Análises, destaque, Melhores Leituras 2015, quadrinhos
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Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2015

Os quadrinhos mais DCentes que li neste ano estão aqui. A Distinta Concorrência tem tantos selos que fica impossível não tirar algum que pertença à Vertigo, à ABC ou à WildStorm. Mas tem lugar para o Superman e o Batman, como você vai ver a seguir.

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O Mundo Animal tem uns bicho interessante…

HOMEM-ANIMAL: O EVANGELHO DO COIOTE, DE GRANT MORRISON, CHAZ TRUOG, DOUG HAZLEWOOD E TOM GRUMMETT

É só o começo! Só o começo! Em seu prefácio dessa edição Grant Morrison diz que fez parte da Invasão inglesa nos quadrinhos americanos na década 80. Mas ele queria uma pegada diferente para as suas histórias e ele descobriu qual seria o caminho para a série contínua de Homem-Animal (que era para ser uma minissérie) na edição 5 com a história O Evangelho do Coiote. A partir dela, uma história que ele achava complexa e impenetrável é que ele encontrou a ressonância para fazer mais histórias desse tipo que muitos amam e outros muitos odeiam. Mas que bom que ela existiu, assim temos alguém que pode criticar esse lado sombrio e mal interpretados dos super-heróis. E sim, Homem-Animal é leitura obrigatória.


StormWatch Volume Um, de Warren Ellis e Tom Raney. (2015, Panini Comics, 164 Páginas, R$22,90, Tradução de Paulo H. Cecconi)

StormWatch Volume Um, de Warren Ellis e Tom Raney. (2015, Panini Comics, 164 Páginas, R$22,90, Tradução de Paulo H. Cecconi)

STORMWATCH, DE WARREN ELLIS, TOM RANEY, MICHAEL RYAN, PETE WOODS E BRIAN HYTCH

Outro cara que faz parte da Invasão Inglesa, mas que veio mais tarde, lá pelos anos 90, foi Warren Ellis. Ele começou devagar, ainda na divisão UK da Marvel com alguns personagens classe C como Druida e Elza Bloodstone, mas logo se viu em títulos como Excalibur e Thor. E chamou a tenção de Jim Lee que precisava dar um caminho novo para sua equipe, a principal do universo WildStorm, o StormWatch. Seguindo nesse caminho, o título dos heróis vigilantes da tempestade desembocou em uma nova pegada nos super-heróis que foi o The Authority: heróis porra-loucas e que defendiam o mundo custe o que custasse. Isso transformou Authority num sucesso e num marco da história dos quadrinhos de super-heróis. Para ler mais sobre o StormWatch e uma resenha completa do primeiro volume, clique neste link.


 

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Tenho problemas com Autoridades…

THE AUTHORITY: TRANSFERÊNCIA DE PODER, DE MARK MILLAR, TOM PEYER, ARTHUR ADAMS, FRANK QUITELY, DUSTIN N’GIYEN E PHIL JIMENEZ

O ano era 2001, as torres gêmeas haviam sido derrubadas e os quadrinhos de super-heróis, principalmente os mais radicais como The Authority estavam sem rumo. Na época quem escrevia as histórias eram os escoceses Mark Millar e Frank Quitely. Era uma história em que as maiores potências do mundo, o G-7 faziam milhares de atrocidades com os países do terceiro mundo (que novidade, hein?) e o The Authority vinha impedí-los. Porém, arquitetando um plano maligno (que esses poderes executivos chamariam de danos colaterais), o G-7 dá um jeito de incapacitar o The Autority e colocar uma nova equipe no seu lugar, cada membro vindo de uma das sete potências do grupo. Daí tudo embola com o 11 de setembro, Mark Millar fica receoso e Tom Peyer o substitui por uns números. Mas o resultado é sensacional. Talvez a melhor HQ de todas do The Authority e a última de uma era.


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O Culto Oculto

MONSTRO DO PÂNTANO, DE CHARLES SOULE, KANO E JESUS SAÍZ

Charles Soule tem se provado um roteirista competentíssimo. Mas não apenas isso, ele é um dos caras que mais trabalhou em diversos títulos em pouco tempo. Senão, vejamos: Lanternas Vermelhos, Monstro do Pântano, Inumanos, Demolidor, Thunderbolts e estamos falando de um espaço de 3 anos! Nesse tempo ele assinou um contrato de exclusividade com a Marvel, deixando a DC. Ele ficou apenas cuidando do título de Alec Holland, o Monstro do Pântano. Nesse título ele fez uma bela continuidade ao trabalho de Soctt Snyder, que veio antes dele nos Novos 52. Mas arrisco a dizer que Soule fez um trabvalho ainda mais completo na mitologia do nosso amigo Monstro, indo além de seus conflitos com Arcane e o romance com Abby Cable. Procure pelos quatro volumes desta fase que a Panini publicou. O último deve estar chegando nas bancas. É muito bom!


