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10 Quadrinhos Autobiográficos Para Você Se Identificar

Quadrinhos autobiográficos talvez sejam os mais fáceis para um leitor se identificar.  Afinal, eles estão contando as histórias dos próprios autores, o que faz com que elas ganhem maior verossimilhança e, portanto, geram maior identificação.Os quadrinhos autobiográficos também são aqueles que provocam mais reações emocionais nos leitores, por causa dessa estreita ligação com personagens reais. Agora ofereço a você uma pequena lista com alguns desses principais quadrinhos que saíram aqui no Brasil.

Retalhos, de Craig Thompson

Retalhos, de Craig Thompson

RETALHOS, DE CRAIG THOMPSON

Thompson, naquele quadrinho que iria se tornar uma sensação e altamente premiado, constrói aos pouquinhos, revelando todo o background, de sua primeira relação sexual. Ou, como ele diz, é um livro sobre “dividir a cama pela primeira vez com alguém”. Além de trazer uma narrativa tocante, Thompson também faz várias experimentações narrativas, tanto em forma como em texto.

Leia aqui uma resenha completa de Retalhos.


Epiléptico: Volume 1, de David B

Epiléptico: Volume 1, de David B

EPILÉPTICO VOL. 1 e 2, DE DAVID B.

Um dos fundadores da editora independente francesa, Le Association, David B. traz nesse quadrinho a história de sua relação com o seu irmão, que é Epiléptico. Contada em dois volumes, que saíram no Brasil pela Conrad, David conta a história da doença do irmão desde a infância e a busca dos seus pais por uma cura, até a idade adulta quando todos já se conformaram com a situação e tentam lidar com a situação da melhor maneira que podem.

Leia a resenha completa de Epilépitico, de David B..


Fun Home: Uma Tragicomédia em Família, de Alison Bechdel

Fun Home: Uma Tragicomédia em Família, de Alison Bechdel

FUN HOME/ VOCÊ É MINHA MÃE?, DE ALISON BECHDEL

Alison Bechdel é uma renomada quadrinista lésbica dos Estados Unidos. Em Fun Home ela traça um paralelo da sua vida lidando com os temas homossexuais e com a do pai, que era gay enrustido e veio a revelar para a filha sua verdadeira identidade sexual poucas semanas antes de morrer misteriosamente em um acidente. Alison usa de muitas referências literárias e psicológicas em suas obras, assim como faz em Você é Minha Mãe?, em que escancara sua relação conflituosa com sua mãe.

Aqui, uma resenha de Fun Home.
Aqui, uma resenha de Você é Minha Mãe?


65006_ggMEMÓRIA DE ELEFANTE, DE CAETO

Ser artista em qualquer parte do mundo é complicado. Mas nós sabemos que no Brasil é mais ainda. Caeto, em seu Memória de Elefante, mostra como foi sua carreira como artista em São Paulo, desde as épocas em que passava fome e morava na rua até seu convívio com seus pai, portador do vírus da AIDS. Caeto também mostra o sórdido mundo das artes plástica e como é “vender miçanga na praia”. Um relato tocante principalmente para quem quer ser quadrinista no Brasil.


obvious-memorias-thumb-800x433-153799MEMÓRIAS DE UM ESCLEROSADO, DE RAFAEL CORRÊA

Rafael Corrêa, quadrinista e cartunista gaúcho, sempre foi muito premiado com seus cartuns contundentes em salões internacionais. Entretanto, acabou descobrindo que possuía esclerose múltipla, uma doença degenerativa que debilita o corpo. Em um quadrinho que é publicado online, ele mostra suas memórias em paralelo com a dura realidade de saber que num futuro próximo não poderá mais trazer quadrinhos tão interessantes para todos nós.

Leia uma entrevista com Rafael Corrêa.


A Playboy, Chester Brown

A Playboy, Chester Brown

A PLAYBOY/ PAGANDO POR SEXO, DE CHESTER BROWN

Chester Brown é um carinha revoltado, antissocial e polêmico. Suas duas HQs autobiográficas tratam sobre sexo. Mas não pense que ele fala de sexo de uma maneira fofinha como faz o Craig Thompson. A abordagem de Brown é bastante crua e realista. Nas suas duas HQs ele aborda a sua relação com a  revista Playboy e a masturbação e, na outra, sua relação com as prostitutas e o sexo pago. As HQs são como documentários, mas não deixam de conter os comentários ácidos e desiludidos de Brown. Ou seja, não recomendo para quem acha o amor e sexo algo a ser idealizado.


