Os Piores Quadrinhos Que Li em 2017

O ano está se encerrando, então chegou a hora de começar a fazer o nosso compilado de Melhores e Piores Leituras do Ano de 2017. E como, geralmente, as pessoas preferem a má notícia do que a má notícia, trago para vocês a lista dos PIORES quadrinhos que li no trágico ano de 2017. Sigam-me se quiserem vir ver!

mafalda2

 

SUPERMAN/BATMAN DA EAGLEMOSS, DE JEPH LOEB E ED MCGUINESS E OUTROS

Sim, ano passado tivemos o filme esquecível do Superman v Batman e a Eaglemoss achou que ia ser massa encher a coleção deles com TODA a run do Jeph Loeb nesse título. Jeph Loeb? Um dos piores escritores do mundo dos quadrinhos? Sim, ele mesmo, Jeph Loeb Mello! Estou dizendo isso porque só aqui no Brasil teve toda esse profusão de títulos de Jeph Loeb e de Superman/Batman. E o engraçado é que os arcos que vieram depois dos do Loeb, e que a Eaglemoss trouxe, até são engolíveis e alguns chegam a ser bons. Mas os do Loeb… quanta diferença… Então Superman/Batman da Eaglemoss está aqui em primeiríssimo lugar por essa nefasta decisão editorial.

NOVrawhideRAWHIDE KID: THE SENSATIONAL SEVEN, DE RON ZIMMERMAN E HOWARD CHAYKIN

Como vocês viram, eu li o primeiro volume de Rawhide Kid, o Palmada no Couro. Mas só fui lê-lo por causa deste segundo, que comprei durante o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) em um sebo, por ser a única coisa do Howard Cahykin que tinha no evento todo. Levei para Dom Chaykin assinar e eis que ele me larga a frase “This guy is a moron!”, ou seja, “Esse cara é um panaca” se referindo ao escritor da minissérie, Ron Zimmerman, que colaborou com ele. Chaykin é uma figuraça mesmo, daquela bem caricaturais, mas a sua arte para os tempos atuais não tem mais aquele glamour dos anos 80. Isso se deve muito à colorização digital muito cheia de efeitos e estilos. Se ela se mantivesse básica emulando a dos anos 80, valorizaria mais a arte do judeu velhinho. De qualquer forma, a história dessa segunda minissérie de Rawhide é bem boçal mesmo como afirmou o desenhista. Trata-se de Rawhide Kid colhendo amigos justiceiros para dar cabo de um bando fora-da-lei, que são espelhos distorcidos dos heróis. Para o Rawhide Kid mesmo, não existe muito destaque, a não ser que o líder dos malvados é da família de seus inimigos figadais. No final, o cowboy gay enfrenta um homem com a mesma roupa que ele e os dois começam a discutir moda zzzzzz antes que Rawhide mate o adversário. Se da outra minissérie podia se tirar um significado, dessa, nem isso. E aqui estou eu com o autógrafo do Chaykin numa edição merda. Ah, pra completar a revista, que tinha 4 edições minissérie, a Marvel incluiu o primeiro encontro entre Rawhide Kid, Kid Colt e Two-Gun KId. E era Wilson… (não o Wade!)

Para ler uma resenha completa da primeira minissérie do Rawhide Kid (e que eu gostei) clique aqui. 

LUDC_JACK_KIRBY_VOL1_capaSUPER POWERS: VOLUME UM, DE JACK KIRBY, JOEY CAVALIERI E ADRIÁN GONZÁLEZ

O que esperar de um quadrinho baseado em uma linha de brinquedos que foi baseada em um desenho animado? Quase nada. O que esperar do retorno triunfal aos quadrinhos de uma grande figura que teve uma das maiores importâncias para um nicho dessa mídia? Quase tudo. O que você sente quando o nome dessa figura está ali mais para figuração do que qualquer coisa e que outros fizeram o seu trabalho resultando num quadrinho que parece ter saído dos anos 50 e não dos anos 80? Frustração e decepção. A fórmula usada nesse Super Powers é bem característica dos primeiros números da revista da Liga da Justiça em que os super-heróis primeiro lutam sozinhos contra ameaças diversas e, depois, se uniam contra uma ameaça em comum. Enredo pobre, pobrezinho. E resta a pergunta: por que, dentre tantos vilões com mais potencial e mais poderosos da galeria de vilões do Batman, foram escolher logo o Pinguim como um potencial dominador do mundo? Mistéééérioooo…

Leia aqui sobre o desenho que gerou a linha de brinquedos Super Powers, que gerou a história em quadrinhos.

