As 20 Onomatopéias Mais Famosas dos Quadrinhos (e Mais)

Onomatopéias! Quando falamos delas, todo mundo logo passa a imaginar quadrinhos. De certa forma elas são sinônimos deles. Mas claro, além das onomatopéias genéricas, existem aquelas que são características de um personagem ou de uma situação. Elas estão presentes por tudo, seja nos quadrinhos, mas também nas artes plásticas, no cinema, na televisão e na publicidade. Fizemos aqui uma lista decrescente, das menos famosas para as mais famosas.

roywaam

ROY LICHTENSTEIN (CRACK! WHAAM!)

O artista da pop art que se apropriou dos quadrinhos para produzir sua arte e teve muitas críticas no meio das artes plásticas e dos quadrinhos teve pelo menos dois quadros famosos que traziam onomatopéias. Eles eram CRACK! e WHAAM!, os dois retirados de quadrinhos de guerra.

Leia mais sobre a relação entre Roy Lichtenstein e os quadrinhos neste link.


PUBLICIDADE (Kolynos, AH! e Monstrinhos CRECK!)

A publicidade sempre se apropriou da linguagem dos quadrinhos para fazer seus anúncios, com as onomatopéias não podia ser diferente. Dois produtos brasileiros que não existem mais usaram e abusaram das onomatopéias. O creme dental Kolynos, que hoje se chama Sorriso, usava a expressão “Kolynos, Ah!”, para mostrar que a pasta de dentes, que continha eucalipto e mentol, era refrescante. Já os biscoitos da São Luiz Nestlé, dos Monstrinhos Creck, trazia três sabores – chocolate, morango e baunilha – todos “mordidos” por um monstrinho alienígena diferente e eram o terror da garotada. Deste que vos escreve também.


ONOpingpingPING! PING! PING!

Agora já na seara dos quadrinhos, que introduziu essa onomatopéia foi ninguém menos que Jack Kirby, em suas HQs do Quarto Mundo para a DC Comics. Esse é o barulho que uma caixa materna – um aparelho criado pelo Novos Deuses, que contém conhecimento e pode transportar as pessoas de um planeta ou de uma realidade para outra – faz.


ONOboom

BOOM!

Quando acionada para teleporte, a caixa materna cria os tubos de explosão, que transportam os indivíduos para lá e pra cá. Se antes dos Novos 52, essa onomatopéia estava mais associada aos Novos Deuses, Metron e Darkseid, hoje em dia é com Cyborg que ela está atrelada, uma vez que seu corpo é formado pela tecnologia das caixas maternas do Quarto Mundo.


DIVsnapSNAP!

Talvez uma das onomatopéias mais infames dos quadrinhos, SNAP! faz parte da história A Noite em Que Gwen Stacy Morreu. Ela serviu para indicar que não foi a queda da ponte provocada pelo Duende Verde que matou Gwen, mas o ato do Homem-Aranha lançar uma teia para segurá-la. Esse ato, no impacto da estética fez com que o pescoço de Gwen Stacy fosse quebrado. Tornando, assim, Peter Parker o assassino de sua namorada e não Norman Osborn.

Para saber mais sobre o imbróglio sobre a decisão de matar Gwen Stacy, leia esse post.


ONOcyclopsZARK!

Zark é o barulho produzido quando o Ciclope, dos X-Men, libera seu visor de quartzo-rubi – o único material no mundo que retém suas rajadas – para disparar contra seus inimigos. O poder de Ciclope não tem controle e, assim como seu irmão Destrutor, precisa usar um aparato para que eles não se descontrole. Foi o Professor Xavier que desenvolveu o primeiro visor de Ciclope, que possui um botão ao lado, próximo das orelhas, para liberar a carga de suas energias.


ONOzapZAP!

Zap! Comix era o nome do primeiríssimo quadrinho underground americano de todos os tempos. Ele era feito por Robert Crumb e era vendido nas ruas de São Francisco e carregado em um carrinho de bebê por Robert e sua esposa, Aline Kominsky-Crumb, a Bunch, que também fazia comix undergrounds. A capa da primeira edição mostra um homem nu, com uma tomada plugada no ânus levando um eletrochoque e se mostrando feliz com isso.

