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Frank Miller e a Propaganda Nazista nos Quadrinhos

Geralmente, quadrinistas têm visões liberais sobre os quadrinhos, alguns liberalíssimos, como o caso de Alan Moore e Grant Morrison. Mas Frank Miller é a exceção, ele é ultraconservador. Se a frase que diz “não existe jovem de direita e nem velho de esquerda” existe, Frank Miller é uma prova viva disso. Não que seu trabalho tenha algo de liberal nos seus anos inicias, mas com o passar do tempo, eles têm apresentado um ranço conservador e xenófobo cada vez maior.

Chama o Bat Uma Pra Mim

Chama o Bat Uma Pra Mim!

O QUE PIOROU TUDO FOI O 11 DE SETEMBRO

Como falamos nesse artigo, o 11 de Setembro de 2001 pirou o cabeção dos americanos, mas tenham certeza, amigos leitores desse blog, pirou bem mais a cachola do Frank Miller. Você vai dizer: não, cara, ele já andava fazendo dessas com o Cavaleiro das Trevas, onde ele fez o Batman matar o Coringa e o Duas-Caras. Sim, é verdade.

Vejamos o primeiro Cavaleiro das Trevas. Ele foi escrito durante um período de crise. Bem semelhante ao que estamos vivendo hoje. Olha só: na economia havia a Crise do Petróleo. Essa matéria-prima meio que controlava o mundo na época já que não existiam políticas de sustentabilidade e carros elétricos sendo comercializados. Então os países eram mesmo controlados pela OPEP – Organização dos Países Produtores de Petróleo. Essa dominação só foi encerrada com a Guerra do Golfo que o país do nosso amigo Frank iniciou para “defender” o Kwait. Ok.

Tatcher is not your Teatcher

Tatcher is not your Teatcher

Na política, o negócio também não estava muito legal. A nossa região, a América Latina, havia acabado de sair de negros períodos de ditadura. Ou seja: conservadorismo. Na Inglaterra, Margareth Thatcher inibia os direitos trabalhistas e queria mandar os gays para as câmara de gás. Você já viu o filme A Dama de Ferro? Devia ver. Thatcher acabou demente e sozinha.

Viadeeenhooo!

Viadeeenhooo!

Nos Estados Unidos tínhamos um ator de Hollywood no poder executivo: Ronald Reagan, que era outro mão de ferro, mas cheio de tropeços bisonhos como costumam fazer esses republicanos (não que os democratas não os façam – lembre-se de Bill Clinton). Era Guerra pra lá e pra cá, tanto que se pensava que chegaríamos ao fim do mundo devido a um conflito no Afeganistão (sim, ele mesmo!) entre EUA e URSS. Esse foi o contexto em que Cavaleiro das Trevas foi escrito.

Uma história arRiscada

Uma história arRiscada

Essa é uma das razões que gosto mais da continuação de Cavaleiro das Trevas, o Contra-Ataca. Ela simplesmente zoa geral com a primeira HQ e a onda de quadrinhos que ela gerou. A sexies babies da internet. A colorização tosca de Lynn Varley. A Liga da Justiça toda despedaçada e despirocada. E, por fim, a revelação de que Dick Grayson, o primeiro Robin, virou o Coringa (SPOILER!). Sim, Dick Grayson, nessa história, não é ninguém mais do que o Zero Dois de Tropa de Elite. O aluno que não aguentou o professor e caiu fora. Isso é irônico, não? Seu próprio pupilo se tornar seu pior inimigo. É como a chuva no dia do seu casamento. É uma carona depois que você pagou o táxi. É ver o homem dos seus sonhos com sua linda esposa, já diria Alanis Morissette.

Eu já falei que não gosto do Batman. Não gosto mesmo. Mas olha o que o Miller falou sobre o personagem em entrevista recente para o Le Monde: “Quando o descobri ainda criança, aos cinco anos de idade, ele era um pai rigoroso, uma figura paterna resoluta. Depois, comecei a ver uma coisa mais política, mais filosófica. As histórias evoluíram. E ele passou de um vigilante selvagem autonomeado para uma figura de autoridade, quase com um emblema próprio da polícia”. Seria o Batman outro fascista?

