Mês: agosto 2019

Melhores e Piores Leituras de Agosto de 2019

Temos quase quarenta, isso mesmo 40, mini resenhas fresquinhas e frescalhonas para você ler agora aqui no Splash Pages. Dizem que agosto é o mês do desgosto e isso pode até lá ser verdade, já que quase dez dessas leituras estão entre as piores do mês. Algumas ficaram num ponto limbo intermediário e foram parar nas melhores porque né, o copo tá quase sempre meio cheio. E tá quase sempre meio cheio porque se não tiver, como levar a vida com ele meio vazio? Não dá, né? Então encham o seu copo de cerveja, hidromel, Pepsi ou guaraná, suco de laranja, leitinho com nescau de bolinha ou o que você quiser e venha acompanhar essas nossas resenhazinhas!

Chegou o “Universo Compacto”: Assinatura Mensal de Quadrinhos Brasileiros

Quadrinhos brasileiros não são tão fáceis assim de se achar em bancas e livrarias, principalmente aqueles que estão distantes dos grandes centros e das distribuidoras. Materiais independentes, muito comentados e diferentes, também são difíceis de chegarem aos leitores comuns. A não ser em grandes eventos de quadrinhos, como FIQ e CCXP a oportunidade de se comprar esse tipo de material praticamente não existe. A assinatura mensal “Universo Compacto” chegou para sanar essa lacuna entre nós, leitores. Confira a seguir o funcionamento deste sistema!

Quem é Sina (Destiny) e Qual Sua Importância para o Futuro dos X-Men?

Recentemente, nas minisséries House of X e Powers of X, escritas por Jonathan Hickman, a mutante Sina, também conhecida em inglês como Destiny, teve um papel importante ao convencer Moira MacTaggert a assumir um papel que fizesse a diferença perante a raça mutante. Mas quem é Sina e o que ela tem a ver com o futuro dos X-Men? Qual o seu papel no painel geral das equipes mutantes, uma vez que ela influenciou o destino dos X-Men ao se tornar uma longeva amante da mutante Mística, que pode alterar sua forma? Vamos falar um pouco mais sobre Sina e seu envolvimento com Mística, a Irmandade de Mutantes e os X-Men.

Campanhas no Catarse Para Fazer Você e os Quadrinistas Felizes!

É inegável que o site de crowdfunding, ou seja, de financiamento coletivo Catarse se tornou uma das principais formas de se viabilizar quadrinhos no Brasil. Em um país cujo investimento em cultura e educação (e aqui se encontram nossos amados quadrinhos) são cada vez menores, os quadrinistas precisam “se virar nos 30” para encontrar alternativas para viabilizar suas histórias. Uma dela é o financiamento coletivo, que não é um incentivo nem público (que existem poucos), nem de empresas (que não existe nenhum, a não ser pela lei Rouanet (ou Adnet, como uns insistem em chamar)). Esse incentivo é dos apaixonados pela nona arte dos quadrinhos, leitores como você, que podem fazer com que essa arte continuem sendo admirada por gerações futuras. Resolvi, então, trazer alguns quadrinhos que estão na plataforma e são de amigos que estão sempre juntos comigo na luta por mais arte e HQs no Brasil! Vamos lá, afinados leitores!

Supergirl: 60 Anos da Super Prima de Aço

Em janeiro deste ano, a Supergirl completou sessenta anos desde sua aparição, em 1959, vinda do espaço para se encontrar com seu primo Kal-El, o Superman. A Supermôça, como foi batizada no Brasil, em sua primeira aparição aqui, vive uma das melhores fases de sua carreira graças à série de televisão homônima no canal Warner, vivida por Melissa Benoist. Esta série é, de longe a melhor e mais completa retratação de Kara Zor-El para outras mídias. Para celebrar este momento histórico da moça de aço, a prima mais super do mundo, vamos citar alguns momentos e versões da Supergirl nesses seus sessenta anos de existência.

Os Tipos de Conflito Que Encontramos nos Quadrinhos

Quando falamos em conflito nos quadrinhos não queremos dizer apenas confrontos violentos e físicos, que são encontrados mais facilmente nos quadrinhos de super-heróis. Quando falamos em conflito queremos falar sobre os embates que o personagem principal de uma história em quadrinhos precisa enfrentar para atingir seu objetivo, ou então, para levar a sua vida com tranquilidade, retornando ao ponto de descanso do início da história. Assim, resolvemos trazer para vocês algumas das várias formas que o conflito pode assumir nas histórias em quadrinhos e alguns exemplos das mesmas. Sigam-me os brigões!

