Multiversidade: A Crise Que Funcionou

Grant Morrsion, o polêmico roteirista escocês escreveu a Crise Final, mas por alterações editoriais, a tal crise não foi tão final assim. Agora, com o projeto Multiversidade, que foi publicado no Brasil na revista Multiverso DC, ele acerta na mão consertando o universo multifacetado de várias terras da DC Comics.

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Para começar, vale falar que Multiversidade trabalha com diversos elementos da Crise nas Infinitas Terras, o computador que fica na cidade planetária do(s) Monitor(es), se chama Precursora e tem o rosto da própria.  Temos o papel dos velocistas, ajudando a por um final na crise que se estende por várias realidades. A Multiversidade acaba sendo a nova chance para a Crise Final, aquela que não deu certo e que não era nem final. Aliada ao evento Convergência, Multiversidade foi inserida com sucesso na Universo DC atual e suas 52 terras e o mapa do multiverso criado por Morrison foram validados.

Temos o último monitor, que também é o Superjuiz, fruto da mente (ou não) de um rapaz negro de baixa renda.Ele é Nix Uaotan, de onde Nix é noite, negro, sombras; e Uotan ou Wotan, é o segundo nome de Odin, ou seja, o todo-poderoso – tanto é que, ao final da história, o personagem perde um olho. Seria um sinal de que as mortes e renascimentos dos Universos DC não seriam apenas uma espécie de Ragnaroks, evento em que os Deuses Nórdicos nascem e renascem incessantemente?

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Mapas e bussolas!

Mas o toque de gênio de Morrison, como sempre são as interpretações multifacetadas. O objeto em questão aqui nesta sua obra é o cubo mágico. Dentro do cubo mágico temos 54 faces, quase as 52 terras do Multiverso DC. Assim, se faz um paralelo entre as faces do cubo mágico e as sarjetas dos quadrinhos. Ao mesmo tempo, Morrison mostra que cada terra é uma faceta do cubo e mostra que histórias em quadrinhos são grades que prendem os personagens a determinadas situações e realidades.

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O Odin Negro!

Não obstante, as histórias em quadrinhos de um universo sendo lidas em outro, acabam sendo o retrato daquele mesmo universo. Mais uma forma de Morrison exercitar sua famigerada metalinguagem. Essas são as grades que prendem um quadrinho dentro de um quadro e os movimentos que fazem delas faces do mesmo objeto cuja realidade se desdobra com o movimentar de quadros – da mesma forma que numa história em quadrinhos, já que essa “leitura da realidade” é regida pelo autor e pelo leitor.

Leia uma análise do capítulo Pax Americana, de Multiversidade.

Dessa forma, quadrinhos são uma prisão feita de grades, e talvez para nós, brasileiros, que chamamos os comics de “quadrinhos”, essa situação fica ainda mais evidente. Quadrinhos com dimensão acabam se tornando cubos, eles apresentam 6 lados da mesma superfície, de mesma distância e comprimento, assim reverberando diferentes cores – no caso do cubo mágico – e diferentes versões de personagens vistos por ângulos diferentes. Quadrinhos redimensionados são como o multiverso: diversas camadas e facetas num mesmo objeto. O cubo também lembra os hipercubos usados para conter uma dimensão dentro de outra em DC Comics: Um Milhão.

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CCXP?

Para finalizar, há pouco tempo o Bleeding Cool trouxe um artigo em que questionava uma mão escura que aparecia na capa de DC Universe: Rebirth e foi replicado aqui neste artigo do Terra Zero. As pessoas pensaram ser a mão de Krona, o guardião do universo responsável pelo início e fim do Universo DC conhecido – e que foi usado por Geoff Johns, o mesmo escritor de Rebirth, nas histórias do Lanterna Verde. Porém o questionamento que eu quero trazer é: não seria a mesma mão sombria que segura o cubo mágico no final de Multiversidade? O tal “editor do multiverso”, que fez o trono sobre o final do “Multiverso 2”?

Fica essa questão para os leitores do blog e para o futuro. Agora também não posso deixar de destacar que o símbolo da Comic Con Experience também é um cubo mágico. Paranoia ou mistificação?

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Engradados. Com cerveja ou sem?

 

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