Os Piores Quadrinhos Que Li em 2018

Muito mais que a lista, ou as listas, dos melhores quadrinhos que tivemos no ano que passou, a lista mais aguardada e mais acessada é sempre a dos piores quadrinhos lidos no ano anterior. Bem, meus amigos mergulhadores, essa espera acabou. Está na hora de revelar as piores experiências de leitura que eu tive em 2018 e vocês entenderão a razão delas terem sido tão horríveis nas minirresenhas que as acompanham. Por isso, pegue o saquinho de vômito que está localizado na poltrona na frente de você e nos acompanhe por um tour no nosso Túnel do Terror de 2018!

downloadCOMO FALAR COM GAROTAS EM FESTAS, DE NEIL GAIMAN, FÁBIO MOON E GABRIEL BÁ

Obviamente eu já havia lido o conto original de Neil Gaiman, do livro Coisas Frágeis, do qual essa HQ se originou. Por isso, diferente da adaptação de romances ou das short stories americanas, a adaptação de um conto para quadrinhos é uma coisa bastante complexa e deve ser feita com cuidado. Explico. O principal elemento de um conto bem feito é o subtexto. É a tal teoria do Iceberg, onde 10% fica exposto e 90% submerso. Ou seja, o conto deve muito mais sugerir do que explicar. Por isso, adaptar algo assim para quadrinhos, em que as imagens são um elemento principal, pelo menos metade do que estava submerso do iceberg vai “por água abaixo”. Claro que os quadrinhos podem usar também o jogo do subtexto e revelar e esconder ao seu belprazer. Mas não da maneira que foi feita por Bá e Moon, que conseguiram perder a atmosfera e o clima da prosa de Neil Gaiman, além de estragar o conto, pois a revelação final é dá o estalo mental, e nossa mente se abre para as possibilidades do conto. Além disso, a caracterização dos personagens é esquisita. Eles dizem ter 15 anos, mas parecem adultos. Dizem estar nos anos 70, mas parecem estar na contemporaneidade. A arte é linda, sem dúvida, as cores são belíssimas, mas a atmosfera do conto foi toda para o ralo. Não existe mistério ali, não existe dúvida, desconfiança, nada. Está tudo às claras. Existiriam “n” maneiras de ter tornado essa adaptação de um conto mais interessante sem mostrar as garotas, por exemplo. Mas os gêmeos brasileiros foram pelo lado mais fácil da adaptação e, assim o conto e o quadrinho perderam sua magia original. Um conto que eu tinha achado genial quando li a primeira vez, o melhor de Coisas Frágeis, agora estou achando fraco e bobo. Será que era mesmo? Fui eu quem mudou ou foi essa adaptação que estragou minhas lembranças? Pois é, terei de reler o conto…

NOVsupermanSUPERMAN: PELO AMANHÃ, DE BRIAN AZZARELLO, JIM LEE E SCOTT WILLIAMS

Caramba! Que quadrinho ruim! RUIM! RUIM! E o pior: em doze partes igualmente ruins. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas o roteiro de Brian Azzarello consegue ser pior do que o do Jeph Loeb. Explico. nos anos 2000, quando Jim Lee passou a trabalhar para a DC Comics, chamaram ele para desenhar o Batman. Jeph Loeb ficou responsável pelos roteiros. Como as vendas foram grandes, resolveram colocar o senhor Lee para desenhar Superman também. E chamaram Azzarello para escrever. Caramba! O roteiro é pura embromação! Metade da população da Terra “sumiu”, um padre com câncer quer que o Superman o cure e um monstro estilo predador quer matar o Superman para “evitar guerras”. Poderia ser um plot bom? Poderia ser um plot bom. Mas não é. É terrível! E nem os desenhos incríveis de Jim Lee, que eu curto bagarai salvam esse encadernado em 12 fucking partes e mais de 300 páginas de quadrinhos. Sério, DC Comics?! Ainda bem que o Azzarello conseguiu sua redenção com os super-heróis construindo aquela “Maravilha” que é a Diana dos Novos 52, porque vamos combinar, ele não manda nada bem com supers. Esse é apenas um exemplinho…

