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Por que (Alguns) Nerds São Tão Babacas

Depois que li esse artigo no site ContraVersão, que achei que sim, tem alguns pontos certeiros, mas que em sua maioria o texto está generalista e alarmista, resolvi escrever um texto com algumas razões explicando porque alguns nerds são tão babacas.

“A arte de Moebius é tão fina quanto eu sou grosso! (e não falo do meu pau!)”

A SÍNDROME DE GABRIELA

A primeira razão é que eles não tem a capacidade de não ser. Sabe aquela síndrome de Gabriela? A do comodismo? “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabrieeeelaaaa?!”. Tem gente que não gosta de mudanças e resiste muito a elas porque acham que ao invés de facilitar sua vida vai dificultá-la. Como assim o Homem-Aranha é negro? Isso EU não aceito! TODO MUNDO sabe que ele é branco! Diria o nerd ortodoxo.

Eu acho tão engraçado alguns nerds virem defender liberdade de expressão e postarem coisas contra o ISIS se acabam sendo pequenos grandes ditadores do seu território grupo do facebook da internet, como se só os seus gostos fossem válidos e que não segue aquela norma, KAPUT! É um burraldo ou que não tem capacidade de entendimento da VERDADEIRA NONA ARTE. U.u Nerds ortodoxos não possuem visão periférica e não conhecem nada que vá além dos seus gostinhos, não estão abertos para o mundo, para mudanças ou para argumentar opiniões alheias às suas.

TROLL ESMAGA!!! (SUA VIDA SOCIAL!)

TROLL ESMAGA!!! (SUA VIDA SOCIAL!)

NÃO CONVIDARAM O TROLL PARA A FESTA DE QUINZE

Agora temos os trolls da internet. Hoje em dia eles não são mais tão salientes, mas no in´cio dos anos 2000, quando os fóruns eram muito mais populares que os facebooks existiam vários deles que se escondiam aterás de codinomes, geralmente de seus heróis favoritos para zoar com as pessoas. Só que não era uma zueraigem da saudável. Esses trolls se tornavam stalkers das pessoas – eu mesmo tive um, que se passava por mulher na internet, meu amigos devem se lembrar, certo? – e acabam vivendo pelas pessoas que perseguem.

Mas o que configura o troll é a sua educação, a maneira como expõe suas ideias: sempre grosseiramente, sempre xingando e ofendendo alguém. A razão? Ele não possui traquejo social, ele não tem as ferramentas para se comunicar e passar uma ideia claramente sem usar de ofensas. Desde cedo o troll foi excluído do convívio social, ele não ia nas festinhas, ele não ia ao clube, ele não era nem convidado pro chá da tarde da Tia Maricota. Então ele desenvolveu seu traquejo com seus bonequinhos e personagens de RPG, inventando suas próprias histórias e achando que pessoas são como personagens de papel que não se magoam com o que é dito a elas.

O burrinho empacou: ele é teimosinho! Ele sabe mais, ajoelhem-se  e venerem!

O burrinho empacou: ele é teimosinho! Ele sabe mais, ajoelhem-se e venerem!

QUOCIENTE INTELECTUAL x QUOCIENTE EMOCIONAL

Muitos nerds se gabam de conhecer uma cronologia extensa de super-heróis ou de games ou de RPG e ai daquele que erra a cor da unha do dedinho do pé do cavalo da mulher do atentende da cantina do episódio vinte e três da versão quatro do seu seriado favorito. Esconjuro! Você não presta você não deve viver, você não deveria estar falando isso! Porque só o nerd detêm a opinião. E não percebe o quanto é ridículo e quanto mostra que sua vida, por conseguinte, é Ridícula também.

Nerds, em sua maioria são inteligente, têm um grande quociente intelectual. Alguns, só guardam informações como se fossem pepitinhas de ouro que ele vai usar para se vingar daquela Paty do segundo grau quando o Gugu lhe chamar pro Passa ou Repassa e ele puder dar uma tortada na cara dela. Por que, né? Pra que mais serve essa informação? O problema é que como o nerd tem muita intelectualidade, seu lado emocional é embotado. Muitas vezes nerds não conseguem expressar seus verdadeiros sentimentos, seus verdadeiros gostos, argumentar e se revelar como realmente são. Esse nerds não tem empatia com as pessoas e não tem noção do sofrimento que causam aos outros e, se tem, não se importam. Uma espécie de psicopatazinho. Eles têm o quociente emocional baixo. Alguns nerds não sentem empatia por heróis, que querem fazer a justiça e o que é certo no mundo. Eles preferem se mirar nos vilões, que buscam mesmo é vingança e que é um caminho bem mais fácil. Mas já diria o Seu Madruga: “A Vingança Nunca é Plena, Mata a Alma e Envennena!”.

Claro, existem casos piores, como os nazistas que insistem em se infiltrar nos grupos com seus avatares de 100% Heteros enquanto o mundo comemora uma vitória nos direitos civis gays. Esses, eu, infelizmente não sei como os moderadores dos grupos ainda não expulsaram. Pra mim já era motivo, porque alguém com 100% Branco já seria expulso na hora. Mas, cada um sabe onde dói a sua ferida. Menos os nerds ortodoxos, os trolls, com consciente emocional baixo e com síndrome de Gabriela.

Fica a pergunta: “Você usa suas lembranças ou são elas que usam você?”. Beijinhos na Lapela!

