tommy, não Billy, ter se tornado o Mago Supremo, como Billy está destinado a ser segundo a saga A Batalha do Átomo, de Bendis.

LASopen

Além disso o Gavião Arqueiro cego é um dos elementos basilares de O Velho Logan, saga de Mark Millar para o Wolverine, que apresenta também filhos de um gigante esmeralda, entre eles uma mulher-hulk que se chama Jessica. Por sua vez, na atual fase de Os Vingadores, de Jonathan Hickman, Míssil é um dos membros importantes da equipe. Teriam os escritores seguido a linha temporal desta minissérie ou é tudo uma feliz coincidência? Quem se encontrar com Bendis ou Millar um dia, favor fazer a pergunta.

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4 Comments

  1. Li o preview digital traduzido por fãs e achei do cacete. É uma das histórias de futuros da Marvel que mais gosto. Algumas cenas lembro até hoje, como a da morte da Tigresa, a luta entre o Hulk e Magnum e, principalmente, a cena da volta do Hulk à Terra depois da guerra dos deuses da qual participou. Ele é achado cravado ao lado de uma montanha, inconsciente, cinzento, abraçado à maça de Hércules e maligno. Achei totalmente foda essa passagem, que se me lembro durou alguns quadrinhos.

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    1. É uma HQ bem diferentona mesmo e para a época que foi lançada, muito mais. A parte que enfoca o que aconteceu com os personagens, realmente é uma das mais interessantes!

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