AGOzumbis

ZUMBIS VS. ROBÔS, DE CHRIS RYALL E ASHLEY WOOD

Se eu pudesse resumir esse quadrinho em uma palavra, ela seria: esquisitaaaaaaçooo! Mas, como sou legal com vocês, vou falar um pouco mais. Sabe aquela obra que tem uma premissa foda, mas que quando vão realizar ela, ao invés de torná-la ainda mais foda, fodem tudo. Pois é, é o caso deste quadrinho. Disseram ser um quadrinho descompromissado, mas quando um autor produz e um leitor compra, se estabelece aí um compromisso. Ou seja, para poder compra mais, o leitor precisa gostar do que lê. Em Zumbis vs. Robôs (que parece que algum idiota resolveu tornar um filme), a arte não combina com o roteiro. A arte é super séria, emulando um Dave McKean e o roteiro é todo… humm… toscão. As situações são clichês totais. Bem que meu sentido de furada me alertou quando viu nas bancas uma HQ capa dura (que devia ser restolho de saldão) por 19,90. Eu su um cara que aprecia indiadas, mas, olha, esse é de chorar no cantinho. Não serve nem pra limpar a bunda porque tem um verniz texturizado na capa e pode dar hemorróidas em quem usar ele. Eu não entendo como, com tanto material bom saindo no mercado nacional e fora do Brasil, a Mythos Editora me consegue colocar umas porcarias dessas como isso e os quadrinhos da Dynamite pra vender. Desculpa, mas chega a ser revoltante colocar uma coisa dessas e ainda de capa dura pra vender. Meus sinceros pêsames para quem gastou o preço original de 69,90 nessa porcaria. Que. Morte. Horrível.

AGOcoringa

LENDAS DO UNIVERSO DC: CORINGA, DE DENNIS O’NEIL, ELLIOT S! MAGGIN, VINCE COLETTA, DICK GIORDANO, IRV NOVICK, ERNIE CHEN, MARTIN PASKO

Este encadernado traz histórias da revista de curta duração do Coringa que, durante os anos 70, teve apenas nove edições. A maioria delas com roteiro de Denny O’Neil e de Elliot S! Maggin e a maioria com arte de Irv Novick. Mas isso, contudo não poderia dar a esse encadernado o nome deste artista, como atesta a capa, pois outros desenhistas importante como José Luiz García Lopez, Ernie Chen e Vince Coletta também emprestam suas artes como artistas principais de suas histórias. As histórias, no caso, são bem típicas dos anos 70, historinhas bobinhas e água com açúcar onde vilões se encontram, seja com heróis ou outros vilões e resolvem o problema. O enredo que se destaca é o do encontro do Coringa com Sherlock Holmes, que na verdade não é o grande detetive, mas um ator que pensa ser ele. A história, então, corre em volta da mitologia e dos títulos dos livros mais famosos do “maior detetive do mundo”, uma marca de O’Neil que também fez com que o personagem de Conan Doyle se encontrasse com o Batman em outra ocasião. Então, me parece que a existência desse encadernado serve mais para saciar os coringamaníacos, que possuem um amor insano por uma dos maiores vilões das HQs e fazer vendas para a Panini, do que pela qualidade das histórias em si.

AGOespinho

ESPINHO RUBRO: O BEIJO DE GLASGOW, DE DAVID BAILLIE E MEGHAN HETRICK

Nossa, gente, que quadrinho ruim, mais sem eira nem beira. Uma das piores leituras (e gastos) que fiz esse ano em quadrinhos. Estava achando que ia ser legal porque tem gente pelada, mas né, desde quando gente pelada foi sinônimo de histórias boas? (o pornô que o diga). Somos levados pela história de Isla, uma menina ruiva que se muda para Glasgow e que pode tornar seus desenhos em realidade, se encontrar com Espinho, uma semi-divindade celta que quer dominar o mundo. Se fosse isso, daria um bom enredo para uma história infanto-juvenil, baseada nas lendas celtas. Mas parece que partes da história deixaram de ser contadas. Fazer isso numa revista seriada é abusar da paciência do leitor. Ao mesmo tempo que, ao chegar na última revista desse encadernado (que terá mais um encadernado para completar a história), tudo que o leitor conhecia sobre a personagem e a história se revela uma mentira. Então, é abusar duplamente da paciência do leitor. Assim, eu me pergunto: com tanta série melhor da Vertigo para trazer ao Brasil, porque a Panini Comics Brasil tinha de trazer essas história tão horrível? Mistééério!

