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Frank Miller e Seus Colaboradores Frequentes

Muitos artistas renomados trabalharam com Frank Miller. Alguns exemplos são incrível detalhista Geoff Darrow (Hard Bolied: À Queima Roupa e Big Guy & Rusty), o co-autor de Watchmen, Dave Gibbons (Liberdade e Martha Washington Vai à Guerra), o multiplataforma dos quadrinhos Bill Siekiewicz (Elektra: Assassina). Vamos saber mais? Venha comigo se quiser viver!

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Síndrome de Elektra!

O Trabalho com Bill e Geoff é feito da seguinte maneira: primeiro Miller estabelece um cenário e os dois grandes artistas trabalham em cima dele. Seus primeiros roteiros, que eram completos, moldados para as primeiras edições de Hard Boiled e Elektra: Assassina tiveram de ser postos no lixo, tal era a mudança que os dois artistas fizeram na história. Mas isso não chateou Miller, pelo contrário, deixou-o maravilhado em quanto esses artistas poderiam contribuir para melhorar sua história.

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Esse galo já não cozinha na primeira fervura!

Hard Boiled (1990) é uma HQ Vagamente inspirada no conto A Formiga Elétrica, de Phillip K. Dick em que Um pacato vendedor de seguros descobre ser um robô assassino psicótico, e sai em busca de uma forma de esquecer isto, em negação à sua condição. Ao mesmo tempo, ele é a última esperança de libertação para os robôs. Ela se usa de temas recorrentes de Miller, como futuro distópico, anti-herói nihilista, sociedade erotizada, ultraviolência. A arte ultradetalhista de Darrow dá ênfase a imagens de extrema violência, com inspiração nos desenhos de Moebius, seu mentor. Darrow mais tarde tornou-se o designer dos três filmes da série Matrix, que por si só é fortemente influenciada pela obra de Miller em geral e por Hard Boiled em específico.

 

Geoff Darrow e Frank Miller também trabalharam juntos em Big Guy e Rusty, o Menino Robô, de 1996, para o selo Legend, de Miller e John Byrne pela Dark Horse Comics. A história é uma homenagem ao gênero kaiju – os monstros gigantes japoneses. Rusty é um robô gigante pilotado pelo tenente Dwayne Hunter, e Big Guy é um robô japonês. Juntos os dois defendem Tokyo do ataque de um lagarto gigante.

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Baba de Godzilla!

O robô Big Guy foi introduzido anteriormente por Frank Miller em duas histórias do Madman de Mike Allred, onde apenas os diálogos de Big Guy eram escritos por Miller. Apesar do tema juvenil, novamente a trama de Miller e a arte detalhista de Darrow usam de elementos de violência e estética do grotesco.  Posteriormente a obra foi adaptada para um desenho animado, que aprofundava mais os personagens e o contexto.

 

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Assassin’s, Kiridjeenha!

Já a colaboração com Bill Sienkiewicz, Elektra Assassina, saiu em 1987 pelo selo adulto da Marvel na época, o Epic Comics. A história aborda um momento anterior ao primeiro encontro de Elektra com o Demolidor, mostrando a personagem num caso psicodélico com um ciborgue agente da Shield, na caça à uma Besta que assume forma humana e tenta se eleger presidente dos EUA. A arte de Sienkiewicz é uma ponte entre o estilo americano e o europeu de se fazer quadrinhos, usando pinturas à óleo, colagens e mimeografias. Miller voltou a trabalhar com a personagem em 1990, em Elektra Vive!

 

Com Dave Gibbons, com quem Miller fez a série de quadrinhos da personagem Martha Washington, o processo de criação e colaboração foi diferente. Os dois trabalharam da forma tradicional, com Miller enviando um roteiro completo, com as descrições dos quadros, as legendas, os balões e os efeitos sonoros. Na minissérie Liberdade (1990), a personagem central, Martha Washington, é uma brilhante jovem negra que se alista numa ONG para combater uma rede de fast-food que está exterminando a floresta amazônica. Durante a história, ela passa por abuso infantil, perdas pessoais, insanidade, traição e lavagem cerebral.

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Contra Bolsonaros e Quetais!

Em Liberdade e em Martha Washington Vai à Guerra – sua continuação –, Miller ridiculariza símbolos e problemas da Era Reagan e Bush (pai), como o Escudo de Defesa Estratégica, da decadência dos guetos nas grandes cidades, a obsessão por petróleo, a busca por saúde física num contexto de agravada degradação ambiental e temas de esquerda como militância feministas e gays, entre outras minorias, retratados através de diversos movimentos separatistas de conformação esdrúxula. À história segue-se Martha Washington goes to War (1994), Happy Birthday Martha Washington e Martha Washington Strande in Space (1995) e Martha Washington Saves the World (1997).

 

E para você, qual é a melhor colaboração de Miller? E o que espera para colaborações futuras como o terceiro Batman: O Cavaleiro das Trevas?

 

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Liberdade, ainda que tardia!

 

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