As 10 Mortes de Super-Heróis Mais Comentadas dos Quadrinhos

Pois é, caros leitores, hoje as mortes de super-heróis são tão banais que todo mundo sabe que seis menes depois, no máximo, eles estão de volta. Mas houve uma época, como nenhuma outra, que mortes de heróis davam no que falar. Esse postzinho maneiro aqui é para a gente dar uma olhada nas dez mortes que mais chocaram os quadrinhos e os fãs de quadrinhos. Vamos a elas?


MORsuper

SUPERMAN

Bem, eram os anos 90, então qualquer notícia já gerava um enxurrada de vendas de revistas. Então o que dizer quando a morte do maior de todos os super-heróis, o primeiro dentre eles, havia sido anunciada? Milhões de vendas. Vale dizer que o arco saiu quase simultâneo aqui no Brasil e nos EUA, com histórias indo de cinco a um quadros enquanto a contagem regressiva para a morte era feita. Para se ter uma ideia de como a morte do Super repercutiu aqui no Brasil, a notícia chegou a passar no Jornal Nacional e ser tema da redação do vestibular da UERJ daquele ano. Superman foi morto por um inimigo novo, Apocalypse, e toda a trama foi criada por Dan Jurgens, um escritor bastante polêmico do Superman até hoje.


MORcap

CAPITÃO AMÉRICA

A segunda morte mais bafônica do mundo do super-heróis foi a do Capitão América. Estávamos em plena revitalização do mercado dos super-heróis capitaneadas pelas minisséries Crise Infinita e Guerra Civil. Muita gente que tinha deixado de comprar quadrinhos, voltava a rever seus heróis para saber quem entre Steve Rogers e Tony Stark estavam certos. mas ninguém esperava que o Capitão América fosse morto por Ossos Cruzados a caminho do tribunal por seus crimes de guerra. A repercussão foi enorme nos EUA, afinal ele sempre foi o símbolo do país. CNN, NBC, Fox News, todos os canais noticiaram. No Brasil, Globo, SBT  e Record deram a notícia em seus principais telejornais. Foi impactante, mas um ano depois, Rogers voltava aos quadrinhos.


FLASH (BARRY ALLEN) E SUPERGIRL

Eu não estava consciente para saber qual foi o impacto dessa morte na mídia, mas com certeza a morte desses dois personagem abalou as certezas dos leitores, que viam isso acontecer nas páginas de Crise Nas Infinitas Terras, uma comemoração dos 50 Anos de Idade da editora DC Comics, em 1985. Barry Allen morria correndo para avisar os heróis da iminência da Crise e da ameaça do Antimonitor sobre a realidade. A Supergirl morria nos braços de seu primo, Kal-El, o Superman, para que na revitalização da editora ele se tornasse o único filho de Krypton, conforme o roteirista e desenhista John Byrne havia estipulado.


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FÊNIX

Uma das mortes mais dramáticas da história dos quadrinhos de super-heróis que veio para nos ensinar a terrível lição que o poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente. (uma lição que os políticos brasileiros poderiam aprender SE eles se interessassem mais por quadrinhos que por grana). Fênix era uma força cósmica que se apossou do corpo de Jean Grey, conferindo a ela poderes cósmicos, que a fazem dizimar uma estrela inteira e com isso 9 bilhões de vidas nos sistema D’Bari. Os shiares, cientes do crime, passam a caça a Fênix, e mesmo sendo defendida por seus colegas X-Men, ela arca com as consequências. Na frente de seu amado Ciclope, a Fênix aciona uma arma shiar e se suicida em meio aos gritos de Scott Summers. Uma morte, que apesar de ter sido desfeita várias e várias vezes ressoa no coração e nas mentes dos fãs de X-Men como uma das mais memoráveis sagas dos quadrinhos.


MORelektra

ELEKTRA

Por essa época também, outra personagem feminina havia crescido no conceito dos leitores: Elektra. Criada por Frank Miller na sua retomada da personagem na revista do Demolidor. Elektra Natchios primeiro aparecia como uma assassina fria sob o comando do Rei do Crime. Mais para a frente é mostrado que Elektra fora colega de Matt Murdock, o Demolidor, na faculdade de Direito e que os dois tiveram um love affair nessa época. Elektra foi treinada pelo mesmo mestre de Matt, Stick e trazida de volta à vida pela seita maligna de ninjas conhecida como O Tentáculo. Depois que Miller conquistou os corações dos leitores com essa mulher fortíssima, chegou a hora de ela encontrar o seu fim através de suas armas, as sai, nas mãos de outro assassino cruel e profissional: o Mercenário. Isso também chocou para valer os leitores, que não sabiam se aplaudiam ou se revoltavam contra Miller numa das tramas mais bem executadas dos quadrinhos.