OUTblood

BLOODSHOT RENASCIDO: COLORADO, DE JEFF LEMIRE, MICO SUAYAN, RAÚL ALLÉN E DAVID BARON

Bloodshot é o Justiceiro do Universo Valiant. A editora Valiant foi fundada no final da década de 80, pelo ex-editor chefe da Marvel, Jim Shooter. Na década de 2010 passou por um reformulação em que reapresentou seus personagens aos leitores. Em 2016 foi comprada por uma multinacional chinesa que alçou a Valiant para os cinemas, prometendo um filme de Bloodshot estrelado por Vin Diesel. Mas quando eu falo que o Bloodshot é o Justiceiro da Valiant, não falo somente nas suas características de personagem, falo também nos inúmeros volumes de sua revista e inúmeras versões que o personagem já teve (mesmo nesse curto tempo de 10 anos). Este, Renascido, é seu último volume até então e lida com Bloodshot em busca dos nanitas (aqui grafados como nanites) que o tornavam mais que um homem, uma máquina de matar. Então, Bloodshot vira mesmo um Justiceiro. Uma máquina de matar sem poderes de regeneração e agilidades avançados. Só que ao invés da caveira na blusa é um círculo vermelho sangrante. Ele começa a delirar no melhor estilo HAPPY!, de Grant Morrison, quando imagina seu parceirinho, o Bloodmirim e sua amada morta, Kay, a mesma mulher que retirou seu instinto assassino e seus poderes. O roteiro de Jeff Lemire não convence muito, é mais uma história sem graça do Justiceiro genérico, com várias ‘homenagens” a outras coisas já feitas com ou sem o Justiceiro. A arte de Mico Suayan é cheia de detalhes e isso pode ser bom para uma história ou duas, ou em uma capa, mas fica cansativo num encaderndo quase inteiro. Boa mesmo é a arte digital de Raúl Allén, na última história, quando a coisa começa realmente a ficar interessante e, então… acaba! PUF! Gosto muito da Valiant Comics, mas Bloodshot sempre foi a parte que eu menos gostei desse universo exatamente por sua semelhança com o Justiceiro e também ao Wolverine: duas máquinas burras de matar. Mas tem quem curta matança, não é mesmo. Pelo menos metade da população brasileira que vota em Bolsonaro. Só não gosta de matança quando é na sua casa, assim como todo amante do grim’n’gritty dos quadrinhos.

OUTbane

BANE: A CONQUISTA, DE CHUCK DIXON, GRAHAN NOLAN E GREGORY WRIGHT

Todos os filmes do Batman até aqui venderam o fato de Bane ser um cara que é um brutamontes burro e que nem tem condições de falar direito. Mas nos quadrinhos, onde ele surgiu isso é diferente. Quando apareceu pela primeira vez, ele foi um dos poucos inimigos do Morcego a descobrir a identidade secreta do herói. Com isso, penetrou na Mansão Wayne e acabou quebrando a coluna do Batman. Bane é tão inteligente quanto o Batman, como esse volume comprova, mas sua sede de violência o torna suscetível à Bruce Wayne. Ele nasceu e foi criado em Santa Prisca, uma ilha comunista na América Central, da qual vocês já imaginam à qual país a DC Comics fez alusão. Seus poderes são ampliados pela droga Veneno que, não, não foi criada nem pela Hera Venenosa e nem pela família Al Ghul. Mesmo com um background tão legal e pouco explorado depois de sua aparição no filme de Christopher Nolan, essa HQ de Chuck Dixon e Grahan Nolan decepciona o leitor atual. Mas irá encontrar eco nas histórias que o leitor antigo gostava quando Dixon escrevia o Robin Tim Drake metido em grandes conspirações internacionais. Como não sou um fã do Batman, mas um pouco do seu universo, achei esse quadrinho bastante cansativo, que não consegue sustentar e segurar o leitor que desiste fácil de uma leitura. Por sorte (ou azar) não sou desses.

JULvampi

VAMPIRELLA: GRANDES MESTRES – VOLUME 2, DE WARREN ELLIS, MARK MILLAR, JOHN SMITH, AMANDA CONNER, JIMMY PALMIOTTI, MIKE MAYHEW E MARK BEACHUM

Claro, não dá pra se esperar grandes coisas de histórias da Vampirella. Um personagem que é símbolo das “bad girls” e das “comic babes”, que sempre foram mais sinônimo de autoagrado do que de boas histórias. No meu caso é mais um guilty pleasure. Eu sei que a história não vai ser lá grandes coisas, mas a curiosidade é maior. Nesse encadernado temos Vampirella escrita por dois “Grandes Mestres”. Warren Ellis ao lado de Amanda Conner e Jimmy Palmiotti – num estilo irreconhecível – dá uma nova origem para a vampira dos anos 70, mesclando suas duas anteriores. Assim, além de alienígena, ela também é filha de Lilith e daí seu poder de sedução (o que explica o maiô-peça-única-estilo-Borat que ela usa). Depois, temos as histórias de Millar, com a arte realista de Mike Mayhew, em que Vampirella conhece uma cidade interiorana toda feita de vampiros (mas não são todas?). A cada roteirista que passa, a qualidade de histórias vai decaíndo, até culminar no terror (no sentido da qualidade do roteiro e não no teor ou gênero da história) que é a parte escrita por John Smith, mas que dá continuidade à bela arte de Mayhew. Chega a dar vergonha da trama. E assim, encerrei a leitura desse guity pleasure, que como vocês puderam ver, talvez carregue mais guilty do que pleasure.