aidpilulasPÍLULAS AZUIS, DE FREDERIK PEETERS

Mais uma HQ que rompe a fantasia com a dura realidade, Pílulas Azuis conta a história do relacionamento do autor Frederik Peeters com sua atual esposa, que é soropositiva e possui o vírus da AIDS. Além disso, sua esposa também possui um filho, também soropositivo, fruto de um outro relacionamento.Diferente de Brown ou Thompson, a HQ de Peeters consegue ser real e emocionante aos mesmo tempo, sem cair na pieguice ou no cinismo. É muito bonito de ver como um amor, verdadeiro e concreto, é capaz de quebrar barreiras e preconceitos estabelecidos pela sociedade.


Cuba: Minha Revolução, de Inverna Lockpez & Dean Haspiel, com José Villarrubia (Panini Comics/Vertigo, 2014, 144 páginas, tradução de Érico Assis)

Cuba: Minha Revolução, de Inverna Lockpez & Dean Haspiel

CUBA: MINHA REVOLUÇÃO, DE INVERNA LOCKPEZ E DEAN HASPIEL

No ano seguinte à morte de Fidel Castro, é interessante revisitar esse quadrinho que saiu pela Vertigo. Ele conta a história da relação de Inverna Lockpez com Cuba e a revolução comunista que varreu o país. Inverna, que a princípio era uma simpatizante e ativista do movimento pela libertação de Cuba foi reparando aos poucos que a promessa de utopia não se concretizava e ia se transformando em tirania. Inverna acabou tendo que deixar Cuba acusada de traição.

Aqui, uma resenha completa de Cuba: Minha Revolução.


Persépolis, de Marjane Satrapi

Persépolis, de Marjane Satrapi

PERSÉPOLIS, DE MARJANE SATRAPI

Essa talvez seja a HQ autobiográfica que mais se deu bem e, talvez a mais famosa de todas. Digo isso porque esse quadrinho se tornou animação em 2009. Ele conta como Marjane Satrapi, ainda criança, reagiu à Revolução Iraniana, que tornava o Irã um país muçulmano fundamentalista. Também conta como foi a mudança dela para a Europa e sua dura adaptação aos costumes do Ocidente. E então, seu retorno ao Irã, mais uma vez atravessando paradoxos civilizatórios. Uma ótima leitura para se conhecer os costumes orientais.

Neste link, uma resenha completa de Persépolis!


adeustristezaADEUS, TRISTEZA, DE BELLE YANG

Na mesma pegada de Persépolis, Belle Yang, descendente de chineses que vivem nos Estados Unidos, conta a história de sua família na China. Que começou numa linhagem nobre e, com o desenrolar da história chinesa e seus muitos revezes, foi se tornando mais humilde. os desenhos de Yang são ainda mais naives do que os de Marjane, o que pode afastar o leitor numa primeira olhada. Mas eu garanto que isso não vai interferir na sua degustação da história.


0lmcolorBÔNUS TRACK:

É UM PÁSSARO…?, DE STEVEN T. SEAGLE E TEDDY KRISTIANSEN

O roteirista Steven T. Seagle uma vez foi convidado para escrever as histórias do Superman. Mas ele nunca havia gostado das histórias do Homem de Aço e possuía um bloqueio para escrevê-las. Foi assim, que, investigando mais a fundo, Steven descobriu que sentia inveja do Superman por sua invulnerabilidade. Enquanto ele, Steven, precisava lidar com o fato de possuir uma doença debilitante na família, a Coréia de Huntington. É a relação com essa doença e como o Superman faz contraste a ela que é o tema dessa graphic novel

Leia um poeminha retirado de É um Pássaro..?


000autocapasBem, aqui estão alguns quadrinhos autobiográficos para você se entreter. Claro, existem muitos mais, como Cicatrizes, Quando lá tinha o muro, Maus, Essex County, Stuck Rubber Baby, My Friend Dahmer, que não entraram na lista, mas são também boas dicas para ir atrás! Boa leitura, mergulhadores!

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4 comentários

  1. alexxxvader diz

    Senti falta de MAUS, do Art Spiegelman, principalmente pela honestidade com que o autor retrata sua posição frente ao holocausto e ao pai.

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    • Guilherme Smee diz

      Pois é, mas aí eu fiquei na dúvida se MAUS seria autobiográfica ou uma biografia da vida do pai do Art? Por isso não entrou. mas tá citada! Abs!

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