Cavleiro das Trevas MIX

Cavaleiro das Trevas MIX

EU TE RASGO! EU TE RASGO INTEIRINHA, SUA WIZARD SAFADA!

Miller declarou na época do lançamento de DK2 “Não liguem para o que vão falar de mim! (já aguardando talvez críticas ruins de DK2) Eles são o inimigo! Vejam como transformam obras de arte em ‘picks of the week’! Eu sou o bom!” e depois rasgou uma revista Wizard. Tá certo, a revista Wizard não era o epítome da dignidade, mas vejam como Miller trata a imprensa e seu público: “o inimigo”. Não parece quando você assiste àqueles filmes de guerra tipo Rambo em que os soldados voltam tão bitolados da guerra que só sabem separar o mundo entre “eu” e o “inimigo” e querem fuzilar tudo mundo que não concorde com ele? “Bandido bom, é bandido morto”, eles diriam.

Isto. É. Esparta? Não, mona, é espartilho!

Isto. É. Esparta? Não, mona, é espartilho!

Seus trabalhos posteriores denotavam ainda mais isso. 300 de Esparta, por exemplo é a história heroica de uma raça xenófoba e que se julgava superiora – espartanos jogavam bebês defeituosos num abismo, ou seja, se você fosse míope ou asmático, bye bye, baby – literalmente! – combatendo outra raça liberal (lembra como Xerxes se vestia?).

Terror Sagrado: mataram o papa!

Terror Sagrado: mataram o papa!

Então, depois de um tempão sem fazer nada ele me vem com Terror Sagrado. Bem, eu não preciso dizer que passei longe dessa revista. Planejada para ser uma minissérie do Batman, as ideias de Miller foram tão radicais que assustaram até a própria DC Comics. Ou a editora ficou com o buiaco taseilo na mão porque a obra pregava a morte de muçulmanos, árabes e quetais. Sim, amiches, Miller enlouqueceu com o 11 de setembro.

Leia o que Art Spiegelman falou sobre o 11 de Setembro e o que isso tem a ver com Krazy Kat.

OS 11 PRINCÍPIOS DA PROPAGANDA NAZISTA DE MILLER DE GOEBBELS

Gatos Nazistas!

Gatos Nazistas! Spiegelman estava certo?

É isso que acontece ao nascer numa nação que prega a superioridade, ainda que subliminarmente. Já pensou Goebbels escrevendo Comics na época da Alemanha Nazista? Vamos aos princípios dela e vamos comparar com as HQs do Miller:

1)    Princípio de simplificação e do inimigo único. Adotar uma única ideia; um único símbolo; individualizar o adversário em um único inimigo.

Aqui os inimigos são ou os mutantes do TDK, ou o tentáculo do Demolidor, ou os persas de 300 ou os árabes em Terror Sagrado. Mas tudo bem, isso é uma constante nos quadrinhos de heróis.

2)    Princípio do método de contágio. Reunir os adversários em uma só categoria ou indivíduo. Os adversários tem de constituir-se em suma individualizada.

Viram o discurso do Miller sobre a crítica e sobre os leitores? Não se esqueçam que vocês todos, todinhos, são inimigos do cara!

Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira!

Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira! Não é mentira!

3)    Princípio da transposição. Atribuir ao adversário os próprios erros ou defeitos, respondendo o ataque com o ataque: “Se não pode negar as más notícias, invente outras que as distraiam”.

Miller costuma fazer personagens LGBT como inimigos nazistas. Lembram de Bruno, a travesti nazista? E o Xerxes? Na época todo mundo não fazia piada de que ele era gay e fazia massagem nas costa do Leônidas?

4)    Princípio do exagero e desfiguração. Converter qualquer anedota, por pequena que seja, em ameaça grave.