Monstro_Raizes_do_Mal_2MONSTRO DO PÂNTANO: RAÍZES DO MAL – VOLUME 2, DE MARK MILLAR, PHIL HESTER, KIM DEMULDER E TATJANA WOOD

Eu estava bastante esperançoso com essa fase do Monstro do Pântano, começada pelo Morrison e terminada pelo Millar. Mas não, não tá dando. Pra começar, o primeiro capítulo deste segundo encadernado começa com Linda Holland, mulher de Alec, se prostituindo em Amsterdam. Mas não é só isso. Os clientes dela, além de queimarem, cortarem, violentarem e matarem a coitada, ela ainda renasce novamente para ser aproveitada de novo. Santas Mulheres na Geladeira, Batman! Apelação nível mil! E Jesus, por Jesus, quantas vezes Millar põe Jesus na boca dos mais diferenciados personagens como se eles não tivessem nenhuma outra interjeição para falarem. Isso é uma coisa que ele repete ainda nos trabalhos mais atuais dele. A ideia de colocar o Monstro do Pântano para enfrentar diversos panteões elementais é deveras interessante, mas realização da ideia é deveras brochante.

Acesse neste link um guia de leitura da série do Monstro do Pântano por diversos leitores de sua criação até hoje. 

JULsegredosSEGREDOS, DE ROBERT RODI E JOHN HIGGINS
Ué, Panini de onde você tirou esse quadrinho? Ah, Robin, é claro que foi do… cof, cof! Limbo! A Dona Panini sabe que vilões vendem, então ela resolveu trazer à baila essa minissérie de uns quinze anos atrás para vender para nós, incautos leitores. Vou dizer que ao saber da publicação desse material eu fiquei feliz, afinal sempre tive curiosidade sobre essa série Identity Disc, na época ainda tinha visto uma resenha na finada Wizard magazine americana. Mas né, as pessoas que vão com muita sede ao pote se decepcionam afu, como dizemos aqui no Sul. Foi o meu caso. Que minissériezinha mais meia-boca e totalmente caça-níquel. Pelamor. me deu vontade de vender todos esses encadernados que a Panini lançou dos vilões Marvel. Xóin-xóin total!

Conheça a nova coleção de encadernados de luxo da Salvat com histórias apenas de vilões da Marvel.

MPMrobocopexterminadorROBOCOP VERSUS EXTERMINADOR DO FUTURO, DE FRANK MILLER E WALTER SIMONSON

O roteiro deste quadrinho serviria para um segundo filme do Robocop, mas problemas de direitos autorais impediram que ele fosse realizado. O negócio é que ele era escrito por um carinha que estava bombando nos quadrinhos na década de 80: Frank Miller. Entretanto, apesar disso, esse quadrinho não me demoveu muitas emoções. Apesar de que, depois que eu publiquei essa resenha, muita gente veio me dizer que não, eu estava errado, que esse quadrinho era o máximo. Eu acho que é apego às recordações da infância, ao Robocop e ao Exterminador do Futuro. Mesmo os desenhos de Walter Simonson e suas onomatopeias me cansaram imensamente. Sorry aí, pessoal!

Leia aqui uma resenha completa de Robocop versus Exterminador do Futuro.

MPMladydeathLADY DEATH: EDIÇÃO ESPECIAL, DE DAVID QUINN E MIKE DEODATO JR.

