Melhores e Piores Leituras de Fevereiro de 2017

Calor e carnaval pedem a solidão e o frio do espaço sideral. Talvez por isso neste mês de fevereiro eu tenha me concentrado nas leituras de Star Wars. Nunca se viu tanta resenha da turma Jedi quanto neste mês. Mas, claro, não ficou só nisso. Confere aí!

MELHORES

dcdbtmrobBATMAN & ROBIN: REQUIEM, DE PETER J. TOMASI, PATRICK GLEASON E CLIFF RICHARDS

O grande marco deste encadernado é a história silenciosa que abre esta edição e diz respeito ao luto de Batman pela morte de Robin, seu filho, Damian Wayne. É uma história linda, uma virtuose da narrativa em quadrinhos. Não que as demais histórias deste encadernado não tenham o seu valor. Mas quero falar dessa principalmente porque pudemos acompanhar nos extras do encadernado seu processo de feitura. Nele descobrimos como a parceria de Tomasi e Glason acaba destacando os pontos fortes um do outro. O primeiro conduzindo a trama e o segundo aplicando correções necessárias para ressaltar o efeito emotivo de maneira visual. As demais histórias, que também são boas, mostram o reencontro e o reenlaço de Batman com a Batfamília após os eventos de A Morte da Família.


fevquigonSTAR WARS LEGENDS – QUI-GON JINN: O LADO SOMBRIO, DE SCOTT ALLIE E MAHMUD ASRAR

Tenho de confessar, eu sou daqueles. Daqueles que começou a curtir Star Wars com a segunda trilogia e, sim, gosta dela e tudo e tal. Mas tenho de confessar 2, a missão, de que nunca tinha curtido pra valer um quadrinho da série de filmes (a não ser os clássicos por Archie Goodwin e companhia). Essa minissérie com enfoque no Qui-Gon Jinn, entretanto, veio dirimir essa falha. Eu comprei com desconfiança para ela na banca, mas fui atraído pela capa e pelo personagem. Gosto da dinâmica Mestre/Padawan entre Qui-Gon e Ben Kenobi, nesse encadernado ela se repete, mas aqui, Qui-Gon ensina outro pupilo, Xanatos. Quando um assassinato ocorre no planeta natal de Xanatos, Yoda manda os Jedis investigarem. E será um teste para a força dos Jedis. Mas de qual deles? Um quadrinho muito legal e um dos primeiros desenhados pelo agora superastro Mahmud Asrar.


fevvespaVINGADORES: SOB ATAQUE, DE ROGER STERN, JOHN BUSCEMA E TOM PALMER

Uma das maiores e melhores histórias dos Vingadores de todos os tempos e que marcou uma geração. Eu fico me perguntando por que a Panini nunca lançou isso por aqui, nem quando a mania sobre os Vingadores estava em altíssima. Bem, coube à Salvat lançar dentro da Coleção Vermelha sob o título Vespa. Isso faz muito sentido, uma vez que Janet Van Dyne é a heroína que mais brilha nessa saga. Entretanto ela reservou para os fãs reverberações que durariam anos na cronologia da Marvel, reafirmando a importância dessa história.

Para ler mais sobre Vingadores: Sob Ataque, acesse aqui a resenha completa do encadernado.


fevdarthmaulSTAR WARS LEGENDS – DARTH MAUL: SENTENÇA DE MORTE, DE TOM TAYLOR E BRUNO REDONDO

Bem, então depois de eu ter lido e gostado do encadernado do Qui-Gon Jinn eu fui atrás de mais coisas de Star Wars. Mas claro que eu pesquisei antes. Sabia que Tom Taylor, o escritor de Injustiça havia começado com Star Wars, então achei este encadernado em questão escrito por ele e desenhado por seu parceiro em Injustiça, Bruno Redondo. A HQ é muito legal, cheia de ação e reviravoltas como o próprio Injustiça. Nela, Darth Maul e seu irmão Savage Opress insuflam uma rebelião em um planeta dominado por um rico minerador. Lá, os dois irmãos Sith vão enfrentar os Clone Troopers e os Jedis pelo bem do planeta e dos habitantes originais do lugar. Uma saga bem divertida e boa de se ler. Estou pensando em ler mais alguma coisa de Star Wars.


fevastronautaassimetriaASTRONAUTA: ASSIMETRIA, DE DANILO BEYRUTH E CRIS PETER

Eu ousaria dizer que essa é a melhor graphic MSP? Bem, não sei. Mas como o próprio Maurício falou em sua introdução, Danilo e Cris evoluíram muito desde a primeira graphic do Astronauta. Dessa vez a história fica muito melhor. Primeiro porque mostra o lado mais fantástico da Ficção Científica e segundo, porque se apoia muito mais em personagens coadjuvantes do que apenas no Astronauta como nos álbuns anteriores. Tudo isso deixa o enredo mais rico e o roteiro mais intrigante. As páginas também são mais bem desenvolvidas privilegiando as ações. Dessa vez o álbum tem 80 páginas e não as 60 habituais. Além disso, Beyruth deixa algumas pontas soltas que nos deixam com gostinho de quero mais. E sim, eu quero mais mesmo. E talvez por isso eu ousaria dizer que essa é a melhor Graphic MSP que tivemos até então.