Aqui a desfiguração cabe ao desenhos de Miller. Já viram como todos os inimigos dele são desfigurados ou não mostram o rosto? Os mutantes, os muçulmanos, o tentáculo…

5) Princípio da vulgarização. “Toda propaganda deve ser popular, adotando seu nível ao menos inteligente dos indivíduos, aos que se dirige. Quanto maior seja a massa a convencer menor há de ser o esforço mental a fazer. A capacidade de entendimento das massas é limitada e sua compreensão rara; além do mais tem grande facilidade para esquecer.”

Facilidade para esquecer: um problema das massas, claro. Por mais que ele fale barbaridades em seus quadrinhos o pessoal sempre vai lembrar dele como o cara que popularizou o Demolidor e fez Cavaleiro das Trevas, assim, ele venderá quilos de gibi, não importando a ideologia que ele defende. Ou isso impediu que Terror Sagrado fosse publicado pela Legendary Comics e republicado no Brasil pela Panini Comics? Não. Ideologia não importa. O dinheiro, sim.

Sai da minha aba!

Sai da minha aba!

6) Principio de orquestração. “A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as de diferentes perspectivas; mas sempre convergindo sobre o mesmo conceito. Sem ranhuras nem dúvidas”. Daqui vem também a famosa frase: “Se uma mentira se repete suficientemente, acaba por converter-se em verdade”.

A falácia da Raça Superior se repete, mesmo que sutilmente, em todas as obras recentes de Miller.

7) Principio de renovação. Emitir constantemente informações e argumentos novos a um ritmo tal que, quando o adversário responda, o público está já interessado em outra coisa. As respostas do adversário nunca devem poder contrariar o nível crescente de acusações.

Bem, quadrinhos são assim né? Toda a cultura pop é assim.

8) Principio da verossimilhança. Construir argumentos a partir de fontes diversas, através dos chamados balões de ensaios ou de informações fragmentadas.

Que tal o discurso de rasgar a Wizard? Emblemático, né? Tipo aquela imagem do Hitler batendo na mesa e dizendo “Nein! Nein! Nein!”

9) Principio do silêncio. Calar sobre as questões das quais não se tem argumentos e encobrir as notícias que favorecem o adversário; também contra programando com a ajuda de meios de comunicação afins.

Alguém hoje em dia lembra de Terror Sagrado? Apenas aqueles que se sentiram ultrajados com ele. Hoje todo mundo quer é saber é da terceira parte de Cavaleiro das Trevas. Ah sim, e se Miller vai conseguir chegar vivo no Brasil e sobreviver às maratonas da CCXP 2015.

O Princípio da Conservação (opa!)

O Princípio da Conservação (opa!)

10) Principio da transfusão. Por regra, a propaganda opera sempre a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Se trata de difundir argumentos que possam se nutrir em atitudes primitivas.

Raça Superior? Estados Unidos os melhores de todos os tempos? Justiça, Liberdade e o Modo de Vida Americano? O Superman é um coxinha?

11) Principio da unanimidade. Convencer muita gente que se pensa “como todo o mundo”, criando impressão de unanimidade.

Facebook e redes sociais estão aí pra provar como o povo é manipulável ao usar o argumento “eu sou melhor porque penso como todo mundo”.

Agora vamos mostrar a conjuntura do nosso tempo, em caos novamente, com tudo rumando para tempos nefastos e conservadores, de retrocesso e de censura. A economia está uma droga por causa da bolha especulativa imobiliária dos Estados Unidos que começou em 2005 e finalmente está afetando o Brasil desde 2013. Vemos políticos conservadores subirem à cargos mais importantes como é o caso da popularidade do magnata Donald Trump como candidato republicanos nos EUA (Lembram-se que ele apresentava O Aprendiz e ficou popular com esse programa? Olhem ali nos princípios da propaganda nazista se não se encaixa com o discurso do Trump!).

Porque nos

Porque nos “bons tempos” era assim…

Também na Europa vemos crescer a xenofobia com os refugiados Sírios e Africanos. Estamos com uma comunicação confusa, dando respaldo à veículos como o jornal francês Charlie Hebdo e a jornalistas duvidosos como Rodrigo Constantino, Raquel Shererazade e Olavo de Carvalho no Brasil. Pra não falar na nossa querida bancada evangélica que quer que as igrejas controlem o país e quer acabar com os direitos LGBT.