MORwayne

BATMAN

Outra morte que foi noticiada pelos meios de comunicação na época, mas que ficou meio apagada pois acontecia na mesma época que a do Capitão América. Durante a Crise Final, num ato derradeiro, Batman Bruce Wayne pegava numa arma – algo que jurou nunca fazer – e apontava ela para Darkseid, a soma de todo o mal no Universo e disparava, levando a ele e ao vilão. O problema é que na série do Batman, escrita pelo mesmo autor, Grant Morrison, Batman morria por outro motivo, resultado das maquinações de outro vilão – o Luva Negra, que tinha ligações com o passado de sua família. Essa esquisistice resultou na ótima minissérie O Retorno de Bruce Wayne e explicava que Bruce havia sido enviado pra o tempo das cavernas e que, aos poucos ia progredindo na história, mudando a vida de seus antepassados e, até mesmo, sendo eles.


MORtodd

JASON TODD

Treta, treta e treta! Os leitores não gostavam muito do segundo Robin, Jason Todd, o trombadinha que foi pego roubando as calotas dos pneus do Batmóvel. Então a DC resolveu criar uma campanha lá no longínquo ano de 1989. Você devia ligar para a editora das lendas dizendo se queria ou não queria que o Robin Jason Todd fosse morto pelo Coringa ao final do arco Morte em Família. Os votos foram computados – como no programa da TV Globo, Você Decide – e foi decidido que sim, Jason Todd deveria morrer. Depois de um tempo foi revelado que um fã havia ligado mais de novecentas vezes do mesmo bat-número, do mesmo bat-lugar para que o Joker acabasse de vez com o menino prodígio. Isso resultou em histórias cada vez mais sombrias para o Homem-Morcego, sem um parceiro mirim ao seu lado.


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DAMIAN WAYNE

Ah, Grant Morrison, seu polemicuzinho! Depois de você trazer para a continuidade normal uma história Elsewords de Mike W. Barr em que Batman tinha um filho com Tália Al Ghul, você nos fez nos encantarmos por esse menino danado. Criado por assassinos, Damian sempre foi frio e cruel, mas sempre foi apenas uma criança que queria a aprovação do pai, o Batman, um herói. E assim ele se tornou o Robin. Primeiro ao lado de Dick Grayson, que substituía seu falecido pai como Batman, depois ao lado do próprio pai retornado dos mortos. Mas nas páginas de Corporação Batman, a própria organização de sua mãe, Thalia Al Ghul dessa vez operando como o Basilisco, acaba pondo um fim na criança. Causando enormes problemas cronológicos nas revistas de linha do Batman da mesma forma que foi criado quando na morte do Morcego-Pai.


MORstacy

GWEN STACY

Ok, Gwen não é uma super-heroína, mas a sua morte foi a primeira entre essas muitas que discutimos aqui. A morte de Stacy quebrou paradigmas na indpustria dos super-heróis e ensinou a ela que a morte vende, sim, e vende muito. Sem a morte de Gwen Stacy com o pescoço quebrado pela queda da ponte George Washinton, atirada de lá pelo Duende Verde, nenhuma das mortes acima teriam acontecido. A morte de Gwen chocou os leitores do Homem-Aranha por demais. Mas, segundo os editores, ou eles escolhiam por matar Gwen, ou então ela precisaria se casar com o Homem-Aranha Peter Parker. Ô fobia de casamento, hein, Marvel? O importante é que Gwen acabou ficando muito mais popular morta do que viva, tendo na personagem Gwen-Aranha a epítome da volta dos que já foram. E será que ela não vai retornar agora na recém-anunciada saga A Conspiração dos Clones? Vamos esperar.


MORcapa

E você leitor, que morte de super-herói mais te chocou? Achou que ficou faltando alguma? Não deixe de dar sua opinião!

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6 Comments

  1. Muito bom o artigo, bem elaborado, não é um simples post.
    Apenas mudaria o título para “As 11 Mortes de Super-Heróis Mais Comentadas dos Quadrinhos”, pois colocaria aquela que foi a mais emblemática, a mais marcante, aquela que o personagem não voltou, continua morto até hoje, mas vive na memória do seu universo, sem contar que foi uma morte por uma doença, da qual qualquer ser vivo, desta nossa realidade, pode vir a sucumbir.
    Estou falando da morte de Mar-Vell, mais conhecido como Capitão Marvel (da Marvel), aquele que derrotou o “Darkseid” da Casa das Idéias, o titã enlouquecido, e amante da personificação da Morte, Thanos. Mar-Vell faleceu vitimado nada mais, nada menos, por uma doença implacável, o câncer.
    Acho que esta morte deve constar deste excelente artigo.
    Grato pelo espaço.

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    1. Valeu, Carlos! Eu ainda acho o Capitão Marvel eum personagem muito B, desimportante até de ter o nome Marvel. Por exemplo ele é menos importante para a editora do que Carol Danvers que desenvolveu poderes a partir dele. Então a morte dele, para mim, não foi tão impactante. Uma grande obra, claro, mas o personagem é questionável. Obrigado pela colaboração! Abs!

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  2. Me emocionei com a da Gwen tanto no quadrinho quanto no filme. Barry nem se fala afinal o Flash é o meu favorito. Lista perfeita, curto demais seu trabalho (apesar de nao comentar tanto)

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