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As Melhores e Piores Leituras de Março de 2016

Olá mergulhadores! Como foi o coelhinho? Foi um Sansão ou uma coelhada na cabeça? Bem, como é tradição, separei aqui as minhas melhores leituras do mês de março, que também é o mês das mulheres e o mês do meu aniversário e do aniversário do blog! É isso aí, completamos 8 anos no dia 15 de março! E eu completei… bem, deixa pra lá. Vamos às minirresenhas!

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OVOS DE PÁSCOA DA KOPENHAGEN:

 

la-dansarinaLA DANSARINA, DE LILLO PARRA E JEFFERSON COSTA

Essa HQ foi escolhida por vários sites e blogs ano passado como uma das melhores do ano. Os dois autores já haviam participado juntos da adaptação da peça A Tempestade, de William Shakespeare. A parceria funcionou e este roteiro, trabalhado há muito tempo por Parra tomou forma com os desenhos de Costa. É um quadrinho com brasilidade, primeiro pelo cenário paulista em que se passa durante a epidemia da gripe espanhola – que é a grande vilã da história, mas também pela decisão dos autores fazerem os diálogos com sotaques espanhóis, caipiras, entre outros. Se trata de uma HQ estilo road movie, uma jornada dupla de descobertas, encontros e desencontros, com uma mensagem e valores importantes sobre como enfrentar a morte de entes queridos e de como aproveitar a vida, como eles gostariam que fosse. Agora eu entendi a razão da escolha como uma das melhores do ano. Com certeza é.  


 

astro_city_anjo-670x1024ASTRO CITY: O ANJO MACULADO, DE KURT BUSIEK, ALEX ROSS E BRENT ANDERSON

Neste encadernado o termo “herói relutante” toma um outro sentido. Se trata do vilão relutante. Não que ele relute em ser herói ou vilão, mas ele reluta em tomar uma atitude para salvar a comunidade onde cresceu. O Homem-Blindado é um vilão clássico de Astro City que passou anos preso e agora retorna às ruas. Porém, não encontra trabalho nenhum por ser um super-vilão. Mas a Rua Biro vai contratá-lo para descobrir que está matando seus mais infames habitantes, os capas-pretas, mercenários com super-poderes que faziam bicos de supervilania. O Homem Blindado vai entrar numa conspiração que envolve o passado da cidade e as glórias de ser um herói e os percalços de ser um vilão. Mais uma vez, Busiekl e Companhia nos oferecem uma história bem contada e amarrada, feita para nos impressionar.

Leia aqui um artigo sobre a Astro City de Kurt Busiek


 

CAVALEIRO_DA_LUA_1455994202565047SK1455994202BCAVALEIRO DA LUA: OS MORTOS SE LEVANTAM, DE BRIAN WOOD, GREG SMALLWOOD E GIUSEPPE CAMUNCOLI

Brian Wood dá mais uma vez seu toque indie nos quadrinhos mainstream e sempre com uma arte sensacional, que é o traço de Smallwood e a finalização de pincel esgaçado de Camuncoli. Junte a isso uma edição contada só de forma experimental como a tela de um smartfone e a transmissão da TV, seja no noticiário ou nas câmeras de segurança de um prédio. Diferente de seu mentor Warren Ellis, cuja escolha de Brian Wood para seguir sua run foi acertada, Wood não trabalhou em edições com histórias independentes. Ele fez uma história completa com ressalvas para uma continuação. Nela, Marc Spector, o Cavaleiro da Lua, precisa lidar com o abandono do deus da lua egípcio, Konshu e com a traição de sua própria psiquiatra. Essa traição envolve loucura, um passado traumático e uma nação africana assolada. Muitos elementos, certo? Mas o legal é que funciona. E muito bem. Arrisco dizer que melhor que o arco do Ellis.


 

downloadUMA PATADA COM CARINHO, DE CHIQUINHA

Essa HQ saiu há muito tempo ainda pelo extinto selo Barba Negra. Achei no sebo e comecei a ler e adorei. A Chiquinha tem um jeito de conversar com o leitor que nos faz embarcar no universo dela. È muito legal que a personagem principal, a Elefanta Cor-de-Rosa viva os dilemas entre feminino, feminista e femista, porque hoje em dia está complicado de se posicionar sobre esses temas. Ou se defende as mulheres ou você é impedido por não ser mulher e é tido como machista até por isso. É complicado. Mas a maneira como a Chiquinha expõe a situação através das suas histórias misturadas com tirinhas – e esse formato eu adorei! – mostrando os excessos de se colocar de um extremo ou ao outro da história e como isso pode ser irônico. Eu realmente adorei essa HQ politizada disfarçada de escracho e esse escracho disfarçado de politicamente correto. Acho que a saída é bem por aí. Usar a melhor arma humana: o humor! Recomendo, principalmente para as amigas que defendem as mulheres (já que os amigos estão impedidos disso!).