Lady Death sempre foi sinônimo de histórias ruins e peitolas gigantes, nada mais. Eu já havia lido esse especial nos anos 90 quando saiu, na onda das bad girls como Witchblade (que, sim, eu gostava, guilty pleasure, sorry), relê-lo foi a confirmação de que o que eu pensava anteriormente estava certo. Afinal, essas coisas mudam. Histórias que eu achava sensacional nos anos 90 hoje acho um saco e histórias que eu achava chatas e feias nos anos 90 hoje eu acho o máximo. Mas Lady Death foi a confirmação do que eu já pensava: desenhos mais ou menos bons com um roteiro com uma pataquada religiosa. Fique longe desse material (a não ser que goste da Morte de peitão).

Leia aqui mais sobre o fan service, o fator que sexualiza personagens homens e mulheres.

SUIpaniniSUICIDAS, DE LEE BERMEJO E MATT HOLLINGSWORTH

Suicidas tem n problemas que me incomodam, mas o maior deles, sem dúvida, é a falta de cuidado editorial. Que falta a Karen Berger faz nesse momento. Se os editores tivessem ajudado Lee Bermejo a construir seus personagens e seu universo, talvez e somente talvez, Suicidas não fosse esse desperdício de papel de quadrinhos que é. Afinal, não adianta termos gladiadores num futuro numa cidade cerceada, se nada disso serve para a história. Se o personagem tosse, ele tem que morrer no fim. Se o autor foca numa espingarda, ela deve disparar em algum momento. Mas Bermejo nos traz um quadrinho tão raso e fraquinho, que eu chego à conclusão de que ele serve mesmo é pra fazer capas bonitas e só. Uma grande lástima.

Leia uma resenha completa de Suicidas, de Lee Bermejo.

fevrazorjackRAZORJACK, DE JOHN HIGGINS

Essa minissérie estava em promoção na Comix. Aì pensei: porque não pegar? Bem, Guiherme tolinho, havia um motivo para não pegá-la. É uma grande bostica. John Higgins é o colorista original de Watchmen e a Piada Mortal e desenhou trabalhos de Jamie Delano, Warren Ellis e Garth Ennis pela Vertigo. Ok, o cara pode ser um ótimo colorista, um ótimo desenhista, mas como roteirista ele não sabe contar uma história. O que entendi de RazorJack: seres de outra dimensão querem invadir o nosso mundo, enquanto uma seita tenta atraí-los e policiais investigam um assassinato. Isso aí, mas tremendamente mal-executado. Lembre-se, lembrem-se, jovens gafanhotos desenhistas que querem roteirizar: a máxima é sempre MENOS É MAIS. ‘Nuff Said.

fevstarwarsimperioSTAR WARS: IMPÉRIO DO MAL, DE TOM VEITCH E CAM KENNEDY

Bem, se lembra quando eu disse que não curtia quadrinhos de Star Wars? Ok, então, essa minissérie é uma das razões para eu ter essa impressão. São naves, navezinhas, navetas, mais naves e ainda mais naves só pra vender brinquedinhos pros fãs. A história é muito rasa e isso que Tom Veitch fez uma fase bem legal no Homem-Animal. O desenho de Cam Kennedy, que fez vários trabalhos para a 2000 a.D. também não é ruim, mas as cores que ele usa para seus desenhos são monocromáticas demais e acabam estragando a narrativa. Isso sem falar no uso descabido e involuntário de splash pages, que estão lá mais para mostrar a vastidão do espaço de que a serviço da narrativa. Então, eu que tinha me empolgado todo com Star Wars esse mês, com essa mini, me desempolguei e voltei à estaca zero.

E então, mergulhadores profundos, que acharam das minhas desescolhas para esse ano? E vocês, qual foi a coisa mais horrenda de horrível que já leram esse ano e te deu até hemorróidas? Não deixe de comentar! =)

Anúncios

2 Comments

    1. Bem, essa eu não li, porque não sou fã do Batman. Mas só ver aquela capa do Bruce montado num dragão com a cara do Coringa, já me fez dar muita risada daquela ridiculeza. Pobre, Goku! =) Abraços!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s