O Dia Em Que o KISS Deu o Sangue Pela Marvel Comics

Era o ano de 1977 e a banda de rock’n’roll (all nite) and party (everyday), KISS, estava no auge de sua carreira. Sabendo que os integrantes da banda se inspiraram em super-heróis para construir seu figurino glam rock, a Marvel Comics entrou em contato com eles para que publicasse uma revista com a banda. E o mais legal: integrada ao Universo Marvel. Assim, saiu o primeiro volume de Marvel Super Special, com 48 páginas estrelando o KISS. Mas essas páginas além de terem os desenhos da banda, também continham o sangue do Demônio, do Gato, do Space Ace e do Starchild misturados na tinta de impressão. Essa HQ foi publicada no Brasil pela Editora NFL Zine. Tive a oportunidade de lê-la e agora conto tudo sobre esse quadrinho macabro para vocês!

Ganhei essa HQ de brinde na compra de duas outras HQs da NFL Zine Editora, que comprei com o editor enquanto esperava um Uber na saída da CCXP 2017. Estava muito curioso com a participação do KISS na Marvel Comics, e acabei lendo ela toda enquanto esperava meu voo sentado na escada do aeroporto de Congonhas.

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O KISS foi e continua sendo uma das bandas de rock mais populares do mundo, movendo multidões com seu som de rock e suas fantasias chocantes, se tornando o epítome do gênero glam rock. Liderada por Gene Simmons, que adotou o codinome de The Demon em sua persona da banda, cuja língua ficou conhecida mundialmente e Paul Stanley (Starchild), em sua formação original também contava com Peter “Curly” Criss, o Catman e Ace Frehley, o Space Ace. Os codinomes e personas dos integrantes da banda têm a ver com suas personalidades. Gene Simmons, que já participou do programa The Apprentice, do atual presidente dos EUA, Donald Trump, cospe fogo e sangue em seus shows de rock. A banda também estrelou um filme chamado KISS Meets The Phantom of The Park, em que encarnam super-heróis.

O sangue do KISS que foi recolhido pelo Doutor Stark Raven, que publicou um artigo na fatídica Marvel Super Special #1. A publicação se dedicou a publicar histórias especiais que, muitas vezes não tinham a ver com a editora, como James Bond, Labirinto, Os Muppets, entre outros filmes de sucesso dos anos 70 e 80, como Star Trek e Star Wars. Foi nela também que surgiram o Senhor das Estrelas e o Mundo Estranho. O KISS apareceu nas edições 1 e 5 desta publicação, entretanto as duas diferem um bocado uma da outra e vamos falar sobre elas agora.

Na primeira edição ficamos sabendo da origem dos poderes dos integrantes do KISS, garotos streetwise que querem defender um bárbaro suburbano de um massacre. Ele os entrega uma caixa, contendo quatro amuletos, que conferem poderes aos integrantes. O Demônio podia cuspir fogo e controlar seus sapatos de serpente. O Space Ace podia se teleportar. O Gato tinha a habilidade e técnicas de luta e agilidade de um felino. E o Starchild controlava a Estrela Negra que lhe conferia poderes diversos de interação com pessoas e objetos. Essa edição tem roteiros de Steve Gerber e desenhos, em cada parte, de Alan Weiss, Sal Buscema e Al Milgrom. Nesta história eles enfrentam o Doutor Destino e Mesfisto, contando com participações especiais do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Vingadores, Doutor Estranho, Demolidor e os Defensores. Ou seja, uma edição totalmente integrada com o restante do Universo Marvel.

Já o quinto número de Marvel Super Special, em que o KISS estrela outra vez a revista, o inimigo é outro. Se trata do feiticeiro Khalis-Wu, o Lorde Negro, senhor da dimensão perdida de KHYSCZ, de onde se origina o poder dos integrantes do KISS. Essa edição, por sua vez, é toda desenhada por John Romita Jr., e os roteiros são do editor Ralph Macchio (não, não é o Karatê Kid). Nesta história, cada um dos integrantes têm um momento de evidência, muito parecido com a minissérie KISS: Psycho Circus dos anos 90, em qua cada edição das quatro partes enfoca um dos integrantes da banda. Os títeres do Lorde Negro lembram muito várias versões de Motoqueiros Fantasmas, e também a banda se depara com um detetive reptiliano esquisito chamado Sauro Holmes. Um pouco bizarro esse tipo de quadrinho conter sangue, uma vez que as historinhas são até infantis em seu conteúdo. A edição brasileira não contém sangue, graças à deusa.

Essas duas HQs são completamente viajantes, mas incrivelmente curiosas de serem lidas, não pelas histórias ou pelos desenhos, cuja colorização foi refeita em Photoshop, mas pela extrema peculiaridade de toda história que as envolvem.Essas edições eram inéditas no Brasil e foram publicada no Brasil em 2012 pela NFL Zine Editora. Só fiquei sabendo da existência dela através do site Guia dos Quadrinhos. Também comprei duas cópias da HQ Beatles Experience, uma para mim e outra pro meu tio, também um fanzaço dos Beatles. A editora também publicou outra mini dos KISS, intitulada Dressed to Kill, e HQs do Iron Maiden (Seventh Son of a Seventh Son)  e dos Ramones (Killogy).  Para quem tiver interesse em adquirir alguma dessas HQs, segue o link para o blog da editora: https://nflzine.wordpress.com

Abraços submersos (toda noite) e beijos molhados (todo dia)!

 

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2 comentários sobre “O Dia Em Que o KISS Deu o Sangue Pela Marvel Comics

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