O título do terceiro Cavaleiro das Trevas é Raça Superior. Opa, Frank Miller monotemático. Essa raça superior são os kriptonianos, a mesma raça do Superman, que agora vêm para a Terra. Vale lembrar que esse mote já foi usado na saga Novo Kryton e também no arco O Último Filho, do Superman. Em entrevista para o Le Monde, Miller se declarou um anarquista. Ou seja, mais um que não entendeu V de Vingança. Ele disse: “Eu quero reações iradas. A maior parte dos críticos vai ficar enfurecida e eu estarei feliz por causa disso. É o que me dá a sensação de que conseguir alcançar algo”. Tá certo, Miller, eu até te entendo nessa, mas amiguinho, cuida bem com o tipo de ideias que você anda disseminando pelo mundo.

Tempos sombrios estão vindo por aí. Cabe a nós rejeitarmos essas ideias e não deixar que elas se difundam. Fazer nosso papel de heróis. Por fim, eu pergunto a você: vale a pena dar audiência para Frank Miller e suas obras fascistas? Comigo não, violão!

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41 comentários

  1. Vladek diz

    Alguns argumentos me pareceram uma forçadinha de barra (“Master Race” na verdade seria uma homenagem a uma HQ curta de Bernard Krigstein pra revista Mad, que se trata inclusive de uma crítica ao nazismo), mas de resto parabéns pela coragem de, num meio de maioria bem conservadora (e machista, e homofóbica etc.) como os fãs de quadrinhos de super-heróis, apontar um pouco do que está por trás das representações mais tradicionais do gênero que eles tanto amam.

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    • guilhermesmee diz

      Valeu, Valdek-pai-do-Art. È é preciso uma dose de chá de Daime pra lidar com os fãs de quadrinhos. Daime paciência… Mas acho que dar a cara a tapa também é uma forma de lutar pelo que se acredita, mesmo falando mal de coisas que eu gosto tanto como os quadrinhos. Valeu! Abs!

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  2. maxoel diz

    Sobre fazer personagens LGBT como inimigos nazistas… Estou relendo Give me Liberty e nele há dois grupos com essas características. A Aryan Trust, um grupo nazista racista terrorista formado por militantes gays; e a American Women’s Movement, grupo militante feminista que domina o sudeste dos EUA e declara a Fundação da Confederação do Primeiro Sexo.

    Será que devemos a Miller a criação dos termos “feminazi” e “gayzista”?

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    • guilhermesmee diz

      Hahah, é verdade! Tinha me esquecido desse detalhe. Tem até o mapinha dos EUA. Olha, não sei se devemos a ele, mas ele deve ter disseminado o meme… Abs!

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  3. Frank Fuckin Miller diz

    Que texto porcaria com varios argumentos falcatruas, que você ta ganhando com isso?
    Nâo e pq vc pode escrever uma asneira dessa que vc deve, brasileiro tem que aprender a parar de ficar reclamando de tudo na vida, parece um hobbie. Que vergonha cara.

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  4. O pior artigo do blog deixarei de acompanhar ele, frank miller ja fez diversas criticas a todos os movimentos politicos, em demolidor ele faz uma forte critica a direita americana, no cavaleiro das trevas ele faz uma forte critica a esquerda americana, isso atualmente faz com que chamem ele de fascista sem analisar sua obra ou os eventos que aconteceram em 2001 do 11 de setembro onde amigos dele morreram nas duas torres o que deixou frank visivelmente perturbado, acredito que devemos respeitar ele como escritor que contribuiu e muito aos quadrinhos, analise simplista e equivocada, é muito triste ler esse tipo de coisa do autor, adorava o blog, mas deixarei de acompanhar