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Hasta Mañana, always be mine. Viva Forever, I’ll be waiting…

TOMORROW STORIES, DE ALAN MOORE E KEVIN NOLAN, RICK VEITCH, JIM BAIKE, MELINDA GEBBIE E HILARY BARTA

São seis edições da edição original americana, publicadas aqui no Brasil pela falecida Pandora Books. Nelas, Alan Moore traz personagens inesperados lidando com fatos também inesperados. Por exemplo Jack B. Quick, com quem Alan More faz pareceria com Kevin Nolan. Jack é o menino-gênio que inventa gatos voadores passando manteiga em suas costas, pois gatos sempre caem em pé e pães com manteiga, sempre com a manteiga para baixo, com Kevin Nolan. Com sua mulher, Melinda Gebbie, Moore faz a mais experimental das seções da revista com a investigadora lésbica Cobweb. Com Rick Veitch temos uma homenagem ao Spirit de Will Eisner em Greyshirt. Ao lado de Jim Baike temos o hilário e cheio de paródias ao estilod e vida americano, os patrióticos First American e U.S.Angel. Por fim, ao lado de Hilary Barta, saiu Splash (!!!) Brannigan, o pote de nanquim vivo!


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Sempre existe alguém que está pior que você!

SUPER-HOMEM E BATMAN: OS PIORES DO MUNDO, DE EVAN DORKIN, BRIAN BOLLAND E VÁRIOS ARTISTAS

Batmirim e Sr. Mxyptlk estão querendo sacanear de novo o Batman e o Super-Homem, mas de repente se veem numa briga épica de poderes mágicos que pode colocar o mundo e a realidade em risco. Então eles vão fazer de tudo para provar que Batman e/ou o Superman são os melhores naquilo que fazem e o que fazem é muito divertido. Escrito pelo roteirista da MAD Evan Dorkin e desenhado por vários desenhistas de vários estilos, incluindo o mega-blaster desenhista Brian Bolland. Essa HQ é tão hilária quanto as coletâneas Bizarro Comics. Imperdível!


Os personagens da Charlton em Pax Americana

Os personagens da Charlton em Pax Americana

MULTIVERSIDADE: PAX AMERICANA, DE GRANT MORRISON E FRANK QUITELY

Seria Pax Ameicana uma forma de Morrison homenagear o Watchmen de Alan Moore ou uma forma dele mostrar, olha aqui seu barbudo, é assim que se faz direito! Seja um ou seja outro, o resultado é muito legal, bonito e bem engendrado e ainda cabe dentro do que Morrison se propôs para Multiversidade. Se você quiser uma análise mais completa dessa história, pode clicar nesse link.


 

DC Comics Coleção de Graphic Novels Eaglemoss

DC Comics Coleção de Graphic Novels Eaglemoss

SUPERMAN: O ÚLTIMO FILHO, DE RICHARD DONNER, GEOFF JOHNS E ADAM KUBERT

Pegar o diretor de Superman: O Filme e juntá-lo com o seu ex-assistente que simplesmente AMA a DC Comics em todos os sentidos foi uma sacada de gênio, até para poder chacoalhar mais o universo do Superman, que sempre está precisando de uma chacoalhada – mas que nem sempre acaba dando certo. O mote era: “E se o Superman tivesse um filho? Como isso seria? Como se daria? O filho seria mesmo de Superman? Ele seria kryptoniano também?” Todas essas perguntas são respondidas nesta edição que conta com a bela arte noventista de Adam Kubert – reparem que isso é um elogio! Uma ótima edição que faz parte da Coleção de Graphic Novels DC Comics da Eaglemoss. Para ler mais e refletir sobre essa história, por favor, clique neste link.


 

images.livrariasaraiva.com.brBATMAN & ROBIN: NASCIDO PARA MATAR, DE PETER J. TOMASI E PATRICK GLEASON

Peter J. Tomasi sempre foi um editor de publicações da DC Comics, porém lá pelos anos 2000, ele resolveu escrever também. Seu primeiro trabalho de destaque foi A Tropa dos Lanternas Verdes, em que escreveu a fase da Guerra dos Anéis, em diante. Foi lá que ele fez uma parceria sólida com o desenhista Patrick Gleason. Com a chegada dos Novos 52, a dupla foi encarregada do título Batman & Robin, um dos melhores da iniciativa. Além de trazer histórias ternas de pais e filhos (da maneira que Bruce e Damian possam permitir), também tem muita ação e suspense nas histórias, o que faz você ler o encadernadão de mais de 300 páginas disparando por suas folhas. Uma ótima leitura.


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FLASH: SEGUINDO EM FRENTE, DE BRIAN BUCCELLATTO E FRANCIS MANAPUL

Não tem como ficar indiferente à arte em conjunto de Brian Bucellato e Francis Manapul. Desde que se juntaram pela primeira vez na lindas histórias do Superboy em Adventure Comics foi um deleite para os fãs. Além disso havia o roteiro bem trabalhado de Geoff Johns para dar apoio. Então eles foram para a série do Flash, pré-Flashpoint e elevaram ainda mais o nível a sua narrativa. Lembrando que as cores de Brian além de servirem para a narrativa o tornam um dos melhores profissionais da área. Então, nos Novos 52, eles assumiram toda a série do Flash, inclusive o roteiro. E o resultado foi fantástico, trabalhando layouts e imagens com maestria. Um belo encadernado que nos deixa a esperar pela continuação!


 

É isso aí, espero que tenham gostado da nata da DC para esse ano. E em breve, viemos com os melhores da Marvel! Fique ligado! Abraços!

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1 comentário

  1. victorhugosm diz

    Gosto bastante do Flash do Manapul/Buccellato, mas nada dos N52 foi tão bom quanto a Mulher Maravilha do Azzarello/Chiang.

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