fevsupercrooksassaltoSUPERCROOKS, DE MARK MILLAR E LEINIL FRANCIS YU

Cansados de roubar bancos e irem sistematicamente para a cadeia, esse grupo de vilões decide aplicar um golpe diferente e num país diferente. Eu já havia me decepcionado e muito com Nêmesis, talvez o pior trabalho de Mark Millar nesse seu Millarworld e estava com um pé atrás dele voltar a ter vilões como protagonistas. Mas entrei com o pé na jaca. Millar e Yu fazem uma HQ bem competente, cada número dos quatro cumprindo seu papel e indo num crescendo que vai maximizando a trama até seu desfecho. Mas uma coisa que eu ainda não consigo gostar é de palavrões nos quadrinhos. Talvez seja puritanismo da minha parte, mas, diferente do audiovisual, os palavrões não são algo que um personagem deixa escapar, mas algo que está ali, na nossa cara, incomodando o tempo todo. Mas, como disse, isso sou eu. Recomendo a HQ.


fevsurfistaGUERRAS SECRETAS: OS ÚLTIMOS DIAS DO SURFISTA PRATEADO, DE DAN SLOTT E MIKE ALLRED

Essa série poderia se chamar Dawn Greenwood pois está na cara que a adição dessa personagem é que dá o carisma necessário para a série. Por outro lado, o roteiro e a narração inventiva de Dan Slott e Mike Allred também conquistam esse carisma, trazendo histórias bem diferentes das que estamos acostumados com os super-heróis. Talvez, em matéria de roteiro, Surfista Prateado seja o How I Met Your Mother dos super-heróis, em que a fórmula do roteiro não se repete, mas que a fórmula seja essa mesma: não repetir a forma como a história é contada e abusar dos recursos experimentais. Dessa maneira, a história não fica apenas agradável, mas também irônica e engraçada. Para quem ainda não leu essa fase do Surfista, fica a dica.

Clique neste link e saiba porque não gosto do Surfista Prateado.


kidcoverKID ETERNIDADE, DE GRANT MORRISON E DUNCAN FEGREDO

Nesta minissérie lançada pela Vertigo, Grant Morrison teve a missão de revitalizar, ao lado de Duncan Fegredo, um personagem bastante obscuro dos anos 40: o Kid Eternidade. O escocês deu a ele uma roupagem bastante adulta, se tornando um fantasma que visita as pessoas entre a vida e o além-vida e tem a missão de elevar a humanidade ao próximo degrau da evolução. Mas nada é nem como o leitor pensa, nem como o protagonista pensa e nem menos como o próprio Kid Eternidade pensa. Essa é outra daquelas leituras Morrisoneanas que pretende-se uma segunda, uma terceira, uma quarta, infinitas e eternas leituras até depreender um sentido. E esse sentido, cada um guarda o seu.

Você pode ler a resenha completa de Kid Eternidade aqui neste link.


fevcapa


PIORES

fevrazorjackRAZORJACK, DE JOHN HIGGINS

Essa minissérie estava em promoção na Comix. Aì pensei: porque não pegar? Bem, Guiherme tolinho, havia um motivo para não pegá-la. É uma grande bostica. John Higgins é o colorista original de Watchmen e a Piada Mortal e desenhou trabalhos de Jamie Delano, Warren Ellis e Garth Ennis pela Vertigo. Ok, o cara pode ser um ótimo colorista, um ótimo desenhista, mas como roteirista ele não sabe contar uma história. O que entendi de RazorJack: seres de outra dimensão querem invadir o nosso mundo, enquanto uma seita tenta atraí-los e policiais investigam um assassinato. Isso aí, mas tremendamente mal-executado. Lembre-se, lembrem-se, jovens gafanhotos desenhistas que querem roteirizar: a máxima é sempre MENOS É MAIS. ‘Nuff Said.  


fevstarwarsimperioSTAR WARS: IMPÉRIO DO MAL, DE TOM VEITCH E CAM KENNEDY

Bem, se lembra quando eu disse que não curtia quadrinhos de Star Wars? Ok, então, essa minissérie é uma das razões para eu ter essa impressão. São naves, navezinhas, navetas, mais naves e ainda mais naves só pra vender brinquedinhos pros fãs. A história é muito rasa e isso que Tom Veitch fez uma fase bem legal no Homem-Animal. O desenho de Cam Kennedy, que fez vários trabalhos para a 2000 a.D. também não é ruim, mas as cores que ele usa para seus desenhos são monocromáticas demais e acabam estragando a narrativa. Isso sem falar no uso descabido e involuntário de splash pages, que estão lá mais para mostrar a vastidão do espaço de que a serviço da narrativa. Então, eu que tinha me empolgado todo com Star Wars esse mês, com essa mini, me desempolguei e voltei à estaca zero.


Nem tudo são flores nos quadrinhos como no colar de havaiana que você usou para pular o carnaval. Este mês tivemos duas grandes porcarias! Mas, pelo menos eu me livrei do preconceito sobre os quadrinhos de Star Wars! Que a força esteja conosco até o próximo mês! Saudações Jedis!

Anúncios

2 Comments

  1. poxa….sério que vc não gostou de Império do Mal.????????….uma das melhores obras do antigo Universo Expandido de SW……espero q mesmo assim, não deixe de ler outros gibis de SW…..

    Curtir

    1. Não gostei, não, Fabio! Mas tu viu que outras de SW eu gostei. Esse mês eu li as novas Star Wars e Darth Vader da Marvel e achei legais, mas não dignas de nota. Abs!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s