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10 Motivos Para… Você Ler Ronin de Frank Miller

Ronin foi publicada inicialmente como minissérie em seis edições, entre 1983 e 1984. O termo ronin refere-se à um samurai sem mestre. Na história, um samurai perde seu mestre durante uma batalha contra o demônio Agat pela busca de uma espada encantada. Ambos são mortos ao mesmo tempo, e renascem num futuro distópico. Não foi muito bem recebida pelo público da época, por ser uma forma de contar histórias muito inovadora, mas foi muito aclamada pela crítica. Talvez isso tenha feito Ronin se tornar uma HQ um tanto desconhecida. Mas tudo bem, eu estou aqui para lembra-lo de que ela existe que deve ser lida e relida. Aí vão meus dez motivos:

FRANK MILLER: O primeiro motivo, sem dúvida, é o autor que redefiniu o Batman e o Demolidor para a modernidade. Em Ronin ele trabalhou vários elementos que seriam sua marca-registrada como a influência da cultura japonesa e a…

NARRATIVA CINEMATOGRÁFICA: Diferente dos quadrinhos época (e estamos falando de 1983), a narrativa de Miller tinha aspectos peculiares. Mudava de closes para grandes planos gerais, usava uma espécie de plano sequência, não enclausurava os quadros em formatos quadrados ou retangulares, mas variava-os. Talvez a sequência memorável seja a sucessão de páginas duplas em que a base do antagonista é liquidada e suas luzes vão apagando aos poucos, enquanto Ronin faz o seu trabalho, em muito inspirado em…

LOBO SOLITÁRIO: O cultuadíssimo mangá de Kazuo Koike e Gozeki Kojima foi a principal influência para Frank Miller escrever e desenhar seu Ronin. Pode-se notar não só a diferença nas transições entre quadros, mas também no estilo de traço de Miller, que começa a mudar bastante a partir de Ronin, seu…

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PRIMEIRO TRABALHO PARA A DC COMICS: Depois de ter reimaginado o Demolidor, Miller foi contratado pela DC Comics com status de astro, um dos primeiros criadores de quadrinhos a receber essa importância. Ronin foi um abre-alas para tudo o que Miller veio fazer na editora das lendas em seguida, como Batman: Ano Um e Batman: O Cavaleiro das Trevas. Outra referência importante para seu trabalho foi o francês Jean Giraud, também conhecido como…

MOEBIUS: Se você colocar O Incal lado a lado com Ronin, vai perceber que muitas coisas estão ali, principalmente quando se trata do cenário futurista. As cores de Linn Varley, que futuramente se tornaria esposa de Miller, também comprovam essa influência. Porém, Ronin não é só uma obra de influências, mas também de Legados, a começar com as…

TARTARUGAS NINJA: As quatro lutadoras adolescentes mutantes foram muito inspiradas em Ronin. Quer a prova? Compare a capa da primeira edição de Ronin com a primeira edição de Teenage Mutant Ninja Turtles e você entenderá. Está tudo ali, assim como está em…

SAMURAI JACK: Ronin influenciou o animador Genndy Tartakovsky a criar o desenho Samurai Jack, cuja história parte do mesmo ponto inicial: um samurai transportado ao futuro no combate à um demônio. E a influência de Ronin não ficou só nas animações, mas também em filmes como…

A TRILOGIA MATRIX: Vários elementos da trama serviram de inspiração para a série de filmes Matrix: robôs tentando substituir o Homem como espécie dominante, a cidade-máquina, a cruza de elementos ciberpunks e cultura oriental. Ao mesmo tempo, a nova safra de filmes parece ter pegado carona com Ronin no campeão de bilheteria da nossa década:

AVATAR: O protagonista de Ronin é um rapaz que nasceu sem os membros superiores e inferiores, mas que possui um grande poder telecinético. Com ele, pode se infiltrar na estação Virgo, que controla Aquarius – um complexo artificial sapiente que se expande agressivamente por New York. Qualquer semelhança é mera coincidência? Como a maioria das obras de Miller, tudo não passa de uma…

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METÁFORA: Mesmo que tenha se instalado no modo de pensar de Miller um ranço ultradireitista, suas obras sempre combateram as oligarquias e os monopólios. Em Ronin, a metáfora é uma crítica ao corporativismo nipônico que ameaçava os EUA nos anos 80. Ao mesmo tempo, a saga se encerra num impasse: estaria o humano com necessidades especiais apenas dentro de um inception? A resposta se encontra no cérebro e no coração de cada leitor.

Ronin saiu no Brasil em diversos formatos, pela Editora Abril e pela Opera Graphica. Essa última lançou um álbum de luxo de capa dura que custava os olhos da cara. Agora, a Panini Comics vai lançar a edição definitiva dessa obra. Aguardem, em breve! Apesar das críticas do público, sem Ronin, meus filhos, vocês não teriam seu querido Batman dessa maneira que adoram tanto. Go for it!

Este artigo foi publicado originalmente no site Terra Zero em 18/07/2014.

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2 comentários

  1. A cena em página dupla do samurai se matando com o demônio Agat foi copiada (até os quadros menores) por Rob Liefeld.
    Só li a versão da Abril. A da Opera Graphica saiu foi com capas cartonadas.

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    • Guilherme Smee diz

      O que o Liefeld não copia, não é mesmo, minha xentem? Saiu com capas cartonadas em 5 edições e em capa dura também. 😉 Abs!

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