Um Passeio Pela Exposição “Quadrinhos”, do MIS

Até o dia 31 de março de 2019 fica em exposição a mostra Quadrinhos, no Museu da Imagem e do Som, o MIS, localizado no Jardim Europa, em São Paulo. A exposição foi liderada e organizada por Ivan Freitas da Costa, um dos sócios da Comic Con Experience. Aproveitando que já estaria em São Paulo para a CCXP 2018, resolvi dar um pulo na exposição Quadrinhos, no único dia em que eu poderia vistá-la durante minha estadia. Tirei mais de 200 fotos lá, mas separei algumas muitas para vocês . Neste post contarei um pouco do meu passeio na exposição, com o intuito de também instigá-los a visitar esta incrível, sensacional, magnânima mostra!

Logo na chegada ao museu, somos recepcionados por um enorme painel contendo os principais personagens das histórias em quadrinhos. Esse painel também é a fachada do MIS. Ao percorrer sua lateral também podemos ver alguns grafittis com personagens das histórias em quadrinhos nas paredes.

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PRÉ-HISTÓRIA, TIRAS, CARICATURAS E CARTUNS

Entrando na recepção, chegamos na parte chamada de “Caverna”, onde personagens pré-históricos como Horácio, Piteco, Brucutu, Mighthor e Os Flintstones nos recepcionam para apresentar as origens das histórias em quadrinhos através das pinturas rupestres e daquilo que chama-se de proto-quadrinhos. Em seguida, passamos por um breve vislumbre das tiras em quadrinhos, das origens das caricaturas e dos cartuns.

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QUADRINHOS EUROPEUS

A exposição dedicada aos quadrinhos europeus começa com os primórdios dessa arte na Inglaterra, com a revista Punch (que depois viria a inspirar Neil Gaiman com Mr. Punch), e vários personagens europeus em “tamanho real”, onde no verso dos móbiles poderia ser ler uma minibiografia dos personagens e de seus criadores. Asterix e Obelix, Barbarella, Mumin, Torpedo, Blacksad, V de Vingança, Tex, Miracleman, Tintim, Smurfs, Marsupilami, Corto Maltese, Ranxerox, são alguns deles.

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MANGÁS

Na seção dedicada ao mangás, adentramos o espaço através de uma cortininha com as publicações penduradas. Lá dento, além da clássica moto de Kaneda, de Akira, temos totens com os principais mangás do Japão, desde Lobo Solitário até 20th Century Boys. O interessante é que a história destes totens começa apenas nos anos 70. Para os mangás anteriores a isso, temos um diorama com guarda-chuvas rotatórios mostrando um pouco da obra do “deus do mangá”, Osamu Tesuka.

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QUADRINHOS ERÓTICOS

Em sombra de dúvidas, a parte mais divertida e genial da exposição. Sabe por quê? Porque a instalação dela foi feita nos banheiros do museu. Assim, ao entrar, nos deparamos com frases de banheiros ditas por personagens de HQs. Há uma parede toda dedicada à Rê Bordosa, por motivos óbvios. As pias e os espelhos, recheados quadrinhos eróticos. Os Catecismos e as Tijuana Bibles também estão presentes e você pode inclusive lê-los. As cabines de vasos sanitários, são instalações à parte, dedicadas a Manara e Guido Crepax. Mas também há o peep show da Grafipar, onde, ao se olhar pelos “olhos mágicos”, se enxerga as artes eróticas dos mestres brasileiros desta produção.

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TURMA DA MÔNICA

A parte da Turma da Mônica foi a que menos me chamou a atenção. Parte, por conhecer bastante da história e ser bem próxima a mim e parte por ser aquela coisa pasteurizada que costumam ser os produtos da MSP.

ZIRALDO

Uma das salas era dedicada a Ziraldo ALves Pinto, o criador do Pererê, da Supermãe e do Menino Maluquinho. Havia um holograma com o criador dese hando ao melhor estilo Princesa Leia para Ben Kenobi. Sobre a mesa de desenho dele, animações mostrando partes dos seus quadrinhos. Uma coisa chata era o vídeo dele na parede, que durava aproximadamente um minuto, em que Ziraldo repete a palavra “gibi” umas 30 vezes. Imagino o sofrimento dos monitores da sala!

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QUADRINHOS NO BRASIL

Esta é a parte histórica dos quadrinhos Brasileiros que vai desde a escadaria dedicada a Angelo Agostini, passando pelas publicações do Suplemento Juvenil, do Gibi, mostrando muitas diversidade na produção nacional durante as décadas e bem como o fenômenos das adaptações literárias para quadrinhos.

