Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li Em 2017

É mergulhadores, agora chegou a vez da editora das lendas, a DC Comics de mostrar o que teve de valor em 2017. Vale mencionar que esse foi o ano em que a iniciativa Renascimento começou aqui no Brasil e boa parte dos nossos melhores fazem parte dela. Então apertem os cintos, ponham seus snorkels e vamos mergulhar!

dcgraphic50_flash_oretornodebarryallenFLASH: O RETORNO DE BARRY ALLEN, DE MARK WAID, GREG LAROCQUE E OUTROS ARTISTAS

Para começar, essa história foi considerada pela Wizard, a melhor história do Flash de todos os tempos. Uma porque envolve os dois principais Flashes, Barry Allen e Wally West (meu favorito), outra porque envolve o Professor Zoom, inimigo figadal dos Flashes, e por fim, porque faz parte do run de Mark Waid, que celebrizou a frase que iniciava as histórias de Wally: “Meu nome é Wally West. Eu sou o Flash, o homem mais rápidos de mundo”. Essa história em questão é muito boa por causa dos argumentos de Waid, já os desenhos de Laroque deixam a desejar. A dupla consegue fazer um equilíbrio legal de cenas mais introspectivas, em que os personagens são desenvolvidos, com cenas rápidas de ação, em que os personagens se revelam. O retorno de Barry Allen possui tantas reviravoltas e é uma história tão empolgante e cativante que fica fácil de saber porque foi escolhida como a melhor do Flash. Portanto, é uma leitura obrigatória pra todo e qualquer fão do(s) homem(s) mais rápido(s) do mundo(s).

platicmanHOMEM-BORRACHA: UMA CAÇADA MUITO LOUCA, DE KYLE BAKER

Comecei a ler essa HQ porque quando ela saiu lá em 2004, e lá se vão uns 13 anos, ela foi incrivelmente bem avaliada pela crítica, embora o título tenha sido cancelado 20ba edições depois. Esse encadernado da Salvat traz as seis primeiras histórias de Eel O’Brian, o Homem-Borracha, pelas mãos do cartunista e animador multipremiado Kyle Barker. Já no começo da leitura percebi algumas semelhanças com os desenhos dos Looney Tunes, com muita física e reações de desenhos animados, mas mais um pouquinho mais sério e realista. mas bem pouquinho. O traço de Barker permite essa dupla natureza. O enredo da história envolve a descoberta pelo FBI de que o Homem-Borracha também é o criminoso Eel O’Brian e também o assassinato de Bolão, o parceiro do herói. O FBI pensa que Eel é o culpado e sai em sua caça que o leva de volta ao monastério de monges superpoderosos, aos quais Barker faz uma releitura da primeira aparição do Borrachento. Uma HQ divertida e bonita e o único defeito é que quando você percebe, acabou. CHUIF, CHUIF!!!

CAPUZ_VERMELHO_FORAGIDOS_VOL1_capaCAPUZ VERMELHO E OS FORAGIDOS: VOLUME UM (RENASCIMENTO DC), DE SCOTT LOBDELL E DEXTER SOY

Quando o Claiton do Blogbuster me disse que tinha curtido muito o número do renascimento dessa série, eu fiquei meio desconfiado. Afinal, nos Novos 52, Lobdell tinha afundado tanto o Superman e os Novos Titãs e se mantinha no título do Capuz Vermelho, que era outra bomba. Já Dexter Soy tinha feito os primeiros números da nova Capitã Marvel, e eu achava a arte dele bem feia. Mas o Claiton tinha razão. Capuz Vermelho e os Foragidos Renascimento DC era legal, recontando de forma consistente a origem e desenvolvimento do personagem Jason Todd nos UDC. Então peguei esse encadernado da Panini para saber como são as relações dele com a amazona Ártemis e o bizarro, hã… Bizarro. E sabe o quê? Fiquei com vontade de ler mais sobre os personagens quando acabei de ler. O texto de Lobdell está mais instigante e arte de Soy está muitissimo melhor que em Capitã Marvel. Isso é uma prova de que devemos dar mais chances aos trabalhos novos de quadrinistas, mesmo aqueles que você não tem mais esperança que saia algum coelho dessa toca. Agora preciso saber mais sobre as origens de Ártemis e as capacidades do Bizarro, coisas que serão reveladas no segundo e terceiro arco, respectivamente. Se essa HQ tem algo de muito bom é que ela realmente te fisga!