Leia mais sobre o ano de 1972, o despertar do quadrinho autobiográfico underground.


ONOfradimTOP! TOP! TOP!

Top! Top! Top! é um expressão mineira, mas que ficou popularizada Brasil afora com o personagem Fradim, do cartunista Henfil. Esse seria o barulho que se escutaria ao bater a mão aberta contra o punho fechado, querendo demonstrar que a pessoa “se fudeu” ou que “tomou no cu”. Essa era uma forma de Henfil mostrar que o povo brasileiro estava sempre levando Top! Top! Top!. A expressão também se tornou popular com a música Sabotagem (Top Top), de Os Mutantes e que foi regravada por Cássia Eller nos anos 2000.


ONOdoom

DOOM! DOOM! DOOM!

Essa onomatopéia está associada a Thor, mais especificamente na fase de Walter Simonson no deus do trovão. Ele vinha mostrando ao longo de várias edições essa onomatopéia como passos vindos ao longe. Era o demônio Surtur de Muspelheim que vinha do seu reino de fogo e seus sono eterno para destruir os nove mundos de Yggdrasil. Inevitavelmente houve um confronto de Surtur com Thor, que deixou o deus do trovão alquebrado, tendo de usar uma armadura para consertar seus ossos.

 


ONOktang

K-TANG!

Esse é o barulho e a onomatopéias que fazem os negabraceletes do Capitão Marvel quando ele trocava de lugar com Rick Jones. Os dois não podiam viver no mesmo espaço, por isso, enquanto um estava na Zona Negativa, o outro estava no Planeta Terra. Para trocarem de lugar, utilizavam os negabraceletes e se comunicavam entre realidades através da Consciência Cósmica, o que fazia a parecer uma “cabeça voadora” de um ou de outro na hora da conversa.


ONObwahahaBWA HA HA HA HA!

Não sei se posso dizer que Bwahahaha! seja exatamente uma onomatopéia, mas é, com certeza, uma incorporação gráfica de um som muito conhecido pelos fãs de quadrinhos. Ela é a risada conjunta de dois heróis da Liga da Justiça Internacional, a conhecida Liga Cômica, de J. M. DeMatteis, Keith Giffen e Kevin Maguire. Esses heróis são os desastrados e apatetados Besouro Azul e Gladiador Dourado, dois heróis bem típicos dos anos 80 e que, atualmente estão um pouco fora da ordem da DC Comics, aparecendo aqui e ali.


ONOclicCLIC!

Clic! é uma série de quadrinhos eróticos de autoria do italiano Milo Manara. Talvez seja a mais famosa série de quadrinhos eróticos de todos os tempos. A história acompanha Claudia Cristiani, a mulher de um homem imensamente rico, que é sequestrada por um cientista maluco. Esse cientista implanta um chip em seu cérebro que é acompanhado a um dispositivo que, quando ativado – e daí o CLIC! – torna Claudia sexualmente insaciável. Em 2001 se tornou uma série de TV americana chamada “The Click”.

Leia aqui um post sobre autores de quadrinhos eróticos que você precisa conhecer.


ONOquackQUACK!

Quack é a expressão característica dos patos, mas quando uma cidade inteira, chamada Patópolis tem muitos deles, o som passa a se tornar uma instituição, no mínimo, municipal. E, claro de personagens como Pato Donald e Tio Patinhas. Embora o som do animal pato no Brasil seja Quá-quá!, o QUACK! americano ficou internacionalmente conhecido. Como curiosidade, pegue uma turnê mundial pelos barulhos de pato: rap rap (Dinamarca); mak-mak (Albânia); prääk prääk (Estônia); coin coin (França); háp háp (Hungria); bra bra (Islândia); qua qua (Itália); e muito mais.


CABRUUUM!!!/KA-BOOM!/CA-BLAM!/KRAK-A-BOOM!