Onde Estão “Os Contos do Cargueiro Negro” em O Relógio do Juízo Final

Com a chegada da terceira edição de O Relógio do Juízo Final nas bancas pela Panini Comics, acabamos nos perguntando onde um elemento importante de Watchmen acabou ficando. São Os Contos do Cargueiro Negro, uma parte metalinguística da saga de Alan Moore e Dave Gibbons em Watchmen que até ganhou uma nova versão em Antes de Watchmen. Mas, onde eles foram parar nessa nova homenagem à Watchmen por Geoff John e Dave Gibbons? Será que existe ligar para eles na narrativa? Será que eles foram substituídos por algo semelhante com o mesmo recurso narrativo? É o que vamos discutir neste post.

Editoras que Publicaram “Archie” no Brasil

Se você pensa que com o sucesso da série Riverdale o personagem Archie Andrews começou a ser publicado somente agora em quadrinhos, sua mídia originária, no Brasil, está muito enganado. Archie Andrews e sua turma passaram por diversas publicações e editoras ao longo dos anos, ou melhor, das décadas, colecionando curiosidades e nomes pra lá de engraçados. Nós vamos falar sobre algumas destas publicações neste texto aqui.

“A Marvel Está Tentando se Manter Apolítica”, por Art Spiegelman

Art Spiegelman, autor de Maus e ganhado do primeiro e único prêmio Pulitzer dado para os quadrinhos, foi convidado pela Marvel Comics para escrever o prefácio da edição de número 1000 de Marvel Comics, comemorando os 80 anos da editora. Contudo, ele acabou brigando e se desligando da editora ao ser censurado de fazer um crítica ao governo de Donald Trump. Assim, apesar do que os conservadores podem dizer, mesmo com seus movimentos em favor da representação e diversidade, a Marvel, segundo Spielgelman está tentando se manter “apolítica” e não criticar nenhuma orientação política. Resolvemos, então, replicar aqui este excerto, que foi originalmente publicado na revista Quatro cinco um, da Folha de S. Paulo, com ótima tradução do Érico Assis.

O Thor Gordo: Por um Thor Mais Humano e Menos Divino

O Thor Gordo se tornou um verbete da enciclopédia eletrônica “urban dictionary” e do site “know your meme”. Depois de o encerramento da quadrilogia dos Vingadores terem levado milhares de pessoas aos cinemas e se tornado a maior bilheteria da história, não é de se espantar que as pessoas tenham se fantasiado de Thor Gordo para irem em festas de fantasia. Afinal, o Thor Gordo está bem mais próximo dos corpos reais dos homens do que o corpo de um Chris Hemsworth (deus me livre, mas quem me dera!). Vamos falar um pouco sobre essa mudança radical no Thor que aconteceu antes do Thor Gordo e como essa pançona acabou modificando o personagem para melhor. Pelo menos nos cinemas. 

Super-Heróis: O Futuro dos Santos?, por Leandro Karnal e Luiz Estevam de Oliveira Fernandes

No livro Santos Fortes, os historiadores Leandro Karnal e Luiz Estevam de Oliveira Fernandes analisam retratos do sagrado no Brasil, mais precisamente os santos católicos romanos e suas influências e confluências no Brasil. Qual não foi a minha surpresa que, ao pesquisar sobre sincretismo, me deparo no posfácio deste livro com nomes de super-heróis bastante conhecidos. Os autores sugerem que os super-heróis poderiam ser uma mutação dos santos para um futuro próximo, como uma forma de culto, que tem tudo a ver com as formas de culto atuais da religiosidade cristã. Então resolvi transcrever uma parte deste texto em que eles encaram a santidade dos super-heróis. Sem blasfêmia aqui.

Por Que o Filme da Liga Extraordinária deu tão Errado?

A grande maioria das pessoas que leu os quadrinhos de A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen), de Alan Moore e Kevin O’Neill, acabaou achando genial a reinvenção de tantos personagens da literatura universal especulativa. Mas por que quando o filme A Liga Extraordinária, dirigido por pelo diretor Stephen Norrington, com roteiro de James Robinson chegou aos cinemas em 2003, deixou tanto os fãs dos quadrinhos como o próprio Alan Moore decepcionado, a ponto de amaldiçoar os filmes de super-heróis para sempre? Vamos tentar explicar nosso pensamento aqui neste post.