NOVduascaras

BATMAN & ROBIN: DUAS-CARAS, DE PETER J. TOMASI, GUILLELM MARCH, PATRICK GLEASON E DOUG MAHNKE

Neste encadernado, damos continuidade à saga de Batman e Robin, por Tomasi e Gleason, dessa vez sem Robin, morto por sua mãe, Thalia Al Ghul. Aqui ficamos sabendo da nova origem do Duas-Caras para o Universo DC Novos 52. Aqui, diferente do cânone estabelecido anteriormente, o inimigo figadal de Harvey Dent não é a Família Falcone, os mafiosos italianos, mas as gêmeas McKilley, criminosas irlandesas, que foram as responsáveis por transformar Harvey no bipolar obcecado que é. Neste arco passado e presente se intercalam, numa busca de vingança e justiça, como um triller policial bem-executado que daria um bom episódio de Law and Order, se não fosse pelo Batman e sua motoquinha ronronante. Uma boa pedida, mas que deu uma baita saudade do Damian, ah isso deu!

HALbatmanbeyondBATMAN DO FUTURO: VOLUME UM, DE DAN JURGENS, BERNARD CHANG E MARCELO MAIOLO

Olha, eu nunca fui muito fã do Batman do Futuro (aliás, de nenhum tipo de Batman), nem cheguei a assistir o desenho dele na TV. Eu achava a ideia de lutar contra uma gangue de coringas muito besta (Frank Miller mandou um alô!) para alguém que vive no futuro. Bem, comecei a acompanhar a série nos Novos 52 e achei bastante interessante, porque o protagonista era o Tim Drake e não o Terry McGuinness, como no desenho. Mas com o fim da revista dos Novos 52, Terry reassume o manto de Batman do Futuro. Já no Renascimento DC, o trio de artífices continua no novo título, dessa vez com Terry retornando dos mortos e voltando a atuar como Batman, só que agora ele tem que lidar com um bully do seu colégio que quer ressuscitar o Coringa. Mas tem algo muito estranho nessa história, e esse Coringa pode não ser quem todos pensam. Numa história cheia de reviravoltas mucho lokas, uma narrativa gráfica e de cores bem desenvolvida, a equipe criativa conseguiu me conquistar outra vez e me deixar satisfeito por ter comprado esse volume.

HALasanoturnaASA NOTURNA: VOLUME UM, DE TIM SEELEY E JAVIER FERNÁNDEZ

A versão Renascimento do Asa Noturna veio com a premissa, do que aconteceu depois das sagas Guerra dos Robins e Batman & Robin: Eternos. Essa premissa era a de colocar Dick Grayson como agente duplo na Corte das Corujas. Neste volume, Dick precisa lidar com o misterioso Raptor, um mercenário que, ele vai descobrir, tem muito a ver com seu passado no Circo Haley. As histórias são bastante divertidas e empolgantes e Tim Seeley consegue imprimir o mesmo tom que ele e Tom King estabeleceram na revista Grayson, quando Dick era um espião à serviço da Espiral. Infelizmente o fator beefcake se perde com a troca do desenhista de MIkel Janín por Javier Fernández. O desenho de Fernández, apesar da narrativa correta, é bastante inconsistente em termos de estilo, parecendo que o problema é a rotação de finalistas. Mas está creditado a ele a arte-final também, então o problema é mesmo do desenho. Veremos o que o futuro reserva para o Asa Noturna ao decorrer do Renascimento DC.

NSMNOVO SUPER-MAN: VOLUME UM, DE GENE LUEN YANG E VICTOR BOGDANOVIC

Esse quadrinho deve ter pegado muita gente de surpresa, porque muitos não esperavam nada do Super-Man chinês e acabaram encontrando uma história bem construída e divertida. Mas para aqueles que tiveram a oportunidade de ler O Chinês Americano, de Gene Luen Yang, sabiam que, quando o assunto é mesclar as culturas americanas e chinesas não iriam sair arrependidos da leitura. Yang cria toda uma nova mitologia ao redor da versão chinesa do Homem de Aço, além de personagens de apoio cativantes e que possuem um passado sombrio. Reviravoltas aos montes e uma leitura que te prende do começo ao final.

Leia uma resenha completa dessa edição aqui.

