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Saudades: Melhores do Mundo (Panini)

A competição entre a Pixel Media e a Panini Comics pelo direito de publicação da DC Comics no Brasil acabou gerando a oportunidade de surgir um mix bem diferente de super-heróis da editora das lendas. E a Legião dos Super-Heróis finalmente voltava a ser publicada com regularidade em terras tupiniquins. Venha se lembrar ou conhecer a revista Os Melhores do Mundo, versão Panini Comics!


Diana na campanha para virar X-Man!

Diana na campanha para virar X-Man!

Dados Gerais:

Melhores do Mundo, Os (Panini Comics)

Duração:

14 números – Julho de 2007 a Agosto de 2008


O Contexto:

A toda-poderosa Panini Internacional havia deixado de possuir os direitos de licenciamento mundial sobre as publicações da DC Comics. Sendo assim, por exemplo, na França a DC passou a ser publicada pela Urban Comics, saindo do domínio da Panini em 2012. Na Espanha, quem pegou os direitos de publicação da editora do Superman foi a ECC Comics. No Brasil, o caso era diferente. Depois do fiasco da Editora Abril com a linha Planeta DC, os direitos de publicação de Batman e Cia. foram para a Panini Comics, que começou modestamente com apenas três títulos. Os direitos dos anti-heróis e dos heróis sombrios pertenciam à Brainstore, enquanto que a Vertigo estava dividida entre várias editoras.

Mas alguns anos antes de Melhores do Mundo sair no Brasil, a Vertigo acabou nas mãos da Pixel Media, uma associação da Conrad com a Ediouro. Justamente nessa época de transição dos direitos, a DC Comics resolveu pensar melhor e lançar um “desafio” para ver quem no Brasil ficava com o pacote inteiro da DC Comics, incluindo a Vertigo. Estavam no páreo Pixel e Panini, mas foi a Panini que acabou levando. Entre as exigências da DC Comics estava a ampliação do leque de publicações da editora no nosso país. Assim surgiram a Universo DC e a revista em questão, Melhores do Mundo. Além, é claro de a Panini Brasil poder publicar o selo Vertigo na íntegra.


Os Melhores dos Melhores

Os Melhores dos Melhores

O Mix:

Mulher-Maravilha (por Allan Heinberg e Terry e Rachel Dodson)

Acabava a Crise Infinita e, um ano depois surgia a pergunta: Quem é a Mulher-Maravilha? Foi isso que o escritor do seriado Grey’s Anatomy e criador dos Jovens Vingadores tentou responder, criando um arco de reviravoltas entre Diana – que agora era superespiã – , Hipólita e Circe, que ia desembocar na malfadada saga O Ataque das Amazonas. Havia também um romance entre Diana e o transmorfo Nêmese. A série sofreu vários atrasos por parte do escritor, mas os desenhos do casal Dodson nunca deixou de nos embasbacar.

Íon (por Ron Marz e Greg Tocchini)

O Lanterna Verde dos anos 90, Kyle Rayner havia se tornado megapoderoso e dentro dele havia a entidade Íon, de onde os Lanternas Verdes buscam o seu poder. A minissérie em 12 edições, intitulada O Herdeiro, escrita por Ron Marz, o criador do personagem trazia Kyle em busca de seu futuro passando por percalços do passado, como a situação de sua mãe e de sua ex-namorada. Os desenhos do brasileiro Greg Tocchini são um deleite à parte.

Nana, neném Flash!

Nana, neném Flash!

Flash (por Paul Demeo, Danny Bilson e Ken Lashley)

Com os efeitos de Um Ano Depois, é a hora de conhecermos o quarto Flash da linhagem. Ele não é ninguém menos que Bart Allen, o neto de Barry, que também foi conhecido como Impulso e Kid Flash. As histórias de Bart como Flash envolvem uma perseguição e vingança contra o vilão Inércia, uma espécie de Kid Flash Inverso que também veio do futuro. As histórias e os desenhos do Flash eram os menos empolgantes do mix da revista.

Supergirl & A Legião dos Super-Heróis (por Mark Waid e Barry Kitson)

Já havia um tempo que Waid estava à frente da Legião dos Super-Heróis, mas essa fase pré-Crise Infinita permanece inédita no Brasil. O que foi publicado aqui foi o título renomeado, após 15 edições para Supergirl and The Legion of Super-Heroes. Com certeza o ponto mais alto do mix de Melhores do Mundo. As tramas de Waid eram inventivas, seus diálogos eram espertos, a forma como ele lidava com a dinâmica da equipe também. Incluir a Supergirl, perdida no fluxo temporal – como já aconteceu em tempos pré-Crise nas Infinitas Terras – servia como o perfeito ponto de início para o leitor iniciante da Legião. Temos de destacar os desenhos de Barry Kitson, que redesenhou os uniformes da equipe – cujo design eu considero o melhor de todos da Legião – , e também a sua facilidade e destreza para desenhar adolescentes, de uma forma que a Legião dos Super-Heróis foi poucas vezes retratada.


O Bravo e o Zangado!

O Bravo e o Zangado!

O que deu certo e o que deu errado:

Apesar da DC ter feito uma expansão bem grande nas suas publicações no Brasil, saindo de 5 títulos mensais para mais de 10, logo ela teve de ser contida e reduzida. Assim, os planos de publicar O Bravo e o Audaz por Mark Waid e George Pérez teve de ser cancelado de última hora e a revista, que já tinha saído a primeira edição no número 12, teve de ser comportada no mix da revista Superman & Batman. Assim, os dois últimos números serviram para terminar os arcos em aberto e trazer dois arcos sensacionais da Legião dos Super-Heróis por Tony Bedard, que eu considero as melhores histórias da Legião que já li. A revista acabava estampando o Flash Negro carregando Bart Allen, que morria, talvez uma alusão à morte da própria revista Melhores do Mundo.


O que aconteceu com as séries que a compunham:

A Mulher-Maravilha depois de passar uma fase vergonhosa nas mãos da escritora de romances água-com-açúcar Jodi Piccoult, alguns roteiristas tapa-buracos, finalmente caia nas graças de Gail Simone e ia ser publicada na revista da Liga da Justiça. A mesma coisa acontecia com o Flash, Wally West, que retornava após A Saga do Relâmpago, encontro entre a Liga, a Sociedade da Justiça e a Legião dos Super-Heróis. A nova fase de Wally também seria publicada na revista da Liga. Íon teve sua minissérie toda publicada em Melhores do Mundo. Kyle voltaria a aparecer em Lanterna Verde. Já a Legião teve suas histórias descontinuadas e a fase de Jim Shooter à frente do título deixou de ser publicada aqui.


Confira os antigos SAUDADES:

Shazam!

DC Millennium

Coleção Pocket Panini

Revistas Premium: O Que Tinham de Bom?

Especial do Mês

Marvel ’99

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4 comentários

  1. Fase do Jim SHOOTER na Legião. Jim Starlin nunca trabalhou no grupo!

    E a Urban Comics francesa é bem posterior, ela surgiu em 2012! Mas como é uma filial da melhor editora de quadrinhos do mundo, a Dargaud, tem conseguido o feito impossível de fazer a DC ter sucesso…

    Curtir

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