Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li em 2016

Neste ano, a editora das lendas publicou no Brasil a fase que ficou conhecida com DC&VOCÊ. Eu gostei muito dos títulos e da proposta da editora tentar trazer histórias que agradassem à todo tipo de público. Claro que durante essa iniciativa tivemos alguns percalços como o título do Constantine. Mas a variedade foi muito boa e uma pena que vários títulos não saíram por aqui. Temos que ser felizes com o que temos não é mesmo? Ou não. Vamos aos melhores do ano da DC Comics:

eaglemoss-liga-da-justica-ano-um-parte-2-10-hq-barataLJA: ANO UM, DE MARK WAID E BARRY KITSON

Com a Crise Nas Infinitas Terras, nunca havia sido explicado como foi o início da Liga da Justiça, uma vez que a Mulher-Maravilha havia surgido anos depois. A DC resolveu dizer que no lugar de Diana, era Canário Negro que havia entrado no lugar da Princesa Amazona. Mark Waid faz um trabalho extraordinário recontando passagens cruciais do início da maior equipe da DC Comics, trazendo personagens tão díspares quanto carismático, cada um com a própria personalidade e interagindo lindamente, de modo a agradar tanto aos leitores iniciantes quanto aqueles de longa data. Os desenhos de Barry Kitson ficam entre o retrô e o moderno configurando a HQ nisso mesmo: numa volta ao passado com ares atuais. São doze edições divididas em dois encadernados que saíram por aqui pela Eaglemoss.


2056917-impulseIMPULSE: RECKLESS YOUTH, DE MARK WAID, MIKE WIERINGO, CARLOS PACHECO E HUMBERTO RAMOS

Cara, como o Impulso é um herói sensacional! É uma grande pena que a continuidade dos Novos 52 tenha feito o que fez com o personagem, deixando-o sombrio e sem carisma. Anteriormente, Bart Allen, era o neto de Barry Allen vindo de um futuro alternativo, mas que para salvar sua vida, teve de ser criado aceleradamente dentro de uma realidade virtual. Assim, a forma como o herói mirim encara o mundo é muito diferente. Por exemplo, suas reações aparecem nos balões como desenhos de ações em estilo infantil, sempre uma sacada divertida. Este encadernado apresenta a primeira aparição do Impulso nas histórias do Flash Wally West e alguns dos primeiros números de sua revista própria (apenas uns poucos foram publicados no Brasil). Uma ótima pedida para fãs do Flash, de sidekicks e de histórias bem engendradas e engraçadas.


ACADEMIA GOTHAMACADEMIA GOTHAM, DE BECKY CLOONAN, BRENDEN FLETCHER E KARL KERSCHL

Como não amar essa HQ? Ela tem uns desenhos que lembram desenho animado, de Karl Kerschl e um enredo que lembra muito as desventuras de Harry Potter e sua turma em Hogwarts. Claro que no meio de tudo isso, existem inúmeras citações ao Universo do Batman. Se na lista de piores havia um exemplo de como não fazer um quadrinho para criança, esse aqui é um exemplo bom de como fazer isso. A história não subestima o leitor e todo mundo pode ler e adorar, seja o nenê ou o idoso. Além disso acho que Academia Gotham é uma ótima forma de introduzir aquele seu amigo que não lê quadrinhos para que ele também possa compartilhar desse mundo maravilhoso da narrativa pictórica e seriada. Eu estou louco pra ler o segundo volume da série que já estou em mãos e a Panini acaba de anunciar o terceiro encadernado que fecha o primeiro semestre da Academia Gotham. Como não amar? Hein?

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LJA: LIGA DA JUSTIÇA DA AMÉRICA, DE BRYAN HITCH

Brian Hitch já trabalhou com gente como Mark Millar e Warren Ellis em quadrinhos fundamentais como The Authority e Os Supremos. Então a DC Comics chamou ele para fazer uma revista da Liga da Justiça que estivesse desligada da continuidade. Ele fez e fez como se um destes dois colegas seus tivesse a escrito. Talvez melhor. O único problema é que a revista sofreu atrasos na arte e, com o advento do Renascimento na DC, o final da trama acabou em hiato. Uma grande pena, pois eu estava adorando a trama gbryairando em torno do deus kryptoniano Rao e como ele prometia resolver todos os problemas da Terra. E cumpria. O problema era que ele cobrava um preço alto demais e nós, reles mortais, não reparamos. Somente a Liga da Justiça foi capaz de duvidar do suposto deus. Mesmo incompleto, o quadrinho merece ser lido, é uma baita história. Baita mesmo!


