A Implosão da DC Comics nos Anos 70

Durante os final dos anos 60 e o início dos anos 70, a DC acabou comprando o maior sistema de distribuição americano e, por isso, colocou muitos títulos à disposição de seus leitores. Mas com a chegada de Jeanette Khan à presidência da editora de Superman e Batman, esse número foi diminuído drasticamente devido às baixas vendas. Descubra quais foram esses títulos e como isso aconteceu.

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Segura a Khan, amarra Khan, segura a Khan, Khan, Khan!

A IRA DE KHAN

Foi durante o período de Jeanette Kahn, que começou em 1972, que a National Periodical começou a se chamar oficialmente DC Comics. A toda-poderosa chefe chamou o designer Milton Glaser para fazer o símbolo da DC Comics que durou quase 40 anos em destaque, até ser substituído na época do lançamento do filme Batman Begins, em 2005.

A mudança na DC Comics se devia tanto à compra da empresa pela Warner Bros. como também pelo filme do Superman que estava para chegar ás telas de cinema, com o roteiros de Mario Puzzo, o escritor de O Poderoso Chefão.

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Logo, logo será sua vez!

Até então, o editor-chefe da DC Comics era Carmine Infantino, que colaborou com Puzzo nos roteiros de Superman – o Filme, mas não foi creditado. E, por esse motivo, pediu sua demissão. Em seu lugar, foi contratada Jeanette Kahn, executiva cuja única experiência na área editorial havia sido com livros infantis. Ela tratou de posicionar os personagens da casa como marcas em potencial, licenciando-os para a TV e Cinema. Mais tarde, Kahn chamou Infantino de volta, para fazer parte da direção editorial da empresa.

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BOOM!

A EXPLOSÃO DC

Embora muito tempo depois Jeanette tenha sido creditada e lembrada como a responsável por transformar a DC Comics num negócio milionário, seus primeiros anos foram difíceis. Até hoje, se a DC Comics tem tantas de suas marcas licenciadas para diversos produtos e se dá muito melhor nesse quesito do que a Marvel Comics. O mérito disso é todo de Jeanette Kahn.

Porém, com a ideia de que o lançamento iminente do filme do Superman atrairia leitores para a DC Comics e que as vendas cresceriam bastante, foi estipulado que os títulos da DC aumentariam de número.  Entre 1975 e 1978, a DC lança 57 novos títulos mensais. A série de lançamentos é promovida como A Explosão DC. Um caso bastante parecido com o que aconteceu com os títulos iniciais dos Novos 52, ou seja, talvez a editora das lendas não tenha aprendido com seus erros.

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A IMPLOSÃO DA DC

A partir de 1978, a direção da DC determinou que os títulos fossem sumariamente cortados a apenas 26 revistas mensais.  Os cancelamentos não foram imediatos, mas sim ocorrendo ao longo dos dois anos seguintes. “Estávamos imprimindo 4 títulos para vender somente um”, declarou mais tarde a presidente Jeanette Kahn. Plastic Man, por exemplo, foi o título menos vendido da década. Alguns dos títulos que foram cancelados: All Star Comics, Aquaman, Challengers of the Unknown, Mister Miracle, New Gods, Showcase e Teen Titans.

Os motivos apontados historicamente para essa implosão foram a “Nevasca de 78”, que assolou os EUA em 1978 impediu a distribuição das revistas em muitos estados, mas também porque o sucesso do filme do Superman não se refletiu diretamente em vendas de quadrinhos.

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Falling, falling…

A verdade era que com tantos títulos sendo publicados, grande parte das histórias eram simplesmente ruins, da mesma forma que vimos acontecer com aquela explosão de títulos dos Novos 52.

Algumas edições destes títulos nunca chegaram a serem vendidas e/ou a serem publicadas, então foram reunidas em dois tomos xerocados, intitulados Canceled Comics Cavalcade. De tiragem ínfima, estão entre as revistas mais valiosas para colecionadores.

Como diz o estatuto do historiador “Aprender com o passado, para viver o presente e conduzir um futuro melhor”. Acho que Dan DiDio faltou essa aula.

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3 Comments

  1. Não concordo muito com isso com a Convergência dos Novos 52 serem um fracasso da DC.
    Os Novos 52 provocaram uma movimentação boa na venda de quadrinhos e nas equipes criativas.
    A DC já sabia que nem todas as histórias venderiam tanto e que haveriam, eventualmente, cancelamentos.
    Saindo dos hors concours Mulher Maravilha e Aquaman, Batwoman, Eu, Vampiro e Batgirl tiveram ótimas reformulações, por exemplo.
    Sou do time que acha válida qualquer tentativa de sair da mesmice.
    Mas reconheço que há quem prefira que a “essência” seja respeitada…

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    1. Então, Vitor, os novos 52 não foram um insucesso, pelo contrário, mas o fenômeno se compara com o que aconteceu nos anos 70, quando foram lançados muitos títutos e boa parate deles acabou sendo cancelada ou substituida, simplesmente porque haviam muitos títulos e alguns deles não eram bons mesmo. Tens razão quando fala que muitos títulos são bons, eu também acho, mas temos de convir que muitos títulos eram ruins e alguns, como os do Superman eram péssimos! Também acho mudanças bem válidas, mas que a Implosão da DC lembra os Novos 52, isso é! Abraços!

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