Superwoman, de Phil Jimenez, é uma Carta de Amor aos Anos 50

A maior surpresa do Rebirth não é Superman, nem Batman, mas uma personagem que sempre deveria ter existido e somente agora virou realidade: a Superwoman. Todas as divulgações do evento Rebirth da DC Comics levavam os leitores a pensar que Lois Lane seria a nova encarnação da Superwoman. Mas todos estavam redondamente enganados.

ATENÇÃO, SPOILERS À FRENTE

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Para começar, precisamos dizer que Superwoman, não é só uma carta de amor à Era de Prata, mas à toda mitologia do Superman. Mas sim, principalmente a dos anos 50. Precisamos dizer que também é uma homenagem à primeira Morte do Superman – aquela dos anos 90 – que resultou resultou na origem de quatro novos Supers (Erradicador, Aço, Superboy e Superciborgue). Nessa nova morte do Superman dos Novos 52 – conhecido também como Juninho Play – a energia que se liberou do corpo do kriptoniano irradiou para outras partes. Assim, surgiu o Superman Lex Luthor, a Superwoman Lois Lane e o Superboy Jonathan Kent. Ok. Mas mantendo a tradição, não seria quatro Supermen? É aí que vem a resposta na primeira revista da Superwoman. Essa pessoa é…

Leia aqui sobre a importância da personagem Lois Lane!

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Lana Lang! A revista abre com Lois Lane pedindo conselhos para Lana e a fazendeira de Smallville parece saber demais como um Super-Homem se comporta. Ela dá todas as dicas importantes para Lois, até que a repórter do Planeta Diário chega à conclusão óbvia. As duas foram banhadas pela energia do Superman dos Novos 52, então ambas teriam poderes.

A edição, apesar de conter a verborragia característica de Phil Jimenez, possui uma ação ininterrupta vista poucas vezes em quadrinhos recentes – mais desacelerados. Os desenhos e a narrativa, entretanto, são incríveis. Posso arriscar um palpite e dizer que Superwoman seja a melhor edição número um do Rebirth, se não é, com certeza é a mais surpreendente.

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Lois começa a fazer propostas de parceria com Lana, uma homenagem ao contrário às histórias imaginárias dos anos 50 na revista da Lois Lane em que ela e Lana ficavam disputando pelo amor do Superman. Mas, dessa vez, as mulheres não querem disputar um homem – aliás, ele virou pó – e então, elas salvam o dia cheias de girl power.

Mas as surpresas não param por aí. Quando Lana se transforma na outra Superwoman, ela tem poderes… ELÉTRICOS! Sim! Como aquele Superman esquisito do final dos anos 90! E há toda uma explicação bem inspirada pela razão dela usar os poderes assim. Quando Lois se encontra com ela, chama-a de “red”, que em inglês pode significar tanto vermelho, quanto ruiva (de redhaired). Fazendo, assim, uma menção à história dos anos 50 e também do final dos anos 90, do Superman Azul e Vermelho. Pode parecer balaquice, babaquice, mas acredite em mim, é MUITO BEM trabalhado!

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E assim vamos, uma surpresa atrás da outra até o fatídico final. Lois e Lana entram numa câmara onde uma outra experiência com outra mulher está sendo feita. A estranha mulher ataca Lois e a transforma em cinzas assim como o Superman – Juninho Play – dos Novos 52! Resta a pergunta: “Quem matou a Superwoman?” para a próxima edição.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu adoray, adoray, adoray. Com certeza comprarei quando chegar aqui e estou louco pra ler a próxima carta de amor de Phil Jimenez.

COMPRE

               

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10 Comments

  1. O Rebirth tá tão bom que fica difícil escolher um único melhor de todos. Ainda não li essa edição, mas pelo visto gostarei tanto quanto você. Espero que a DC consiga manter esse nível por um bom tempo, afinal, todos saímos ganhando.

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    1. Oi Will! Bah, não concordo que o Rebirth esteja “tão bom”, está “bom”, regular, eu diria. Tem algumas coisas bem boas, mas tem grandes porcarias também… Mas que bom que está aquecendo o mercado estadunidense! Abs!

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      1. Eu particularmente gostei de tudo, talvez porque estivesse meio desapontado com os novos 52 então qualquer coisa que viesse melhor que eles seria “tão bom” pra mim.

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      2. Faz sentido! Os Novos 52 também tiveram coisas beeem boas e coisas beeem ruins. Mas eu ainda prefiro a Marvel, apesar de tudo. Eles têm uma linha editorial mais consistente. =D Abs!

        Curtido por 1 pessoa

  2. Cara, phil jimenez com super(wonder)woman é muito bom!!! Faz a gente lembrar com saudades/prazer o george perez, e acho ele foda, nunca peguei uma arte cagada com nenhum personagem – nem mesmo naquele titulo meh das defensoras na marvel. Concordo que o “tio” escreve muito, deve ser influencia da escola wolfman/chris claremont, mas parece casar bem com os desenhos. Agora matar a lois na primeira edicao é sacanagem – pode isso, producao?

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    1. Sim, eu gosto muito dele, tanto nos roteiros quanto nos desenhos. Quanto à morte da Lois, tu sabe que ainda tem outra vivendo com o outro Super, né? E é mãe do Superboy. Então não se preocupa que a tem muita Lois por aí! 😉 Abs!

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  3. Correção rápida, o Lex Luthor ganhou a “armadura com poderes” não através da explosão do Superman dos Novos 52, mas sim na saga Guerra de Darkseid. E o Lex já era trabalhado como um “herói a contragosto” nos Novos 52, só assumiu o manto após a morte do Super desse universo. Com direito a capa e tudo, mostrado na edição 52 da Liga. (Ou 51, uma das duas).

    O mesmo vale para o Superboy, que já apresentava seus poderes antes da Morte do Super dos Novos 52, na minissérie Lois & Clark, também do Dan Jurgens. Que a Panini publicará aqui na íntegra num encadernado…

    Mas Superwoman realmente foi surpreendente. Fiquei admirado em como a DC conseguiu manter em segredo o lance da Lana Lang aparentemente ser a protagonista da série. E é uma maneira genial de se livrar de uma Lois Lane, para que a outra (mais velha e mãe) possa ser única no universo. Sacada genial.

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