Poderes Absolutos Corrompem Absolutamente… Os Personagens!

Meu partido é um coração partido... Chuif! Chuif!

A DC Comics anunciou que após o final da Guerra de Darkseid a Liga da Justiça se tornará uma espécie de NOVOS Novos Deuses, com poderes divinos e que, com eles, irão consertar o mundo. Porém, os quadrinhos possuem um histórico de perda de poderes ou morte para personagens com poderes absolutos. O que deve acontecer com os totalmente poderosos integrantes da Liga da Justiça? Serão bem utilizados ou serão personagens engessados e difíceis de lidar?

Meu partido é um coração partido... Chuif! Chuif!
Meu partido é um coração partido… Chuif! Chuif!

Uma frase clássica nos quadrinhos de super-heróis é a seguinte: “O poder corrompe… e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Uma exemplar aplicação dessa frase está na memorável Saga do Eduardo Cunha da Fênix Negra em que após aprovar a maioridade penal consumir uma estrela e destruir um planeta, ela se tornou uma ameaça nacional cósmica, buscando mais e mais poder para virar um marajá saciar sua fome por destruição. A Fênix teve de se suicidar politicamente em um átimo de humanidade concedida pelo povo pela mente de Jean Grey.

Sim, doutor é um caso típico de síndrome de Leo DiCaprio, ele quer ser o Rei do Mundo...
Sim, doutor é um caso típico de síndrome de Leo DiCaprio, ele quer ser o Rei do Mundo…

Outra saga que mostra a força tirânica na vontade de controlar/mudar o mundo é Superman: O Rei do Mundo. Nessa saga, o Superman se torna um neurótico control freak que quer brincar de Deus evitando todos os desastres do mundo. Para isso, ele forma os Super-Homens da América e fabrica milhares de robôs Superman. Porém, tudo foge ao controle e a salvação se torna desastre. Nem a intervenção da Liga da Justiça chamando o Superman para a sanidade resolve. Então descobre-se que Superman estava possuído por uma entidade maligna (sempre isso, se lembram do caso Parallax/Hal Jordan?) e então, com a ajuda de sua equipe e da entidade cósmica Kismet, ele consegue se libertar da malignidade que ameaçava a existência do universo.

Tribunal SUPERIOR de Justiça
Tribunal SUPERIOR de Justiça

A própria saga do Homem-Aranha Superior, que nada mais é do que a mente do Doutor Octopus no corpo de Peter Parker, o Homem-Aranha, também lida com heróis querendo fazer um bem maior do que seus braços (ou tentáculos) alcançam. O Octopus/Parker utiliza de toda sua genialidade para desenvolver artefatos que ajudem a monitorar a cidade, contrata capangas-aranha para debelar ameaças, faz um acordo com o prefeito J. Jonah Jameson, mas nada disso é capaz de ensiná-lo a como respeitar e amar as pessoas, no caso, a sua adorada Anna-Marie. Toda essa tentativa de estar vigilante o tempo todo acaba enfraquecendo sua mente pólipa para que o verdadeiro Parker se estabeleça e bote ordem na cidade mais uma vez.

Mas talvez a exceção que confirma a regra seja o personagem Miracleman, retrabalhado por Alan Moore e Neil Gaiman. O super-herói se torna tão, mas tão poderoso que começa a transformar o mundo numa Utopia, buscando curar doenças, solucionar problemas de abastecimento, encerrando guerras, tudo por causa do “respeito” e “temor” que seu poderio causa no mundo.

Utopiaaaa, eu quero uma pra viver...
Utopiaaaa, eu quero uma pra viver…

Aqui, Gaiman é a exceção à regra, pois após Moore deixar a série, no momento em que Miracleman se depara com as estrelas e pensa que seu trabalho está encerrado, Gaiman retoma a série. Então não mais traz histórias sobre como o herói formou  ou mantém sua Utopia, mas como as pessoas inseridas nela vivem. Esse arco ficou conhecido como A Era de Ouro. O plano era que se seguissem as histórias A Era de Prata e A Era Sombria, mas com o colapso da editora Eclipse e a batalha pelos direitos de Miracleman entre Gaiman e Todd McFarlane tornaram esse retorno mais complicado. Somente em 2013 Gaiman iria retomar os direitos sobre Miracleman. Através de um acordo com a Marvel Comics, o personagem voltou a ser publicado desde sua reinvenção por Alan Moore, que, por não querer ser creditado se tornou “o Escritor Original”. Gaiman contou à imprensa que já tem os roteiros da conclusão da história prontos. Veremos o que nos espera.

Até Eduardo Cunha, ops, Thanos tem a Manipula, ops, Manopla do Infinito.
Até Eduardo Cunha, ops, Thanos tem a Manipula, ops, Manopla do Infinito.

Preciso lembrar que mesmo vilões megapoderosos possuem uma necessidade, uma busca. Pegue por exemplo Thanos e sua eterna busca por agradar sua amada Morte, que o levou atrás da Manopla do Infinito e as gemas que a formam. Ou então Galactus, que possui uma fome infinita que sempre deve ser saciada com planetas e mais planetas. Lembrando que planetas com vida são mais gostosos e planetas com vida inteligente são saborosíssimos, por isso ele sempre quer devorar a Terra.

Na DC Comics, temos Brainiac, que agora em Convergence se tornou um vilão muito maior do que jamais foi. Brainiac é como nós, fãs de quadrinhos, sempre em busca de aumentar sua coleção. Só que em vez de guardar encadernados nas prateleiras, ele quer mesmo é engarrafar cidades. Darkseid, por outro lado, quer descobrir a fórmula da equação anti-vida, cuja localização está, claro, na Terra.

Declarando Guerra à Base Aliada! Dã! Não é Base... é Protetor!
Declarando Guerra à Base Aliada! Dã! Não é Base… é Protetor!

A guerra para derrotar Darkseid acaba transformando os heróis da Liga da Justiça em seres com poderes divinos. Batman se tornará Metron e tentará livrar Gotham City do crime para sempre. Flash se tornará o Corredor Negro e ceifará a alma de seres superpoderosos. O Lanterna Verde se tronará um pária. Shazam retirará seus poderes da Muralha da Fonte e Lex Luthor se tronará o governante de Apokolips.

Espero sinceramente que saiam histórias interessantes dessas transformações, pois ninguém nunca verá um gibi com heróis superpoderosos, divindades ou entidades que têm de tudo. Já pensou? Um gibi do Eternidade, do Tribunal Vivo, da Kismet, do Pai Celestial? Como sabemos, o papel deles é apenas ser/estar lá, parados, apenas representando. Só o que me falta agora é o Mauricio de Sousa lançar um gibi da Dona Pedra, aí sim, estamos feitos!

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