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  5. Soares diz

    Igualar ditadura à direita e conservadorismo é desconhecer a história do século XX.
    A maioria das ditaduras foi inplantada por revoluçôes e o texto fundador do conservadorismo moderno é um texto de Burke contra a revolução para começo de conversa.
    Thatcher resistiu a pressão em não demitir gays e judeus de seu governo. Apoiou o prjeto de lei de Leo Abse pela descrimalização do homessexualismo na inglaterra.
    Os trabalhos de Miller apontam constantemente a corrupição policial.
    E existe uma clara ironia no “Cavaleiro das Trevas’ com relação a opinião pública de direita e de esquerda.
    Resumo da ópera: Todo o seu artigo peca por uma icrível tendenciosidade colocando pessoas e posturas políticas de forma extremente simplista e grosseira. E esses são só alguns exemplos que podemos encontrar no seu artigo.
    E a propósito creio que os super-heróis são muito mal interpretados. Os personagens são como conceitos ambulantes assim como nas mitologias, por isso, os vilões costumam ser deformados, como seu interior, e os heróis espressão os valores, inclusive que representam, inclusive moraes, em seu físico apolíneo. Se você não percebeu, isso está longe de ser uma esclusividade da obra de Miller.
    No mais, dizer que alguém é de direita é bem diferente de ofender chamando de nazista. Hoje em dia as pessoas acusam as outras de nazista de forma muito leviana na internet, haja vista a famigerada Lei de Godwin,
    Espero que pense um pouco mais antes de escrever da próxima vez. Tente averiguar se não há contra-exemplos que possam por em xeque suas teorias.
    Boa sorte!

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    • Mário diz

      Você espera que um rapazote que escreve o que não sabe, rotulando o oposto do que há de pior na opinião dele, só pra cutucar pessoas que pensam um pouco antes de expelir uma opinião? Esse autor do texto é um rapaz que deveria urgentemente estudar, que seja alguns livrinhos da LP&M, para assim não escrever tanta besteira. Não sabe o que é conservadorismo, não conhece Reagan, muito menos a Thatcher, além de não ter a mínima ideia do que foi o nazismo! Um cara problemático, que deve ter alguma raivinha dentro de si e começou esse blog pra expor suas opiniões vazias e sem nexo, para assim se achar um pouco mais inteligente!

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      • guilhermesmee diz

        Amore, começa o teu blog e expele a tua raivinha, não precisa invadir o espaço dos outros. Vai lá, vai e constrói um argumento, aí nós conversamos, porque com essa tua “raivinha” não dá. Bjim!

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      • Mário diz

        Raivinha, eu? Em relação a você, só desprezo mesmo; raiva você não merece! E raivinha é pra caras como você, no meu caso, seria raiva mesmo.
        Como todo “bom” esquerdinha modernóide” sempre tentando inverter as coisas e vindo com a péssima “faz o seu e fale o que quiser”! Quem não tem argumentos é quem escreve o que não sabe, tentando mascarar a falta de sabedoria com um texto imenso, só escrevendo besteiras e mais besteiras!
        Não entende NADA de história e política, e mesmo assim quis se meter a besta…
        O problema dum ser como você, que se acha útil com uma porcaria dum blog (mesmo sem ter noção do que escreve), é ficar escrevendo um monte de besteiras e influenciando jovens adolescentes e até crianças, pra piorar ainda mais a situação! Pois um garoto de 10, 11 anos lendo um “ótimo” texto do nível desses que você escreve, vai entender tudo errado e ainda por cima seguir seu exemplo de mongolóide: “assista o filme pra você ver”! Vai sair por aí achando que “nazista” é sinônimo pra quem discorda de viado…
        A, e não me venha dizer que colocou raivinha entre aspas pois acha que não existe a palavra em nosso português…é só o que falta além de desinformado, ser burro…

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      • guilhermesmee diz

        Olha, se eu merecesse teu desprezo tu ia me ignorar e nem comentar no blog. Mas pelo jeito o sentimento é outro…

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  6. “A economia está uma droga por causa da bolha especulativa imobiliária dos Estados Unidos que começou em 2005 e finalmente está afetando o Brasil desde 2013”
    Tem certeza a crise é pela bolha imobiliária? Acho que você deveria ler um pouco sobre economia.
    E a respeito do Frank Miller, ele trabalha muito bem apresentando um ponto de vista, e parte é do que você falou mesmo. Assim como Alan Moore o faz.
    Agora fascista? Acho que fascismo é praticado, não conjecturado apenas em uma HQ de ficção.
    Isso é uma longa discussão. Mas esse termo não se aplica ao Frank Miller.