DCJcanaryCANÁRIO NEGRO: O SOM E A FÚRIA, DE BRENDEN FLETCHER E ANNIE WU

Rock’n’Roll! Pancadaria! Gravadoras sinistras! Road trip! Segredos! Uhuu! Tem tudo isso nas histórias da Canário Negro, sim! Essa é outra representante digna do DC&VOCÊ, que infelizmente no Renascimento foi cancelada. Além disso, como campanha de lançamento da revista, a DC Comics disponibilizou cinco faixas do disco de estreia da banda Canário Negro, da qual Dinah Lance é a vocalista. Santa transmídia, Batman! Entretanto, as companheira de banda de Dinah não sabem que ela foi uma vigilante e nem que participou do grupo das Aves de Rapina. Mas Dinah não é a única que esconde grandes segredos de outras integrantes da banda. Assim, de intriga em intriga, de show em show que acabam em desastre a banda vai levando. Mas será que ela vai sobreviver até a próxima turnê?

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cattrilhaA TRILHA DA MULHER-GATO, DE ED BRUBAKER, DARWYN COOKE E BRAD RADER

Darwyn Cooke faleceu esse ano, mas deixou de legado uma arte incrível e que tem poucos paralelos no meio quadrinistico. Neste encadernado, ele foi responsável pelo novo visual da Mulher-Gato: basicamente uma roupa de couro e óculos estilo aviador que se assemelhavam aos olhos de gata. Essa fase também deixou as histórias de Selina Kyle mais policialescas, se aproximando do noir, graças ao mestre dos quadrinhos neste estilo, Ed Brubaker. A Mulher-Gato, então, foi revitalizada para os anos 2000, perdendo aquele ranço de bad girl dos anos 90 e se tornando uma mulher mais pró-ativa nas causas femininas, por exemplo, assumindo a defesa das prostitutas da baixa Gotham. Esta é uma das mais grandes e memoráveis fases da ladra felina.

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outwwMULHER-MARAVILHA: PARAÍSO PERDIDO, DE MARV WOLFMAN E PHIL JIMENEZ

Uma das melhores fases que a Mulher-Maravilha viveu segundo os fãs ardorosos da Diana. Realmente é uma história bem melhor do que estamos acostumados a ler da Princesa Amazona: sempre mudando de origens aqui ou acolá. Temos dois arcos de história. No primeiro os deuses do Olimpo que querem se vingar da Mulher-Maravilha encarnam nos inimigos do Batman: Espantalho, Hera Venenosa e Coringa. Claro que isso gera um encontro de forças entre a Bat Família e a…  hã… Família-Maravilha! A história seguinte fala sobre uma guerra civil entre as amazonas de Themyscira e as amazonas de Bana-Midgall que foram acolhidas na ilha e a hesitação de Hipólita em abandonar a Ilha Paraíso em troca de viver aventuras com a Sociedade da Justiça.


DCSloiseclarkSUPERMAN: LOIS & CLARK, DE DAN JURGENS E LEE WEEKS

Se lembram que eu falei que o Superman dos Novos 52 não funcionava e nem tinha como funcionar? Bem, então, parece que eu estava certo. Tanto é que a DC trouxe de volta o Superman pré-Zero-Hora e matou o Juninho Play. Mas não ficou por aí. Lois & Clark retornaram do mundo da Convergência com um filho, Jonathan Kent, e é a inclusão deste filho que dá toda a dinâmica na nossa história, na família Kent – que agora é família Smith – e em todos os personagens que giram em torno desse trio. Para resgatar o estilo clássico do Superman, nada melhor que um escritor clássico do Azulão, Dan Jurgens. Os desenhos de Lee Weeks e de seus fill-inners garantem um sentimento de retorno aos bons e velhos tempos com o Superman como ele nunca deveria deixar de ter sido: um cara altruísta e que preza os valores humanos e familiares em primeiro lugar.


wumcapinhaMULHER-MARAVILHA: TERRA UM, DE GRANT MORRISON E YANICK PAQUETTE

Essa é a visão de Grant Morrison para a lenda da Mulher-Maravilha. Foi uma surpresa grata estar na CCXP e ver essa HQ no stand da Panini, que nem anunciada ainda tinha sido. Aproveitei e peguei um autógrafo do desenhista Yanick Paquette para sua arte maravilhosa. A “nova” versão da origem da maravilhosa foi bastante polêmica por apresentar Diana acorrentada e um Steve Trevor negro. Mas Grant Morrison terá meu agradecimento eterno por trazer de volta a boa e velha Etta Candy (só que com o nome de Beth Candy) vinda diretamente da Era de Ouro, valorizando seu corpo ultra curvilíneo e sua adoração por doces e tudo que vai açúcar. Só isso já valeu a compra e a leitura. Veja por si mesmo.

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Então, caros decenautas, concordam com meus destaques? E quem não é tão fã da DC Comics, o que achou? Tá certo isso? Não se esqueçam que em breve tem o post com as melhores leituras da Marvel. Depois da Vertigo. Depois as melhores HQs Brasileiras de 2016. Fiquem ligados! Miau!

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