A Superwoman de Phil Jimenez: Empolgação e Dores de Cabeça

Eu havia feito um post no blog dizendo que havia adorado as primeiras edições de Superwoman, e que era uma carta de amor aos anos 50, mais precisamente às histórias de Lois Lane. Pois bem, lendo esse encadernado percebi que não. O título é uma homenagem às BOAS histórias do Superman e à sua mitologia, que não vinha sendo bem utilizada desde os Novos 52. Com personagens antigos sendo bem reaproveitados, mostrando que as histórias dos Novos 52 só não eram boas por algum erro de percurso ou de orientação. Li todo o encadernado que a Panini lançou e esse post vai dizer mais coisas pra vocês! Sigam-me os super-homens e as super-mulheres!

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Diversidade também é com a DC Comics! Mas na surdina! Don’t ask, don’t tell!

Eu venho desconfiando há tempos que a DC está produzindo muitas histórias boas da diversidade, mas diferente da Marvel, ela não as classifica assim, fica na surdina e consegue se dar melhor. Nos últimos dias li Aves de Rapina, Batgirl, Supergirl, Superwoman e a nova Liga da Justiça da América. Todos esses encadernados tratam de diversidade. mas não tem nenhum rançoso detratando a DC Comics, nem seus títulos e criadores por causa disso. Todos esses encadernados contam histórias boas, retratam bem os personagens e, com exceção de Superwoman, não foram cancelados ainda.

Para ler minha resenha das primeiras edições de Superwoman na gringa clique aqui.

Em Superwoman, Phil Jimenez explora bem esse artifício, conseguindo costurar bem o novo com o antigo. Por algumas vezes também me peguei lembrando das BOAS histórias do X-Men, por causa do discurso e pode-se ver que Jimenez é um grande fã de Chris Claremont. Temos uma clara inspiração do universo do Superman dos anos 90, com John Henry Irons, o Aço e sua sobrinha Natasha como os principais coadjuvantes. Nesse universo, Aço é namorado de Lana Lang, uma das Superwomen. Temos também Bibbo Bibbowski e seu bar, um personagem que eu não via desde antes dos Novos 52.

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Você Lena cama ou você Lena poltrona?

Jimenez explica a nova história de origem para Lex Luthor e sua irmã, Lena, como uma espécie de homenagem (mais uma vez) à Biografia Não Autorizada de Lex Luthor e também à série de TV Smallville. Como eu sou um fã do universo do Super, não tinha como não gostar desse encadernado. Já o negócio de ter duas Superwomen, uma vestindo azul e outra vermelho, lembram a divisão do Super em Azul e Vermelho na época dos poderes elétricos dos anos 90. E, por acaso, os poderes de Lana Lang envolvem mexer com o eletromagnetismo terrestre e converter ele em energia.

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O Superman do GreNal! Sensacional!

Teve também um easter egg, em que Jimenez cita um ator pornô gay no início da segunda edição, mas que só os “entendidos” entenderão. Phil Jimenez é um dos poucos gays assumidos dentro da indústria machista dos quadrinhos. Para os não entendidos, basta dizer que o tal do astro pornõ gay se chama Bravo Delta e ele fazia muito sucesso nos tubes de streaming como amador, antes de se tornar profissional do sexo. Seu nick nos tubes era @braviodelta40. Jimenez usa esse nome para denominar uma manobra militar na primeira página de segunda edição. A fotinha do garotão está aí para quem gosta ficar feliz e procurar mais e, para quem, não gosta, que chupe o dedo e fica como curiosidade.

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Parece uma pornô?

Dentro da seara da diversidade, não temos apenas um romance interracial entre a protagonista do título e o Aço. Mas também temos personagens lésbicas. Não apenas duas, mas cinco, a princípio. Natasha Irons, Leticia, Traci 13, a comissária Maggie Sawyer e a agente Gibson. Ele também inclui uma chefe de conteúdo do jornal Estrela Diária, que é muçulmana e hacker, chamada Nadine. Isso sem falar, que é uma revista praticamente protagonizada por mulheres, mesmo as vilãs, que são Lena Luthor e as cópias Bizarro da Ultrawoman, do Sindikato do Crime.

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Parece!

Mas preciso dizer que uma coisa me incomodou nesse encadernado e me deu até dor de cabeça depois de ler. E isso foi o ritmo e o layout poluído que Jimenez faz. Além disso ele é muito verborrágico. Ou seja, uma edição poderiam ser três, mas estão lá hipercondensadas, o olho não descansa um minuto de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo agora. Quando a desenhista italiana Emanuela Lupacchino pega duas edições para desenhar, parece que temos um pouco de descanso na leitura, mas os quadros por página ainda são demais. Enquanto a maioria dos quadrinhos tem, em média 6 quadros por página, os de Jimenez costumam ter 12, ou seja, o dobro do comum. É uma marca do Jimenez, eu sei, mas que me incomodou, me incomodou.

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E esse sapatinho, Lois? 

Uma pena Superwoman ter sido cancelada lá fora, porque é um título muito especial e histórias empolgantes com personagens cativantes para se ler. Espero que continuem usando a personagens nas história dentro do Universo do Superman e que a Panini Comics publique os três encadernados desse título. Faltam dois, vamos lá!

 

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