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  7. Mimimi… não agride o Miller! Mimimi… não leio mais o teu blog feio, bobo e com cara de maracujá murcho!
    AH, CACETE! O Frank não é um deus!!! Assim como Alan Moore, ele também é um cara, mas não qualquer cara… óbvio!
    Também não rogarei uma praga nele, só por ter rasgado uma Wizard. Mas se fosse direto da minha coleção, cairia na porrada! Hehe!!
    Não suporto essa mania escrota de pôr autores numa torre bem alta e os endeusar!
    Eu, hein?!

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  8. Frank Miller está sendo criticado não pelo que faz e sim pelo “absurdo” de não mostrar gays como criaturas perfeitas, essa é a verdade. Você tem sua ideologia gayzista e fica com raiva de quem não compartilha de sua visão.
    As obras de Frank Miller são muito mais diversificadas e verdadeiras obras de arte em quadrinhos. Já um boçal como Moore o que faz sempre a mesma coisa: pregação de esoterismo bocó e tudo que for modinha.

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  9. Maxoel Barros Costa diz

    Galerinha revolts pq criticaram o titio Miller devem ignorar que as acusações de que ele é um fascista homofóbico racista xenófobo sexista nazista já existem há anos no meio quadrinístico. Coloquem qualquer um dos termos aí no Google mais o nome do Miller e divirtam-se!

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      • Maxoel Barros Costa diz

        Marcelo, você argumentou com tanta eloquência, com tanto embasamento, que nem tenho capacidade de retrucar. Só me resta curvar ante um mestre da retórica.

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      • guilhermesmee diz

        Pera. Não faz sentido. Tu é hetero e não endeusa mulheres. Que tipo de hetero tu é?

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  10. velho, vc é um desonesto intelectualmente falando!

    tá claro teu ODIO pela direita e que vc é gay!

    que merda é essa que escrevesse?

    “Miller COSTUMA fazer personagens LGBT como inimigos nazistas. Lembram de Bruno, a travesti nazista? E o Xerxes? Na época todo mundo não fazia piada de que ele era gay e fazia massagem nas costa do Leônidas”

    1- em 1986, qd saiu DK nem havia o termo nem a concepçao LGBT!
    2- miller retratou a bruno em 1986 UMA UNICA VEZ e somente em 2007 quando escreveu 300 apresentou xerxers, que nao era travesti nem LGBT! aí vc vem dizer que ele “COSTUMA FAZER PERSONAGENS LGBTs COMO NAZISTAS”????!!!!
    fazer algo UMA vez é considerado um COSTUME pra vc? “costume” é a pratica reiteirada de um ato no decurso do tempo! cara, vai te tratar!!! se Miller é contra muçulmanos, como vc tantou afirmou, imagina nazistas! o batman dele libertou o povo da opressao sem perseguir grupo algum! e ele nao matou o coringa porra; lê direito!!! e mesmo assim se matasse era mais que merecido pelo que ele fez ao robin!

    cara vc é DOENTE!!! um gay totalmente OBCECADO e VITIMISTA!