MPJsuperman

SUPERMAN: DECLARAÇÃO (SUPERMAN #15), DE PATRICK GLEASON, PETER J. TOMASI E SCOTT GODLEWSKI

Bem, a gente elogia quando tem que elogia e a gente achincalha quando tem que achincalhar. Dessa vez, é o último caso. As duas edições que compõem a revista Superman #15, publicadas lá nos EUA em Superman #27 e 28, são uma homenagem ao 4 de julho, o dia da Independência dos Estados Undos. Lois, Clark e Jonathan resolvem tirar férias e andar de trailer pelos EUA em função do feriado. Nisso ocorre um desfile de discursos ufanistas e informações históricas aleatórias. O gibi parece ter sido uma encomenda do governo americano para que o país fosse mega autoelogiado pelos americanos, coisa que eles fazem de monte, mas não quer dizer que façam bem. Chegou a bater aquele sentimento hediondo de vergonha alheia. Veja bem, nada contra gibis educativos, desde que a intenção deles seja a da educação e não da propaganda deslavada de um país disfarçada de um gibi inofensivo de super-heróis. Se é para ser um gibi educativo do Superman sobre a história dos EUA, que se venda como isso. Contudo, hipocrisia nas formas como os Estados Unidos vende os seus valores existe desde o começo do Superman, com seu lema “verdade, justiça e MODO DE VIDA AMERICANO”. Só que hoje fica difícil de disfarçar. Shame on you, Gleason e Tomasi. Eu curtia vocês…

MPJlegado

O LEGADO DE JÚPITER: VOLUME DOIS, DE MARK MILLAR E FRANK QUITELY

Quando eu fiz a resenhinha do primeiro volume desta série, eu considerei ela como o melhor quadrinho que Mark Millar já tinha feito. O óbvio a se esperar, nesse segundo volume, era que ele repetisse o feito. O primeiro volume incluía discussões familiares, daddies issues, conceitos não usados em histórias de super-heróis, redenção de vilões, e um plano megalomaníaco para dominar o mundo. Neste segundo volume, tudo se resume ao último item: ações megalomaníaca de duas facções de ex-heróis e ex-vilões pelo futuro da Terra e pelo destino dos seus. Embora tenha conceitos interessantes, como os poderes de Repro e da heroína alugada pelos árabes, eles não são suficientes para mostrarem a mesma maturidade e reflexão que o primeiro volume trazia. Embora os desenhos e narrativa sempre competentes de Frank Quitely dão o estilo legal para a história – fora os personagens sempre de pés descalços, de chinelos e sandálias, ugh! – a narrativa de Millar despenca para as cenas chocantes e polêmicas que ele adora fazer. Então, se tivemos um progresso com o volume um de O Legado de Júpiter, tivemos um belo regresso com o segundo volume. Uma pena mesmo.


Amigos mergulhadores, preciso avisar que em 2018 tiveram muito mais leituras horríveis do que nos anos que passaram. Claro, eu tenho lido bem mais, então o volume de coisas ruins também aumenta, né? Mas eu concentrei aqui neste post as dez piores e você pode colocar elas na ordem que quiser. Com certeza tiveram outras leituras ruins dignas de nota ao longo do ano de 2018 e elas foram registradas nos seus respectivos meses. Só não foram tão ruins ou tão decepcionantes (isso também impacta na escolha) das que estão listadas aqui. Abraços submersos!

 

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4 comentários sobre “Os Piores Quadrinhos Que Li em 2018

  1. Confesso que essa do Superman eu não esperava. Quero dizer, parecia ser uma idéia tão boa, virou nada menos que um Marketing político…
    Ai, ai… saudade dos anos 90… pelo menos matavam meu herói com pretextos heróicos.
    Mas valeu aí, Smee. Mais um post de utilidade pública! Abraço!

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    1. Ahahaha! Bom comoplicado, né, Bier, ainda mais quando se tem um cara como Donald Trump no poder nos Estados Unidos. Porém, o pretexto dos anos 90 foi vender revista, não heroísmo, não se deixe enganar. =D Abraços! =)

      Curtido por 1 pessoa

  2. O volume 2 dá uma continuidade tão fluente do primeiro que não consigo nem estabelecer essa divisão entre 1 e 2 do legado de Júpiter que não seja uma divisão física. Por isso não concordo com essa avaliação, até porque o estilo frenético dos desdobramentos da trama (o que eu mais adoro no Millar) se mantém da mesma maneira. Sobre as reflexões acho que bate muito com as referências que cada um pega.
    Abraço.

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    1. Bom, Nelson, avaliações são sempre subjetivas. Por isso eu já saiu dizendo que são os piores que EU li. É algo bem pessoal toas essas listas de melhores e piores, mas o público gosta, né? Abraços! =)

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