Se os leitores brasileiros estão acostumados a ver o som CABRUUUM!!! nas histórias do Cascão, enquanto o trovão prenuncia a chuva da qual ele vai fugir, os leitores estadunidenses associam esse som e onomatopéia com o outrora Capitão Marvel, o SHAZAM! Quando cai o raio, depois de o garoto Billy Batson gritar o acrônimo SHAZAM, ele se torna o super-herói Capitão Marvel, ao mesmo tempo que a repetição do acrônimo o transforma novamente em Billy Batson.


ONOchompCHOMP!

E falando em Turma da Mônica, outra onomatopéia característica dos personagem de Mauricio de Sousa é o CHOMP! Mais precisamente da personagem Magali, outra menina insaciável, mas no caso dela, é por comida, ok?! Conforme o tamanho da fome de Magali, mais rápido e maior é o CHOMP!, ele também varia de acordo com o tamanho do alimento que ela ingere. Geralmente tanto a Magali como o Chomp estão associados com uma melancia, que ela joga para cima e engole numa só mordida.


ONOtwipTWIP!

Embora não muito popular desde o começo, o TWIP! está associado ao lançamento de Teias pelo Homem-Aranha. Esse som e essa onomatopéia vem sendo mais usados a partir da popularização dos filmes do Homem-Aranha a partir dos anos 2000 e do seu desenho animado dos anos 90, em que se tornou óbvio que ao lançar suas teias, um som deveria ser emitido.


ONObamfBAMF!

Bamf não só é o barulho e a onomatopéia que Noturno, dos X-Men faz quando se teleporta deixando um rastro de enxofre, como também batizou uma série de criaturinhas extradimensionais que são Noturnos nus em miniatura. Quem criou o primeiro Bamf foi Dave Cockrum, na primeira minissérie solo de Noturno. Mais tarde, ele se tornaria um bichinho de pelúcia de Illyana Rasputin. Então, o escritor Jason Aaron iria povoar a Mansão Xavier da Escola Jean Grey, em Wolverine e os X-Men com uma infestação de bamfs, enquanto Noturno se encontrava morto. Depois do retorno do herói, sobrou apenas um bamf, o Pickles, que acompanhava os Novíssimos X-Men.


ONObriga

POU! SOC! TUM! POF!

Quando alguém chama a Mônica de “baixinha, gorducha e dentuça”, todo mundo sabe como acaba. Ela gira seu coelhinho, o dispara na direção de um menino danado e se ouve, como onomatopéia, dentro de uma explosão de poeira: “POU! SOC! TUM! POF!”, expressões abrasileiradas de sons de briga. Mas, claro, mais do que associados à Mônica, esse barulho está associado ao coelho Sansão, por isso são os barulhos que as famosas “coelhadas” fazem.

Leia aqui um post sobre a importância e significado das onomatopéias.


ONOefects

BIFF! BAM! POW!

Os anos 60 foram uma década em que os quadrinhos viram florescer sua popularidade. Não era apenas por causa da Marvel ou da Pop Art, mas muito por causa do seriado conhecido hoje como Batman ‘66, que isso aconteceu. Para o bem e para o mal. Foi nele que as onomatopéias eram vistas na TV. BIFF! BAM! POW! eram os sons que viam e se ouviam enquanto Batman e Robin trocam sopapos com vilões ao som de “nananana Batman”, uma música inspirada na canção Taxman, dos Beatles.

Saiba aqui porque o seriado dos anos 60 do Batman aumentou a fama de Batman e Robin serem um casal gay.


ONOsniktSNIKT!

Por fim, o barulho mais característico dos quadrinhos. Me desculpem as outras onomatopéias – adoro, não tenho nada contra, tenho até amigos que são – mas se tem uma onomatopéia que é hors concours é SNIKT!, o barulho que as garras do Wolverine fazem quando são lançada e que equivalem também a muita violência, sanguinolência e matança. O que a maioria das pessoas não conhece é o barulho que as garras do Wolvie fazem quando se retraem, que é SNAKT!. Ahá, não contavam com minha astúcia!


E então, caros mergulhadores, que acharam desse apanhado imenso de cultura inútil? Divertido não? Várias curiosidades! E você, lembra de mais alguma onomatopéia ou sons famosos dos quadrinhos? Não deixe de comentar nos contando! Abraços submersos!

 

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