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As 10 Maiores Duplas de Criação dos Comics

Acredito que os quadrinhos funcionam melhor quando são em colaboração do que quando feitos por uma pessoa só. Duas cabeças pensam melhor que uma e, assim cada um pode se dedicar ao seu ponto forte e trazer essas vantagens para os quadrinhos. Os comics americanos funcionam muito nesse sentido colaborativo. E as melhores colaborações dos super-heróis serão comentadas agora.


 

Jamie McKelvie e Kieron Gillen

Jamie McKelvie e Kieron Gillen

Kieron Gillen e Jamie McKelvie

A dupla inglesa que começou a trabalhar junto nos games, são feras quando se fala de quadrinhos ligados às músicas e às tendências. Eles são os próprios hipsters dos quadrinhos. Começaram com a série independente Phonogram, que casava magia e rock, pela Image Comics. Depois, fizeram os elogiadísssimos por público e crítica Jovens Vingadores, com heróis exalando o espírito jovem. Por fim, criaram a série The Wicked + The Divine, em que os papéis de celebridades e de deuses se confundem.

Para ler sobre os Jovens Vingadores de Gillen e McKelvie, clique aqui.


 

DUOwaidMark Waid e Ron Garney

Enquanto Mark Waid, no final dos anos 90 se encarregava da caracterização, Garney, num traço mais estilizado que o atual, dava um ar animated para o Capitão América. Até hoje considerada uma das melhores fases de Steve Rogers, a dupla resgatou a glória de um personagem que a maioria das pessoas torcia o nariz. A dupla deu tão certo que mesmo após os Heróis Renascem, foi chamada para trabalhar de novo nas histórias do Sentinela da Liberdade. A partir daí suas carreiras não foram mais as mesmas.


DUOivan

Geoff Johns e Ivan Reis

Geoff Johns é o responsável pela modernização dos personagens da DC Comics de hoje em dia, para o bem e para o mal. Ele escreveu quase todos os personagens da editora. È impossível ser decenauta e não gostar dele. Ivan Reis é o brasileiro que soube trabalhar seu estilo até atingir a perfeição exigida pelas editoras. Ao lado de parceiros como Joe Prado, Oclair Albert e Rod reis, que sabem valorizar seu traço em finalização e cores, ele se tornou o parceiro perfeito para as histórias de Johns, trazendo personagens icônicos e retumbantes, como a DC Comics exige. Se a dupla conseguiu fazer de Aquaman, o personagem mais zoado de todos os tempos em um cara com histórias e mitologia interessantes, o céu é o limite.


DUOpad

Peter David e Gary Frank

Entramos um pouco no terreno do humor. David é o rei das piadas inusitadas, das situações cômicas, um oásis no meio da pasteurização dos quadrinhos dos anos 90. Gary Frank tem o traço perfeito, faz belos homens e lindas mulheres, mas é na expressão dos rostos que ele captura os fãs. Juntos, eles construíram a Saga do Panteão para o Incrível Hulk, na época em que o golias esmeralda era inteligente. Uma série de histórias que são  as favoritas de muitos amigos meus que começaram a colecionar quadrinhos nos famigerados anos 90.


DUOperez

Marv Wolfman e George Pérez

Sempre gosto de encarar Wolfman e Pérez como uma espécie de Claremont e Byrne da DC. Veja bem, um deles é um pioneiro dos quadrinhos dos anos 70, tendo trabalhado com uma gama imensa de personagens. O outro é um artista ímpar adorado por gerações e gerações, mas que também fez histórias solo muito bem. E criaram e amadureceram uma das maiores criações da época, os Novos Titãs. A diferença é que eles foram mais bem aproveitados na DC criando a apoteótica Crise Nas Infinitas Terras. Mais que Claremont e Byrne eles estão ainda hoje trabalhando e encantando mais uma nova geração de leitores de quadrinhos.


DUOennis

Garth Ennis e Steve Dillon

Sarcasmo. Uma qualidade inata quando se fala dessa dupla e que funciona parecido com a dupla PAD e Gary Frank. Um deles traz o background e os diálogos corrosivos, enquanto o outro providencia o jeitão exclusivo de seus personagens, com suas caras de parvos e suas caretas inigualáveis. Isso casado produz um mindblowing no leitor, acentuando diálogo por careta e jeitão por postura. Contantine não seria o mesmo sem esses dois. E o que dizer de Preacher? Já imaginou essa HQ toda sem um deles? Não dá, né? Acho que esse é um bom exercício para tentar entender quando uma colaboração é essencial num quadrinho.


DUOgquitely

Grant Morrison e Frank Quitely

Dois esquisitões. Tanto na vida profissional quanto na pessoal. Mas fazer o quê se esse é o je ne sais quois deles que agrada a tanta gente. Não precisa fazer sentido, basta que você busque esse sentido dentro de você. Não é necessário se encaixar nos padrões, basta que a sua esquisitice sirva de alguma forma para gerar padrões, como um gota no meio de um oceano. Flex Metallo, um doido. Novos X-Men, os fora do eixo. We3, animais com sentimento. Assim vai gerando uma onda com roteiros sem pé nem cabeça, mas com muito tutano e personagens meio deformados mas com um senso estético único.