 

2056917-impulseIMPULSE: RECKLESS YOUTH, DE MARK WAID, HUMBERTO RAMOS, CARLOS PACHECO E MIKE WIERINGO

Até então eu só tinha lido toda a run de Geoff Johns no Flash. É um trabalho muito bom que eu acho que, entre os trabalhos de Johns, só é comparado em importância com o que ele fez pela Sociedade da Justiça. Mas Mark Waid também é responsável por tornar Wally West o meu Flash preferido de todos os tempos. Lendo só as quatro história do título do Flash que compõe esse encadernado – as outras 6 são do título Impulse – se percebe o quanto Waid enriqueceu a mitologia do Flash. E dos Flashes. Impulso é o neto de Barry Allen que cresceu no futuro e cresceu 20 anos em 2, criado dentro de uma realidade virtual devido à força de aceleração no seu corpo. Só isso já é uma premissa incrível, mas a maneira como Waid e, por que não dizer Humberto Ramos trabalham o personagem é incrível e terrivelmente carismático. Impulso é imprudente e, como diz seu nome, impulsivo. Age duas vezes antes de pensar. E seu pensamento na HQ sempre é algo gráfico e hilário. A inocência e o espevitamento de Bart Allen, o Impulso, o tornam um dos personagens mais queridos e interessantes do Universo DC. Palmas para Mark Waid!


 

MONSTRO_DO_PANTANO_TODAS_AS_HISTORIAS_CAPA-600x917MONSTRO DO PÂNTANO: TODAS AS HISTÓRIAS TÊM SEU FIM, DE CHARLES SOULE, JESUS SAIZ E OUTROS

Como eu falei no post linkado abaixo, Charles Soule é um dos grandes talentos dessa nova leva de roteiristas do quadrinho mainstream. Sua ascensão na Marvel e na DC Comics foi meteórica. Um dos grandes destaques desses seus trabalhos foi sua estadia à frente da revista do Monstro do Pântano, em que ele acabou fazendo um trabalho excelente e ainda manteve o teor das histórias acessível para todas as idades. Para fechar sua passagem apoteoticamente, Soule bolou a ascensão de um novo reino entre o verde, o vermelho, o cinza e a podridão: o reino das máquinas. E, como sempre, a revolução das máquinas ameaça tomar o lugar do verde. Assim, o Monstro deve agir para defender seu reino que jurou proteger enquanto avatar. Uma história que amarra as pontas lançadas por Soule desde o início e demonstra todo o seu potencial e do personagem que já passou por uma dúzia de outras mão tão competentes quanto as dele.

Leia mais sobre o trabalho de Charles Soule neste link


combo-rangers-somos-humanos-fabio-yabu-michel-borges-capaCOMBO RANGERS: SOMOS HUMANOS, DE FÁBIO YABU E MICHEL BORGES

Combo Rangers me faz lembrar de um tempo mais inocente. Uma época em que eu assistia às Aventuras da Tiazinha (e gostava!) e que eu acessava o site Heróis.com.br para saber das novidades sobre quadrinhos e comentar com os leitores da Editora Abril. A internet ainda estava engatinhando no Brasil e não existam tantos blogs, fóruns ou quiçá redes sociais. Mas já existia Combo Rangers na internet. Eu, como adorava os Power Rangers na época foi uma saída mais brasileira para continuar gostando, já que na TV eles mudavam sem parar. Quando a revista deles começou a sair pela Panini Comics eu e meu irmão nos deleitamos com a Melissa Mel, o Diretor Monte e o Homem-Reflexo. Histórias divertidas de um tempo saudoso e menos exigente. Revisitar essas histórias é como resgatar aquela inocência que achava graça nas piadas mais simples e achava aquilo o máximo. Combo Rangers continua aí pra encantar mais uma geração.


 

BALINHA 7-BELO:

573780LEAVE IT TO CHANCE: SHAMAN’S RAIN, DE JAMES ROBINSON E PAUL SMITH

Há muito tempo atrás num condado distante, eu li uma coluna do tradutor Jotapê Martins na revista Wizard Brasil falando maravilhas sobre essa série. Era escrita pelo incrível escritor James Robinson, de Starman e pelo lendário desenhista de X-Men, Paul Smith. A personagem principal, Chance, parecia uma filha da Jubileu com a Kitty Pryde e tinha seu próprio dragão de estimação. Vinte anos depois, eu consegui ler essa série que saiu pela Image Comics. E a decepção foi grande. Parece que a história se esforça para ser uma imitação de Bone, de Jeff Smith. Estão lá os dragões, os goblins/ratazanas, a magia e o traço beirando o cartunesco. O que me chamou a atenção na história foi mesmo o letreiramento dos títulos. Fora isso, é uma perda de tempo. Infelizmente.


 

#eoquetemospramarco

Espero que tenha gostado das dicas do que comprar e do que não comprar. Vamos ver no final do ano o que dessa lista vai estar nos melhores do ano e o que vai ser limado até lá. Vocês sabem que conforme o tempo passa nosso sentimento pelas obras muda, né? Então, veremos! Abraços!

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