As Gerações de Criadores de Quadrinhos de Super-Heróis

Conflitos de gerações sempre irão existir. Uma geração achando que é melhor que a outra e guardarão suas experiências como se fossem as melhores do mundo – o que um olhar mais analítico dirá que não. Todos os tempos guardam bons e maus momentos. Basta não ser um velho ranzinza ou um novinho arrogante. Separamos aqui os perfis dos criadores de cada década dos quadrinhos de super-heróis, generalizando, é claro, e dizendo quais eram suas maiores motivações e inspirações.


 

O cheque de $130 dado aos criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster.
O cheque de $130 dado aos criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster.

Anos 40

Gente como: Jerry Siegel, Joe Shuster, Bob Kane, Bill Finger, Gardner Fox, Will Eisner

Os Aventureiros: Além de serem os pioneiros do gênero, eles estavam se aventurando por águas ainda não navegadas. Inspirado pelos pulps de aventura e fantasia, criaram os super-heróis com o mesmo sentido de maravilhamento que seria ler uma história de uma ficção de polpa. Eles foram os bastiões de um gênero e, se não fosse por causa da semente plantada por suas criações nada seria como é hoje.


Kirbynautas!
Kirbynautas!

Anos 50

Gente como: Jack Kirby, Joe Simon, Julius Schwartz, Otto Binder

Os Oportunistas: Aqui não estamos falando de oportunismo do sentido velhaco e aproveitador da palavra, mas do sentido que transformam a crise em oportunidade. A crise dos quadrinhos dos anos 50m foi a oportunidade desses artistas misturarem outros gêneros nos quadrinhos de super-heróis como romance, faroeste, monstros e ficção científica, para trazerem ao mundo uma nova geração de super-heróis.


O disquinho da Marvel com musiquinhas da Marvel!
O disquinho da Marvel com musiquinhas da Marvel!

Anos 60

Gente como: Stan Lee, Roy Thomas, Mort Weisinger

Os Editores: Preocupados mais com fazer as revistas vender do que com o conteúdo das mesmas, eles fizeram os quadrinhos se popularizarem de uma maneira não vista até então, conquistando públicos diversos e procurando na ciência uma base para suas histórias de super-heróis. Além disso, tentavam contemplar a busca pela individualidade nas suas histórias em quadrinhos.


Rá Denny O'Neil já era hipster nos anos 70, meu filho!
Rá Denny O’Neil já era hipster nos anos 70, meu filho!

Anos 70

Gente como: Jim Starlin, Steve Englehart, Denny O’Neal, Neal Adams

Os Engajados: Dando mais ênfase ás forças individuais de cada um, mas também buscando mostrar a importância da união, essa geração de autores buscou mostrar propósitos sociais nos quadrinhos. Gente como Neal Adams tentou reclamar pela primeira vez o direto autoral de criações nas editoras pelos roteiristas e desenhistas de quadrinhos. Eles também foram a primeira geração de fãs a trabalhar com seus personagens favoritos. Esta época marca a primeira convenção de quadrinhos organizada por Phil Seuling.


Ricahrd Flagg, de American Flagg! e seu criador, Howard Chaykin
Ricahrd Flagg, de American Flagg! e seu criador, Howard Chaykin

Anos 80

Gente como: Alan Moore, Frank Miller, Howard Chaykin, Walt Simonson

Os Revolucionários: Buscando um tratamento para os quadrinhos maior do que era dado até então, esta geração elevou-os à sua potência máxima tanto em forma como em conteúdo. Estes autores aproximaram os quadrinhos das artes, tanto do cinema como da literatura e tentaram tirá-lo da marginalização que vinha sofrendo há anos. Obras cânones nasceram nessa época e foi o divisor de águas entre a inocência e o “fruto do conhecimento”, entre a infância e a idade adulta dos quadrinhos.


Grant Morrison/ King Mob
O cheque de $130 dado aos criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster.

Anos 90

Gente como: Grant Morrison, Kurt Busiek, Mark Waid, Scott Lobdell

Os Fãs: Ultra conhecedores dos trabalhos que vieram antes de sua geração e de gerações e gerações antes das deles, estes autores tentaram trabalhar uma espécie de metalinguagem nos quadrinhos fazendo homenagens à histórias pregressas dos super-heróis. Muitas vezes, como no caso de Morrison, essa metalinguagem funcionou mais diretamente. No caso de Busiek, as homenagens são mais sutis e as referências são mais internas do que externas.


 

Brian Michael Bendis!!! GRAURRRRR!
Brian Michael Bendis!!! GRAURRRRR!

Anos 2000

Gente como: Brian Michael Bendis, Warren Ellis, Brian Wood, Scott Snyder

Os Independentes: Vindos de um mundo que anda tinha a ver com os super-heróis, esses criadores trouxeram à luz histórias do mundo real, para depois se envolverem com a fantasia das grandes editoras. Após trabalharem com grande sucesso em importantes nomes dos super-heróis, o movimento foi outro, buscando por editoras com políticas de direitos autorais mais proveitosas para os criadores.


Robert Kirkman: homofóbico ou mau-informado?
Robert Kirkman: homofóbico ou mal-informado?

Anos 2010

Gente como: Robert Kirkman, Mark Millar, Geoff Johns, Brian K. Vaughan

Os Transmídias: Numa era em que Hollywood é comandada pela onda dos filmes de super-heróis, vemos uma geração que consegue trabalhar nos dois formatos de mídia, seja no audiovisual ou nas artes sequencias, agregando a uma forma elementos da outra e vice-versa. Também são bons em pensar comercialmente suas criações e de que maneiras elas podem se tornar mais vendável para todo o tipo de público e mídias.


 

Por enquanto é isso que temos a dizer. Achou que faltou alguma coisa ou alguém? Faça com que saibamos, comente abaixo! Abraços!

 

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