Leia uma análise de Pax Americana, escrita por Morrison e desenhada por Quitely.


DUOneil

Denny O’Neil e Neal Adams

Nossos queridos beatniks. Esses dois sim revolucionaram os anos 70 e plantaram a semente para os anos 80. Denny O’Neil trouxe o espírito flower power para os quadrinhos, fez com que os personagens superpoderosos se tornassem relevantes para uma geração que, pela primeira vez, queria mudar o mundo com palavras e não armas. Adams fez os quadrinhos serem vistos por outro ângulo, seja na política de royalities, seja nos planos e tomadas que usava nas sequências que produzia. Eles mudaram o Batman, os X-Men, a Mulher-Maravilha, mas principalmente fizeram uma passagem inesquecível pelo Arqueiro Verde e Lanterna Verde.

Conheça as mudanças que fizeram dos anos 70 a era da relevância nos quadrinhos.


DUObyrne

Chris Claremont e John Byrne

Eles foram responsáveis por fazer dos X-Men um sucesso (não vou dizer “o que são hoje” devido aos boicotes aos mutantes). Eles fizeram uma das fases mais interessantes de se acompanhar, com subtramas, barrigas bem desenvolvidas. Claremont trouxe sua experiência com teatro para bolar diálogos e relacionamentos entre personagens interessantes. Byrne trouxe a esperteza e o jogo de cintura que fez Wolverine ser o hit do momento, Eles foram mestres também na forma de conduzir e planejar as histórias, principalmente as tarimbadas Saga da Fênix Negra e Dias de um Futuro Esquecido. Uma parceria tão boa, com egos tão fortes, que teve de acabar. Apenas incompatibilidade de gênios. No sentido genial da expressão.

Conheça as histórias do Homem-Aranha feitas por Claremont e Byrne!


DUOlee

Stan Lee e Jack Kirby

Embora essa dupla tenha se desfeito e causado brigas e brigas judiciais, onde um lado sempre sai com mais vantagens, mais fama e mais poder, é inegável a sua fenomenal importância para tudo que lemos e assistimos no cinema hoje. Eles são os arquitetos do que a Marvel é hoje em dia. E mesmo se você só gosta de DC Comics, deve agradecer a existência deles. Não cabe numa listinha de 10 mais todos os feitos dos dois para os quadrinhos, por isso nem vou começar. Você já deve estar careca de saber e se não sabe quem é um deles, tenha muita muita vergonha!

Kirby é muito mais importante que Stan Lee. Saiba a razão. E não me apedreje!


DOUtrio

MENÇÃO HONROSA: Keith Giffen, Kevin Maguire e J. M. DeMatteis

Bwahahahaha! Eles não são uma dupla, mas um trio. Mas é certo que merecem um lugar especial nos nossos corações e nos nossos cérebros. Esses três são responsáveis por fazer os quadrinhos mais leves numa época em que tudo era sombras e escuridão nos quadrinhos de super-heróis. Eles são responsáveis pela humorística e aventuresca Liga da Justiça Internacional, muito popular nos anos 80. Giffen, DeMatteis e Maguire trouxeram cenas emblemáticas dos quadrinhos de super-heróis e seu vínculo de comicidade funciona tão bem quanto as duplas citadas acima.


DUOcapa

Você quer me chamar de putardo por ter esquecido alguma dupla? Não se esqueça que listas são sempre algo bem pessoal e alguém sempre vai ficar de fora. Mas se lembrou de uma dupla boa, não deixe de mencionar nos comentários e dizer a razão porque ela deveria ser mencionada! Abraços!

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8 comentários

  1. Thiago Lins diz

    Menções obrigatoriamente honrosas: Alan Moore e Dave Gibbons (especialmente pelo Super-Homem que merecemos), Neil Gaiman e Dave Mckean (por Orquídea Negra, se realmente considerarmos só super-heróis), Matt Fraction e David Aja (Punho de Ferro?! Gavião Arqueiro?!), Roy Thomas e John Buscema (não esqueçamos dos Vingadores), Peter David e Dale Keown (tão importante quanto Gary Frank), Mark Waid, Paolo Rivera, Marcos Martin e Chris Samme (sério, o Demolidor é o ápice criativo de Waid na Marvel, e sem esses desenhistas, não teríamos nem metade dessa engenhosidade notada), Ed Brubaker e Steve Epting (sinceramente, essa parece a dupla perfeita para o Capitão nos dias atuais, embora talvez prefira Waid/Garney), e Warren Ellis e John Cassidy (frisando que o próprio Ellis já admitiu que a série é e sempre foi de super-heróis, com mesmo com a pegada fortemente revisionista/ irõnica).

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  2. alexxxvader diz

    Um acréscimo interessante: Jeph Loeb e Tim Sale (como se esqueceu deles?). Juntos eles tem obras magníficas como O Longo Dia das Bruxas, Superman – As Quatro Estações e Batman – Vitória Sombria.

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    • Guilherme Smee diz

      É que o pessoal acha que é o Tim Sale que cria tudo e Jeph fica de boa na lagoa. 😉 Abs!

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