SETwilsonEXTERMINADOR: VOLUME UM, DE CHRISTOPHER PRIEST, CARLO PAGULAYAN E JOE BENNETT

Olha, vou te falar, nunca fui muito fã das histórias do Exterminador. E, quando vieram os novos 52 e ele ficou sob os cuidados de Rob Liefeld a coisa descambou pra valer. Quando deram a oportunidade de um escritor de qualidade como Christopher Priest pegar as histórias de Slade Wilson, as coisas mudaram. Não por acaso a revista ganhou muitos prêmios, inclusive muitos Eisners. A escrita de Priest é envolvente, intrigante, instigante, misteriosa. Nos faz embrenhar nas soluções de Wilson como se ele fosse um MacGyver dos anos 2010, tirando estratégias descabidas do nada e, o pior, é que elas dão certo de uma maneira bem sombria. Para completar a arte de Pagulayan e Bennett está melhor do que nunca fazendo jus às situações inesperadas em que o personagem se encontra. Recomendadíssimo!

SETbatgirlBATGIRL: ANO UM, DE CHUCK DIXON, SCOTT BEATTY, MARCOS MARTIN E ALVARO LOPEZ

Se você acha que Jeph Loeb e Tim Sale fizeram um ótimo trabalho recontando a origem de Batman em O Longo Dia das Bruxas, pense de novo e leia o Ano Um da Batgirl. Isso sim é reescrever uma ótima história e de um ponto de vista feminino e não feminista. E isso que Chuck Dixon é um escritor conhecido por ser um cara muito conservador sob muitos aspectos. Isso quer dizer que é possível ser conservador e ao mesmo tempo respeitar as mulheres. Os autores dão uma nova dimensão para os vilões de batgiquinta categoria como Mariposa e Vagalume, trazendo um aventura que você não quer mais desgrudar da leitura, de tão bem engendrada que foi. Além disso, o desenhos de Martin e Lopez dão aquele ar retrô para a narrativa que ajuda a embarcar numa atmosfera toda própria. Se você é fã da Batgirl, não deve perder esse quadrinho!

SETwonderMULHER-MARAVILHA: OS OLHOS DA GÓRGONA, DE GREG RUCKA, DREW JOHNSON, RAY SNYDER, JAMES RAIZ E SEAN PHILLIPS

Infelizmente eu só li o primeiro e o último arco da fase Rucka na Mulher-Maravilha. O motivo é que saía naquela revista de mix intragável que era Superman/Batman. Além das histórias de Jeph Loeb tinham o Arqueiro do Judd Winnick, um ponto muito baixo na carreira de Oliver Queen. Curiosamente a Eaglemoss brasileira recheou a sua coleção da DC com 500 mil histórias de Superman/Batman. Sorte que no meio dos porcos há pérolas como esse volume da Diana. A maneira como Rucka trabalha a representação da mitologia é única, mas também é única a maneira como ele trata a humanidade desses seres mitológicos. Neste arco, a figura central é Medusa, a mulher de cabelos de serpente que pode petrificar com um olhar. Uma história cativante, cheia de lições sobre humanidade e poder, cujo único ponto fraco são os desenhos.

SEToriginsBATMAN: ORIGENS SECRETAS, DE VÁRIOS AUTORES

Eu simplesmente adorei essa iniciativa quando a DC começou a lançar uma coletânea mensal de três histórias elucidando a origem de vários personagens dos Novos 52. Embora algumas edições #0 dos Novos 52 deram conta disso, nem todos os personagens foram recompensados com uma origem, como no caso dos Robins. Essa edição encadernada das origens secretas dos personagens do universo da Morcega foi bastante necessária e ajuda a compreender como os personagens migraram do pré-Flashpoint para sua situação atual. Apesar de poucas já terem sido publicadas, a maioria são histórias inéditas. O que leva a uma outra questão: algumas das histórias de revista Secret Origins ainda não foram publicadas pela Panini. Bem que poderia sair um segundo encadernado pra dar conta disso, né? #fikadika

 

JULsina

BATMAN: SINA MACABRA, DE MIKE MIGNOLA E TROY NIXEY

Se você gosta de Hellboy, esse quadrinho é pra você. É escrito por Mike Mignola e desenhado pelo incrível Troy Nixey. Claro, é muito melhor do Hellboy, afinal nunca gostei muito das histórias do demonhão vermeio. pra vocês terem uma ideia ele começa na Antártida em 1930, onde uma expedição náutica de Bruce Wayne descobre uma criatura tentaculosa congelada numa caverna. A visão dessa criatura vai levar Bruce a ter pesadelos recorrentes que vão revelar o pacto macabro que seu pai e outros figurões fizeram pelo bem e ascensão de Gotham City. Uma orientação sem igual no tempo e espaço fazem de Sina Macabra um dos melhores quadrinhos da linha Túnel do Tempo da DC Comics, onde os heróis são colocados em cenários e mundos à parte. Leiam, por favor!

