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Melhores e Piores Leituras de Novembro de 2016

Depois de quase me apagar deste mundo por causa de um ataque de rinite, peço mil perdões aos mergulhadores! Esse mês foi complicado de leituras, me dediquei mais a estudar em livros técnicos para meu mestrado e livros de literatura do que quadrinhos. Esse mês, novamente, Marvel e DC perderam espaço para outros tipos de publicações de quadrinhos. Ficou uma lista bem heterogênea. Mas diversidade é que é riqueza e mesmice é tédio. Vamos à lista!

MELHORES

amnpolarisNovíssimo X-Factor: E Não É Só Mais Um Título X, de Peter David e Carmine Di Giandomenico

Ah como eu esperei por essa revista aqui no Brasil. Muito bom ter saído pela Salvat (embora o Levi sempre me diz que vai sair uma hora pela Panini quando a gente se encontra =P ). Peter David nunca decepciona. Essa edição que transforma a equipe do X-Factor em uma superequipe coporativa, sustentada pelas Indústrias Serval. Fazem parte da equipe Polaris, Gambit, Mercúrio, Perigo, Doug Ramsey e Warlock. Essas histórias saíram no encadernado da Polaris no encadernado da Coleção Vermelha. Junto com Novíssimo X-Factor saíram também as histórias de origem de Lorna Dane, duas delas assinadas pelo mestre Jim Steranko! Tá bom ou quer mais?


amnarquivoArquivo X: Clássicos – Volume 1, de Stefan Petrucha e Charlie Adlard

Sim, eu tenho atração por quadrinhos unusuais. Quando soube que a editora New Order iria lançar os quadrinhos dos anos 90 do Arquivo X eu fiquei muito curioso. Nunca fui um grande fã de Arquivo X, conhecia os personagens, vi alguns episódios e vi o filme. Não sei se estes quadrinhos agradariam aos fãs de longa data do seriado de Chris Carter, mas a mim, leigo no universo, me agradou um monte. E se você quiser ler uma resenha completa sobre esse encardernadão de capa dura, clique neste link!


untitledNimona, de Noelle Stevenson

Nimoninha, nimoninha, você veio ao mundo para brincar com nossas cabecinhas. Porque aqui nesse quadrinho tudo que a gente pensa que é, não é e tudo que a gente acha que vai acontecer não acontece. Uma história cheia de surpresas que trabalha muito bem amor e lealdade, povo versus instituições, manipulação da mídia, Um lindo trabalho de Noelle Stevenson que está ganhando o mundo com outro quadrinho reinventor da roda, que é Lumberjanes. Para ler uma resenha completa sobre Nimona, clique neste link aqui!


amnhusbandMy Brother’s Husband, de Gengorou Tagame

Nossa, que mangá perfeitinho! Ele conta a história de um japonês que recebe o namorado canadense do seu irmão gêmeo que faleceu para passar uns dias com ele e com a sua filhinha. Mas a filhinha, por ser muito pequena, não consegue entender o fato de que seu tio era casado com um homem e não com uma mulher. Com muita paciência, o tio canadense da menina explica para ela como funcionam as relações entre pessoas do mesmo sexo, deixando o pai da menina abismado tanto com as perguntas que sua filha faz quanto pela sinceridade e amor com que seu cunhado explica uma relação homossexual. Eu só li o primeiro volume da série de mangás, mas achei fabuloso e acho que além de leitura obrigatória para todo gay, deveria ser leitura obrigatória para todo hetero para não cometer as gafes que estamos cansados de ouvir por aí.


amnlovingdeadLoving Dead: Amor Zumbi e A Cidade de Albertville, de Stefano Raffaelle

Gostei dessa HQ por motivos de ser uma quadrinho que eu nunca tinha ouvido falar e por eu ter uma certa atração por quadrinhos desconhecidos e estranhos. Mas muito mais porque uma das personagens principais é transgênero e tem um papel muito importante na trama. Um dos pontos fracos é ter alguns personagens zumbis fantasiosos demais, como um zumbi composto de vários corpos mortos, por exemplo. A HQ é uma publicação original da editora francesa Humanoids e saiu aqui no Brasil pela Astral Comics. Está nas bancas em uma promoção especial em que podemos comprar as duas HQs pelo preço de uma, o que facilita o acesso de leitores comuns a esse tipo de publicação.


amnarqueiroArqueiro Verde: Sangue de Dragão, de Mike Grell e Dan Jurgens

Mike Grell abusa da narrativa visual e ele faz isso de maneira soberba, mesmo quando ao lado de outros desenhistas, como no caso deste arco, Dan Jurgens. Em Sangue de Dragão, Oliver Queen vai até o Japão auxiliar sua ex-amante Shado a recuperar seu filho sequestrado. Mas mal sabe Oliver que se trata de Connor Hawke, seu próprio filho com a ninja assassina. Assim, Grell adiciona ainda mais camadas para a mitologia do Arqueiro Verde, que iria florescer alguns anos mais tarde, sendo Connor tomado o manto de Arqueiro Verde quando Oliver viria a falecer mais tarde. A leitura é rápida, mas é contundente. Foi o último arco de Grell publicado aqui no Brasil pela Editora Abril. Uma pena.


PIORES

amnbatmanBatman: Lendas do Cavaleiro das Trevas por Jim Aparo (Volumes 6 e 7), de Bob Haney, Jim Aparo e Outros

Por fim, eu não agueeeento mais essa coleção do Jim Aparo com os roteiros nada a ver do Bob Haney. As histórias não tem graça nenhuma.Embora os desenhos de Aparo sejam bem legais as histórias não convencem, parecem que não andam. Sinceramente eu só tenho lido essa coleção no banheiro, porque combina com o que é produzido lá. Nem sei mais o que falar sobre essa coleção. Zzzzz!


Por fim, queria deixar um convite para os amigos e leitores do blog. Venham ver a mim e o Jader Corrêa na CCXP 2016. Estaremos na Artist’s Alley, na mesa C11 com quadrinhos, prints e outros materiais legais. Venham dar um oi e conversar sobre o mundo nerdy! Até lá!

ccxpjg

A foto é da querida e talentosa Iris Borges! =D

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7 comentários

    • Guilherme Smee diz

      Bah, muito bom, Tiaguim! E não foi só tu quem me recomendou, acho que mais umas 5 pessoas me falaram desse mangá. Pra ti ver como é bom! =) Abraços!

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    • RODRIGO BATISTA diz

      Aqui nesse site (mangahost.net/) eu achei o primeiro e segundo volume do My Brother’s Husband (otouto-no-otto).

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  1. RODRIGO BATISTA diz

    Aqui nesse site (mangahost.net/) eu achei o primeiro e segundo volume do My Brother’s Husband (otouto-no-otto).
    Estou ansioso para ler esse mangá.
    Obrigado pela dica.

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  2. “eu não agueeeento mais essa coleção do Jim Aparo com os roteiros nada a ver do Bob Haney””

    Eu já estava assim no vol. 4. Vendi tudo! hahaha

    Dessas coleções só fiquei com as do Neal Adams e a do Alan Davis (que tbm não é lá essas coisas).

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