Esqueça a Bundona – Mulher-Aranha: Novos Insucessos, de Dennis Hopeless e Javier Rodriguez

Depois da enorme polêmica com a capa da bunda para a Lua, feita pelo italiano Milo Manara, e cinco edições depois, Jessica Drew, a Mulher-Aranha, voltou repaginada. Os responsáveis pela nova fase são Dennis Hopeless (Arena dos Vingadores) e Javier Rodriguez. A capa foi tão criticada que não só o uniforme mudou, mas como a pegada das histórias, que ficou bem mais girl power. Já já falo mais sobre!

O tom da história lembra um pouco Os Inimigos Superiores do Homem-Aranha, já resenhado aqui. Pois Jessica e o repórter Ben Urich vão auxiliar supervilões classe Z a recuperar suas famílias sequestradas. Mas ao se depararem com a verdade vão descobrir que há muito poder feminino envolvido por trás dessa história toda. Um dos maiores poderes femininos: o poder de decisão!

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“Fui procurar Mulher-Aranha no Google e tudo que ele me mostrava era um bundão”. Jessica começa a história falando. Essa foi uma das razões que, na história, ela resolveu mudar. Também quando ela coopta o vilão Porco-Espinho para ajudá-la, ele pergunta a ela de que desenho animado ela saiu. Isso é uma referência à origem da Mulher-Aranha, que surgiu em um desenho para salvaguardar os direitos da Marvel sobre o nome “Spider Woman”. O desenho chegou a passar no Brasil na TV aberta e na TV à cabo.

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O roteiro de Dennis Hopeless vem me conquistando aos poucos e ainda mais com essa série. Não vou nem mencionar a esquecível Cable e a X-Force. O roteiro também mostra uma evolução natural da narrativa, em que ela dá a impressão de que tudo acontece por acaso e não é algo pré-determinado pela trama. Os personagens agem com certo desdém para o que lhes é estabelecido e isso é bem interessante. De certa forma, lembra os roteiros de Brian Michael Bendis em que o coloquial e o cotidiano são postos em evidência.

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Já os desenhos de Javier Rodriguez possuem uma magia própria. São indie e ao mesmo tempo mainstream. As cores são vibrantes e a narrativa se encaixa muito bem com os roteiros de Hopeless. O pincel pesado pode dar um certo ar de retrô para a história ao mesmo tempo em que vemos carros e motos vintage – principalmente motos – e uma colorização bem chamativa, quase neon.

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O poder feminino que emana desse encadernado, publicado na revista Homem-Aranha: Aranhaverso #05 aqui no Brasil, é tão grande, que podemos comparar a história – mesmo que pouco – com o arco da cidade das detentas de Y: O Último Homem. Eu gostei muito e fiquei bem curioso para o que vai acontecer após as Guerras Secretas, já que Jessica Drew aparece grávida na capa numero um da sua nova fase. Quem será o pai da criança?

Já acabou, Jessica?

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6 Comments

  1. Tinha me esquecido de dizer que o uniforme dela ficou bonito. Mesmo sem máscara como o antigo vermelhão, embora aquele não parecesse um “maiô de combate” como muitos por aí. Mas era um colant no corpo todo, mesmo sem decote. Minha única bronca é quando desenham heroínas crescidas como se fossem moçoilas (vide Chris Bachalo) ou inventam de rejuvenescê-las sem uma explicação decente (Batgirl).

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  2. Oi Guilherme! Honestamente, peguei um desprezo total por Jessica e pela Carol Danvers. A primeira era pra ter sido a verdadeira “alias” do bendis e arrasou nas poucas edicoes que apareceu, agora parece uma daquelas “peruas” que usa as leggings da filha mais nova. Ja a ex-miss marvel deixou de ser uma “pin up” e virou uma dyke mais descabecada que a mulher hulk. É uma pena, porque sao duas personagens com backgrounds tao ou mais ricos que o da viuva negra, e nunca sao tratadas com o devido respeito (tenho trauma da carol “surtada” por nao saber se dava pro magnum ou pro homem maquina, jesus). Legal que voce tenha feito a resenha e gostado da revista da jessica, mas infelizmente nao é pra mim. A natasha e a elektra parecem ser as unicas mulheres do universo marvel que os escritores tratam com carinho. E monica rambeau é a capita marvel que vale. Abracao!

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    1. Oi Eduardo! Eu AMO a Carol Danvers, mas confesso que ela tem ficado bem estranha na recente nova Guerra Civil. Tá difícil gostar dela. AMO a Mulher-Hulk e suas histórias hilárias. Já a Jessica Drew já não gosto tanto. Mas discordo quanto a Elektra e a Viúva. Elas são retratadas bem irregularmente nas histórias. Um bom exemplo são as várias séries que a Elektra teve e as diversas pegadas da Natasha (MAX, solo, nos Vingadores, nos Vingadores Secretos). E a Mônica Rambeau é foda na Nova Onda! Abraços!

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