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  11. Eu sou de uma posição liberal – no quesito social – e centro-esquerda, se é que isso existe, em relação à economia. De fato acho que pode ter havido uma ultra-simplificação da crise econômica mundial (embora o que está no texto não é falso). Certamente, a escrita foi tendenciosa para o ponto de vista esquerdista, o que não é também necessariamente um problema: apenas identifica a posição do autor.
    Acho que o período atual do país muito pouco benéfico no que diz respeito à discussão intelectual de qualquer tipo. Boa parte dos comentários queriam denegrir o autor por identificar, aparentemente, uma posição política contrária. E qual o problema nisso? Todo mundo tem que pensar exatamente como nós? Pelo amor de deus, estamos falando de gibizinhos!
    Miller tem sua importância para a indústria, certamente, mas considerando seu histórico dos anos 90 para cá, o nível de sua produção caiu demais. Certamente perdeu peso histórico para nomes como Morrison e Ellis… e quem sabe até outros de um ritmo criação mais industrial, como um Bendis da vida (só pra alfinetar também).
    A posição intolerante – talvez o termo mais preciso para falar sobre Miller – é notória até na cobertura internacional de quadrinhos. Ou seja migas, pouco provável que vocês vejam algum tipo de review elogiando uma postura de inimizade contra qualquer tipo de minoria. Vamos ser mais tranquilos e respeitar a Multiversidade, como diria Morrison.
    E claro, sobre o texto: acho um bom apanhado histórico sobre a postura do Miller, que notoriamente se tornou paranoico após o 11 de setembro. Contudo, vi uma forçação de barra ou outra, como alguns dos pontos de Gobbels que se encaixam não somente na obra do americano, mas de praticamente toda mídia. Pelos erros e acertos, vi uma ótima oportunidade de discussão, perdida por gente que se ofende com a opinião dos outros e que não aparenta sentir prazer ou necessidade de diálogo. Acho triste.
    Não li DKR3 ainda, mas aparentemente Master Race é um nome para chamar mais atenção, até porque aparentemente é um projeto mais do Azzarello.
    Enfim, deixei o meu testamento aqui. hahaha. Continue com os post, acho um trabalho bem edificante. =P

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  12. Olha, jamais imaginei que um post pudesse gerar tamanho ódio por parte dos leitores. Sinceramente, fiquei alarmado com o que foi colocado acima. Mas o mais alarmante é que essas pessoas que comentaram vivem na mesma sociedade que eu, e são, por conseguinte, um reflexo dela. O que mais me assusta é que os leitores não souberam deixar suas próprias opiniões de lado e mergulhar no texto.

    Antes de cair aqui, li justamente o post sobre seu posicionamento, sobre como os quadrinhos o ensinaram a tomar uma posição. Sou leitor assíduo do blog, há alguns anos, nunca tive a vontade de comentar sobre algo tanto quanto hoje. Não pelo artigo em si, mas sim pelos comentários. A experiência de os ler se tornou assustadora. Às vezes vivemos em uma bolha em que tudo é normal e ficamos alheios às outras bolhas que existem por aí. Posso dizer que os comentários me tiraram de minha bolha maravilhosa e me colocaram no centro da ação.

    Não sei se o autor é LGBT, não sei sua posição sobre, mas eu sou gay e sou completamente liberal sobre tudo. As escolhas somos nós que fazemos. E só isso em si já é se posicionar.

    Agora ao artigo: posso dizer que discordo veementemente da maioria do que foi dito sobre Miller, e ainda assim o blog permanece sendo um de meus favoritos do gênero. É difícil interpretar o Miller, ele me parece como o Coringa do Nolan, que só quer ver o circo pegar fogo, mas sabe exatamente o que está fazendo e, principalmente, com quem ele está fazendo. Ao contrário do artigo, penso que Miller seja liberal e apenas esboça a visão da sociedade sobre a sociedade em seus quadrinhos utópicos. É o motivo pelo qual eu gosto dos filmes da Sofia Coppola, por exemplo. Ela retrata como é, deixando para os espectadores criarem suas próprias opiniões. As melhores obras são interpretativas, não tão preto-no-branco, e mais abertas à análise. Essa é a beleza da arte.

    Obrigado pela elucidação, Guilherme, e se você for LGBT, força, viado! ❤

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  13. Entendedores Entenderão diz