JULquedaBATMAN: A QUEDA DO MORCEGO, DE CHUCK DIXON, DOUG MOENCH E VÁRIOS ARTISTAS

Depois de MUITO ouvir falar, depois de MUITOS amigos elogiaram essa fase e afirmarem que começaram a gostar do Batman através dessa saga, finalmente botei as mãos e olhos no encadernado da Queda do Morcego. Um encadernado raríssimo que a Panini poderia relançar e dessa vez direito, indo até o final da saga. Aí ao ler eu entendo porque eles curtiram essa saga e esse Batman: aqui é mostrado um herói fragilizado e imparável, bem diferente do Batman que estou acostumado a ver, todo-poderoso e foderoso. Além disso, o encanto das séries do Batman, sua galeria de vilões, desfila de maneira elogiosa, cansando a morcega até ela ficar toda arrebentada e escangalhada. E então no fim, Bane dá o golpe de misericórdia quebrando a coluna de Bruce Wayne. O que poderia ser mais legal do que ver o Batman rastejando aos pés dos seus inimigos? Hihihi!

NINmythosBATMAN: NOVE VIDAS, DE DEAN MOTTER, MICHAEL LARK E MATT HOLLINGSWORTH

Quem matou Selina Kyle? Nos pergunta a HQ que se passa nos anos 50/60 e tem um estilo noir todo próprio. Temos nove suspeitos, cada uma deles representando as nove vidas dessa cafetina dona do Kit Kat’s Club. Uma história contada em formato widescreen que foi uma das pioneiras no estilo Noir que caracterizou boa parte do final dos anos 2000 nos quadrinhos de super-heróis, com a arte prodigiosa de Michael Lark, que depois veio a escrever Gotham Central e Demolidor.

Para ler a resenha completa que fiz desse quadrinho, você pode acessar neste link.

graysonGRAYSON: JORNADA AO FIM DA ESCURIDÃO, DE TOM KING, TIM SEELEY, JACKSON LANZING E COLLIN KELLY, MIKEL JANIN, CARMINE DI GIANDOMENICO E ROGÊ ANTÔNIO

Depois de ter sua identidade secreta revelada para o mundo, o super-herói Asa Noturna acabou se tornando o Agente 37 da Espiral, uma agência de espionagem de âmbito mundial. Assim, suas revistas passaram a se chamar Grayson e a lidar com temas mais parecidos com 007. Claro, toda a história de espião tem aquele sex appeal e Grayson não é diferente. Além de ser muito assediado pelas mulheres Dick Grayson também é assediado por homens, claro. O subtexto homoerótico fica evidente nessas edições enquanto ele pseudo flerta com heróis como Bandoleiro, Meia-Noite e o Agente Tigre. A qualidade da edição se divide entre os roteiros da primeira parte que são divertidos e instigantes com os da segunda, que são imbricados e rocambolescos tentando imitar Grant Morrison. Vale uma menção de destaque para a arte de Mikel Janín e seus homens perfeitos que são um deleite para os olhos.

É, mergulhadores! Diferente dos demais posts de Melhores do Ano que saíram com por volta de 10 escolhas, o da DC Comics saiu com 15 escolhas! Isso significa que foi um bom ano para a editora das lendas no Brasil, capitaneada pelo Renascimento e, claro, as caríssimas edições da Eaglemoss! E vocês, o que acham de tudo isso? Não deixem de comentar!

 

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2 comentários sobre “Os Melhores Quadrinhos da DC Comics Que Li Em 2017

  1. Gostei muito da sua lista da Vertigo e Marvel. Mas essa da DC você colocou os piores que li em 2017. Novo Superman, Batman do Futuro e esse Duas Caras, por exemplo, achei horríveis. Mas gosto é gosto. Seu blog é ótimo.

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