LOS TRES AMIGOS

Angeli, Laerte e Glauco estão no centro da exposição dos quadrinhos brasileiros, cada um com uma versão cartunesca de si e páginas suas desfilando pelos painéis atrás deles. A foto do Glauco não ficou boa, mas no lugar dela, temos uma imagem que mostra o topo desta parte da exposição, onde quadrinistas brasileiros indicam leituras para os transeuntes. Na foto, no caso, estão Ivan Reis e Marcatti.

QUADRINHOS BRASILEIROS

O grande círculo que continha a parte dedicada aos quadrinhos brasileiros também trazia simulações de bancas de revistas que traziam as publicações brasileiras de Humor Gráfico, o Troféu HQ MIX, com TODOS seus troféus até hoje. E uma outra banca com os destaques da produção atual dos quadrinhos.

QUADRINHOS LATINOS

A única seção que deixa um pouco a desejar é a dos quadrinhos latino-americanos, com apenas duas paredes que os separam dos norte-americanos e dos brasileiros. Um das paredes dá um painel geral da situação latina dos quadrinhos e outro é todo dedicado à graciosa Mafalda, de Quino.

MARVEL COMICS

Se comparado com a vistosa batcaverna da DC Comics, o setor da Marvel também deixa um pouco a desejar. A parte histórica da Marvel também não está tão fartamente documentada com exemplares antigos e dioramas como no caso da DC Comics. Mas é lindo de se ver.

DC COMICS

A segunda parte mais sensacional da mostra, a parte dedicada à DC Comics é uma simulação da Batcaverna, com direito aos arquivos do Batman, a um uniforme do Robin, o menino-prodígio, a moeda gigante do Duas-Caras, o telefone vermelho da série do Homem-Morcego de 66 assinado por Burt Ward e Adam West, muita memorabilia do Batman, como uma tira em tamanho real  feita por “Bob Kane”. Estatuetas e páginas de produção e originais também estão presentes na ala da DC Comics. Uma estatua em tamanho real do Aquaman também adorna o lugar.

WILL EISNER

O grande mestre dos quadrinhos estadunidenses também tem uma ala dedicada a si, com uma reprodução de seu estúdio de quadrinhos e uma homenagem ao seu personagem mais conhecido e idolatrado o The Spirit.

WALT DISNEY

Disney não era tão conhecido pelos quadrinhos, mas pelas animações. Mais que qualquer lugar no mundo, contudo, seus quadrinhos foram muito populares no Brasil, esta seção, então é dedicada à ele. Com mais das incríveis impressões 3D de Mickey e Donald, foi a primeira vez que vi e toquei algo do tipo. também uma cartilha de civismo do Zé Carioca, distribuída pelo Lyons Club, faz a seção ficar incrivelmente peculiar.

QUADRINHOS NORTE-AMERICANOS

A parte mais miscelanosa da exposição, junta diversos tipos de quadrinhos, desde Popeye a Príncipe Valente, de Steve Canyon a Vertigo, de Zap Comix a Image Comics, do Jornalismo em Quadrinhos à revista Heavy Metal. SIM! E havia até uma cópia do livro original Sedução dos Inocentes do famigerado psiquiatra Fredric Wertham!!!

Ir na exposição Quadrinhos, do MIS, foi uma experiência única e peculiar para mim, apaixonado por essa linda nona arte desde antes de saber ler. Só não verteu uma lagriminha porque faltou a trilha sonora, heheh. Fiquei muito feliz também, como estudioso dos quadrinhos em poder ver, mesmo que não tocar, exemplares raríssimos, saber seu tamanho real, sua espessura, bem como os originais das tiras, que são MUITO maiores do que se imagina.  Porque uma coisa é ver as capas na internet e outra é vê-las ao vivo. Isso tudo é muito legal.

Dá pra ver e sentir (porque eu toquei nas impressões 3D, tá?!) o cuidado que os organizadores tiveram tanto nas informações como em dispor cada seção de modo atrativo para os visitantes. O genial banheirão, a divertida batcaverna, os quadrinhos americanos “tipo exportação” em caixas antigonas. Enfim, tudo é muito mágico e especial para quem tem uma mínima ligação com os quadrinhos. E, para esses, não tem como não sair satisfeito do Museu da Imagem e do Som.

Os ingressos estão disponíveis pelo site Ingresso Rápido e pelo site do MIS. A inteira é R$30 e a meia-entrada é R$ 15.

ATÉ MAIS!

 

 

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