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Guilherme “Smee” Sfredo Miorando nasceu em Erechim em 1984. Já deu aula de quadrinhos, trabalhou com design e venda de livros e publicidade. Faz parte do conselho editorial da Não Editora. Co-roteirizou o premiado curta-metragem Todos os Balões vão Para o Céu. Seu livro de contos Vemos as Coisas como Somos foi selecionado pelo IEL-RS em 2012. Publicou em 2014 a HQ Fratura Exposta e sua primeira narrativa longa, Loja de Conveniências. Em 2015 lançou a antologia FUGA, de HQs com seu roteiro. Possui o blog sobre quadrinhos splashpages.wordpress.com

4 comentários

  1. Cara, achei interessante a maneira como você colocou os tópicos, mas fiquei sem entender: O lance era ser humorístico ou realmente colocar o que faltou no texto citado?

    Você falou que os nerds ‘são isso e aquilo’, depois de falar que o texto que você citou é generalista e alarmista. Nada mais generalista do que falar de um tipo da sociedade como se lee fosse só os clichês que você citou, estes óbvios aliás. Se extendeu em vários parágrafos dizendo as mesmas coisas que nerds e não nerds já estão acostumandos a ver.

    Li o trampo do cara e notei que foi feito em cima de uma alegoria com o Flash Thompson. Quando a gente escreve em cima de uma alegoria, ainda mais baseado num personagem, se espera mesmo que se faça analogias sem fim pra provar um ponto em particular.

    Enfim, achei legal você falar dos Trolls, os caras grosseirões e tal, mas achei que você mandou mal no desenvolvimento se estava falando sério, porque foi grosseiro.

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    • guilhermesmee diz

      A intenção é a que está na introdução, revelar os motivos por que os nerds viram trolls. Muitas das coisas que estão ali no texto falam de como era a minha adolescência: eu cresci numa cidade do interior do RS e tinha que esconder 1 que era nerd e 2 que era gay. Lá só importa quem tem duas coisas: ou nome para aparecer na coluna social do jornal da cidade ou dinheiro para, bem… para isso mesmo que dinheiro faz. E na adolescência, meu amigo, a coisa fica num expoente muito maior. Nossa turma era dividida entre os “winners” e os “losers”, uns sentavam na esquerda, outros na direita e não se misturavam. De um lado, os filhos de papai, os esportistas, as modelos, todos com seus carros novos e viagens para o exterior aos 14 anos; do outros os enjeitados: os mais pobres (nem tão pobres, já que era um colégio particular, mas quem não tinha a roupa tal já era mal visto), os estranhos, os feios, os gays, os que vinham de outras cidades, as meninas com filhos, qualquer um fora do padrão. Ou seja, não tinha nenhum amigo lá por essas razões. Só que eu nunca jamais tratei ninguém da forma como me tratavam, pela simples razão de que o que não se gosta que façam a ti não faça aos outros. A única coisa que fazia era tirar notas melhores e escrever melhor que os outros, me destacando, para desprezo geral. Sempre fui uma pessoa inclusiva. Enquanto meus colegas atravessavam a rua para não falar comigo, todos os dias na volta da escola, eu sempre acolhi os alunos novos. Sempre vou ser uma pessoa acolhedora e que vai ensinar sobre quadrinhos ao invés de soprar e bufar e dizer que quem não sabe é burro, assim como ensinava e ajudava os mesmos colegas que me excluiam das conversas na época de colégio, e passava cola e ajudava a eles a passarem de ano enquanto minha vida social era uma merda. “Mas agora que eu cresci, eu sou sereia e não te quero mais aqui. me tornei uma mulher ousada e de você não quero mais nada”, como diria o CSS. Eu não sou contra nerds, porque eu sou um e tenho orgulho disso. Eu sou um gay nerd e tenho ainda mais orgulho disso, porque os gays tem a sensibilidade e a empatia que faltam para esses trolls de internet que se escondem atrás de nomes e avatares falsos. Quanto ao fato de ser humoristico, meus textos são assim, é só dar uma olhada nos outros posts. talvez o humor seja a minha maneira de lidar com o meu complexo de inferioridade. Dessa forma, pelo menos eu não estrago a vida de ninguém. Bem-vindo ao blog! Que ODIN te abençôe!

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  2. Valeu mano, vou tomar sua resposta como guia então. Acredite, super te entendo.
    Se me permite dizer, o lugar onde você parece ser meio escroto. No resto do mundo, os nerds estão sendo venerados, as pessoas até emulam o comportamento deles. Pessoalmente, penso que o rótulo de nerd, com o tempo, merece menos seriedade. Ele me parece esse estigma que permanece na gente depois da exclusão na infância e colégio, resquício do comportamento de quem tem distimia mesmo (meu caso).
    Você poderia mudar pro RJ, SP ou algum lugar no Sul que pareça ser mais leve que essa parada toda. Há lugares melhores, posso te garantir. Pense nisso. Vou ler outras coisas no seu blog.

    Abração!

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    • guilhermesmee diz

      Já mudei, cara. Mas sempre quando volto lá é complicado… Tem gente que não tem noção do quanto pode estragar a vida dos outros. Mas enfim, né, um dia eles terão filhos e os filhos serão nerds, ou gays, ou excluídos de alguma maneira… E daí eles vão pensar: bah como eu tratava mal meus colegas. E o ciclo se fecha. Eu não desejo mal para as pessoas, só que saboreiem da mesma experiência. Nada mais justo, né? 😀

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