    Sou conservador e não estou nem aí para a vida pessoal LGBT, o que me indigna é que grupos de extrema-esquerda se usem de tais pessoas, fingindo que se importam com elas e que haverá lugar para elas em seu mundo utópico, para destruir o valor conservador do trabalho honesto. A maior parte das pessoas que se dizem de “esquerda” são indivíduos invejosos, incapazes e desprovidos de grandes talentos. Basta observar sujeitos como Gabriel, o Pensador, Fátima Bernardes, Fausto Silva, Datena, Chico Buarque, Carlinhos Brown… Enfim, indivíduos super-patrocinados pelos regimes comunistas, que não são grande coisa, mas que estão aí… Ninguém parece se perguntar quem patrocina esses sujeitos. Temos que encarar que um programa como o da Fátima Bernardes nem dá audiência e ainda assim continua no ar! E a única coisa que inúteis e preguiçosos são capazes de fazer é prostituição, roubo e invasão de propriedades, ou tagarelar, que é a especialidade de fanfarrões como Gabriel, o Pensador, Fátima Bernardes, Chico Buarque… Enfim, os “grandes” intelectuais e gênios dessa esquerda…
    Acredito que Frank Miller entende que há indivíduos totalitaristas que sempre se utilizaram e se utilizarão de táticas de subversão cultural para promover uma insurreição popular. A velha política do “liberar geral”. Daqui para frente é só esperar para que se acrescente o “I” e o “P” à sigla “LGBT”, porque está bem próximo o dia do incesto e da pedofilia se popularizar. O indivíduo totalitário se manifesta na obra de Miller como Rei do Crime, Xerxes, Lex Luthor… Os homossexuais nazistas de Miller representam os grupos LGBT que querem ter mais direitos que os outros grupos, de modo que eles se “convertem” nas figuras hediondas de psicopatas como Hitler e Che Guevara, ambos que, ironicamente, nem gostavam de homossexuais… Enquanto que os indivíduos “defeituosos” de suas obras são nada mais que os defeituosos morais. Não são defeituosos físicos. São só um bando de vagabundos que querem ter as coisas de maneira fácil. Daí um Xerxes dá uma cota para o Jabuti ficar em cima do poste e esse jabuti sempre será leal porque sabe que não pode competir com animais mais bem adaptados para estarem no topo. Daí surgem todas as aporrinhações como fofocas, intrigas, pequenos terrorismos para constranger e ferir emocionalmente os mais capazes e fazê-los desistir da competição… Se Super-Homem é um símbolo da democracia para Miller, ele precisa levar uma pisa da ditadura do terror, representada pelo Batman, para aprender a ser um herói de verdade e não aceitar presidentes corruptos como Lex Luthor. Se o indivíduo mau só visa os próprios interesses, logo o Batman de Miller não é um fascista, é um libertário. Ele não quer o poder absoluto, só quer o poder para manter a ordem até o Super-Homem estar pronto para tomar o controle…
    É preciso se entender de uma vez por todas que um país como o Brasil não possui partidos de direita. Supostamente o PSC e o PRTB são. Mas é só conversa. Nem esquerda há nesse país. De um lado há os liberais, que se dividem nos liberais ingênuos, nos liberais covardes e nos liberais parasitas. Do outro lado há os Marxistas-Leninistas que sempre se declaram como democratas até mostrarem realmente a que vieram quando conseguem o poder. E as pessoas comuns se encantam com esses últimos porque são vagabundas que querem esmolas pelo resto da vida, e pensam que vão ganhar as propriedades das pessoas que invejam quando seus ídolos falsos tomarem o poder absoluto… Infelizmente nosso país está precisando de um Batman. Dizem certos conservadores que o Bolsonaro é o cara, o maioral, o pênis grande, mas ele mais parece o Collor versão II para mim. Sinceramente acredito que fogo deva ser combatido com fogo e não com conversinhas. Se o Bolsonaro é assim tão bombado quanto os conservadores ingênuos acreditam, ele deveria começar a atear fogo nas mansões dos corruptos que ficam patrocinando o crime organizado. Há certos políticos desses que até colocam mendigos para defecar no estabelecimento do indivíduo que não faz parte do “clube”, depois surgem assaltos, ameaças de morte, até que o sujeito se acovarda e vende barato o estabelecimento para o testa de ferro do corrupto que, por aparente milagre, nunca vai sofrer dos mesmos transtornos. Isso até leva a outra questão, quem patrocina as redes de lojas, de farmácias…?

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      • Entendedores Entenderão diz

        AH! Obrigado. Eu sou um ninguém e vossa mercê me fez tamanha caridade em colocar meu pensamento! Só uma lembrancinha, os argumentos “nazistas” são usados também pelos comunas…

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