Continuidade Narrativa e o Uso da Memória nos Quadrinhos

A memória nos quadrinhos pode ser pensada muito mais do que apenas quadrinhos que contêm memórias de outras pessoas ou dos próprios autores. Ela pode ser pensada através dos rituais que realizamos para guardar informações sobre os universos ficcionais dos quais gostamos; ela pode ser utilizada como forma de arquivamento de coleções, a nostalgia pode ser pensada através dessas memórias, entre outras situações. Mas uma função importante da memória, principalmente nas duas grandes editoras de super-heróis é a continuidade narrativa. É através dela que sabemos que uma história que estamos lendo ja teve um passado e terá um futuro e que depende de nós comprarmos mais e mais revistas para conhecer esse universo. Vamos falar neste post sobre como a continuidade narrativa dos super-heróis são uma ferramenta de impulsionamento de vendas para as editoras de quadrinhos. 

X-Men: O Pior X-Man de Todos, de Max Bemis e Michael Walsh

Para começar vou dizer para vocês que o título não está errado. Quando falamos de um integrante da equipe dos X-Men no singular, chamamos ele de x-man, assim mesmo, no minúsculo e no singular de men, que é man. X-Men, como uma equipe, uma reuniões de homens, é composta no plural e grafada em letras maiúsculas. Bem, explicado isso quero dizer que este post vai tratar sobre a minissérie X-Men: The Worst X-Man Ever, escrita por Max Bemis e desenhada por Michael Walsh. Você vai descobrir quem é ou foi o pior x-man de todos os tempos e porque ele mereceu essa alcunha. Sigam-nos os bons e os piores também!

Os Injustiçados Criadores de Justiceiros: As Biografias de Bill Finger e Joe Shuster

Estão nas livrarias físicas e virtuais duas publicações falando sobre a vida de dois grandes criadores de prestigiados super-heróis. Talvez os dois maiores super-heróis de todos os tempos. Temos a biografia de Bill Finger, criador e roteirista do Batman e de Joe Shuster, criador e desenhista do Superman. O que ambas têm em comum? É que estes criadores viveram, durante muitos e muitos anos, no ostracismo, sem serem creditados como autores destes grandes personagens. Os dois criadores sempre relegados à marginalidade para que a empresa que detinha os direitos à sua publicação, a DC Comics, retirasse toda a glória gerada por estes fabulosos super-heróis. Agora vamos falar mais um pouco sobre biografias, ausência de créditos e as carreiras dessas figuras, sem as quais a cultura pop não seria a mesma. 

Alienígena Demais. Lanterna Verde, de Grant Morrison e Liam Sharp

No mês de julho, a Panini Comics publicou a primeira edição de Lanterna Verde, um novo título que ficou aos cuidados do superstar Grant Morrison e do virtuoso dos desenhos Liam Sharp. Teria tudo para der certo, certamente. Mas, para mim, não funcionou. Isso porque Grant Morrison quis experimentar com a linguagem alienígena, que acaba de difícil acesso para o leitor, hermética demais. Por outro lado, a arte de Liam Sharp também está diferente, não é a mesma de seus trabalhos anteriores na DC Comics. Neste post vamos falar um pouco mais sobre a nova série de Lanterna Verde e a razão pela qual Grant Morrison e Liam Sharp falharam no seu intento. 

“Santa Sexualidade! Batman e Robin Me Tornaram Gay”, por Steve Berry

A oitava edição da revista underground de quadrinhos Gay Comix, assim como a nona edição, eram temáticas de super-heróis (gays, é claro!). Para o editorial, o leitor Steve Berry falou sobre sua relação especial com os personagens Batman e Robin e como eles despertaram a sua (homo)sexualidade. O relato de Berry é muito mais afetivo e carismático do que os apelos feitos pelo psiquiatra Fredric Wertham. Neste post, além de trazer na íntegra e traduzido o texto de Berry, vamos apresentar algumas teorias de porque os gays acabam criando casais gays onde eles não existem, principalmente na mídia de quadrinhos. Por isso, peço encarecidamente, NÃO COMENTE COM HATE, e leia pelo menos todo o post antes de comentar algum disparate. Agradecemos a preferência!

“Mike Mignola é Um Gênio”, por Guillermo Del Toro

Guillermo Del Toro é um diretor mexicano que tem grande afinidade pelos temas sobrenaturais. Fez isso em filmes muito premiados como O Labirinto do Fauno e A Forma da Água, sempre buscando encontrar o lado humano e além do humano em criaturas das formas mais bizarras, mas que se mesclam à nós de forma fluida e natural. Como a maioria dos fãs de quadrinhos sabem, Del Toro também foi o diretor dos dois primeiros filmes de Hellboy, baseados nas criações do autor e desenhista Mike Mignola. Del Toro e Mignola mostraram em seu filme uma dedicação e uma fascinação pelo universo que se descortinava à frente do espectador, foi uma bela osmose de trabalhos. Perceba aqui nesta citação o que Del Toro pensa do trabalho de Mike Mignola e entenda porque o diretor considera o quadrinista um gênio.